Ser feliz é um tabu. Há pessoas diferentes no mundo e cada um tem sua própria concepção de felicidade. E essa variação fica mais evidente se for analisada a concepção de felicidade em diferentes fases da vida. Uma criança não fica feliz com as mesmas coisas que um adulto, embora tais coisas possuam chances de serem bem simples e singelas. Um brinquedo, um doce, uma pipoca fazem uma criança sorrir. Adultos ás vezes precisam de coisas maiores e a mais caras. Ou não.
O amadurecimento conta muito também. Ao passo que se enrraiza uma personalidade, certos prazeres tão efêmeros se vão. Alguns errôneos surgem na busca por uma felicidade mais sólida e concepções são adquiridas. Afinal, quanto mais velho, supõem-se que a felicidade se interiorize cada vez mais. É comum notar que crianças ficam felizes quando recebem brinquedos, jovens quando são populares e vão a festas, adultos quando tem um trabalho que renda muito dinheiro, mas muitos na velhice é que percebem, que não possuem mais energia para baladas, dinheiro por vezes é gasto em necessidades e muitas companhias já se foram, nesse momento, a felicidade é encontrada nas pequenas coisas.
O ser humano foi condicionado a colocar sua felicidade no exterior. Não é culpa dele no entanto. Há tantas coisas que o mundo de fora oferece, possibilidades que aumentam com melhor condição financeira, tentação material... O problema é quando se fica somente em função disso, pois aí nunca será suficiente. A comida boa nunca trará saciedade, as roupas mais bonitas nunca parecerão trazer beleza e todo o brilho de jóias ficará opaco.
Na busca por ela, há muitos que procuram múltiplas experiências de várias categorias na esperança de um preenchimento interno, mas ser feliz não é algo de fora pra dentro, mas o contrário. Uma vez colorido o interior, a luz se irradia para fora. É uma luz que salta dos olhos, espalha serenidade, é estar bem simplesmente por estar. Por estar respirando, por andar, por ver crianças no parque, é uma energia que imuniza contra sentimentos pesados e pode ser doada em grandes quantidades.
Essa luz, contudo, diferente do que pensam não é algo pré-determinado, não se nasce já com esse destino firmado e enraizado, por ser uma conquista íntima, ela é construída, um caminho, que por vezes tem baixas, mas muito enriquecedor para quem se dispõem a aprender sobre ele. Muitos conseguem depois de tempo e modificações. Talvez um dia todos nós possamos experimentar essa sensação de plenitude, aquela sensação de olhar o céu azul e as nuvens flutuando de um jeito tão bonito e só por isso dizer: Como sou feliz...



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