O Dia das Mães é a data mais comemorada do mundo arrisco
dizer depois do Natal. Se formos pensar em todas as datas comerciáveis, que se
relacionam com relações familiares ou comemorações, o Dia das Mães se evidencia
de forma significativa em todos os ramos. Até em planos funerários, nesse caso
fica meio obscuro se é um deboche, morbidez ou puro capitalismo, todavia, até
nesse dia os planos oferecem promoções. A verdade é que é muito comemorado
porque todos nascemos de alguém, ninguém nasceu do repolho, e mesmo que não se
tenha conhecido a sua ou não se tenha a sua presente, sabe-se que ela foi
preciso para o nascimento. Lógico que ser mãe envolve mais que o biológico,
envolve carinho, valores, disciplina, educação, todavia o modo como muitas vão caminhar
e lidar com seus filhos é único, não se pode esquecer que da mesma forma como
um filho precisa ser ensinado, a mãe também o é, ela também vai aprender como
fazer as coisas do modo correto e ao longo do caminho também pode errar até que
acerte. As mamães por mais que aos nossos olhos pareçam poder resolver todos os
problemas também são humanas, também podem ter suas limitações e estão nesse
caminho para crescer tanto quanto os filhos que formam. Nas mídias temos várias
mães que do seu próprio jeitinho, seja mais áspero, seja mais doce, mais
autoritário soube criar seus filhos e fazer deles pessoas boas, decentes,
muitas dessas também tiveram seus atropelos, mas em muito o instinto de estar
sempre ali pelos filhos e enfrentar o que quer que fosse em nome deles
prevaleceu fazendo delas as legítimas mães leoas. E o mais interessante na
relação de maternidade é que o sentimento do amor é tão expansível que mesmo
que o laço físico e biológico não seja “real”, o amor pode estar ali e de uma
forma ou de outra. Todavia seja qual for, é puro e simples amor.
1. Nani – Lilo e Stich: Começando com uma relação que meio
que virou uma relação materna. Mesmo com o laço sanguíneo forte, uma vez que Nani
era irmã mais velha de Lilo, o aprendizado precisou se fazer presente e nem por
isso foi menos rugoso. Nani precisou lidar com muitas das suas inseguranças
visto que era pouco mais que uma adolescente quando ela e Lilo se viram órfãs,
necessitando não só trabalhar para manter a casa, mas também ser exemplo para
sua irmãzinha, cuja personalidade também tinha pontos a serem trabalhados. A
situação traumática exigia muito de ambas e em muitos pontos o laço delas era
difícil, todavia Nani fez tudo que podia para que Lilo não fosse levada por um
assistente social para uma casa de órfãos e com isso ambas aprenderam essa
relação e foi estreitada, o amor acabou florescendo. Afinal, Ohana significa
família, e família significa nunca abandonar ou esquecer.
2. Helena – Os Incríveis: Curioso como filhos fazem você
pensar na vida e em como ela muda a partir do momento em que eles vêm. No
início do filme, Helena diz que sentiria falta das aventuras caso parasse de
ser heroína, contudo quando os super heróis foram proibidos de exercer suas
atividades, ela foi a primeira que tomou a frente para fazer com que sua
família permanecesse em segurança. Ela briga com Beto quando percebe que ele é
super herói clandestinamente, o que poderia fazer com que a família fosse
descoberta, ela assume o prazer de viver uma vida doméstica e procura encontrar
emoção em tudo, mesmo seus filhos tendo poderes desde a mais tenra idade não
faz com que o cuidado, disciplina e proteção sejam menores, ela se coloca a
frente deles sem pensar duas vezes, mostrando que mesmo pra super heróis, mãe é
mãe.
3. Marta Kent – Super Homem: E por falar em super herói,
Clark Kent é o homem mais forte do universo e ainda assim não escapa de a mãe
chamar sua atenção com relação a alimentação por o achar fraco. Ela engloba
dois tipos de mãe: a de um super herói e adotiva. Mesmo sendo viúva, tocando a
fazenda sozinha e sabendo de tudo que seu filho poderia fazer, ela ainda tinha
as velhas preocupações maternas e o cuidado característico, é notório: os
filhos podem crescer, porém as mães sempre os verão como criaturas que precisam
delas, as quais precisam cuidar de algum modo. Marta também assumiu Clark como
sendo seu verdadeiro filho, desde o início viu que o menino era diferente, mas
nem por isso eu amor diminuiu, pelo contrário, apenas aumentava cada vez mais. E
ele enquanto filho, não hesitava em retribuir, seja com afeto, seja dando uma
surra em quem a ameaçasse.
4. Freydis – Vikings Valhalla: “Mande a valquíria Eir até
mim e me preencha com força nesse momento de necessidade” Freydis passou por
muitas provações para ter seu filho nos braços. Ela era uma guerreira que
acreditava nos antigos costumes e deuses e isso causava atrito com o pai de seu
filho, tanto que ela sequer falou a ele que estava grávida. Ao parar em um
povoado no qual acreditava estar segura, descobriu que o líder só queria usar a
ela e seu povo para exercer mais poder sobre as pessoas, já que era um tirano e
assassino. Ao perceber isso, não confiava em ninguém nem mesmo no momento de
seu parto. Teve seu bebê sozinha e este foi arrancado de seus braços pelo
tirano, e mandada pra morte logo em seguida. Mesmo tendo conseguido fugir,
fraca, com febre por conta da infecção, no momento em que conseguiu se levantar
pegou uma espada para reclamar seu bebê, ela diz que ela é o melhor para ele e
que qualquer mãe diria a mesma coisa. Ela ainda que fraca, não desistiu de
lutar mostrando que mães por seus filhos tiram forças até de onde não tem por
eles.
5. Tia Cass – Operação Big Hero: Diferente de Nani, tia Cass
era adulta, estável, madura, mas nem por isso menos emotiva. Criou seus
sobrinhos Hiro e Tadashi com todo amor e muitas brincadeiras, trabalhando para
que eles tivessem uma boa educação. Quando seu sobrinho mais velho, Tadashi falece
em um incêndio ela tenta de todas as formas tirar Hiro da depressão, leva
comida a ele no quarto, tenta animá-lo com casos engraçados, é perceptível como
a dor do menino dói nela também e mais ainda a percepção de que ela não pode
fazer muita coisa para mudar aquilo mesmo com esforço. Tia Cass é o exemplo de
mãe que se torna mãe por um afeto enorme, ela sempre estava lá por seus
sobrinhos e os amigos deles, meio como que sendo uma mãezona para todos.
6. Hipólita – Mulher Maravilha: Ela sabia do que a filha era
capaz, sabia o que Diana era, mas o medo de perde-la era maior e tentava a todo
custo protege-la do mundo exterior e de parte de sua história. Ela não gostava
de ver a menina lutar ou treinar mesmo que a natureza das Amazonas fosse essa. Todavia
sua irmã Antíope menciona que a única forma de Diana se defender de fato era
sabendo lutar por si mesma, e ali Hipólita cede. Ela demonstra que muitas mães
querem proteger seus filhos das dores e do sofrimento, afinal é sabido que o
mundo exterior pode ser duro, cruel e nada gentil, contudo, ela conforme Diana
cresce e melhora suas habilidades ela passa a ter orgulho do quanto a filha
demonstra força e com isso acaba percebendo que ela pode enfrentar qualquer
coisa e ainda com o coração sangrando permite que ela parta rumo a seu destino
fora da ilha de Themiscira.
7. Sra Davis – Toy Story: E como não mencionar uma mãe que
cuida do filho sozinha e precisa lidar com o momento doloroso no qual tem que vê-lo
partir. Dizem que é muito difícil deixar um amor partir, isso quando se trata
de mães é quase como sentir um pedaço faltando segundo relatos. A Sra. Davis no
momento em que Andy lhe diz adeus para ir embora para a faculdade o último
olhar no quarto dele diz tudo que precisa ser dito mesmo que não se diga uma
palavra, existe ali toda a percepção do amor dedicado, em um momento lembranças
passaram diante dos olhos e caiu a ficha de que o filho não mais era uma criança
e estava partindo para o mundo, para se tornar um adulto maduro. Para muitas mães
seja no formato de uma mudança, de um casamento, de ir para outra cidade sempre
haverá o sentimento de certa ruptura, uma saudade que sempre vem em onda toda
vez que o filho ou filha é lembrado, mas ainda assim há a certeza de um dever
cumprido de poder ter preparado um ser para lidar com o mundo da melhor forma.
8. Tia May – Homem Aranha: Ela virou a queridinha das
tias/mães do universo de super heróis. Mesmo com as amostras mais modernas, no
desenho dos anos 90 e nos primeiros filmes do Homem Aranha, ela é sempre
retratada como uma senhorinha simpática que cuida tanto de Ben quanto de Peter.
Após a morte de Ben, tomou Peter ainda mais como um filho, tendo para com ele
ainda mais cuidado e apreço, os quais era retribuído prontamente. No segundo
filme da franquia ela foi responsável por protagonizar as cenas mais
emocionantes e lições mais incríveis, que fizeram até os mais rígidos irem às
lágrimas. Coisas perfeitamente cabíveis no mundo real, pois ela era uma
personagem humana afinal, não tinha poderes a não ser aqueles relacionados ao
coração e caráter, coisas como dar dinheiro a Peter sabendo que ele precisava
mesmo que ela ficasse sem, mencionar que todos nós temos um super herói dentro
de nós que nos faz nobres, coisas simples que fazem ver o quão Tia May foi mais
que uma mãe para Peter: ela foi o que lhe permitiu ser um herói mais humano e
nobre.
9. Cersei Lannister – Game of Thrones: “Eu não tive mãe, mas
Myrcella sim. Ela era minha e você a tirou de mim, por que você fez isso?”
Cersei viveu a perda de três filhos, uma profecia feita a ela quando ainda era
adolescente. Lógico que ela não era propriamente o que poderia se dizer de
pessoa boa, mas não se pode negar que dentro das situações complicadas
envolvendo poder e sua família ela era uma mãe boa. Vivendo um romance proibido
com seu irmão, casada com um marido abusivo, havia tanto ódio dentro dela
quanto amor pelos filhos. Em um diálogo com seu irmão Tyrion ela menciona que
não é muito feliz, todavia se não fosse por seus filhos ela já teria se matado.
Ela tem a carga de ter perdido a mãe muito nova e crescido sem ela, então nutre
certa obsessão pelo bem estar dos próprios filhos, se vingou de Ellaria Sand
por esta ter assassinado sua filha Myrcella e o fez da mesma forma, para que
sua inimiga soubesse como é a dor de perder uma filha, a qual jamais saberia
como é a não ser que passasse por ela.
10. Rhaenyra Targaryen – House of Dragon: Se Cersei passou
pela dor de perder uma filha, Rhaenyra passou pela dor não só de perdeu um
filho, mas de ver um nascer morto. Filha do rei Viserys, era a herdeira do
trono de ferro, teve cinco filhos homens, os filhos que sua mãe não conseguiu
ter e o sexto seria uma menina. Seria tudo tranquilo se não fosse o fato de que
uma guerra prestes a explodir fizesse com que o parto fosse antecipado, a
gravidez não estava nem perto do fim, todavia a criança pediu pra nascer, após
muito sangue e dor a criança nasce imóvel. Rhaenyra ali sente a dor da perda e
embala sua menina, a menina que tanto desejou. Pouco depois em uma missão relacionada
a guerra que explodiria entre os Targaryen e os Hightower, seu filho do meio é
morto pelo dragão do tio Aemond. Foram dois filhos no mesmo dia. Ela era uma
mãe zelosa, carinhosa e muito protetora e sentiu nas tripas a dor da perda de
seus rebentos, a partir dali decidiu não ter mais cortesia, tudo era raiva e
revanche, a própria Cersei disse certa vez: “Uma mãe que perde um filho é capaz
de incendiar o mundo”.
11. Lagertha – Vikings: “Se acontecer alguma coisa com meus
filhos, eu juro que arranco seus pulmões pela boca”. Lagertha era incrível, ela
sabia cobrir todos os pontos de modo que era uma mulher completa, sabia
trabalhar, cuidar da fazenda, ser boa esposa, mãe e dama do escudo. Ela também
passou por muitos percalços no quesito maternidade, mesmo tendo ensinado seus
filhos a serem fortes e destemidos. Ela perdeu uma filha para uma doença,
sofreu abortos espontâneos e sentiu também o medo de perder seu filho mais
velho quando ele foi em missões nas florestas. Ela sempre fez questão de dar
uma boa criação de guerreira, ensinava eles a cuidarem da terra ao passo que
ensinava a manejar um escudo, tanto que o discurso de seu filho a ela em seu
funeral ressalta o quanto a criação dela o fez ser forte e o quanto ele
retribuiria lutando por ela.
12. Jean Hawkings – Super Choque: Como não falar de uma mãe que
por fatalidade está ausente, mas que ainda assim olha por seu filho de onde
quer que esteja? Jean faleceu quando Virgil era criança, ele cresceu com poucas
lembranças dela mesmo sempre ouvindo histórias e vendo suas fotos, tanto que
era difícil pra ele lidar com essa perda. Todavia em um episódio ele tem a
chance de voltar ao passado e revê-la mais uma vez. E ali, ao contar sua
história ela não demonstra medo, mas sente orgulho do que ele está fazendo,
fala que sempre estará com ele e que o filho dela é um super herói. Mesmo
depois que Virgil volta ao presente ainda que não tenha conseguido mudar o
curso dos fatos, o pai menciona que na noite em que Jean faleceu só conseguia
dizer a todos que sentia muito orgulho do filho e o chamava de “meu super herói”,
numa clara demonstração que (independente de crença) a memória, sentimento, a figura
em si da mãe sempre estará ali presente.
13. Fiona – Shrek: Fiona era uma princesa que precisou aprender muitas coisas. Uma delas foi como ser casada com um ogro e como lidar com seus três filhos. Por mais que tivesse sido tudo diferente dos planos, visto que ela imaginava casar com um príncipe encantado e morar em um castelo pomposo, ela se dispôs a aceitar e abraçar o sentimento, amor, vida que passou a levar com Shrek, morando em um pântano, de repente com três bebês ogros, com todos os problemas domésticos que uma rotina de casal com crianças exige. Ela era a doçura que fazia com que as coisas se equilibrassem mesmo que precisasse ser incisiva de vez em quando, ela assumiu esse aprendizado com muito amor demonstrando que por mais que as coisas não sejam exatamente como se imaginava ainda podem ser incríveis.


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