sábado, 9 de novembro de 2013

Filme Quem quer ser um Milionário - Minha visão


Nunca esquecerei quando vi Quem quer ser um Milionário pela primeira vez. Pipoca de microondas, domingo, companhia boa. Esse filme é um daqueles exemplos que não há monotonia, do início ao fim sempre há uma surpresa. Para quem não sabe, esse filme ganhou o oscar de 2009 e pelo que vejo, tem mais lembrança e detalhes do que o rei e seu discurso. QQSM pra mim mostra que ao perseguir um sonho ou objetivo, você vai adquirindo bem mais e ganhando muitos bônus ao longo do caminho, nem tanto aquilo de experiência de vida, mas momentos e emoções únicos.

Por ser um filme em que há passagem de tempo, você consegue ver a mudança em Jamal, Salim e Latika, a personalidade dos três vai aflorando assim como seus interesses. A vida do trio é regada de conflitos, pelo lugar onde moram, pela violência, pelas pessoas de má fé ao longo do caminho e pelas perdas. Salim, Jamal e Latika ficaram órfãos e se adaptaram, se separaram e se reencontraram. E nos intervalos, Jamal descobre seu sentimentos forte por Latika. Um sentimento forte que a cada desencontro, aumentava mais. O mesmo sentimento que fazia Jamal lutar contra o abandono, a pobreza, as dificuldades, sempre acreditando que um dia teria paz pra ficar com Latika.

E já no último estágio, com os dois adultos, ele vê no programa uma forma de estar perto daquela que amava e que tão bruscamente foi tirada de seu contato. Ele não entrou no programa pelo dinheiro, o próprio delegado notou durante o interrogatório, porém a intenção e experiências que ele tinha lhe renderam mais do que o mais alto doutor jamais havia conseguido. Mesmo com os choques e porradas, Jamal, na sua condição de favelado, ainda possuia a humildade de dizer: "Quando me fazem uma pergunta, eu dou a resposta." e mantém a serenidade e dignidade ao explicar as respostas que lhe remetiam a fatos tristes, tal qual a morte de sua mãe. "Se não fosse por Rama e Alá, eu ainda teria uma mãe." ou o amigo que teve os olhos queimados. "Cantores cegos ganham o dobro".

A história fala de sonhos e de que persegui-los, assim como esperar para que se realizem pode levar muito tempo e esse mesmo tempo pode ser cheio de intercorrências, contudo lá no fim, assim como Jamal, você vê que tudo aconteceu "Porque sim" e dará, também como ele, o sorriso mais bonito, tranquilo e sereno que já vi e confesso, poucas vezes já vi no rosto das pessoas. Até mesmo Salim, o irmão de Jamal, ao desfalecer numa banheira cheia de dinheiro e após libertar Latika, tinha um sorriso dessa espécie no rosto e uma frase de extrema paz: "Deus é ótimo".

O filme mostra que certas coisas demoram, por mais que você busque e deseje, volte e revolte. Todavia, quando chega a hora delas serem entregues a você, é como o tão sonhado reencontro de Jamal e Latika: pode estar a uma rua ou dois trilhos de distância, mas nessa travessia todas as suas lutas, vitórias e derrotas passam como um filme em sua mente e nesse momento tudo que viveu e passou vale á pena. Você pode ter mergulhado na merda (com Jamal foi bem literal), ter sido chutado, humilhado, pisado, contudo no fim, se sente um milionário e livre para dançar o Jai Ho. Afinal, está escrito.



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