domingo, 20 de janeiro de 2013

Você não sabe que cresceu até que...





AEEEEHHHHH! Primeiro post do ano! Um pouco atrasado é verdade, mas foram semanas agitadas, leia-se missa e solenidade de formatura. Pois é, meus caros leitores, sou fisioterapeuta agora, com diploma e tudo. Tiveram umas intercorrências, na hora é aquele rebu, vestido amassa, o penteado pode não sair a contento, sendo que fui eu que fiz, perdi uma foto com a turma e com meu prof querido, mas o que importa é que agora finalmente dei um passo pra ajeitar minha vida. E é sobre isso que é este post.

Meu amigo Will deve saber bem como é essa sensação de que você está crescendo, nem tanto no sentido físico da coisa, mas nas responsabilidades e no próprio sentimento de ter as rédeas da sua vida nas mãos, ele tem duas graduações e já trabalha, fico muito feliz de ter um amigo como ele. Percebi essa sensação quando tomei nota de que não era mais aluna, olho pra minha carteira de estudante e já mentalizo o momento em que ela perderá a validade e terei que pagar entrada inteira no cinema. Contudo, sinto um incomodo de saber que meus pais ainda me dão dinheiro, é como uma agulha que me alfineta, minha consciência me diz: agora você tem um diploma, faça o dinheiro entrar. 

Você também não percebe que está crescendo até que para de ir pelo que é bonitinho e passa a ver o real valor das coisas. Um exemplo disso foi minha agenda 2013, eu sempre gostava de capas bonitinhas, de personagens, mas passei a primar pelo prático e acabei comprando uma em conta que atendia as necessidades, ou seja, escrever compromissos. Comecei a ter consciência de economizar em casa também, não compro caneta ou caderno novo se ainda tenho o que gastar, principalmente porque muitos dos cadernos que comprei terminaram com as folhas rasgadas e no lixo. Tudo para economizar espaço no armário, criei uma consciência de que não se deve ter espaços ociosos, seja em casa ou na vida.

Tinha umas compulsões consumistas, de comprar um batom quando já tinha um bocado, comprar maquiagem quando mal conseguia gastar o que tenho, literalmente em dois meses devo ter jogado 5 batons/gloss fora por terem perdido a validade. Passei a economizar água, nem tanto pela falta de água no mundo e pelas profecias do Greenpeace, mas pela conta, como eu disse, sei quanto custa cada coisa agora e passei a ver dinheiro como algo que pode ser utilizado de forma muito útil e inteligente caso sua mente esteja focada.

Antes eu queria uma casa com teto de estrelas, um lustre que imitasse gelo, coisas feitas sob medida e exclusivamente para mim, hoje que eu quero ter uma casa de tijolos, de preferência com o que colocar dentro dela. E isso é uma característica também de quando a gente cresce, a gente quer trabalhar pra ser merecedor, não me importaria de trabalhar dia e noite pra ter os recursos pra realizar todos os meus sonhos. É claro, exige disciplina, menos horas em facebook, youtube e hora certa pra fics, blog e vídeos, mas a mera ideia da independência me faz sentir uma grande satisfação.

Li uma frase interessante uma vez, acho que foi até em um perfil do Nyah: “Quando eu era criança brincava de ser adulta, agora que sou adulta, vi que não tem graça nenhuma”. Eu discordo, quando eu era criança, não queria crescer, tudo era tão legal e minha vida se resumia a tirar no mínimo 8,0 nas matérias e o mundo dos desenhos e filmes me era liberado. Hoje, não nego, aturar certas coisas do mundo adulto não é fácil, chega á beira do insuportável mesmo, mas me alegra muito o fato de eu ter o poder de ser quem quero ser, ser mais dona disso e ter a maior liberdade de ser infantil de vez em quando se me der vontade, porque eu estou arcando com minha vida agora, porque eu estou crescendo e dando horários para as coisas. E diferente de muitas outras épocas da minha vida, eu não estou mais com medo de qualquer bicho-papão que possa aparecer no caminho.

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