terça-feira, 6 de junho de 2023

A nostalgia dos Power Rangers: 30 anos de Morfar


Eu não vou chorar, eu não vou chorar...”, aí aparece a foto da Thuy Tang e do Jason Frank, dizendo que uma vez ranger sempre ranger, “Agora eu choro”. A Netflix lançou o especial Power Rangers, agora e sempre como uma comemoração aos 30 anos dos Power Rangers. Os heróis que começaram na década de 90 e encantavam as manhãs com suas aventuras e lutas voltaram mostrando que ainda dão um belo caldo.

As temporadas dos Power Rangers ainda continuam na ativa, sempre naqueles moldes dos heróis coloridos que defendem o mundo do mal, na base da luta, armas e robôs gigantes. Todavia neste especial, os adolescentes com garra já não são mais adolescentes, embora a garra continue a mesma. Vemos Billy (David Yost) e Zack (Walter Jones) assumirem o protagonismo ao lutar mais uma vez com Rita


Repulsa, em uma versão robótica e mais demoníaca do que nunca. O gatilho de toda a tragédia é o sacrifício de Triny para defender seu amigo Billy, leva os Rangers a uma reflexão profunda e alerta maior sobre o perigo que a vilã representa. Billy sente-se culpado pois há uma participação indireta dele no nascimento dessa nova Rita, mesmo que não intencional.


Vê-se a filha de Triny saber do legado que a mãe deixou e em seu íntimo deseja fazer parte também de toda a aventura, embora de início não entenda que a motivação é o que faz morfar e como as dela não eram muito positivas, havia certa dificuldade. O ponto é que vemos os Rangers maduros aqui. Pessoas adultas com responsabilidades, empregos, filhos, carreiras, não mais tão jovens, porém ainda

com muita vontade de atender o chamado que lhes é dado. Inevitável rolar uma compatibilidade. Os que cresceram vendo A Hora de Morfar também tiveram anos acrescidos às suas vidas e todo o resto que vem com isso, ver seus heróis ali mais uma vez em seus trajes, com a mesma energia, lutando contra o mal e ainda assim mostrando-se como qualquer adulto em termos de rotina de deixar os fãs com vespas raivosas no estômago.

O ritmo é meio moroso em temros talvez de ação, todavia conseguimos ver os elementos clássicos como o robozinho Alpha e os zords, mesmo alguns personagens secundários, mas muito relevantes como a dupla de Bulk e Skull tem seu espaço. Lógico que algumas coisas mudaram, as faíscas, os barulhos do

teletransporte e até os golpes parecem um pouco menos vigorosos, são 30 anos de golpes e faíscas... contudo a imagem os faz parecer mais nítidos, mais reais, a gente acaba sentindo a criança que ficava lá sentada na frente da televisao vibrar novamente.

E a definitiva sensação de que o tempo passou se dá ao fim quando há uma homenagem a nossa eterna Tigre Dentes de Sabre e Dragão Verde, tão precocemente tirados do nosso convívio, mas que ainda assim sempre Rangers. O Especial de 30 anos é recomendável para todos que ainda mesmo que dentro de seus dias agitados queiram sentir a sensação do chamado do Zordon, do poder de lutar contra o mal ainda que seja uma burocracia empresarial ou imprevisto de trânsito, e que ainda quer sentir, do fundo da alma que nunca é tarde pra sentir a emoção e força de poder dizer: “É hora de morfar!'

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