domingo, 27 de julho de 2014

Sobre Gina



Quem não é de acompanhar novela, pode não reconhecer nem saber quem é essa personagem. Contudo se você conhece de cara a Melida do filme Valente, já vai ter uma noção de como a Gina é. Acredito que ela foi feita pra ser o contraponto da novela das seis, Meu Pedacinho de Chão, que por sinal já tá até acabando. Numa rápida observada, todas as outras meninas são fofas, doces, bonecas mesmo. O principal exemplo é a professora Juliana, você olha pra ela e uma miniatura seria a boneca de porcelana perfeita, daquelas raras de coleção. Gina foi feita pra ser inquebrável.

O sotaque meio duro, caipira, mas cheio de atitude chama a atenção. Diferente das outras, ela usa ombreiras, calça, botas, anda com facões no cinto, diz com aquele sotaque de interior: "Eu vou é durmi cum os porco" e vai sem se importar. Quando a doce professora Juliana se hospeda na casa e dividi o quarto com Gina, logo se choca com as atitudes da amiga e sutilmente tenta faze-la mudar. A própria mãe de Gina pede um pouco de auxílio. O que a professora não contava é que Gina não era moça de muita pompa, não gostava de maquiagem, não se importava com cabelos ruivos muito volumosos nem com unhas sem esmalte, meio estranho para Juliana, uma vez que ela tinha cabelos rosa cheios de cachinhos definidos, unhas cor de céu, maquiagem colorida e vestidos de manga bufante.

No decorrer da novela, algumas cenas explicam o porquê de Gina. O pai queria um menino e se desassossega de perceber que ela não se interessa por casamento, roupas bonitas e sempre faz questão de ajudá-lo na roça, fazer o parto dos animais e cortar a lenha, não dando a mínima para os serviços domésticos que sua mãe pede. Gina sofre com isso. Fica triste. Afinal, ainda que a chamem de Mulher-Homem devido seu jeito, quer provar para seu pai que mesmo sendo mulher consegue fazer tudo e ainda melhor do que se fosse o homem que o pai tanto queria.

E mesmo que tenha esse jeito consegue encantar um jovem que cá entre nós pode-se chamar de bonitão. Não é aquele bonitão de músculos, sarado, mas um bonito inteligente, elegante, rapaz fino e educado. No início, é meio difícil a relação dos dois, até porque ele se interessa por ela primeiro e precisa vencer a barreira que ela mesma se impingiu. 

Isso se dá com o tempo somente. Gina se descobrindo mais mulher e mais apaixonada, se rende a esse sentimento, mas sem deixar sua força e personalidade de lado. Ela nos dá essa lição, de que sendo forte, destemida, consegue sim fazer muito mais do que aparenta, porém sem deixar a delicadeza de lado e provando que o mais legal de tudo, é ser surpreendente.

As lições de Malévola


Eu assisti Malévola bem atrasado, admito. Só que soubesse que era tão bom, teria ido a mais tempo. Acho que o filme da Bela Adormecida foi um dos primeiros que vi, a vilã do desenho não era daquela super sombria ou cínica, ela era equilibrada. Demonstrava momentos de vilania sim, mas também de classe, decepção, satisfação. Curiosamente, no entanto, nunca cheguei a ver Malévola como uma bruxa. Alguém com poder que fez algo ruim, mas não como uma bruxa no sentido caricato da coisa.

Por isso, tal qual foi minha surpresa quando vi a pequena Malévola com asas e de quebra sendo chamada de "fada". Claro, os chifres desmistificaram algumas idéias de infância, pois eu sempre achei que fosse um daqueles chapéus pontudos de dama. E depois da lição inicial, veio a admiração de como ela voava, de como protegia seu povo, de como era boa e gentil e divertida. Até conhecer Stefan.

Nesse momento começa o contraponto do filme. Muitos de nós são como Malévola, sem entender a ambição e maldade dos homens. Observe que eu disse "entender", o que é muito diferente de ignorar ou desconhecer. Significa que se sabe da existência, mas não se permite que isso empeste nossa alma. Tal qual Malévola, ela sabia perfeitamente que os homens podem ser cruéis, lutou com eles várias vezes, foi queimada e sentiu na pele o ferro quente de suas duras armaduras, porém no final voltava sempre a sua árvore, aos lagos límpidos, às flores.

Ela acreditava no amor verdadeiro. Seja ele de que natureza for, embora o mais forte tenha sido aquele que ela sentiu por Stefan. Não digo que o amor não tenha sido real por parte dele, porém era extremamente frágil, tão frágil que sua ambição não resistiu a uma oportunidade de riqueza e sucesso ainda que implicasse em fazer mal a Malévola. Mesmo que ele precisasse matar para assumir o trono, no momento em que teve a chance não teve coragem, o amor provavelmente segurou sua mão naquele instante, porém não com a força suficiente para evitar que ele cortasse as asas dela. Asas essas que para uma fada era como uma condenação de morte, de vida incompleta e deficiente.

O grito de Malévola, a sensação de dor, a percepção de que algo faltava e o desiquilíbrio de início foi algo aterrorizante, depois de conhecer seu simpático corvo, elucidante. Ela percebeu o que Stefan fizera, percebeu que para que ele realizasse seu sonho precisou castrar o sonho dela. E nessa hora, parte do coração dela se foi. O amor verdadeiro pareceu uma leve brisa que de tão leve parecia irreal. O ambiente se modifica, as flores, a luz, tudo fica com uma áurea escura e triste, os seres percebem que Malévola não tem mais a luz natural que tinha.

Daí vem o nascimento de Aurora e a maldição. Stefan logo nota o ressentimento de Malévola no ato de acrescentar a nota "poderá despertar ao receber um beijo de amor verdadeiro". O medo pela filha e fantasmas do remorso passam a asssombrá-lo de tal forma que ele a persegue, embora nada impedisse de fato Aurora de cair no sono profundo. A floresta de espinhos na entrada da floresta mágica também simboliza o quanto Malévola estava fechada a qualquer coisa em seu coração.

Ela permanece assim até que Aurora começa a crescer. Brilhar como o sol. E a surpresa que não há medo pelas suas roupas pretas, nem pelos chifres, há risos até, diversão e a crença de que ela era sua fada madrinha ou até mesmo porque não dizer, anjo da guarda. Conforme a convivência aumenta, há um enlace maior a ponto de Malévola ser traída por ela mesma: ao tentar retirar a maldição, não há como.

Paralelo a isso, Stefan tenta arrumar uma maneira de derrotar Malévola e lembra do ferro que queima fadas. Ao preparar a armadilha, Aurora acaba caindo no sono profundo e mesmo com o beijo do príncipe não há despertar. E Malévola, triste constata o que achava desde o início, que não existe amor verdadeiro. E o boom do filme se dá aí. Ao se declarar pra Aurora, dizer o quanto sentiria falta do sorriso e dar um beijo em sua testa ela desperta. "Olá fada madrinha" "Olá, Praguinha".

Há vários tipos de amor verdadeiro. O de homem-mulher é um muito comum como foi mostrado por anos nos filmes de conto de fada, porém amor de irmão (ã) também é de verdade, amor de amigo, amor de mãe... São amores de dimensões diferentes, mas com intensidades tão grandes que também merecem esse título de amor verdadeiro. Malévola tinha um pouco desse amor de mãe por Aurora e amizade, como ela mesma disse, a praguinha roubou o que restava de seu coração, deu de novo uma luz que parecia perdida.

Talvez o filme mostre que há ambição das pessoas que pode nos afetar ainda que estejamos por trás de uma densa floresta, podem haver dores tão grandes que enegreçam nosso coração de tal forma que um caminho de volta parece inexistente, mas mesmo Malévola que perdeu as asas achou o dela. A história daquela que foi heroína e vilã mostra que não importa que nossas asas sejam cortadas ou nossa pele queimada, ainda assim, lá no fundo fomos feitos para amar. E quando o amor começa a entrar, mesmo que passe pelos espinhos do coração, consegue encontrar nossa luz escondida e nos fazer amar e sorrir novamente. E nesse momento, tal qual Malévola, recuperamos nossas asas perdidas.




sábado, 26 de julho de 2014

Cosplay é cosplay, cosplayer é cosplayer


"Fulano de tal tem um corpo/condições perfeitas para fazer qualquer cosplay". Eu já tinha escrevido o rascunho deste post, mas achei mais oportuno fazer depois do Animazon quando já tinha vivido a experiência. Quando ouço isso, imediatamente me calo. Não por consentir, muito pelo contrário. É por não concordar de tal forma que se eu começar a falar vai gerar gastos de energia tão grandes de ambos os lados que é bem mais saudável deixar quieto.

Talvez eu seja suspeita pra falar de cosplays e eventos, estou engatinhando em ambos, ainda que tenha sentido uma liberdade incrível e percebido ao mesmo tempo alguns pontos importantes. Meu primeiro contato com cosplay foi quando eu tinha uns 10 anos. Não em eventos, mas através daquelas revistas que traziam notícias e figuras. Muitas já saíram de circulação a milênios, como uma chamada Tudo de Bom, que custava R$ 1,00, o que pra alguém que ganhava R$10,00 por mês era um lucro e tanto e podia ser chamado de felicidade.Com essas e com outras, fui vendo e conhecendo no que consistia um cosplay, ainda que fosse puramente visual.

A arte de cosplayar ainda estava no início. Nas revistas de ilustrações eu pirava. Curiosamente, o primeiro cosplay que pensei (devaneei) fazer na minha inocência de menina de 10 anos, foi o de Sakura Cardcaptors. Achava lindos os vestidos, sapatos boneca e segurar o báculo mágico era um sonho. E quando via imagens de outras meninas cosplayando ela e outros percebia somente uma coisa: sorriso. E poses. E alegria. Nem ligava se o cabelo não era igual, se era mais gordinho (a), se o material mal disfarçava a qualidade ruim ou se a peruca era aquelas de camelô, o que eu via era: "É a Sakura!", "É o Vegeta!", "É a Sailor Vênus!", enfim eu só via o fato de que a pessoa estava vestida como um personagem de anime, dos animes que amávamos e estava se divertindo. E eu queria essa diversão pra mim.
Hoje, as coisas são bem diferentes do que eram naquela época. E embora se divertir ainda exista, apareceram os concursos. Não que sejam algo ruim, até instigam um esforço maior e valorizam muito o trabalho de quem faz o cosplay e de quem se apresenta, aprendizados e busca pela melhora. O problema todo nasceu quando alguém deve ter aparecido e dito: "Aquela pessoa não está igual ao personagem, esse cosplay não serviu". Em um concurso, detalhes como cabelo, cicatrizes e marcas mais reais, tecidos da roupa fazem a diferença quando se quer ganhar o prêmio, contudo, esse tipo de crítica está se estendendo até pra quem não vai participar das competições e só está circulando no evento pelo simples prazer de cosplayar.


É fácil de notar. Os circulantes andam mais despreocupados no espaço. Eles param nas barraquinhas pra comprar lembranças, carregam bolsas, pulam param pra tirar fotos fazendo poses, comem crepe, ainda que participem de algum concurso, estão lá pra se divertir acima de tudo. Os exclusivos do concurso são mais compenetrados, procuram ficar parados ou só na sala cosplay, tomando cuidado pra não danificar a roupa e ensaiando sua coreografia para apresentação. Ainda que eu tenha poucos eventos nas costas (mas muitas idéias na cabeça), consigo notar quem é mais inclinado pra esse lado puramente divertido do cosplay.

Há quem não hesite em gastar verdadeiras fortunas por materiais inéditos e sem precedentes, outros não economizam no esforço. Acredito que deva haver recompensa e esta não necessariamente se dá no quesito financeiro já que combinemos, alguns acessórios custam mais do que o cheque do prêmio, mas na questão do orgulho, no fato de você poder dizer que fez, que se esforçou e aprendeu para que o cosplay saísse a contento.

Acredito eu que essa recompensa acrescenta muito ao trabalho, porém por mais perfeito que seja o cosplay, não é certo a rejeição e desvalorização daqueles que cosplayam, porém não conseguem o nível dito "da perfeição", seja porque motivo for. Daí, quando escuto: "Ele (a) não serve pra fazer tal cosplay", sei bem que a maioria está só olhando para o lado físico, como a gordinha que queria fazer a Yuna ou o garoto magrinho que queria ser o Surfista Prateado, contudo, isso é só a ponta do iceberg e o buraco é mais embaixo. Quando essa expressão "Não pode" ou "Não serve" entra em cena, não é só do físico que se fala. Você também exclui a garota negra que gostaria de ser a Sailor Moon, o garoto deficiente que adoraria ser o Flash ou a cadeirante que sonha em ser a princesa Disney.

E como exemplo, não me esqueço do que presenciei no Anime Geek em nov/2013. Nas andanças pelas salas temáticas, encontrei uma figurinha que pelo que pereceu fez bastante sucesso. Era um garotinho de uns 6 anos de idade vestido de Harry Potter. O pai sempre ficava perto, como um cão de guarda e demonstrava ficar sem graça e um pouco preocupado toda vez que muita gente se aproximava pedindo pra tirar fotos. Pra quem via de relance, era só um garotinho de Harry Potter, porém quem olhava uma segunda vez, notava que o andar dele era diferente e que usava sapatos especiais. Não posso afirmar com certeza, mas acredito que havia algum tipo de comprometimento neurológico ali.

O ponto X da questão era a felicidade dele em fazer poses, em entrar na sala temática e ver que as pessoas paravam para pedir fotos.. Não interessava se a cor do cabelo não era igual, se a cicatriz em forma de raio estava imperfeita, nem sequer se havia uma, naquele momento ele ERA o Harry Potter e ponto final. Estava se divertindo e feliz por isso.

Talvez devêssemos voltar a esse estágio primitivo do fazer cosplay: se divertir, porque no final o mais importante vai ser a diversão e felicidade e o objetivo, no fundo, idem.






sábado, 19 de julho de 2014

Vídeo O Começo de um Blog




Oi! E aí?  Tudo bem? Na boa? Esse vídeo tava na fila da edição. É muito especial pra mim porque fui muito sincera, sobre os porquês de eu começar a gravar, a escrever e mais importante, agradeço muito todo o apoio até hoje. E estou muito aberta a sugestões, a criticas, me emociono muito com todas as pessoas que leem, que comentam, mesmo as que só criticam e negativam, não me incomodo, pelo menos viram (ou não) hehe. Mas nesse tempo que o blog está no ar, hoje eu sinto muito mais vontade de fazer do que antes, prova disso que me incomodo quando demoro a postar. É uma cobrança interna. Mais uma vez, muito obrigada!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Resenha Animazon No Taikai - 3º dia


Ainda com uma sensação de êxtase, resquícios do concurso e energia meio baixa, o último dia de Animazon foi mais tranquilo, pude tirar mais fotos e andar mais. No terceiro dia, quis levar meu cosplay de Elektra na bolsa, mas já havia decidido que era mais pra estrear uma peruca e uns acessórios que havia comprado, daí fui do que chamo de "civil, mas nem tanto".

Cheguei na hora da gincana, a típica torta na cara só que com perguntas de DBZ. Olha que eu sou fã, mas se eu me atrevesse sairia toda lambuzada, pois as perguntas eram difíceis. Dei mais umas voltas nas salas, e fotografei muitos cosplays, por algum motivo, alguns foram inéditos do domingo. E incrivelmente, parece que brotou gente do chão no terceiro dia.

Ferio, Guerreiras Mágicas de Rayearth




Guerreiras Mágicas de Rayearth

Sakura e Dead Pool

Elen Drive

Cisne Negro


Chapeleiro Maluco
Eu e o Calem demos uma passada no Maid Café, e proei a famosa taça parfait, é bem gostoso, se bem que nesse dia eu tava seca mesmo por uma coisa mais salgada. Passamos bom tempo andando, olhando as barracas, mas não comprei as coisas que costumava comprar, comprei uma pelúcia pra dar de presente, mas só. Aproveitei para mais fotos e observar os cosplays.
Calem, do Pokémon







As atrações de domingo ficaram por conta do trio Game Over, muito engraçadas as piadas que eles faziam e o jeito como eles conduziam o público também. O desfile de cosplays fez bem mais sucesso que a escolha do público no sábado, não só pelo fato de haver muito mais gente e mais variações, mas porque estavam realmente muito bons.





Cyrax
Mas claro que o mais esperado eram as apresentações individuais, afinal o prêmio era um PS4, portanto, muitos se esforçaram e procuraram fazer o melhor. Achei bem legal como havia personagens de filmes a animes, de programas, HQ'S. Muitos fizeram coisas engraçadas que agradaram, outros utilizaram efeitos, recursos, ou só a roupa e expressão corporal já valia. O ganhador foi o Victor Braun, que estava de Elsa e cantou Let it go, utilizou recursos, efeitos especiais, foi merecido.





O Animazon foi um evento grande. Pelo menos pra mim foi. Um evento no qual mais do que atrações, teve um valor sentimental, o primeiro cosplay sério que fiz, o aniversário do primeiro evento que fui, companhia boa e novos amigos bons. Foi algo que valeu muito a pena e que recomendo a todos!

P.S. Evento: A ressaca pós evento foi forte devo dizer. Diferente de muitos, não estou de férias, então pra mim foi muito difícil voltar para o mundo real. Ainda permaneciam os resquícios dos dias do animazon. Lá estava eu, trabalhando, tentando voltar a me acostumar com o mundo e vinham as cenas do concurso, a energia daquela multidão e as roupas divertidas. Confesso que depois de conhecer esse mundo e viver esse tempo lá, voltar pro mundo de asfalto, de dureza, com tantos olhares críticos, chegou a ser deprimente e decepcionante. Contudo, foi como um cometa. O brilho e calor dos momentos vividos lá ainda permaneceram por um bom tempo, ainda que o cometa tenha passado. ^^

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Resenha Animazon No Taikai - 2º dia


O segundo dia, devo dizer, foi muito mais incrível que o primeiro. Com alguns pontinhos a serem considerados aqui e ali, porém no geral muito bom. A começar pelo fato de que fiz meu primeiro cosplay dito planejado, com antecedência razoável, costureira e tudo o mais. A mão de obra não era muito complicada, embora tivesse muitos detalhes nos braços e pernas e meu companheiro de cosplay e apresentação, o Kenshin é que precisou de um making-of mais elaborado.

Esmeralda

Cosplayers também pegam ônibus
Devo dizer que saimos prontos de casa, sem nos importar com os olhares dos vizinhos e do pessoal da rua ou no ônibus. É algo realmente incrível, cosplay de fato é um outro mundo. Assim que chegamos, novamente a vistoria em bolsas. Logo aprendi que quando se faz um cosplay, você passa a ser o ator, portanto precisa estar a disposição do público, o que francamente é uma delícia. Muitas fotos são nossas, mas os cosplayers estavam em peso nesse dia, já que o concurso estava programado.

Turma do Mário

Perambulamos pelas barracas e demos uma pausa no crepe, normalmente as comidas dos eventos são muito boas e o crepe é divino! Muitos confundiram meu personagem e o do Kenshin também, normal, a minha é dos quadrinhos e muitos te como referência os filmes. Logo notei como é diferente quando você está de cosplay, as penas cansam, o corpo dói um pouco, tantas poses para tantas fotos, você é parado e logo se prepara. Não tive muito tempo também pra ver barraquinhas e tão pouco tirei muitas fotos, já que a maior parte do tempo minhas coisas estavam no guarda volumes. 

Sonya Blade
Dead Pool e eu
Consegui visitar umas salas e tirar fotos. Ainda tiramos na sala estúdio. No segundo dia, o dublador do Ash/Kuririn/Scott Pilgrim estava lá, ele realmente é muito engraçado, explicou muitas coisas dos personagens e é claro, não deixou de se emocionar ao ver a clássica cena da despedida do Pikachu, até eu me emocionei e olha que nem lembrava. O melhor jogador de LOL também deu sua palhinha, com direito a dancinha engraçada e apresentador querendo copiar. 

Fábio Lucindo, o Ash

Link

Ravena

Luigi

Contudo, mesmo que eu estivesse gostando de tudo, estava mais ansiosa pro que viria a seguir depois do dublador e do gamer: o concurso de cosplay categoria grupo. Bom, por muito e muito tempo quis fazer um cosplay e esse ano, neste evento, não só consegui mas como tive a oportunidade de poder fazer uma apresentação. O Kenshin foi meu parceiro nessa empreitada e me sinto mais do que honrada, muito, muito feliz de ter dividido o palco com ele. Nós planejamos tudo por um mês mais ou menos, eu fiz o roteiro e nós em conjunto montamos a coreografia e escolhemos as músicas. Eu estava um pouco nervosa e ele também, mas havíamos ensaiado bastante. Como Elektra eu havia sido contratada para matar o battousai e aí, claro houve uma luta e uma surpresinha no final que digamos assim, fez a platéia gritar. Os outros grupos foram muito bons também, o primeiro que se apresentou antes de nós estava com roupas muito bem feitas, o que foi depois também, acredito que todos tem seu peso e valor. Talvez só o fato de você subir no palco e se dispor a mostrar-se já é muito ou melhor, só o fato de você separar dinheiro pra fazer um cosplay, o que envolve muitas vezes abdicar de uma saída, ou uma roupa, ou um show pra poder ter a sensação de se vestir como um personagem que ama, já é válido. Nós ficamos em quarto lugar de cinco, segundo algumas informações ficamos páreo a páreo com o terceiro. Eu acreditava que podíamos levar o terceiro ao menos, por isso pedi esclarecimentos ao jurados, não como uma contestação, afinal o concurso já premiou e passou, mas como uma forma de poder me preparar melhor e aprender mais sobre os processos.

Trinity Blood - 1º lugar

Sailor Moon - 2º lugar

Vocaloids - 3º lugar


Curinga

Já meio cansadinhos, fomos trocar de roupa. Eu não imaginava que havia uma estrutura assim tão organizada pros cosplayers, na verdade, tudo neste evento me impressionou de sobremaneira. e percebo cada vez mais que há muito o que se aprender ainda