Feminismo tem a ver com opinião
Feminismo tem a ver com igualdade
Feminismo tem a ver com direito
Feminismo acima de tudo tem a ver com escolha
Então já na beira do Dia Internacional da Mulher, digo que pelas muitas situações que vi, por vezes nós mulheres, parecemos mais apartadas do que nunca. Mesmo com tudo que conseguimos, ainda em muitas que lutam umas contra as outras. Escolha talvez seja a palavra chave. Já ouviu pessoas concordarem com muito do que o feminismo prega mas ainda assim dizer: "Não sou feminista"? Não é por medo de assumir que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens, nem por medo de ser menos feminina, tenho a teoria de que é por aversão às contradições da corrente.
E no ano em que vai ser lançado o filme As Sufragistas, no qual só a música faz você lembrar de muitas garotas de filmes duronas que não baixam a cabeça pra ninguém, acho muito válido dizer que apesar de se tratar de escolha, em muito do que se vê é: "Você é livre pra escolher mas se for contra o que prega-se, isso automaticamente torna você um machista desgraçado e quer convencer todo mundo a ser igual". Estão indo contra aquilo que o feminismo se dispôs a defender com toda a seu a energia.

Talvez este post soe como um desabafo porque o mundo vez ou outra pede pra que cansemos dele. E com relação ao feminismo, a falta de educação, grosseria e desrespeito em muitas ocasiões fazem com que ele assuma uma postura tão torpe quanto o machismo. Um se trata de homens ditando regras sendo os únicos beneficiados e o outro mesmo pregando igualdade, tem umas moças que querem ditar regras da mesma forma, sob o argumento de que por serem mulheres podem dizer o que é melhor para as mulheres, só que sem ligar se as outras querem ouvir e se concordam.
Ás vezes você não pode dizer que prefere que seu marido dirija porque ainda não se sente segura para estacionar, já que é considerado machismo.
Você ás vezes não pode gostar mais de vestido e dizer: "Quero ser uma princesa", porque "exulta que a mulher é sexo frágil";
E ainda olham atravessado se você gosta da Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida, afinal as princesas clássicas dão claras mostras de cultura do estupro e abuso. Você tem que gostar da Elsa e da Merida.
É um absurdo você não encrencar com as propagandas de produtos de limpeza e de eletrodomésticos. Afinal, é opressão insinuarem que mulher tem que aprender a cuidar da casa pro marido. Só que sequer pensam que ela precisa aprender no caso de ficar sozinha e não ter que sobrecarregar outra mulher para fazer para ela, mesmo que seja a própria mãe.Você não pode achar gentileza que o homem puxe a cadeira, abra a porta, pague contas ou carregue pesos. É um absurdo pedir para que eles botem os galões no bebedouro.
Você não pode curtir o Christian Grey nem um par de algemas, por mais que afirme que gosta, que está sendo prazeroso para os dois e que não há problema.Você não pode dizer: "Sou contra o aborto e contra a descriminalização dele, pois pra mim é um ato errado e não vou compactuar com isso" sem que essa afirmação gere comoção nacional e todos caiam em cima de você como chacais, afirmando que você quer que todos pensem da mesma forma.
É muito justo que você critique filmes e novelas nos quais um homem seja ciumento, obcecado, persiga a mulher, é quase um dever que caraterize esse relacionamento como "abusivo" porém falar o mesmo quando é a mulher a obsessiva, controladora, ciumenta é quase um crime.
Você não pode apontar constatações, parece que estamos vivendo uma época em que estamos separados por nichos.Quem é a favor de algo, compartilha e comenta coisas somente em páginas a favor e vice-versa. Se você migrar para outro nicho e expor sua opinião, é rechaçado, ofendido e destratado, afinal, não está falando o que querem ouvir. Quer um exemplo?
A mãe que desafiou o próprio desafio da Maternidade Feliz com a Maternidade Real. Toda a aversão destinada a ela seria a mesma, caso ela dissesse: "Sou muito feliz na maternidade"se o movimento tivesse por objetivo mostrar olheiras e cansaço das mamães.
Você não pode dizer que deixa "cantadas na rua pra lá", é como uma traição você não levar elas a sério como um tipo grave de assédio. Em casos extremos, é muito ruim você não desviar seu caminho para enfrentar o "assediador".Há muitas que admiram o movimento sufragista ocorrido pelo voto das mulheres, mas mesmo ele sendo marcante e pioneiro, existem aquelas que metem pau porque ele era "racista", "elitista", "europeu" e etc. Ora, pra algo que está começando, que está se emancipando pioneiramente de algo que por muito, muito tempo nunca foi contrariado, acho que deviam reconhecer esse valor para a época ao invés de apontar defeitos.
Moças que apontam o dedo, julgam e se põe contra as outras, parem. Que esse dia da mulher exija respeito sim, mas que ele comece acima de tudo de nós para nós.

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