domingo, 27 de dezembro de 2015

Natal: qual seu cerne?


Já bem perto do Natal e no próprio dia as pessoas são tomadas por vários sentimentos. Muitas se contagiam com a aura da caridade e amor que se espalha pelo mundo e se permitem iluminar como as árvores enfeitadas.

Outras, por mais que não tenham sido tão boazinhas pro Papai Noel, ainda desejam Feliz Natal nem que seja por formalidade e educação. Não há tanto problema assim, pois o verdadeiro sentido do Natal é interno. é um olhar pra dentro e perceber o que se sente e se se sente tocado pela energia em volta.

A chegada do Natal não deixa de provocar também questionamentos do que foi feito durante o ano e mais ainda do que se quer para o ano seguinte. Além dos pedidos tradicionais de amor, sucesso e dinheiro, existe muitos com uma wishlist de sonhos. Alguns desses são coletivos, algo que vai ser bom para várias pessoas, outros são individuais, algo tão seu que pode até causar estranheza mas sendo um sonho não deve ser menosprezado.

Nunca me esqueço do Papai Noel conversando com Jack Frost em A Origem dos Guardiões. Ele menciona que tem um cerne, dando a entender que todo guardião tem um também, algo que o faz único e especial. O cerne é como algo tão íntimo e especial que brota no seu ser tão naturalmente como o ar entra em seus pulmões. É uma característica tão enraizada que quando vem a tona ela consome você. Seu cerne é algo que aparece porque você gosta do que ele desperta, porque ele vem trazendo uma sensação de que não há nada que possa fazer você se sentir mais único.

Noel disse a Jack, no momento em que entregou o bonequinho que representava seu cerne: O que você vê? "Você tem olhos grandes", disse Jack. "Isso! Olhos grandes e enormes, porque estão repletos de encantos. Esse é meu cerne, foi assim que nasci, com olhos que vêem encanto em todas as coisas, olhos que vêem luzes nas árvores e magia no ar. E é isso que eu coloco no mundo e o que eu protejo nas crianças. Isso faz de mim um guardião. É o meu cerne. Qual o seu?" Jack Frost demorou para encontrar o seu. Afinal, o cerne tem a ver com memórias, com você olhar para uma linha do tempo e ver que ele sempre esteve ali.
Foi o que aconteceu quando Jack olhou sua vida passada através dos seus dentes quando ainda era um mortal comum. Ele viu risos, brincadeiras, travessuras, as quais foram usadas mesmo em uma situação de perigo, no momento em que ele precisou salvar sua irmã, que estava com medo e assustada. "A gente vai se divertir. Você quer brincar comigo? Que tal pular amarelinha? Que nem a gente brinca todo dia.", uma alegria que permaneceu mesmo que isso significasse ele cair no gelo e ficar lá.

Quando olho pra trás neste ano, vi que meu cerne ficou num limbo. Ele foi abafado por formalidades, deveres, frustrações... você pode esconder, mas ele sempre está ali fazendo-se presente. Qual meu cerne? Olhado 5, 10, 15 anos atrás vejo letras. Essas letras começam a formar palavras, frases, textos e lotam cadernos. Vejo palavras escritas, cantadas em várias línguas, em cores diferentes que transmitem pensamentos que não ficam dentro da cabeça. Vejo diários, respostas em provas, resumos, uma carta selecionada para ser mandada para um autor de livro, posts de blog. Neste ano, muitas das palavras escritas por mim não eram minhas. Ainda que eu escrevesse de um modo característico, eram idéias de autores, cientistas, pessoas que escrevem em nome de uma obrigação e ambição de mostrar suas palavras às comunidades as quais pertencem. As palavras não eram minhas, mas as críticas de que eu escrevia mal eram feitas como se fossem.

Conforme o tempo foi passando, além das palavras, descobri linhas coloridas, cores em olhos e lábios, coisas que permitem expressão. Expressão e múltiplas possibilidades, ter o blog e começar a investir nele me fez descobrir o quanto meu cerne tem a oferecer. Com as palavras pude expressar tantas coisas, que não só me fizeram aliviar o que estava dentro mas também serviu para que outras pessoas se confortassem. E me sinto feliz com meu cerne, lembro-me de outras figuras na história que tinham um cerne parecido. 

E mesmo com algo simples como palavras, essas figuras conseguiram mudar o mundo. Descubra seu cerne e conseguirá fazer o mesmo.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

História de Cosplay - Katniss Everdeen, o Tordo





Eu tinha planejado este cosplay há exatamente um ano. Dizem que as coisas começam e terminam da mesma forma e eu acredito piamente. Esse cosplay começou com todo o stress que o mestrado estava me causando e ficou pronto em meio ao mesmo stress, acrescido de uma pitada de revolta e mais uns malefícios devido a humilhações e esporros. Embora essa seja outra história, o cosplay da Katniss estava metido nisso tudo de forma muito profunda, não poderia dizer outra coisa sabendo que o cosplay e entrega do meu trabalho final seriam no mesmo dia.


Katniss desde o primeiro instante se mostrou uma garota forte, determinada, que cuidava da irmã, que sabia o que queria. Ela entrou nos jogos de forma inesperada, afinal, ela nunca imaginou que a irmã fosse ser sorteada logo no primeiro ano. Só que ao ver a realidade do que eram realmente, com sua espontaneidade acabou desafiando um governo inteiro. Acho que nesse ponto eu me identifiquei. Eu sou uma pessoa que nem sempre segue as regras, não no sentido ilícito mas não gosto de padrões pra se chegar em algum lugar ou alcançar um objetivo e não gosto de quando tentam me obrigar a tentar segui-los, afinal cada pessoa tem sua forma de evoluir e pra isso se precisa de tempo e elucidação, não de comparações.

Apesar dessa "rebeldia" Katniss foi tentando viver apesar dos enormes fardos que carregava. O peso de ter que conviver com a matança dos outros tributos e ainda ter que se vangloriar disso diante de festas por vezes era penoso e triste, gerava pesadelos e noites sem dormir. Viver assim é como estar numa prisão sem muro. Você está submetido a tantas normas e comportamentos que não são seus que só respira quando sai da encenação toda. 


Katniss começou a respirar quando abriu as asas do Tordo. Quando ela abriu as asas depois de rodopiar com o vestido de noiva, começou o passo pra liberdade. Eu a um ano estava assim. Presa numa aparência que parecia linda mas que por baixo uma liberdade queria vir. E foi a um ano que decici que faria o cosplay da Katniss. Decidi que queria abrir minhas asas também, me sentir livre, voar como um Tordo...

Ano passado não deu muito certo. O arco não ficou pronto e ainda tive problema com o cosmaker, a roupa nem de longe era o que eu precisava, enfim... Um ano depois, ainda que planejando com cuidado, teve imprevistos. O arco tem uma história emocionante por trás, que eu comentei na página; as flechas ficaram prontas no dia e a roupa, algumas horas antes. Fiquei tensa, afinal a trança e a maquiagem seriam feitas na garantia de que iam ficar boas e até que ficaram! 

De início não me senti tão incrível quanto achei que me sentiria, mas depois... vendo o quanto as pessoas foram receptivas e estavam voando comigo, vi que todo o stress valeu a pena. Nessa hoa em que se abre as asas, os pequenos defeitos que só a gente vê ficam pra trás. Eu estava sendo eu, debaixo do cosplay da Katniss voando como um tordo. Livre. Feliz...

É claro que fui na estréia e esse foi o bônus do cosplay. Passei uns maus e bons bocados antes desse dia, mas quando eu fui lá na frente do cinema, de Katniss e fiz o gento dos três dedos e vi toda aquela gente me acompanhando, isso deixou meu coração mais forte. 


O filme foi muito bom. Cheio de ação, história, bons atores e atrizes... Mas eu assim como fui a Katniss em seu traje de guerra lutando contra um regime autoritário, espero poder também ter momentos como os que ela teve na campina do 12: sentada, sorrindo, serena e cheia de paz.




Materiais:
Roupa - Costureira
Broche - Enjoei
Sapato - Posthaus
Lentes azuis - Nexus Store
Arco e flechas - Feitos por mim

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A polêmica facebookiana da mamada



Essa semana a polêmica que sacudiu o facebook foi a de uma estudante de veterinária que criticou e meio que ofendeu várias mães que amamentam, especialmente em público. Ultimamente basta uma fagulha jogada na internet que vira uma bomba atômica com direito a protesto fora das redes, textos rebate e notícias. E com essa questão da amamentação não foi diferente.

A estudante foi realmente rude. Acredito que ela tocou em três pontos muito delicados. O primeiro o de pessoas denominadas "pobres", neste sentido remetendo a questão financeira e de instrução. O segundo o de uma função que remete ao corpo feminino e que somente ele executa. E o terceiro unindo os dois primeiros, onde a estudante diz que quem executa esta função automaticamente é "pobre".

A mesma estudante ainda insinua que amamentar seria um joguete do governo para economizar nos potes de NAN (leite artificial). Ao que eu saiba, mesmo que o governo nunca dê um ponto sem nó, o incentivo a amamentação visa economia sim, só que não nas latas de NAN, mas nos recursos hospitalares. Crianças que ficam doentes precisam de leitos, remédios, cuidados. As que são acometidas por diarréias, pneumonias, desnutrição e anemia lotam muitos postos de saúde, ocupando leitos sendo que em determinado ponto estes faltam não só para estes casos como também para outros mais graves, resultando num verdadeiro caos.

O ato de amamentar (comprovado por pesquisa) influencia muito no laço e vínculo da mãe para com o bebê, além do que biologicamente não só é o alimento mais completo para o bebê como também é o que ele CONSEGUE digerir. Claro, salvo excessões (falarei posteriormente) os bebês por não terem desenvolvimento completo de seu sistema digestivo não conseguem dissolver determinadas substâncias podendo resultar em cólicas e complicações.

A moça da postagem disse que o governo quer transformar as mães "pobres" em vacas leiteiras através do incentivo a amamentação. Eu pessoalmente olho o quanto se ofenderam pelo adjetivo "vaca", mas se pensarmos logicamente, somos tão mamíferas quanto elas, quando se trata de dar leite, mama e teta assumem conotações iguais, só que em espécies diferentes então da mesma  forma que elas alimentam o bezerro é a mesma forma que mulheres alimentam seus bebês. O que em nenhum momento deixa de ser bonito. 

Para criticar o exato ponto de amamentação ser "coisa de pobre" inundaram o facebook com fotos da Gisele Bündchen amamentando sua filhinha enquanto estava sentada no salão. Eu nem olho por esse lado, a Gisele é modelo famosa, então se ela postar uma foto das fezes vai virar notícia de como a dieta dela faz elas terem um aspecto melhor. No caso de amamentar curiosamente, a mesma foto que embasou o argumento de que não é coisa de pobre mas de qualquer mulher, foi a mesma que na época sofreu polêmica por Gisele apesar de estar dando mama era de longe o melhor de exemplo de mãe multitarefa, já que parecia que ser mãe era só dar de mamar com um batalhão da beleza em volta. Valeu a intenção mesmo assim. 

Devo fazer uma observação com relação a postura da moça. Mais pela foto do que pelas palavras. Amamentar é lindo, porém em termos concordo que não deve ser feito de qualquer jeito. O que inclui como se mostra na foto, você estar pedalando, botar o peito pra fora na boca da criança e continuar pedalando passando por buracos e lombadas. Acho que esse momento exige uma consciência corporal, olho no olho, calma, amamentar é dos mamíferos, mas o sentimento e empatia são humanos.

Eu não mamei muito. Tipo, foram dois meses e só. Não porque minha mãe não quis, não por medo do seio dela cair, por nada disso. Eu simplesmente enjoei o leite, do mesmo jeito que não gosto de leite até hoje. Ela não me deu NAN, mas nesquik. Não sou obesa, tenho boa saúde e fui uma criança robusta. Acho que deviam olhar também para estes casos, nos quais a mãe quer amamentar mas por algum fator nela o no bebê, esta não é possível e nem por isso ela é menos mãe.

Acredito eu que amamentar é um ato divino, favorece empatia e vínculo, embora não seja a única opção. A crítica que a moça fez foi rude e ofensiva, mas se o filho dela é saudável mesmo sem ter mamado, bom para ambos. Devo lembrar que esse momento é acima de tudo, um momento meio ilha. É um momento no qual mãe e bebê ficam meio isolados do mundo, só sentindo aquela sintonia. é um momento, sobretudo, de amor.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sobre a redação do Enem


"Pessoas que não tem vergonha de expor sua ignorante opinião. Sem desgaste numa noite de domingo"

Eu podia imaginar que ao instigar questionamentos sobre o tema da redação do Enem eu receberia impropérios assim. E como minha educação me manda, dei uma resposta à altura e digna. Começando que o Enem como um todo foi uma polêmica. No primeiro dia, com uma questão abordando a igualdade de gêneros e dizendo que a mulher enquanto gênero é construída ao invés de nascer pronta foi só a ponta do iceberg, a responsável pelo rebu que balançou o facebook e sites de notícias foi a redação e seu polêmico tema.

A "Persistência da violência contra a mulher" é um tema louvável. Em nenhum dos meus comentários ou críticas eu disse que não era. Acredito que redações e proposições de temas devem ser instigantes, forçar o aluno, escritor, blogueiro, ficwritter, o que seja, a pensar, a analisar e tentar passar as idéias para o papel de forma que quem leia se encante e entenda. E um tema tão atual, instigante e por vezes constrangedor se pensarmos em violência física, psicológica e obstétrica na sua forma mais intensa tem um valor imensurável quando imaginamos em milhares de jovens construindo e dissertando sobre. Algo que mereceu até mesmo a atenção e pronunciamento da Maria da Penha que deu nome a lei que protege não só as mulheres mas qualquer pessoa da violência teve seu valor, inegavelmente. O ponto é que por mais louvável que seja o tema, ainda é uma redação com grade de correção determinada e é assim que deve ser corrigida.

Pode parecer reduntante falar que a redação vai ser corrigida como tal, porém no facebook o que mais se viu nos últimos dias não foi uma discussão e elogios relacionados a um tema, mas uma guerra entre linhas de pensamento. Eu questionei o fato de alguém argumentar contra o que está sendo proposto. Não no sentido machista da situação de que "mulher precisa apanhar" ou "é falta de rola" porém no sentido de uma mulher não se sentir, seja por educação/visão de mundo/local onde vive, violentada. Eu penso nas regras, mas também nas excessões. Excessões incomodam muito. E se uma sueca escrevesse sobre isso? Ou uma canadense? Ou de um país desenvolvido onde a igualdade está a anos luz? E se houver argumentação de que ainda que haja violência em larga escala, ainda que persista, se comparada com outras épocas houve grande evolução no quesito denúncia, autonomia, punição e ainda usar a 'Maria da Penha' para corroborar isso? E se uma mulher argumente sobre violência obstétrica e física porém cite que não considera "psiu, psiu" como um assédio embora ele seja comum? Os alunos que argumentem de forma magistral e inteligente, merecem uma nota baixa por discordar em parte do que se pode considerar "violência contra a mulher"? Por outro lado, aqueles alunos que escrevam enfatizando excessivamente a violência e o quanto as mulheres são vítimas merecem um 10 de cara?

O Enem tal como sua redação ao contrário do que muitos estão fazendo parecer não é um crivo de opinião. Muito menos social. Não vai (nem deve) funcionar como uma peneira na qual "Feministas passarão" e "Machistas não passarão". Como em qualquer concurso público a correção que envolver qualquer tipo, por menor que seja, de parcialidade caracteriza fraude. E sendo fraude, é passível de anulação. Pode assustar ou parecer exagero, porém as reportagens e comentários de que as pessoas machistas não irão passar e que a redação não concebe opinião diferente dá a entender que torcem para que os corretores sejam parciais e coloquem esse crivo classificatório em suas correções, como um quiz de internet que vai classificar você em machista ou feminista. Muitas dessas pessoas foram as mesmas que condenaram piadas quanto aos atrasados, mas não hesitam em abertamente desejar zeros.

Levanto essa questão porque como uma redação dissertativa argumentativa, as questões pessoais, éticas e morais do candidato não devem ser julgadas, a menos que influenciem diretamente na sua escrita e isso vale para machismo e feminismo extremo carregados de agressão. Caso contrário, o que deve ser julgado  é sua capacidade de argumentar, coesão, o modo como se coloca as idéias, pontuação, delineamento e estrutura, por mais que o corretor não aceite seu ponto de vista ele deve corrigir segundo critérios imparciais. 

Sei que muitos continuam insistindo dizendo que os machistas não passarão, porém devo dizer que lembro de um professor de cursinho que enfatizava para nós que o aluno pra passar não basta saber muito do conteúdo, ele precisa ser bom de prova. E ser bom de prova envolve você ter certas estratégias, artimanhas, macetes, sacadas que permitam ver coisas que ajudem a ter mais acertos que erros e esse "ser bom de prova" se leva para a vida toda, para mestrados, doutorados, universidade, concursos. E considerando este tema altamente polêmico, talvez devessem olhar pelo modo mais simples de "machistas não passarão", pois num processo como o Enem que é como os tributos dos Jogos Vorazes na arena lutando ferozmente por uma vaga mesmo um machista de carteirinha ao se deparar com um tema como este na pior das hipóteses utilizará algo chamado criatividade.


Se da criatividade depender a tão sonhada e ambicionada vaga, qualquer machista, por mais aversão que tenha vai desprender sua imaginação e tudo que já ouviu, julgou e é bem capaz de fazer uma redação incrível, que excitaria a própria Lola e as moças do Femen sem que ele mesmo acreditasse em uma única palavra. Isso se chama ser bom de prova. Isso se chama capacidade argumentativa. Isso se chama imaginação. Eu escrevo coisas. E mais do que isso, leio o que outras pessoas escrevem. E quem consegue abrir a caixa de Pandora da imaginação, libera qualquer coisa se for requisitado. Daí um machista pode falar das sufragettes com louvor, da mesma maneira que pessoas virgens escrevem hentais incríveis, religiosos fervorosos podem escrever que a ciência vai matar Deus e adoráveis damas como a Mary Shelley conseguem escrever coisas chocantes como o Frankenstein.Se acham que o processo vai funcionar como um crivo onde os machistas não passarão e feministas terão suas vagas garantidas, lamento dizer que o ENEM falhou.

O tema da redação foi extremamente válido. Ele instiga muito todos a pensarem no tema, na violência persistente porém também mostrou o quanto além de instigante pode gerar atritos. Quem é super feminista adorou, realmente pra quem estuda com afinco, 30 linhas podem ter sido pouco; pra quem é machista a coisa complicou, porém com um pouco de criatividade se sobressai e pasa. Mas o que não impede a semente de ter sido plantada mesmo assim. Isso é que importa.

domingo, 25 de outubro de 2015

Look roxo para Halloween

Oi! E aí? Na boa? Esse mês do Halloween e eu acabei não fazendo looks como gostaria, mas neste post ensino como fazer uma make bem bacana e com muito brilho pois nem todo mundo curte uma fantasia de Halloween, mas adora uma balada comemorativa, então espero que curtam!


1. Fiz minha pele com uma base de boa cobertura

2. Apliquei um corretivo que serve de base para sombras

3. Apliquei em toda a pálpebra móvel uma cor lilás clara

4. E no V externo fiz um formato com um roxo

5. Após esfumar bastante pra não ter uma linha dura entre o lilás e o roxo, eu coloco uma sombra preta bem no côncavo

6. E esfumo bastante de novo!


7. O toque final fica por conta do glitter roxo, usei a técnica de aplicar primeiro um brilho incolor (comprei um só pra isso! XD) e depois com batidinhas no pincel aplicar

8. Finalizei também com um delineador e sombra rosa nos cílios inferiores

9. Nos lábios, um batom pálido








PRODUTOS UTILIZADOS

  • PELE
Base correcting Ruby Rose #2
Corretivo em bastão Lebruce 02
Corretivo Natura Faces cor médio
Blush em tom neutro
  • OLHOS
Sombra lilás
Paleta de 120 cores Manly tipo B
Paleta de 88 cores matte
Delineador em gel preto
Máscara para cílios Avon color trend alongadora







quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Make inspirada no Outubro Rosa


Oi! E aí? Tudo bem? Como todos sabem, Outubro é o mês do combate ao câncer de mama e a cor rosa é predominante. Eu gostei muito do resultado, ainda não havia bolado um look assim e espero que curtam bastante!







PRODUTOS:

  • FACE
Primer acetinado Lebruce
BB Cream Loreal cor médio
Pó compacto Avon Ideal Face bege médio
Blush rosa pink
  • OLHOS
Corretivo Natura Faces cor médio
Sombra unitária Mary Kay Toasted Plum
Paleta 120 cores tipo B
Duo lápis Jasmine B9852
Máscara para cílios Tango 4D
Brilho incolor Tango sabor menta
Glitter rosa 
  • LÁBIOS
Batom Makeup city, cor Impatient Pink
Batom Natura Aquarela cor Renda Sol





sábado, 17 de outubro de 2015

Make Beast Wars - Inferno


Oi! E aí? Na boa? Eu estive muito enrolada esses últimos meses e os posts e os vídeos ficaram desfalcados. Mas eu quero retomar as atividades de forma mais pontual a partir de agora. Este é o look do Inferno, dos Beast Wars, espero que curtam!





  • PELE

Primer 3D acetinado Lebruce
Base hidratante Lebruce cor 1
Corretivo Jasmine cor A
Pó Translúcido Vult


  • OLHOS

Fixador de sombra Yes cosméticos
Paleta 88 cores matte
Paeta Jasmine V902
Sombra Yes vermelho bordo
Lápis sombra Ellis Tracy marrom
Máscara para cílios Avon Color Trend extra volume


  • LÁBIOS

Batom Vult cor 65







sábado, 19 de setembro de 2015

Direitos Humanos: uma opinião


"Eles são..., como é mesmo? Eu disse uma boa hoje, no café da manhã..."
"Um ridículo bando de bisonhos babões."

Por vezes, ao ver a conduta dos ativistas dos Direitos Humanos, a gente tem vontade de soltar uma dessas. Não pelo objetivo, que inegavelmente tem sua nobreza e boa vontade, mas o modo de execução tem gerado revolta e reduzido o número de futuros adeptos. 

Acredito que os Direitos Humanos vieram para sanar necessidades básicas do ser humano. Por vezes a equidade precisa vir antes da justiça de modo que as diferenças de cada um com o tempo não sejam um impasse na busca por inserção e vida melhor. Uma criança com Síndrome de Down ou alguma deficiência física pode ter suas dificuldades, contudo, a lei lhe assegura direito a educação e saúde por vezes especiais e com isso, possibilidade no futuro de ter as mesmas hances de igual pra igual com outra que não possui tantas particularidades.

Os Direitos Hmanos garantem isso. Garantem também que medidas sejam tomadas para amenizar questões preocupantes como a fome na África, tráfico humano, de mulheres, refugiados. Muitas celebridades se engajaram nesta luta de forma magistral. A validade do movimento fica evidente, muitas populações precisam de alguém que olhe por elas, porém o alcance e intenção diminuam quando se trata de presos da justiça.

Começa que quando se trata de criminalidade, sempre se procura um culpado, sendo que a palavra "culpa" nem sempre cabe porque sempre está remetida a constrangimento, depressão, sentimento de que não há saída nem possibilidade de melhora, porém para estabelecer um contraponto claro, aqui ela parece adequada. A primeira idéia (pra não dizer universal) é que o governo e a sociedade são os grandes vilões, os que através de suas condutas jogam um jovem menos afortunado no mundo do crime. Pra início de conversa, é preciso estabelecer que há uma diferença muito grande entre culpa e responsabilidade.

Existem desigualdades inegáveis, porém vai muito além daquela situação, por vezes birrenta, de ricos x pobres. Tal situação tem sido alvo de críticas e duramente apontada como cerne que dá origem a criminalidade e falta de oportunidades. Daí caem em cima das pessoas ditas como "privilegiadas" como chacais apontando o dedo como se elas fossem promotoras de todas as desigualdades do mundo. E isso sem a menor intenção ou vontade de querer saber se as pessoas para quem apontam tiveram uma vida difícil e/ou penaram para estar onde estão. 

Onde entram os Direitos Humanos nisso tudo? Porque colocam pesos contrários aos envolvidos em crimes. Culpado é alguém que deliberadamente faz um ato com intenção e consciência, culpa é algo muito mais direto e unidirecional. Já Responsável é algo mais indireto, pode se manifestar na forma de ações que repercutem de forma ampla ou mais reduzida, dependendo da situação, porém ambos os atos envolvem escolha individual. Todo culpado é responsável, porém nem todo responsável tem culpa.

Exemplos. É crítica a situação dos Direiros Humanos relacionados aos jovens que se enveredam pelo crime. Nem entrarei no critério de maior ou menor idade, porém analisando os fatos um jovem que não tem oportunidade, nem escola nem condições, na busca por algo que deseje ou uma forma de melhorar de vida por vezes se seduz pela idéia de um dinheiro fácil, de coisas bonitas e caras, se envereda por atos ilegais, para conseguir o que não tem através de quem tenha.

Quem foi o responsável pela falta de oportunidades? "O Governo", muitos dirão. Mas e o culpado? Aí dá um nó. O responsável é o governo, pois não cumpriu com seu dever de dar condições e ferramentas necessárias para que seus cidadãos tenham uma boa vida. Ou seja, é a irresponsabilidade de uns interferindo na vida de muitos. Contudo, é importante reiterar que ainda que a influência exista, a escolha pessoal ainda pertence ao indivíduo somente. 

Resgatando o exemplo acima, o governo possui a responsabilidade por seus habitantes, porém, ao se falar de uma culpa por um ato, quando um cidadão, de posse de uma arma assalta outro cidadão, não é o governo que escolhe puxar o gatilho. Responsabilidade tem muito a ver com consequências e culpas, com atos gerados devido a tais consequências. Considerando crimes cometidos por indivíduos movidos por necessidades, o governo é responsável, porém culpado é o autor do crime e passível de ser responsabilizado e punido. Não é intenção aqui gerar um massacre ou apontar dedos, pois para isso existe consciência e a lei, mas acho de primordial importância dizer que mais do que uma situação material, há o ponto da situação moral. 

Os Direitos Humanos vem pecando porque invertem as bolas. Na ânsia de garantir direitos aos menos afortunados, que sofrem com a irresponsabilidade dos governantes, acabam por negligenciar que as vítimas dos atos cometidos pelos primeiros também são humanos passíveis de possuir direitos. A frase "Esses Direitos Humanos defendem bandido" sempre é ouvida, de delegacias a hospitais, a rodas de bar. E considerando uma população composta por pessoas que em sua maioria dá duro, os componentes desta se sentem ofendidos diante de crimes nos quais a vítima, sendo fatal ou não, é deixada de lado, ao passo que o "culpado" é tratado como um pobre coitado que não teve outra escolha.
Neste ponto os Direitos Humanos perdem sua nobreza. Todo o ideal deles perde o brilho, afinal não é só porque alguém que foi assaltado ou morto pertence a uma classe social melhor do que o agressor, que isso o torna uma espécie de E.T. Acho que a balança quando se trata desses direitos acaba pendendo para um lado só, quando devia ficar em equilíbrio, ambos, tanto vítima quanto agressor deviam receber assistência, cada um dentro de sua condição e terem seus direitos humanos respeitados igualmente.

Logo, não se pode minimizar atos hediondos, crimes bárbaros, amenizar com justificativas de "falta de oportunidade", como se os autores fossem pobres coitados sem o domínio de sua própria escolha. Que os direitos deles lhes sejm concebidos, mas que não fiquem sem o devido resgate de seus atos, nem que estes sejam resgatados em uma prisão como a do Magneto, mas que recebam de acordo com o que fizeram. Não só por uma satisfação a sociedade, mas para que se perceba que ás vezes as consequências de um ato não se apagam com simples arrependimento, por mais louvável e digno que seja.

Eu pessoalmente tenho pena. Não a pena torpe que muitas vezes vemos por parte dos Direitos Humanos e que nos entala, na qual vemos as vítimas se sentirem desprotegidas e ainda sendo "acusadas" por viverem em uma sociedade opressora ou por pertencerem a essa ou aquela classe. Tenho pena porque a vida em si já é algo complicado, cheio de intreperes, tormentas e dificuldades e penso que quem se envereda pelo caminho do crime, o fardo deve ser maior. Não que a responsabilidade se apague, mas acho que saber que existe meio mundo querendo a cabeça destes indivíduos, o que inclui polícia, vítimas e outros, além de saber que se alguém quebra o círculo de medo não hesita em cumprir um "dever cívico" e livrar a sociedade dessa mácula, fora que ninguém lamenta, acredito que viver assim, sem ter paz, pra mim, é de encher de pena.
Contudo, um criminoso tem possibilidade de se redimir e se ressocializar? Sem dúvida. Os Direitos Humanos garantem que ele tenha condições necessárias para se reintegrar à sociedade, porém não só condições e oportunidades garantem essa reintegração, é preciso também um caráter, uma conscientização por parte do indivíduo e escolha por um caminho diferente, porém sob essa parte, os Direitos Humanos não tem poder. 

Só que quando um destes indivíduos consegue, torna-se um exemplo para o mundo e nos faz crer que as coisas são possíveis, que as pessoas podem evoluir e sair do círculo ruim em que se encontram e nesse momento, os Direitos Humanos e suas condutas e filosofias mostram toda a sua importância valor.