Eu iria assistir esse filme no cinema, sei lá, ouvi um colega de trabalho mencionar e me pareceu no mínimo interessante imaginar a platéia gritando, pulando 5cm da cadeira, essas coisas. Meu plano era ir hoje, na quarta, quando o cine é mais barato, acho que na minha cabeça, se é pra ficar com medo e impressionada (no sentido negativo), o melhor é não gastar muito para isso.
Contudo, no fim, voltei pra casa, baixei pela net, já que uma amiga minha disse que viu assim e comecei a ver. Na verdade, enquanto assisto estou escrevendo este post. Comigo é assim, posts em tempo real hehe.
Tudo começa com uma casa. A velha história da família que se muda para uma casa nova. Ainda que essa casa seja no meio do nada, perto de um lago com um aspecto meio sombrio. Mesmo assim, todos estão felizes, até que começam a notar umas coisas muito estranhas, tipo relógios que param na mesma hora.
As coisas começam a ficar piores, mas tipo, bem piores. Pés puxados no meio da noite, cheiros estranhos, hematomas na mãe. Enfim, e paralelo a isso, mostra a conduta dos dois estudiosos da paranormalidade. Devo admitir que concordo com minha amiga Nath, nada contra a igreja católica, seus métodos e leis, eu sou católica e curto demais o novo papa, mas ficou extremamente claro pra mim que o fato da pesquisadora ter sensibilidade apurada, conseguir ver através da energia contida em objetos, sentir com algo além dos cinco sentidos, faz dela uma Médium, esse é o nome correto, gostaria que essa palavra assim como mais termos relacionados a ela fossem mencionados mais vezes.
Voltando ao filme, há cenas que envolvem uma brincadeira e também um espírito, quando vi a cena, não pude evitar de lembrar daquele episódio dos espíritos zombeteiros do Chaves nem evitei uma risada. Enfim, a mãe, desesperada com tudo que está ocorrendo na casa, procura os pesquisadores para que eles possam fazer algo. Nesse momento, já se vão quase 45 minutos de filme e as coisas começam a esquentar um pouco.
É muito interessante o modo como a médium enxerga a sombra colada na família e vai desvendando tudo. Há as partes sombrias e assustadoras, não nego. Espíritos deformados, que assustam muito pela aparência do que pelo susto em si, pegando a idéia da minha colega, quando há uma cena escura, de uma porta, de um corredor, de um barulho, instintivamente você se prepara para algo que vai aparecer ou acontecer.
De certa forma, o filme tem uma história interessante. Se você tem medo, mas tipo medo mesmo, não recomendo. Minha perspectiva é a de pensar sobre. Eu olho e vejo a explicação por trás de tudo. Espíritos existem, estão em toda parte, alguns são maus outros bons. Mas assim como nós se juntam com o que se afina a eles, a família não era católica, mas tem haver com condutas, caminhos, conhecimento a respeito do assunto. Tanto que a mãe consegue lutar porque usa todo seu amor de mãe e amor a sua família. Amor mais uma vez, mesmo nesses filmes, mostra-se a religião universal.
Assistir um filme assim, mesmo entendo toda a ciência e sabendo a doutrina por trás, ainda foi por mim considerado um desafio. Tive traumas com filmes de terror, mas hoje consigo me blindar contra o pensamento que remete às cenas feias. Percebi que filmes assim são o gênero dos solitários, não solitário de solidão, mas solitário de estar só. Você nem sempre vai ter alguém pra falar pra você que é só um filme, que não precisa ter medo, alguém pra abraçar você e segurar sua mão. Vai ter que falar pra si mesmo que não há nada errado, que o barulho que está ouvindo é o mesmo de todos os dias, que é a torneira que está pingando, que é o vizinho que está falando alto, essas coisas. Todos os outros gêneros são coletivos, comédia são pra rir com amigos e rir da risada deles também, romance é pra ver junto, ficção e ação é pra vibrar e argumentar junto, enfim.
Já fui no cinema só, uma experiência válida. Eu recomendo este filme e também ir no cinema sozinho, e se quiser, pode aproveitar e juntas as duas experiências caso deseje.
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