Outubro é o mês de muitas coisas. Além de uma festa religiosa muito importante de cunho regional e o dia de Nossa Senhora Aparecida, neste mês é comemorado o dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. Os mais íntimos sabem que pertenço a essa classe e escolhi bem consciente do que queria e esperava. Por partes, "Fisioterapia" é a união de duas palavras: "Physis" e "Therapeia", em suma é a terapia através da utilização de recursos físicos, sejam eles o calor, frio, água, eletricidade ou força mecânica. Por ser uma profissão nova, muitos rótulos a respeito permanecem, continuam como a profissão começou.
Fisioterapeuta não é massagista. Usamos nossas mãos mas não somente elas. Massagem é um pequeno ramo de uma árvore chamada Terapia Manual. Ainda que muitos fisioterapeutas se ofendam com o pedido de "massagem", alguns transformam essa adversidade em diversidade. A diferença, contudo, de um fisioterapeuta para um massagista é a propriedade. O primeiro tem propriedade sobre fisiologia, anatomia, se tem matérias específicas sobre movimentos, músculos, onde começam, onde terminam, contra-indicações, sabem o que estão amassando/rolando/movimentando, e isso nem sempre os massagistas tem noção. Não raro pessoas saírem roxas de sessões de massagem com profissionais não qualificados ou até mesmo com membros lesados por movimentos bruscos.
Fisioterapeuta não faz só reabilitação. No início, quando a profissão não existia enquanto tal, havia esta exclusividade considerando os inúmeros casos de amputação pós guerra e casos de polio, porém após a regulamentação, as especialidades mais conhecidas e efetivas eram as que tratavam dos ossos e do sistema nervoso (traumatologia e neurofuncional). Fraturas de todo tipo após repouso e imobilizações acarretam danos como perda de força e massa muscular, deficiência no movimento e dor, o fisioterapeuta faz com que volte ao normal, recuperando a amplitude de movimento e função.
Já o neurofuncional tem um público bem amplo, das faixas etárias mais diversas. Do bebê ao idoso, pois as patologias que envolvem o sistema nervoso e consequentemente o muscular são bem extensas. Nesta especialidade, há uma busca por certas funções e preservação daquelas já existentes, casos como AVE's, lesões medulares e Parkinson podem ser melhorados com fisioterapia e técnicas específicas.
Com o avanço, a fisioterapia contudo, não permaneceu nessas duas especialidades, foi-se ganhando espaço e hoje estamos em todos os ambientes e trabalhamos com os mais diversos públicos. Mulheres com incontinência, puérperas e grávidas, crianças, idosos, vamos para empresas fazer ginástica laboral com foca em função e prevenção de doenças ocupacionais, trabalhamos em terapia intensiva mantendo a função pulmonar e evitando lesões derivadas de acamamento prolongado. Com técnicas e aparelhos específicos, conseguimos consolidar fraturas, amenizar estrias, drenar inchaços... Se antes somente clínicas eram o espaço que os fisioterapeutas ocupavam, hoje estamos em hospitais, programas de prevenção, empresas de grande porte. E sim, é uma profissão séria que nos possibilita viver dela.
A lei que regulamentou nossa profissão junto com a dos nossos irmãos Terapeutas Ocupacionais foi oficializada no dia 13 de outubro de 1969. E temos vivido e nos aprimorado desde então. Por isso que podemos dizer com muita felicidade: Feliz Dia pra Nós!

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