O que é um sonho pra você?
O que significa essa palavra? Ela remete a um desejo, uma ambição, um objetivo? É algo que se quer ou algo que se busca? É algo que você pega ou lhe é dado?
Ao longo da vida se tem o que se chamamos de "sonhos". Quando crianças, temos tanta imaginação que mal nos cabe, o que interfere diretamente no quanto sonhamos e onde esses sonhos nos levam. Muito comum quando crianças, elas se enfiarem debaixo de um lençol e aquilo funcionar como um portal mágico para um planeta ou outra dimensão. Uma cabaninha então, é quase como ter uma nave espacial ou estar acampando na mais alta montanha, com ursos e árvores em volta. Quando pequenos, nossos sonhos são mais altos que nós e maiores do que nosso mundo e convivências.
Daí crescemos.
E passamos a ter o péssimo hábito de pautar nossas sonhos pelas outras pessoas ou pelo que elas tem. Vemos o amiguinho tendo um super brinquedo ou aquele super jogo e desejamos como se toda a nossa felicidade dependesse disso. Com o discernimento os brinquedos dão lugar às viagens, os lugares que os colegas conhecem e vão, os namoradinhos, as roupas ou quaisquer outra coisa que pareça deslumbrante. Não nos perguntamos se aquilo de fato nos faz feliz ou estamos apenas querendo uma felicidade que não é nossa. Tomamos os sonhos alheios como sendo os ideais, os mais dourados, nos sentindo miseráveis se não os temos.
Quando adultos, se isso não é trabalhado, não só se afunda numa frustração eterna por coisas que queríamos e podemos não ter conseguido, como vamos ao outro extremo da linha: os sonhos podem se tornar inexistentes e nos contentamos com qualquer migalha que nos lancem. Vai-se levando a vida e acaba que os sonhos se perdem no mar de dificuldades e frustrações. E é perigoso quando isso acontece, o vazio que fica por dentro assim como arrependimentos futuros por tais desistências podem consumir essências transformando-as em amarguras. Por consequência, a sensação de tempo perdido é inevitável, como se uma vida não tivesse sido o bastante para fazer tudo que se quis ou como se algumas coisas tivessem sido esquecidas de tal forma que já nem lembramos que um dia existiram. Então, aquela criança que se imaginava alcançando as estrelas simplesmente morre...
A moral de tudo isso é que sonhos, não importa quais sejam, são importantes para que o ser humano fique vivo e se sinta vivo, o que é mais importante. E é importante que tenhamos noção de quais sonhos são nossos. Aqueles por raiz, de fato, não frutos de inveja ou ressentimento com relação a outrem. E nesse pensamentos, percebemos que sonhos também mudam. Podem se tornar maiores, mudar uma nuance, uma forma, não propriamente sua essência e o quanto é desejado, mas muda em tamanho e importância. E por causa dessa propriedade, eu sugiro muito que todos façam a chamada "The bucket list". Ela tem vários nomes, mas consiste numa lista com seus sonhos, desejos, coisas que deseje realizar, de algum modo.
Mostrada em vários filmes, é legal ver como os personagens correm atrás dos itens e em como eles variam dos mais simples aos mais incrementados. A essência da Bucket List é essa, você se realizar não somente com o alcance do objetivo mas também com o caminho que tem que percorrer para ele. Você acaba aprendendo mais sobre si mesmo, sobre o que é importante para você, torna-se mais sábio e persistente. Perseguir sonhos exige paciência, exige desprendimento e abdicar de sentimentos mesquinhos tão enraizados como por exemplo, a inveja.
E no fim, você percebe que perseguir sonhos e não deixar de tê-los ou em muitos casos, recuperá-los, valeu muito á pena.




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