terça-feira, 25 de outubro de 2016

A Piada Mortal (HQ/filme) - uma visão


Com o lançamento do Esquadrão Suicida, embora não tenha feito nenhuma resenha sobre, coloquei muito sobre minha opinião a respeito da relação do Coringa e Arlequina. Ainda que coloquem o Coringa como um psicopata, um sádico que se compraz com o sofrimento alheio e causa dor pelo prazer simplesmente.

Em muitos pontos realmente Coringa mostra essa faceta contudo não significa que ele não seja multifacetado. E confesso que depois de ver (e ler) "A Piada Mortal" não consigo evitar de sentir um fascínio por ele, afinal ele é o vilão mais famoso do mundo, por vezes com mais destaque que o próprio herói, tem um modo de agir, que seja por motivação ou condutas, em nada se parece com os outros que conhecemos. Sem contar que esteticamente, exceto para os que sofrem de coulrofobia, ele parece bem engraçado e com aquela áurea de riso, mesmo nas versões dark. Isso aliado com o sadismo de muitas ocasiões, tornam-o excepcionalmente singular.

Além do que já se conhece, nesta HQ/filme, se pode ver uma parte da história desconhecida para a maioria. Eu já havia procurado por algo assim, não só pelo Coringa mas porque dou muito valor para isso de "Origem dos vilões", eu gosto de imaginar e saber o que leva alguém sendo normal ou dotado de poder a se meter a ter condutas reprováveis, atingindo outras pessoas. E essa curiosidade se estende ao Coringa em especial pela fama e por tantas suposições a respeito de sua condição psicológica.

O mais comum que já ouvi é que ele é um psicopata, outra que ele é um sociopata ou simplesmente um sádico. Com a Piada Mortal, contudo, há um Coringa que em muitos momentos beira uma fragilidade nunca vista. Compreendo agora quando dizem que quem é fã de Batman precisa ler esta edição. Eu vou mais além e afirmo que precisa ver o filme também. Em algumas fontes, é dito que essa suposta imagem é fruto de imaginação do herói e culmina em um monte de suposições, não creio muito nisso. Afinal, mesmo o pior tem um ponto de origem e em alguns casos mesmo a mais fértil imaginação não acerta de forma tão perfeita, logo eu acredito que é verdade. Outro ponto muito importante, dando um leve spoiler, sabemos da história na qual C. atira na Bárbara Gordon e a deixa paraplégica. Os mais exaltados, especialmente moças exaltadas, afirmam de pés juntos que ela foi violentada. Eu discordo, a motivação do Coringa era expor, não satisfazer um instinto primitivo. Era tudo friamente calculado demais e algo tão selvagem como um abuso não se encaixa na motivação nem no objetivo, mas isso é assunto pra outro post.

Talvez muitas visões se mudem, pois A Piada Mortal envolve muitos flashbacks e extremos. Mesmo Batman entre na vibe e se mostra aberto e exposto, questionador quanto aos seus sentimentos. Para os fãs que conhecem, dá certa emoção ao ver de onde vem certas coisas. O ritmo da história é bem linear, embora em comparação com a HQ há muitas diferenças, algumas que não existem no referido número e outras coisas que foram acrescidas, mas de tão legais e surpreendentes creio eu piamente que agradaram bastante.

Contudo, ainda que com ritmo regular, boa história e diálogos interessantes, acredito que ainda é válido ler a HQ original, para ver detalhes que possam ter passado batido. Fora que, é claro, ler o quadrinho original que contém a origem do vilão mais famoso do mundo é sempre uma honra.

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