domingo, 19 de julho de 2015

O que faz um casal feliz?


Sei que o mês de junho já passou, mas é tradição do blog falar sempre de amor e relacionamentos, especialmente nessa época. Depois de ver comerciais polêmicos, vivenciar relacionamentos traumáticos, presenciar namoros lindos que começaram de repente e também outros que terminaram após arrastamentos, eu sempre volto a velha questão: o que faz um relacionamento ser bom e perfeito? E acrescento que pra isso perguntei pra algumas pessoas aqui e ali.

É notável que muitos, a grande maioria gostaria de uma fórmula mágica, um gênio numa garrafa que moldasse a pessoa ideal do barro pronta para nos amar e ser tudo o que queremos... E aí se encontra o erro. Você pensa no que quer e deixa de lado o que a pessoa pensa e deseja. Talvez esse seja o ponto mais importante do caminho para um relacionamento saudável. O amor é muito importante, porém ele se torna mais lapidado e com forma se houver compatibilidade.

Certa vez escrevi que ser compatível é bem diferente de ser igual ao outro. Compatibilidade tem a ver com se encaixar, com ideias e estilos que se casam visando o bem estar do casal e a evolução conjunta dos dois. Logo, respeito, compreensão, tolerância e paciência tornam-se indispensáveis para que isso seja possível.

O amor seria um carro chefe que puxa todas as outras coisas, porém ele sozinho não mostra todo o esplendor e beleza que um relacionamento pode ter. É necessário que haja todos os outros fatores para isso, de modo que você se encaixe no parceiro (a) em ideias e visões de vida. Não parece muito estranho, pra dizer o mínimo, uma pessoa que sonhe ardentemente ter filhos com uma que diga abertamente que odeia crianças? Ou uma que considere o sexo como uma forma de expressar amor e esteja com outra que considere repulsivo e tenha nojo? Torna-se muito complicado conciliar ideias tão divergentes.

A mudança é possível, porém para se mudar é preciso desejo sincero de compreensão, para que as concessões feitas sejam carregadas de sentimento e não aquela sensação de frustração e castração interna. Logo, a compatibilidade também relaciona-se com ceder pelo outro. Alguns tem isso como o segredo de um casamento/namoro feliz, a cedência influencia na disposição em conhecer algo novo, desejo de querer uma melhor harmonia entre o casal. Aprender a ceder ajuda na descoberta de novos gostos e novas compatibilidades, perceber o equilíbrio entre o que faz você se sentir bem e o que está fazendo mal.

Estar com alguém por si só já é pensar nas próprias atitudes e no que se é. Diferente de colegas de trabalho, diferente de amigos, o companheiro (a) é um personal trainer da alma, do caráter e da personalidade. É alguém que vai através de opiniões e atitudes confrontar você em suas manias e opiniões. E o mais importante, o tempo todo. Alguns partilham da ideia de que a compatibilidade é o maior segredo da felicidade do casal, alguns utilizam a palavra cumplicidade. O que tem seu valor também, pois um casal cúmplice tende a ser mais transparente, sem joguinhos de sedução ou competições internas, e com isso menos nuvens tendem a tornar opaco o relacionamento. Coisas não ditas, não esclarecidas afastam as pessoas, ainda que se amem não conseguem se manter sob um céu escuro de comunicação deficiente.

Acho que quando se aprende a ver no parceiro (a) um amigo, irmão, uma pessoa na qual podemos confiar e conversar sobre qualquer coisa ao invés de um objeto. Um companheiro não é alguém pra ser usado pra sua felicidade, mas alguém pra dividir felicidade e quando aprendemos isso, chegamos ao supra sumo do amor.


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