Amigos, amigos, negócios á parte
é uma frase que possui um sentido positivo se olhada de uma outra forma. Quando
você encara um negócio como um negócio e uma pessoa como uma pessoa, está dando
o valor certo a ambos. Falo isso porque muitas pessoas encaram os dois como a
mesma coisa.
As novelas estão aí pra isso. “Me
aproximo de você porque essa amizade me traz muitos benefícios, serei notado,
visto, meus contatos serão ampliados e me tornarei mais influente”, isso é
tratar uma pessoa como negócio. É ver os pesos e medidas de uma amizade, de um
casamento, de uma proximidade. Tratar alguém assim talvez revele o quão
racional você é e o quão chato e oco também.
Casamentos/namoro tem sido o novo
relacionamento pessoa-negócio que já vi. Nem precisa casar, ás vezes no namoro
se vê isso. O namorado que faz um curso importante na universidade é melhor
companhia, ele precisa ser bonito e ter corpo atlético. Como eu comentei uma
vez com um amigo, é aquela situação de garotas que querem um namorado que curse
medicina numa determinada faculdade cuja mensalidade é R$ 3000,00 e dirija um
Kia. Se o cara tem carro, tá no lucro; se trabalha, tem sucesso e um bom
salário, se leva pra lugares badalados, é um super bom partido. E se ele compra
alianças de compromisso então? É o auge dos lucros! Tanto que se pode ouvir das
amigas que investidoras dizerem: Que sorte! Ela fez um bom negócio!
Quando você não trata as pessoas
como negócio consegue sentir a bondade do coração do outro sem olhar para o que
ele tem ou faz. A pessoa pode ter tudo ou nada, você sente o que ela tem por
dentro. Muitas pessoas são visadas por terem muito e são consideradas “bons
partidos”, mas no fundo apreciam valores humildes, da mesma forma que muitos
não tem nada e acreditam os outros os apreciarão de graça, mas muitos desses
possuem o coração do tamanho de uma ervilha.
Tenho um amigo que tratava as
pessoas como negócio, e ele passava a impressão de ser indiferente a tudo, frio
e duro como a casca de uma árvore centenária. Sorte dele estar mudando, pois
atraímos, na maioria das vezes, pessoas parecidas com o que demonstramos.
Eu enxergo
casamentos/namoros/amizades negócio como aqueles R$ 0,02 de troco que o caixa
de supermercado fica e que no fim do dia dá alguns reais ao proprietário. Pode
não parecer nada, nem importar muito á princípio, porém com o passar do tempo
vira uma bola e pode causar um desfalque em você, só que não um desfalque
material, mas sentimental. Você faz tudo pra não se admitir quebrado, porém o
melhor seria ficar só conscientemente.
Deve-se sentir as pessoas, vê-las em seu
caráter, conduta para com o próximo, bondade... o melhor talvez, seja deixar os
interesses, avaliações, testes psicológicos, lucros e prejuízos para o mundo
profissional e dos negócios somente.
Assino embaixo de tudo que vc disse...pelo menos por enquanto ainda há pouco de sentimento, mas imagino que a tendência do mundo é transformar cada vez mais tudo em negócios. Mas sigo a ideia de "amar pessoas e usar coisas e não o contrário"
ResponderExcluirDemorei pra ler e comentar, mas ainda estou em viagem e meu acesso à net é meio limitado aqui.
Que a gente tenha um ótimo 2013!
Até ^^
Muito, muito obrigada pelo comenário Will! Que 2013 seja ótimo pra gente com realização de projetos, muitos reviews e comentários XD. Tomara que esse ano o blog agrade mais ainda, e possa ser cada vez mais apreciado por todos. Bjos!
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