sábado, 26 de outubro de 2013

Explicando o inexplicável: o Amor


"O que é o amor? Será desapego ou possessão? Para alguns foi chave, para outros foi prisão." Amor é algo que todo mundo quer e indiscutivelmente, todos sentem. Seja por objeto, sonho ou pessoa. Só que amor aos outros é um tipo de sentimento que não tolera grilhões. É quando não se prende, mas deixa livre. E por deixar livre, o outro se sente á vontade pra voltar. 

O sofrimento alheio, no amor verdadeiro, é intolerável e insuportável. Amar de verdade é deixar o outro ser feliz, ainda que longe, ainda que com outros e se sentir tranquilo e feliz por saber que o outro está sorrindo. 

Amar é ser caridoso. Ele contraria leia matemáticas e lógicas, é a única situação no mundo em que se divide por dois, mas as pessoas não tem seu produto diminuído. Quanto mais se dá, mais se tem.

Amor é livre de culpa e de arrependimento. Nunca se deve sentir culpa por amar. Ele não nasce do vácuo, leva tempo pra enraizar e crescer, por isso não se extingue. Amor é liberdade, é se sentir livre para dar algo de você, saber que esse algo ficará com o outro e ainda assim estar em paz. É se deleitar com o sorriso do outro, enxergar possibilidades, sentir que isso é o melhor de nós.

A felicidade de amar é sentir o coração do outro batendo dentro de você e sentir o seu batendo no outro. É a troca de energia fluindo através dos toques, de olhares, é sentir um calor no peito irradiando para o resto do corpo e aquecendo até a última das suas células.

Amar vence barreiras físicas, até mesmo espirituais. Até a morte se torna inexistente quando há amor real. Ele é grandioso demais para se deixar limitar por barreiras. Amor permite que a essência mais pura dos outros sentimentos venha á tona e os que não são tão bons assim, amor permite maior paciência e tolerância, ele vale tão á pena que  resto torna-se pequeno.

Pra mim, o maior exemplo de amor foi o de Severo Snape, de Harry Potter. Ele amou Lilian com todas as suas forças e esse amor era o melhor que ele tinha. Snape viu a mulher que amava se casar com outro, ter um filho com outro, sendo que ele depois precisou arriscar a vida para proteger o filho dela. Snape chorou abraçado ao corpo de Lilian sentindo toda a dor por tê-la perdido pela segunda vez e depois de muitos anos quando perguntado: "Depois de todo esse tempo?", ele extravasa seu sentimento dizendo: "SEMPRE". Pra mim não há maior cena ou maior demonstração de amor do que essa: a do amor que permanece.

Quando conseguimos ver o ser amado em outra vida, mas sentimos o amor pulsar como no primeiro dia sem orgulhos ou ressentimentos, é porque atingimos o nível do Snape. E se não, talvez seja o nível que ele tem que devamos buscar.


4 comentários:

  1. Uau! Parabens pelo texto. Muito profundo. No que tange ao amor eros, o personagem que mais me cativou foi o do filme "Um amor pra recordar".

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  2. Obrigada pelo comentário! É, exemplos de amor temos muitos, gostei do "diário de uma paixão", é também exemplo de amor incondicional. Ele é um sentimento muito amplo e muito acolhedor para quem sente e semeia. Feliz que tenha gostado ^^

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  3. Olá. Faz tempo que eu não passo aqui, né? Mas muito bom esse texto, falou bem fundo. E sim, é verdade, amar não é querer que o outro te faça feliz e sim querer fazer o outro feliz. Ótimo texto como sempre. Continue escrevendo.

    Até ^^

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  4. Opa! Muito obrigada Will! É, senti sua falta nesses últimos tempos hehe, mas fico feliz que tenha gostado do texto e mais feliz com o comentário. Muito obrigada!

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