“Estão aqui porque não conseguem um homem. Eu
sei que vocês dizem que não querem um homem, que dizem que não precisam de
homem, mas a verdade é que não conseguem um homem”.
Essa fala da Rochelle, de Todo
Mundo Odeia o Chris, bem direta e clara, é uma forma ótima pra começar falando
de um link amplamente difundido na linha do tempo do Facebook: 19 dificuldadesque só pessoas emocionalmente indisponíveis entendem. Segundo a matéria há
vários pontos que o tornam emocionalmente indisponível, dentre os quais,
dificuldade de lidar com sentimentos e não saber o que dizer diante de um “Eu
te amo”, não nego que a medida que ia lendo, me subia uma angústia porque
consegui facilmente identificar conhecidos que se encaixavam na descrição dada,
assim como outros conhecidos que ouvia falar, porém já me desculpando com quem
escreveu, lamento dizer que muitos dos casos descritos, as pessoas em questão
não são “emocionalmente indisponíveis”, são literalmente FDP’s.
É importante frisar que
esse FDP não é no sentido ruim ou de não ter caráter, mas tipo, não são pessoas
que você sente vontade ou prazer de estar perto, elas não parecem gostar de outras
pessoas, de conviver, não gostam sequer da tentativa de vínculo, por vezes sequer conseguem estabelecer vínculo e menosprezam o que importante para o outro sob
a desculpa da indiferença, porque até um cachorro ou gato são mais evoluídos no
sentido de contato, compreensão e de estabelecer um vínculo.
Emoções e sentimentos são
coisas mesmo meio complicadas para alguns compreenderem, esses dois pontos têm
muita relação com o modo como o indivíduo lida com o mundo, envolve pontes que
este estabelece (ou escolhe estabelecer) com os demais, daí o fato de que
muitos abusam do que se diz “grande racionalidade”.
Não há problema em usar a
cabeça para a maior parte das coisas. O problema está no fato de que muitos sob
a ótica de ser racional e não compreender a questão de ouvir as emoções acabam
se tornando grandes depósitos de lixo em termo de relações. São pessoas que sob
a desculpa de “emocionalmente indisponível” acabam agindo como se todo o resto
do mundo fosse descartável ou simplesmente não importasse.
Existe muita diferença
entre alguém ser fechado emocionalmente, não saber expressar seus sentimentos e
não saber lidar com quem expõe os seus e alguém que deliberadamente age com
indiferença e desprezo. E isso se torna mais evidente quando a pessoa em
questão simplesmente se mantém num pedestal, intocável e fria, mesmo quando
alertada sobre ações erradas que comete. Óbvio que muitos vão se defender
afirmando que o fato desse fechamento é uma reação de proteção ao mundo, que
pode tê-los machucado. É natural, o aprendizado vem de diversas formas e muitos
optam por se fechar para o mundo temendo ferimentos futuros. Eu compreendo a
questão das decepções, porém há o fato de que pessoas em volta também se dispõe
a serem amigas e disponibilizam confiança, amizade verdadeira e carinho,
contudo a pessoa, no casulo que construiu para si, não se dispõe a descer um
elevador mesmo por quem atravessa um oceano por ela.
O fechamento e
indisponibilidade pode com o tempo se tornar uma inaptidão de demonstrar
gratidão, amizade ou consideração. E para quem convive com um “indisponível
emocionalmente” é cansativo pois é como estar de frente para uma constante
parede que nunca o verá realmente ou entenderá como é. Diferente de uma relação
por interesse, é mais como uma relação que não recebe estímulo para continuar existindo,
logo ela definha. E talvez isso ocorra com muitos que são da forma como o post
descreveu, mas acredito que estudar as pessoas e ver com quem você sente, com
quem tem real compatibilidade e prazer de se aproximar sempre é uma atitude
válida e em muitos casos, necessária a fim de evitar danos a você mesmo ou
sofrimento por quem não corresponde seus sentimentos de amizade e contato.
Em termos de emoção, é
importante sentir o quanto há de prazer e compatibilidade com relação a pessoa
a quem o sentimento é destinado, o quanto há de investimento de ambas as
partes, o quanto cada um se disponibiliza a ir em nome disso e saber
identificar quando a indisponibilidade emocional e certo fechamento não se
transformou em pura indiferença. Afinal, ser “Indisponível emocionalmente” é
bem diferente de ser “Socialmente inapto”.

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