quinta-feira, 1 de maio de 2014

Não existe trabalho ruim, minha senhora...


...O ruim é abdicar pra trabalhar. Garanto que acharam que eu ia dizer: "O ruim é ter que trabalhar", mas pode-se considerar uma pegadinha, pois não. Neste dia do trabalho e fazendo quase um ano desde que comecei a trabalhar afirmo que aprendi muito nessa questão. Fatores culturais a parte, cada país e seu povo tem uma concepção sobre trabalho, alguns levam tais concepções até um extremo exagerado, outros olham tudo de uma forma mais leve, prática, e há os que encaram trabalho como um fardo, algo demasiado penoso para o qual se arrasta.

Eu comecei a ver o trabalho de uma forma equilibrada, é uma necessidade, disso não duvido, contudo há momentos de prazer e muito aprendizado. E como aprendizado, percebi que é importante se gostar do que faz, mas nos dias em que se está odiando o mundo (o que inclui o trabalho) é preciso cabeça boa pra se continuar fazendo algo aceitável.

Aí lembro do Seu Madruga, lembrei ano passado e lembrei agora. Ele talvez tenha dado mais lições sobre trabalho do que qualquer outro personagem, não só pela variedade curricular, mas pela forma como encarou cada emprego que teve. Daí voltando ao título, trabalhar não é ruim, o ruim é quando há abdicações de outras coisas, que também são caras, em nome do trabalho. Isso é o ruim.

Não saber separar bem os momentos e prioridades é um erro muito comum entre profissionais. E em muitos casos, tal abdicação se torna tão comum e rotineira que não se percebe o quanto se está deixando pra trás. Quantos deslumbrados pelo retorno financeiro abdicam de família e momentos descontraídos? É fácil identificar, são aqueles que usam o trabalho como desculpa, de modo que nunca podem e nunca tem tempo pra nada. São as pessoas que gostam de juntar, com um objetivo meio seco, mais pelo prazer e vontade de ter cada vez mais do que por necessidade.
Quando comecei, deixei bem claro isso na minha mente, que não louvaria o trabalho como um deus, mas o trataria com devido respeito mesmo assim. Não nego que por vezes me estourei, fiquei cansada, precisei de uns extras não por ganância mas pra algo necessário ou de última hora. Certas vezes  tive que me desdobrar pra não perder momentos mas também não ser displicente. Acho que o plantão que dei depois do show do Wendell Bezerra no primeiro anime geek foi um bom exemplo. Tinha ouvido que não poderia fazer isso ou aquilo, que muita gente só quer se dar bem, etc. Ao começar no entanto, vi que não era bem isso, há pessoas legais e outras com gênio mais difícil, não exatamente ruins; o que pode ou não pode, você decide desde que haja bom senso, eu por exemplo nunca vi problema em pintar minhas unhas de azul ou ir trabalhar com uma camisa do Goku, coisa que já tinham me dito que era errado.

Trabalho é algo muito bom, a sensação de independência verdadeira só se dá com ele. É você poder saber que tem possibilidades de comprar algo pelo qual batalhou, é se sentir útil e esse aprendizado não se tem com nada mais. Não se deve virar escravo do trabalho porém indiscutivelmente ele te dá certos privilégios, e não estou falando só de benefícios e futura aposentadoria, mas da oportunidade de a cada raiar do sol se renovar.
Não podia esquecer da clássica

Nenhum comentário:

Postar um comentário