
Ontem eu vi o comercial doPeugeot 208 e achei simplesmente incrível! Nossa, ficou muito bem feito e foi
de grande criatividade. Fui procurar no youtube o comercial e eis que esbarro
num daqueles comentários de uma feminista revoltada, questionando o porquê de
ser um homem a dirigir ao invés de uma mulher, e porque uma mulher tem que
terminar com o cara no carro já que estamos no séc. XXI e a mulher hoje pode
comprar o seu próprio veículo. Nem preciso dizer que além das negativações em
peso teve uns comentários ofensivos mandando a dona do comentário lavar louça.
Eu, mesmo não concordando com as
mandadas de lave louça ou encare tanque, também achei desanimador ler uma coisa
dessas num vídeo que era pra ser só diversão. Caso você não tenha visto, sem
dar muitos spoilers, o comercial é baseado no desenho Corrida Maluca, de Hanna
Barbeira. Muitos não sabem, mas costumava passar a uns anos atrás no SBT. E
achei super criativo porque na corrida maluca o objetivo é a chegada, mas a
principal atração são os (adivinha só!) CARROS.
Não é a primeira vez que fazem comentários assim sobre
um comercial. Li uma crítica sobre o comercial da Schin dos caras que ficavam
invisíveis, dizendo que o fato deles entrarem no vestiário feminino seria uma
alusão ao estupro. Na moral, acho que as mulheres saem assustadas e gritando
não por causa de uma tentativa de estupro, mas porque sentem que tem algo ali
que não conseguem ver de onde vem. Se você assistir aqueles documentários da
Discovery de investigadores que passam a noite em casas assombradas também vai
ver os homens assustados e gritando por estarem sendo tocados, cutucados e
sentindo calafrios de alo que não sabem o que é.
Adorei o comercial, achei de uma simplicidade e
criatividade únicas. Seria muito legal que só prestassem atenção nos carrinhos,
nos personagens, sentissem a falta do Professor Aéreo ou do Rufus Lenhador, aos
interessados em comprar, percebessem os acessórios, porque em um comercial
assim é esse tipo de coisa que conta e que faz rir. Aos que ficam falando, criticando
indevidamente e fazendo picuinha, só dou minha risadinha de Muttley a eles.
São comentários mais isolados. Essa história da Penélope pegar carona foi, sim, uma descaracterizada a serviço de uma ideia (mostrar o carro como sinônimo de poder).
ResponderExcluirMas existem coisas mais urgentes com que se preocupar do que com um comercial que, fora por esse detalhe, é excelente. Isso aí é o que algumas feministas chamam de "feminista-que-nunca-passou-perto-duma-delegacia-da-mulher". =P
Obrigada por comentar! Feliz que tenha lido! ^^
ResponderExcluirOlá Rhay, achei da ideia de você postar sobre o feminismo aqui muito interessante, quando postei o comentário no youtube não foi para causar este alvoroço todo, foi apenas minha opinião quanto ao que sentir ao ver o comercial, só gostaria de ver como "cliente", um comercial de carro com mulheres, seria diferente e talvez alcançasse um público maior. Parabéns pelo blog. Beijos.
ResponderExcluirObrigada pelo comentário, confesso que foi uma surpresa pra mim! Agradeço de coração o elogio e também sua opinião ^^. Abraços e obrigada por ler!
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