domingo, 1 de julho de 2012

A saga da bolinha de gude


 
Eu precisava comprar algumas coisinhas para um tratamento que vou fazer com um amigo meu e uma dessas coisinhas eram bolinhas de gude pra estímulo de coordenação motora fina. Aqui a gente também chama de peteca, eram umas coisinhas bem populares há uma década atrás, embora em alguns lugares ainda se achem crianças brincando disso pelas ruas.  

Hoje em dia, é possível se ver dentro de vasos enfeitando a sala e baseada nisso imaginei que seria fácil achar, uma vez que sabia mais ou menos onde procurar. 1ª decepção,  no lugar onde dava por certo que tinha, não tinha. A moça que me atendeu pelo menos me recomendou outro lugar onde poderia ter. Cheia de esperança fui lá e não tinha também. Alguns vendedores pareciam não entender muito bem o que era, então depois da terceira tentativa eu perguntava se tinha “peteca” ao invés de “bolinha de gude”.

Mais duas lojas e eu perguntava se havia “bolinhas para colocar dentro de vasos pra decorar” e nada também. Depois de mais uma penca de ruas andando, eu decici entrar nas lojas e olhar primeiro antes de perguntar, não só pra não receber um não de cara, mas não ter que me chatear com a cara do vendedor de má vontade me dizendo isso.

Exatamente. O que chateia o consumidor nem sempre é o fato de não ter o produto, o fato do produto ter um preço elevado demais, muitas vezes é o atendimento. Noto uma diferença drástica de atendimento em determinados lugares embora eu como consumidora mesmo podendo gritar meus direitos de ser bem atendida, sempre cumprimento com um oi. Não nego que embora tenha comprado em lugares bem mais em conta com péssimo atendimento, também já optei em comprar mais caro com um atendimento razoável/bom. 

Entendo que há toda uma questão de cansaço, afinal vendedores trabalham muito, é verdade e isso vai desde shopping com lojas de luxo até aquele armarinho de comércio popular, porém convenhamos que não tem nada pior do que ser atendido por um vendedor que age como se ele estivesse fazendo um favor pra você. Atitudes como não sorrir e nem olhar na sua cara é um claro exemplo disso.

Visitei várias lojas e procurando as famigeradas bolinhas de gude, parei em uma loja de make pra comprar um presente. Sempre vou lá e já sou até conhecida, a vendedora que estava no microfone gritou meu nome e eu atravessei a rua. Lá é um claro exemplo de bom atendimento, principalmente porque se tratando de maquiagem você nem em seus mais loucos devaneios pode vender algo sem saber pra que serve, sem saber como usa. As meninas de lá evoluíram bastante desde que fui lá pela primeira vez e não por acaso a loja se tornou referência em termo de maquiagem.

Da mesma forma como lá tem bom atendimento, há outras lojas nas quais as vendedoras só se maqueiam literalmente. Fui em armarinhos, lojas de costura, de importados. Muitas nem olhavam na minha cara, só diziam: Não tem. E eu observava, muitas estavam lá, com os olhos cheios de cores, pele impecável na base, blush e rímel, mas só isso. Só umas bonecas com um monte de acessórios, como as Barbies e suas múltiplas profissões.

No final de tudo consegui achar as bolinhas, em um lugar muito mais longe do que costumo ir, quase chegando em como se diz por aqui “em outro setor”. E curiosamente, foi em uma loja chamada “Casa do papel” que vendia um monte de miudezas, desde material escolar até coisas de arte e diversos materiais. Perguntei para um homem de uns 40 e poucos e ele falou: Ali á esquerda. Tipo super espontâneo e educado, considerando a simplicidade da loja. 

Muitas vezes me imaginei como vendedora e a primeira que colocaria na minha cabeça é: saber o que estou vendendo, porque também já aconteceu de eu saber mais do material que estava comprando do que quem estava vendendo e ambos ficarem com cara de tacho, se bem que o vendedor (a) fica além disso constrangido. Acho que saber o que está vendendo, demonstrar conhecimento e ser simpático são ingredientes fundamentais pra ser um bom vendedor, falo como consumidora, mas acredito que para os comerciantes também vale...

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