quarta-feira, 25 de junho de 2014

O exemplo dos botões


Sempre quando eu saio passo por um pequeno jardim. Mesmo que ele tenha flores bonitas, nunca está igual. De vez em quando, há botões. Depois, eles ficam meio abertos e finalmente desabrocham. Um botão talvez seja a coisa mais bonita neste momento. Imagino quanto há naquele pequeno broto, inicialmente tão fechado e encolhido, aguardando ansiosamente para se abrir e respirar o ar exterior, para poder semear o polem e dar origem a outras flores.

Assim somos nós. Lá no fundo somos pequenos botões esperando para nos mostrar ao mundo. Mostrar o que temos de bom, nos entregar a esse desabrochar sem medo do que encontraremos do lado de fora. A grande adversidade diz respeito ao lado exterior, o qual por tantas vezes é repressor e cruel.

Os botões permanecem parados. Diferente de nós, não há como eles saírem, fugirem do que os machuca, eles permanecem. Ficam em seus lugares e aguentam sol, chuva, crianças querendo arrancá-los, nós fugimos e tentamos ficar inteiros.

Nós, ao contrário, nos afastamos do que dói e muitas vezes tolamente, queremos nos fechar e esconder o que temos de melhor. Isso atrasa nosso desabrochar, nosso abrir para a vida e para as pessoas. Nisso, os botões de flores nos dão melhor exemplo. Eles são mais fortes, enquanto nós nos fechamos frente ao tempo ruim, eles se aproveitam dele para melhorar, ficar mais fortes e serem as flores mais lindas. 

Botões são moldados pelas tempestades para serem resistentes, fortes, não caírem tão fácil, mas ainda assim continuarem tendo a delicadeza e doçura para encantar a todos. 

Talvez nós devêssemos fazer o mesmo...

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