sábado, 23 de fevereiro de 2013

A saga da formatura - parte II


 


22/02/13 - Pouco mais de um dia da festa de formatura e eu me sinto uma idiota. Achava que podia chamar essa festa de minha, mas não. Festas de formatura são festas coletivas, mas não se iluda, se por acaso você (e só você) não pagar uma taxa é só o seu quadro que não vai estar exposto no dia pra sua mãe ver. Bem, tenho me sentido cansada. Nem tanto fisicamente, mas mentalmente, ás vezes ambos. Pode parecer incompreensivo, afinal, tantas outras pessoas estão “trabalhando incessantemente para tudo dar certo”, mas não posso evitar.

Como no TCC, há coisas que tenho a constante impressão que estou fazendo errado. Não fui à muitas formaturas e sou a primeira da família que se forma, não tive festa de 15 anos, então muita coisa não sei bem como funciona. Convites restritos e balangandãs, tive que aprender como resolver.
A questão dos convites foi a primeira coisa que me fez raiva. Não pelo número, nem pelo preço do convite extra (R$ 105,00), mas porque você sentar e passar na peneira quem vai e quem não vai normalmente gera conflito. Um amigo meu disse algo que me fez refletir: “Isso é uma formatura, não uma festa de Natal”, então tipo não dá pra convidar aquele parente das profundezas da sua árvore genealógica.

Isso eu gostaria muito que compreendessem. A parte da família da minha mãe é mais centrada, tem pessoas distantes com as quais a gente não fala muito (ou nem fala) e a mamãe compreende bem isso. A parte do papai deve ter algum gene de italiano, porque gostam de uma fuzaca, podem não saber o nome da pessoa, não falar muito, mas querem estar lá batendo palma. Acredite ou não, tenho 22 anos e tem primos que não sabem nem meu nome, o que dirá o que faço.

Daí, dá pra ver o rebu que foi na hora de distribuir 29 convites entre duas famílias, amigos e professores. Quem eu queria de verdade que fosse, não vai, seja por impossibilidade de dia ou porque não está na cidade. Duas pessoas devolveram o convite. Uma delas de 100%, era 5% convidada minha. Gostaria muito de dizer que foi uma coisa do tipo: “Sei que é complicado, mas entendo se não convidar”, porém na moral foi mais como: “Sei que é complicado, a formatura é sua, você convida quem quiser *fazendo uma cara muito aborrecida como que dizendo: mas fico muito chateado se não convidar essa ou aquela pessoa*”. E o pior é que eu tenho que sorrir e fingir que não me chateio também.

Como eu disse no início, é uma festa coletiva. Vale pra sua família também. É sua, mas por algum motivo, seus pais tem direito também, afinal são eles que pagam. Daí, eles querem convidar parentes que você nem sempre se sente tão parente, mas vá lá. E não adianta tentar explicar, porque no fim, você se sente responsável. 

Aliado a isso, teve muita coisa mais. Que deixaram minha cabeça bem esgotada. Gente que perdeu convite, chateação por esse ou aquele convidado, gente que devolveu convite. Aí eu tenho que me informar á respeito, a resposta foi curta e grossa: eu devo assinar um termo me responsabilizando por quem não levou convite e se no fim exceder meu número de convidados, terei que pagar a diferença. Com a cabeça cheia do jeito que estava quase digo: “Entendi perfeitamente, mas não vou me preocupar com isso, porque sinto que parte dos meus convidados não vai e nem por isso vão me devolver dinheiro”. Taí, uma produtora que devolve dinheiro pelas cabeças que não foram, não seria interessante?

Comprei os balangandãs a uma semana, me senti idiota porque parecia não saber o que comprar. E no fim só terminava com a sensação de que gastei dinheiro e não comprei o bastante. E na minha festa nem vão tantos jovens assim da minha parte de convidados pelo menos.

A empresa que faz os vídeos com tanto dinheiro não comprou um HD externo perdeu nosso vídeo, o que passaria no telão na hora da entrada e que ficamos até 15h da tarde fazendo embaixo do sol. Deveriam lançar uma campanha: “Um HD externo para empresa tal”. Resultado: tivemos que refazer o tal vídeo a um dia da festa. E com sérios problemas de disponibilidade, pois muitos estão viajando ou trabalhando.

Eu talvez esteja vendo muitas falhas e só vendo esse lado, mas ás vezes cansa muito. Cada um tem lá sua forma de encarar o momento, eu tenho esse jeito meio água de encarar. Uma hora to bem, outra tenho umas crises. A verdade é que no fundo já vivi tanto dessa festa na teoria que em uma parte da minha cabeça ela já deu o que tinha que dar. O resto fica por conta do destino e o que ele quiser me dar.

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