
AEEEEHHHHH! Primeiro post do ano! Um pouco atrasado é
verdade, mas foram semanas agitadas, leia-se missa e solenidade de formatura.
Pois é, meus caros leitores, sou fisioterapeuta agora, com diploma e tudo.
Tiveram umas intercorrências, na hora é aquele rebu, vestido amassa, o penteado
pode não sair a contento, sendo que fui eu que fiz, perdi uma foto com a turma
e com meu prof querido, mas o que importa é que agora finalmente dei um passo
pra ajeitar minha vida. E é sobre isso que é este post.
Meu amigo Will deve saber bem como é essa sensação de que
você está crescendo, nem tanto no sentido físico da coisa, mas nas
responsabilidades e no próprio sentimento de ter as rédeas da sua vida nas mãos,
ele tem duas graduações e já trabalha, fico muito feliz de ter um amigo como
ele. Percebi essa sensação quando tomei nota de que não era mais aluna, olho
pra minha carteira de estudante e já mentalizo o momento em que ela perderá a
validade e terei que pagar entrada inteira no cinema. Contudo, sinto um
incomodo de saber que meus pais ainda me dão dinheiro, é como uma agulha que me
alfineta, minha consciência me diz: agora você tem um diploma, faça o dinheiro
entrar.
Você também não percebe que está crescendo até que para de
ir pelo que é bonitinho e passa a ver o real valor das coisas. Um exemplo disso
foi minha agenda 2013, eu sempre gostava de capas bonitinhas, de personagens,
mas passei a primar pelo prático e acabei comprando uma em conta que atendia as
necessidades, ou seja, escrever compromissos. Comecei a ter consciência de
economizar em casa também, não compro caneta ou caderno novo se ainda tenho o
que gastar, principalmente porque muitos dos cadernos que comprei terminaram
com as folhas rasgadas e no lixo. Tudo para economizar espaço no armário, criei
uma consciência de que não se deve ter espaços ociosos, seja em casa ou na
vida.
Tinha umas compulsões consumistas, de comprar um batom
quando já tinha um bocado, comprar maquiagem quando mal conseguia gastar o que
tenho, literalmente em dois meses devo ter jogado 5 batons/gloss fora por terem
perdido a validade. Passei a economizar água, nem tanto pela falta de água no
mundo e pelas profecias do Greenpeace, mas pela conta, como eu disse, sei
quanto custa cada coisa agora e passei a ver dinheiro como algo que pode ser
utilizado de forma muito útil e inteligente caso sua mente esteja focada.
Antes eu queria uma casa com teto de estrelas, um lustre que
imitasse gelo, coisas feitas sob medida e exclusivamente para mim, hoje que eu
quero ter uma casa de tijolos, de preferência com o que colocar dentro dela. E
isso é uma característica também de quando a gente cresce, a gente quer
trabalhar pra ser merecedor, não me importaria de trabalhar dia e noite pra ter
os recursos pra realizar todos os meus sonhos. É claro, exige disciplina, menos
horas em facebook, youtube e hora certa pra fics, blog e vídeos, mas a mera
ideia da independência me faz sentir uma grande satisfação.
Li uma frase interessante uma vez, acho que foi até em um
perfil do Nyah: “Quando eu era criança brincava de ser adulta, agora que sou
adulta, vi que não tem graça nenhuma”. Eu discordo, quando eu era criança, não
queria crescer, tudo era tão legal e minha vida se resumia a tirar no mínimo
8,0 nas matérias e o mundo dos desenhos e filmes me era liberado. Hoje, não
nego, aturar certas coisas do mundo adulto não é fácil, chega á beira do
insuportável mesmo, mas me alegra muito o fato de eu ter o poder de ser quem
quero ser, ser mais dona disso e ter a maior liberdade de ser infantil de vez
em quando se me der vontade, porque eu estou arcando com minha vida agora,
porque eu estou crescendo e dando horários para as coisas. E diferente de
muitas outras épocas da minha vida, eu não estou mais com medo de qualquer
bicho-papão que possa aparecer no caminho.
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