quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobrevivemos ao Fim do Mundo? Ás vezes tenho minhas dúvidas...




Muitos não estavam nem aí para as profecias de 2012, outros respiraram aliviados quando o dia previsto para o fim passou e o dia seguinte amanheceu. Eu não acredito que tenha passado, mas que tem perdurado até hoje.

Com essa onda de protesto, o negócio atingiu níveis épicos. Não estou recriminando as intenções, como já falei aqui, só estou analisando os motivos e mais ainda as consequências. Talvez se todo mundo fosse lá, desse seu recado e voltasse pra casa seria uma boa, porém muitos escolheram saquear lojas, invadir propriedades e tocar fogo em esquinas, um desses casos aconteceu a menos de um quarteirão da minha casa.

Penso na origem das coisas, se os que tem poder e responsabilidades para com os outros fossem um pouco mais honestos, íntegros e honrassem minimamente o que tem nas mãos. A nossa excelentíssima presidente propôs corrupção como crime hediondo, bom, desonestidade e falta de caráter também devia ser, contudo por lei isso ainda não se pune. Não é por 0,20 (que não dá nem pra uma pipoca de bombozeiro), ou por merendas melhores nas escolas ou pelo último episódio da Caverna do Dragão, é por algo mais honesto.


Há algum tempo atrás, uma dentista foi queimada por causa de R$ 30,00, queimada por menores. Levantou toda a discussão da redução da maioridade para 16 anos, eu acredito que até para 14 é válida. Não olho pelo lado político da coisa, tipo: “Oh, é falta de investimento em segurança, educação. Se houvesse incentivo social, não haveriam coisas assim”. Eu vou mais fundo. O governo tem seus deveres, mas não tem nada haver com o que se é por dentro. Acredito na redução da maioridade, porque um adolescente de 14 anos já moldou seu caráter, já sabe o que quer e quando faz algo que magoa/fere/machuca fisicamente uma pessoa. Pena que estamos chegando a um ponto que o que era pra ser básico do ser humano se torna opcional.

Um garoto de 11 anos engravidou uma mulher de 36 na Nova Zelândia. Estupro ou ação voluntária? Levantou questionamentos que a lei devia punir mulheres por estupro tanto quanto pune homens. Parece absurdo? Talvez não. Uma mulher de 36 anos, mãe do coleguinha do garoto, parecia já ter relações com o garoto há algum tempo. Ainda que ele tivesse plena concepção do que estava havendo, não exclui o fato de que é menor e algumas mulheres tem desvios de caráter e potencial para cometer atos criminosos. O feminismo lutou e ainda luta, fala que vivemos numa sociedade que prende, que oprime e que vive em uma apologia ao estupro, como então fica diante de uma situação dessas em que uma mulher estupra um menor?

O Estatuto do Nascituro gerou um bocado de discussão. Eu mesma fiz um post á respeito, alguns concordaram, outros discordaram, mas analisaram e outros discordaram e me mandaram pra bem longe. Dizem que oprime a mulher e limita sua escolha, vem á tona todos aqueles velhos argumentos de que a vida da mulher vale mais, que ela não é obrigada a carregar uma gestação decorrente do estupro e tal. Eu argumentei á favor da vida, expliquei o porquê, embora perceba nos blogs que as opiniões contra o aborto sejam violentamente rechaçadas.

Tipo, logo te chamam de um monte de coisa, tais como “machista imbecil”, “cretino”, além de que se recebe o rótulo de “pró-vida” dito de um jeito como se fosse uma praga. Pessoalmente, aprovando ou não, vou continuar sendo á favor da vida. O que me choca é a falta de respeito. Posts viraram campo de batalha e aqueles que pregam tanto o respeito e igualdade, ofendem quem tem opinião contrária. Assim, na minha cabeça, respeito, caráter e compreensão são coisas universais, não seletivas. Então se aplicam a tudo e todos, não somente a quem compartilha do mesmo que você. Não custa respeitar, ainda que não concorde.

Isso me faz lembrar outra situação, específica das mulheres. Em um mundo onde se prega tanto a independência feminina, parece estranho que uma garota queira tanto, mas tanto, casar e ter uma família. Garotas tais quais a Bella, de Crepúsculo, que foi duramente criticada porque disse “Não tem nada que eu vá querer mais do que o Edward”, ou como a Rosalie Hale, que queria casar e ter uma família própria e tinha isso por felicidade. Segundo críticas que li, reflete que uma mulher não pode viver sem um homem. Eu tenho curiosidade de saber se por acaso elas fossem lésbicas e desejassem o mesmo, se atrairiam mais simpatizantes. Sem preconceitos, é só uma hipótese.

A questão, ao meu ver, é um desejo. Um sonho. Algo que se quer de uma forma tão profunda, que se torna muito importante para alguém. As pessoas tem sonhos diferentes, o que não torna nenhum sonho mais mixo ou insignificante se comparado a outro. Ou melhor, comparar sonhos já é uma coisa sem sentido. Tenho visto pessoas na internet que se acham melhores por ter uma situação diferente do que consideram ruim, é extremamente arrogante. Notei que algumas feministas mais radicais olham com desdém, desprezo e até nojo aquelas garotas que sonham avidamente com alguém e querem ter (como já vi) uma “vidinha” com esse alguém. Se você acha limitante e mixo, a opção é sua, mas a questão é: que direito acha que tem de rir e condenar o sonho de outra pessoa?

Soube de um caso aqui na minha cidade. Um menino de 3 anos introduziu o dedo no ânus de uma menina da mesma idade. Tudo está postado neste blog, feito pela mãe da vítima. Após muitos dias de processo, discussões e laudos, não sei o que me mais me incomoda. Se é o fato da coordenação/professores/empregados agirem da mesma forma banana e negligente que agiam na época em que eu estudava (e isso faz mais de 10 anos), o que está gerando constrangimento e angústia para a mãe da menina ou comentários do tipo: “é reflexo do machismo” ou “daqui a pouco colocam a culpa na guria por "seduzir" o anjinho -.-'”, como se o menino de 3 anos fosse parar no banco dos réus.

Estamos valorizando coisas. Valorizando empregos, salários, benefícios, vantagens, negócios. E valorizando cada vez menos as pessoas, seus sonhos, suas aspirações, seu modo de ver a vida, sua integridade. Não raro me olharam como se eu fosse uma idiota, por acreditar que as pessoas podem ser melhores do que são, por acreditar que o mundo pode escapar de seu fim, por não colar em provas porque acho desonesto e por querer fazer as coisas certas. Já me olharam como se eu fosse uma sonhadora que vive em um mundo alternativo e estaria sempre fadada a quebrar a cara na realidade, vi pessoas sem o menor pingo de sensibilidade afogadas em seu próprio egoísmo e eu olhava perguntando com os olhos: “Onde é que você deixa sua compreensão e sua humanidade?”


É exatamente por isso que pessoas que salvam cachorros no meio de enchentes, mães que abraçam seus filhos em terremotos, pessoas que dão lugar no ônibus para uma gestante/idoso/mulheres com crianças ou casais com histórias de amor que vencem super dificuldades viram notícia, são vistas ou veneradas pelos outros como deuses, embora, na verdade sejam tão humanos como nós.

Uma pessoa que me deu um grande exemplo foi o Fabio do canal Ahsefordeu, uma pessoa simples que tinha um sonho: o de conhecer o mestre Chespirito e foi atrás até conseguir, definitivamente, ele possui toda a minha admiração e me faz sentir esperança. Ele, assim como outros, só fizeram aquilo que o resto do mundo está desacostumado a fazer e a ver. O que era pra ser conduta, vira algo extraordinário, então o resto enxerga nessas pessoas a esperança e a fé de ser algo melhor do que é, sentimentos que se deixaram perder e que com elas de repente podem ser restaurados. Pessoas como o Fabio dão uma centelha de luz, mostram ao mundo que é possível, independente de qualquer coisa ou dificuldade.

Não acredito em profecias, não acredito que o mundo vai acabar por fogo, como em Sodoma e Comorra, por água através de uma onda gigante; por um meteoro vindo do espaço, uma invasão de robôs ou por uma horda de zumbis (embora isto me pareça bem tentador), o mundo está acabando de certa forma e NÓS somos os únicos responsáveis. E não estou falando de desmatamento na floresta Amazônica, petróleo nos oceanos e matança de baleias, estou falando da perda vertiginosa que está se tendo de ver o outro como um ser humano igual a nós e de nos inspirarmos em bons exemplos. O dia em que isso se perder por completo, estaremos em algo perto da selvageria.

Torço pra que não aconteça. Porém, se eu ainda estiver por aqui caso ocorra, será como a última cena de Romeu e Julieta: todos desolados, perdidos, tristes e alguém dirá de forma a afirmar a situação: FOMOS TODOS PUNIDOS.

4 comentários:

  1. Parabens pelo post. Realmente, devemos ter esperanças de um mundo melhor. Para que isso aconteça, antes de exigir dos outros a mudança, seja você a mudança que quer ver nas ruas, nas praças, na cidade, no lugar em que você está.

    PS: Rindo litros com a citação "...uma invasão de robôs ou por uma horda de zumbis (embora isto me pareça bem tentador)"

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  2. Nossa, muito obrigada pelo comentário! É uma honra e um presente pra mim! Realmente, devemos ter esperança e mostrar através de nossas ações que ela existe. Concordo que a mudança começa dentro de nós, ainda que façamos algo pequeno, acredito que as verão e logo outro estará fazendo igual e assim por diante. O mundo precisa de exemplos bons... Valeu por comentar!

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  3. gostei do seu blog...recomendo!!! Felicidades....

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    1. Muito obrigada pelo comentário! É legal ter um novo leitor!

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