Era uma vez uma moça que viveu um
conto de fadas ao contrário. Ela não esperava mais pelo príncipe encantado e
eis que ele apareceu montado num cavalo branco, ou melhor dizendo, sentado
dirigindo um Corolla, ou seja lá qual for o carro dele. Eu fui no casamento
dessa moça. Digo moça porque agora que ela começou a viver seu próprio conto de
amor, apesar de na realidade ela ter 35 anos e ter perdido a esperança por um
tempo.
Daí o destino vem e mostra que
nada é impossível e o que é pra ser nosso sempre é. Quantas moças de 20 anos
não queriam estar lá diante do padre querendo dizer SIM? E ela, com seus 35
anos o estava dizendo pela primeira vez. É porque hoje, casamento virou festa
da uva, querem comemorar várias vezes e comparar qual foi o melhor. Pessoalmente,
eu quero dizer o SIM uma vez só, não ficar colecionando pessoas ao longo da
vida, se ela (a moça) esperou e conseguiu quando nem bem esperava, acho que
todas conseguem.
Do início então, eu cheguei
atrasada. Tinha um compromisso antes, mas lá fui eu com meu vestido preto (não
remetam a viuvez ou tristeza) longo e maquiagem cintilante. Cheguei na hora em
que o padre falava de amor carnal e de partilhar problemas, dizendo que já não
existem mais duas pessoas, mas uma apenas. Eu discordei. Acho que casamento não
é você pegar dois caminhos e fundir num só, esquecendo o 2, mas dois caminhos
que se encontram e passam a andar lado a lado num novo caminho. Existe o 2 de
parceria, mas existe o 1 de individualidade. Sem sufocamento, nem egoísmo.
Na saída, teve chuva de arroz,
pétalas de rosa e muito auê. A recepção ficava praticamente em frente a igreja,
dava pra ir andando, parecia a marcha dos grã finos, um monte de gente de terno
e vestido longo caminhando.
Obviamente, os noivos não foram
logo, mas recepção já é outra parte do casamento...

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