quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fanfictions, porquê ler, porquê escrever


Fanfiction é a união de duas palavras: fan que significa fã e fiction, que significa história, ficção. Normalmente, há várias categorias que vão desde animes até filmes e livros. Fanfiction nada mais é do que uma história que você gostaria que fosse real, que gostaria de ver acontecer mas que pode ocorrer ou não. Antes do Harry Potter acabar, vi ficwritters sonharem com Harry e Luna, Harry e Hermione, Harry e Cho, até com o Draco tinha... Alguns acertaram na mosca e escreveram sobre Harry e Gina. Comecei  em 2004 a ler e não parei mais, lia no fanfiction.net, um site mundial e muitas vezes corria o risco de não haver histórias na categoria que eu queria, contudo lá eu comecei a escrever e descobri a magia de receber reviews. Apoio a idéia de que se você consegue ler, também consegue escrever. Aí varia, você pode escrever long fics, one shots, songfics, depende do seu estilo...

O Nyah eu descobri totalmente por acaso, sendo um site nacional, é mais fechado e a relação autor-leitor é mais íntima. A primeira fic que eu li se chamava “Por acaso”, era uma fic de Sasuke e Sakura, muito legal, sinto muito que a história tenha sumido. Na minha opinião, o diferencial é a categoria dos originais, além do que se pode colocar figuras nas histórias e na capa da fic, o que torna o site menos impessoal. Nessa categoria, cada um escreve de acordo com os personagens que quer como mandam até seus mais loucos devaneios. Já vi histórias muito boas e outras muito ruins. Muitos sabem escrever e envolver desde a primeira linha, outros eu devo dizer, preciso de dois capítulos ou mais pra me entrosar de verdade, contudo é uma questão pessoal pra mim, como reviewsadora, não acho justo começar a ler e não terminar, ainda que minha crítica final seja negativa, devo isso ao escritor.


Creio que por trás de todo leitor existe um escritor, por mais que a própria pessoa duvide disso. Talvez a leitura e o fato de estar sempre reviewsando instigue essa mudança, há o questionamento de porquê não tentar. O Nyah mais uma vez diferenciando, quando me cadastrei em 2008, havia o sistema de popularidade, a cada review e pessoa que lhe enviava um convite de amizade, seu bônus  aumentava, mas com as reformas do site, o sistema de bonificação foi tirado do ar, mas ainda assim o Nyah oferece muitos diferenciais.

Os benefícios de reviewsar fics são bem visíveis. Você aprende a ser mais crítico, a observar erros de português, avaliar uma escrita fluente, analisar os detalhes de personagens e enredo. E na minha cabeça, se você consegue ser crítico ao ler uma fanfiction, consegue criticar seus trabalhos profissionais, redações e teses. Da mesma forma como se consegue escrever uma fic de 20 capítulos, consegue também escrever uma tese de mestrado.

E entrando nesses termos, esse mundo é extremamente democrático. Pessoas de todas as idades escrevem, de todos os níveis de intelecto, de colegiais á mestres. Todas as opções sexuais e estilos, o que não influencia diretamente porque não creio que alguém que escreva yaoi seja homossexual e quem escreva hentai seja algum tarado, isso vale também para quem lê. Fanfiction é assim, você pode imaginar o que quer ser sem que isso necessariamente corresponda á realidade. O legal é como você tem a liberdade e permissão de imaginar.

Fanfiction é mágico. É a chance de poder entrar num mundo maravilhoso ao alcance de um clique. E ainda que tenha que voltar pro mundo real uma hora, você tem o prazer de ver seus personagens favoritos viverem situações inusitadas, casais com histórias de amor nas quais você torce na frente da tela e se derrete com cenas fofas, torce pros vilões dos filmes e desenhos se darem mal ou se tornarem bonzinhos e se satisfaz em como nas fics há finais superfelizes, lições de vida e em como tudo pode dar certo...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Análise A Bela e a Fera

Vi essa campanha no facebook e não hesitei em compartilhar. 

A Bela e a Fera é uma daquelas histórias de contos de fada que nos fazem sentir mais perto deles. Sei que o conto original é do século XVIII e em nada se parece com o filme que realmente lembramos quando ouvimos o título “A Bela e a Fera”. Digo isso porque foi Disney que fez O FILME da Bela e a Fera, o filme que foi a primeira animação a concorrer a um Oscar de melhor filme, a primeira animação a ganhar um Oscar de melhor trilha sonora e melhor canção original, canção essa que já vi em festas de 15 anos e provavelmente já embalou valsas de casamentos e faz brotar um sorriso em qualquer pessoa que abra seu coração pra receber a mensagem da história.

Primeiro, a Bela não é princesa, nunca foi. Pode ter se tornado princesa, mas não era uma. Ela é uma menina simples que gosta de ler e é sempre chamada de esquisita pelos cidadãos de sua aldeia, (arrisco até a dizer que é quase um bulliyng), pois prefere ficar no seu canto com um livro. E ainda que não tenha ninguém com quem conversar prefere isso a correr atrás de um bonitão com vento na cabeça e ficar suspirando por ele. Bonitão esse que é ótimo caçador, é bonito sim, não se deve mentir, mas como as palavras da própria Bela dizem: “É bonito, é verdade, e rude e convencido. Não, ele não é pra mim.” E não é pra ela só porque ele não pensa, mas porque só acredita no que seus olhos vêem e isso limita imensamente uma pessoa.

Segundo, ela tem um amor imenso ao pai, um gorducho simpático que também é tachado de maluco, um matusquela como foi dito na primeira música do filme, mas ainda assim ela tem fé nele e o defende das ofensas dos outros. Na versão escrita, Bela tem 4 irmãos, duas irmãs muito chatas e dois irmãos, seu pai era rico e de repente perde tudo. Mesmo assim, ela mantém seu espírito humilde e trabalha para manter a família bem enquanto as duas irmãs ficam sonhando com o passado glamuroso que tiveram, mas que é passado mesmo assim.

Terceiro, ela é corajosa, não tem nenhuma fadinha pra lhe dar presentes ou dons nem ratinhos pra lhe ajudar a fazer as coisas, ela tira de seu próprio caráter e conduta seus dons e conquistas. E não pensou duas vezes em salvar o pai doente ainda que isso significasse sua própria vida. Voltando á versão escrita, seu pai recebe a notícia de um grande carregamento de mercadorias, mas ao chegar ao seu destino vê que tudo foi perdido, suas filhas mais velhas pediram jóias e vestidos, Bela pede uma rosa porque sente falta dessa flor. Quando o pobre homem se perde na floresta e se abriga no castelo da Fera, tudo corre bem até que ele pega uma rosa do jardim e o Fera parte pra cima dele. Ao se explicar, Fera propõe um acordo, se Bela concordasse em ficar no lugar dele sua vida seria poupada. O pai não concorda, mas Bela pensando nele e nos irmãos vai de bom grado, provando assim que amor que ela sente supera seu medo de morrer.

Quarto, seu senso de justiça e reflexão estão acima de qualquer coisa. Quando o Fera foi grosseiro e ela fugiu quebrando sua promessa, quase foi devorada pelos lobos se ele não viesse salvá-la. No entanto, quando ele desmaiou, ferido ela podia simplismente se virar e ir embora, mas parou, pensou um pouco e soube reconhecer que se o fizesse estaria sendo ingrata, ainda que ele a tivesse ofendido e magoado.
 
Quinto, ela não se deixava levar por um monte de bíceps e tríceps, nem por olhos bonitos e vazios de sentimento cheios de arrogância, preferiu um "monstro" que aprendeu a ser gentil e bom e lhe deu uma biblioteca de presente. Pra quem não viu o filme, Gaston, o bonitão e a Fera possuem olhos azuis, mas no decorrer do filme, você parece notar a diferença entre eles. Fera se torna mais humano, Bela não precisou mudá-lo, pelo contrário, ele passou a amá-la, então mudou por si mesmo. Sem contar que ele mais do que amar e mudar, ele compreendeu o significado disso. O pai de Bela estava doente e sozinho, ainda que a rosa estivesse quase sem pétalas e ele corresse o risco de ficar enfeitiçado para sempre, percebeu que precisava se sacrificar em nome do amor que sentia por Bela e por isso a deixou ir. O urro que foi dado enquanto ela partia foi de dor, mas ele a amava demais para prendê-la e mantê-la só pra si a qualquer preço. 

E sexto, ela nunca precisou de vestidos bonitos, nunca fez questão de ser a mais bonita, ainda que seu nome fosse esse, nunca foi uma garota que se importa com as críticas, pois sabe que sua conduta é certa e não faz mal a ninguém, era uma garota original que soube ver a beleza real de alguém, soube fazer a diferença na vida de alguém e no final, a simples garota que nunca abdicou de seus valores se tornou uma princesa não só porque casou com o príncipe, mas porque aprendeu e o fez aprender também o que faz um homem ser como um príncipe de verdade.

E é por isso, que a Bela e a Fera não é um simples conto de fadas, é uma lição de vida.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Make inspirada no Piccolo - Dragon Ball Z.flv



Nada mais justo que o segundo look de maquiagem fosse o do Piccolo! Eu simplismente adoro toda a postura que ele assumiu na saga dos Saiajins, cuidando do Gohan e tal depois que o Goku foi morto. Pessoalmente falando, o Gohan só se transformou num dos guerreiros mais fortes do universo e derrotou o Cell por causa que o Piccolo deu umas lições de moral nele, porque senão ele continuaria uma criança assustada. Sem contar que Piccolo protagonizou uma das cenas mais emocionantes dessa saga: quando se sacrificou pra salvar o Gohan do ataque de Nappa. Emoção master!
Espero que gostem! Se assistir deixe um comentário^^, sugestões também são aceitas!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O nerd e a academia



A relação do nerd com academia ou com qualquer outro exercício físico é uma relação complicada, pra não dizer trágica. Contudo, com a disseminação de nutricionistas, academias e medo de morrer em qualquer lugar decorrente do sedentarismo, muitos, ainda que nerds estão aderindo aos programas físicos. Minha história com a academia começou em setembro de 2011, não foi fácil, tive que engolir um orgulho construído há pelo menos uma década pra poder pôr meus pés lá e perguntar sobre os planos.

Por parte, ao contrário de muitos, que se gabam de sua “gnética boa e abençoada” e podem se dar a luxos como comer sem parar, não ter celulite e não engordar, eu não tenho vergnha de dizer que minha genética não é boa, pelo contrário, tenho genes que podem ser verdadeiros problemas. Não que peso acima e celulite sejam neuras pra mim, mas por parte de mãe e de pai, tem umas coisas aqui e ali que ficam martelando na sua cabeça e fazem pensar sobre sua vida daqui a alguns anos. Educação física nunca foi meu forte, mas quando criança, pratiquei natação, dança do ventre (lembra da febre do clone? ¬¬) e arrisquei ginástica rítmica com 12 anos (meio tarde não), nem preciso dizer que foi traumático, uma das meninas que fazia aula comigo foi campeã um monte de vezes, hoje ela está fazendo engenharia (putz).É, o tempo e desgaste de tecidos ainda não perdoam os atletas, por melhores que sejam.  

Continuando, eu não sabia jogar nada e se jogava não era lá grande coisa e quase sempre sobrava quando escolhiam times, costumava ser daquela turminha de não-bons ou que não se misturavam aos atletas-populares e que ficavam brincando com uma bola num cantinho da quadra e olha, dei boas risadas com as quedas que a gente levava. Á partir de um certo ano, educação física passou a ser matéria com nota, acho que quando a gente é pequeno, é mais como uma recreação pra se livrar de aulas, depois incluem ela pra mostrar que também é importante. Eu nunca encarei como recreação, nerd desde a mais tenra idade... Enfim, sendo uma matéria, reprovava por falta e tinha nota. Até que meu último professor era bem legal e gente fina, ele sabia que eu não gostava, talvez fosse pelo fato de que eu era a única que levava um livro pra quadra (=o), então como eram dois horários seguidos, ele me deixava fazer um só e depois eu voltava para minhas adoradas páginas de histórias.

Hoje, como é de escolha, eu comecei a fazer academia, mas não é aquela história de amor, tem dias bons e ruins. Já faltei um bocado porque não conseguia levantar e só de pensar nas dores, me enfiava debaixo do cobertor e voltava a dormir. Minha meta é ir todo dia, faço o básico, esteira, braço, perna e fiz pilates solo também, esse eu devo dizer, doía, passei pelo menos dois dias andando como um robô e sem poder rir, tossir ou espirrar sem sentir dor no abdômen,  mas até que depois de um tempo o resultado se mostrou e não passou a ser tão ruim. Só que mudei de turno e passei a ser a novata, fico observando as novas figuras, tem muitos garotos lá que levantam 50Kg e fazem umas caretas dignas de show de humor. Tenho minha classificação pros que vão pra academia, tem os magros, os gordinhos/gorduchos, os da terceira idade que querem saúde, os magros quase atletas, os atletas só músculo, os gordinhos condicionados e por aí vai. Vi um que tinha cara de nerd, usa aparelho e se colocar óculos inspiraria um grande potencial, mas provavelmente é só a cara, se bem que não posso dizer com certeza pois nunca falei com ele e tem um que é a cara do Neville Longbottom, do Harry Potter. Observo todo mundo levantando peso, se contorcendo, ficando dolorido e voltando no outro dia pra fazer a mesma coisa, não importa se é pilates, ginástica localizada, pump, step, o que for, vai doer de qualquer jeito. Isso não soa como um bando de masoquistas?
Pode até ser que sim, mas até que o resultado é visível e se não for, por dentro pelo menos é. Exercício físico condiciona seu coração diminuindo suas chances de ter infarto, dizem que dá sensação de prazer, mas falando por mim, sinto mais prazer na frente do meu computador lendo fanfiction, vendo vídeo ou lendo, fato. Ás vezes dá uma preguiça, afinal, é mais fácil ficar sentado teclando, mas não comecei a fazer academia pra ficar como uma modelo, seria louca se pensasse isso porque não dispenso um bom pão com requeijão não light ou uma pizza de calabresa com coca-cola. Até que minha genética nesse sentido me favoreceu um pouquinho, porque herdei da minha avó paterna um belo par de pernas e da minha bisavó materna um belo par de braços, ainda que seja baixinha, não tenho aparência de barrilzinho. 

Enfim, é complicado sair da inércia, principalmente se você tem uma longa trajetória de traumas em aulas de educação física, de ser sempre o perna de pau e o ruim, se tentou fazer algum esporte e ou apanhava, como é o caso de artes marciais ou não conseguia fazer os movimentos (acreditem, acho minha antiga prof de ginástica rabugenta até hoje). Sem contar que ás vezes cria-se uma imagem de que academia é cheia de gente com músculo e cabeça vazia, mas até que também tem gente legal, conheci uma senhora que me elogiou, disse que eu era muito bonita e que quando ela era moça tinha um corpo parecido com o meu e que se arrependia de ter feito uma cirurgia, não lembro se era redução de estômago ou lipo, porque ficou bem debilitada depois. É, casos a serem pensados...

Meu caro (a) nerd, talvez exercício seja mesmo necessário, nem que seja pra evitar problema depois. Penso nas coisas mais mirabolantes enquanto to fazendo as séries que quando vejo já acabou, penso no trabalho que tenho que entregar, na ligação que tenho que fazer, repasso a matéria de provas, penso nas fics que vou reviewsar e etc. Depois volto pro meu mundinho onde só existe eu (de banhinho tomado), meu computador e tudo que ele pode me oferecer. Academia não é de todo ruim, porque depois da dor, você fica mais trófico e condicionado, vale á pena, ainda que seja só pra ter mais fôlego pra correr atrás do ônibus.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Make inspirada no Goku Dragon Ball Z



O Nerdeando por aí agora tem canal no youtube! Resolvi misturar duas coisas que eu gosto: maquiagem e Dragon Ball Z. Simplismente adoro criar looks mas inspiro em coisas bem excêntricas. Espero que curtam e se divirtam, porque esse é o objetivo: diversão. Se você gosta de DBZ e se interessou, pode dar uma conferida. Se não gosta de maquiagem, pode ver por curiosidade. Fica a seu critério ^^
Saiba que será bem vindo!
E obrigada!

Vi e recomendo: Tron Legacy



Vou ser estritamente sincera, porque se não fosse estaria mentindo para mim e para os outros e mentira com certeza não faz parte do meu caráter. Eu não gostava muito de filmes de ficção científica, que envolvessem tecnologia ou qualquer coisa do gênero, nem me dava a oportunidade de ver pois achava que seriam chatos, mas definitivamente estava errada ao pensar assim, tanto que lamento muito não ter me permitido antes.

Tron Legacy foi um filme que adorei muito ter visto, não vi no cinema, mas recebi indicações. Daí, uma voz me dizia que devia ver para depois tirar minhas conclusões e estas foram as melhores.  Me despi de idéias pré-concebidas de uma garota que só queria ver romances e assisti Tron com o intuito de analisar. O filme começa no ano de 1982, muitos nem eram nascidos nessa data, Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um empresário milionário e programador que cria um clone digital de si mesmo chamado CLU para ajudar o programa de Alan Bradley (Bruce Boxleitner), Tron, a trabalhar na Grade (Grid) e também ajudar a criar um mundo perfeito, acabando com qualquer tipo de imperfeição. A Grade tem por função conter o mundo digital dentro do "ENCOM 511", o supercomputador da corporação ENCOM, que Flynn comanda. 

Para entrar e sair do mundo digital, Flynn utiliza uma espécie de portal que se localiza em sua loja de fliperamas, pra quem não sabe, antes os garotos e garotas precisavam sair de casa pra poder jogar vídeo game. Contudo, uma vez no mundo digital, ele descobre um programa proveniente de uma manifestação espontânea, que detém muito conhecimento sobre o universo, os ISO’s; CLU por outro lado os vê como seres imperfeitos. Daí repete-se aquela velha história da ciação se voltando contra o mestre, o que devo dizer nunca sai de moda, desde que se faça do modo correto e Tron Legacy acertou em cheio.

A história continua 20 anos depois com o filho de Flynn, Sam (Garrett Hedlund), que logo mostra quem é, 2 minutos com ele em cena já me fez dizer: “Gostei desse moleque” e foi me surpreendendo cada veaz mais. No início, ele se mostra como um garoto meio irresponsável, depois vai compreendendo o sentido das coisas. 

Adorei os efeitos especiais, o filme inteiro tem um tom de azul e muitas luzes e nas cenas não parece algo complicado como uma placa mãe de computador, pelo contrário, os efeitos são fascinantes e o modo como tudo é mostrado. Você se sente estranho quando termina de ver e olha em volta, tudo fica parecendo meio sem graça. Vendo Tron parece que somos teletransportados pra um lugar diferente cheio de tecnologia sem parecer que estamos presos dentro de algo supercomplicado. A caracterização dos personagens está bem adequada e muito bem feita.

Tron pra mim é uma ótima opção para você que está sozinho em casa ou com alguém legal que curta a abordagem que ele faz, ideal para aquele dia de chuva, meio frio com uma pipoca do lado ou cheetão com suco ou refrigerante. Me fascinei e se tiver uma continuação, assistirei, pois valeu á pena. Além das lições que se consegui tirar, posso dizer que quando eu terminei de assistir, tive a mesma sensação de Quorra (se quiser saber quem é veja o filme! XD) quando viu o pôr-do-sol pela primeira vez: de que foi algo muito melhor, mais legal e brilhante do que imaginava.

E VIDA LONGA AOS USUÁRIOS!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O casamento da moça parte II



Recepções são sempre bacanas, embora não difiram muito umas das outras. Tem garçom, salgadinho, bebida, música. Lembro-me de um garçom meio mal-humorado com cara de soldado malvado de filme de guerra americano. 

Os noivos chegaram e começou a maratona de fotografia, ela tentou cantar “Como é grande meu amor por você” pra ele, mas acho que estava emocionada demais. Teve Buffet com aquelas coisas gostosas que só recepção tem; teve dança, mas eu não sei dançar (ou ainda não aprendi, se é que isso soa melhor); teve lançamento de buquê, eu não peguei, porém tive a sensação de que tive sorte mesmo assim, porque já peguei buquê e o casal já até se separou. O noivo também jogou uma cartola, e nessa sim teve briga pra ver quem pegava, nem tanto pra casar, mas porque quem pegava, levava um whisky 12 anos de brinde. Em suma, casamentos são parecidos, o que muda é a história dos noivos que nunca é mostrada na cerimônia. 


Talvez não interesse mesmo aos outros saber, nos preocupamos muito em mostrar e esquecemos o que se aprende ao longo da caminhada e amor envolve um aprendizado no fim das contas. Casamentos são de certa forma iguais, o que diferencia é o que vai no seu coração na hora. Alguns querem inovar, fazem casamentos de bungee jump, casamento embaixo d’água, com encenação teatral, coisas que são muito legais na hora e posteriormente no vídeo, contudo, depois que os convidados saem e que a recepção fecha, é só você e a pessoa que você ama. Romeu e Julieta, de Lady Di a Lady Kate teve igreja, buquês, padres, “SIM”, não se teve muita diferença. Pessoalmente, a vida me ensinou que o amor é que deve estar acima de tudo isso, porque é ele que vai fazer com que a cada dia se possa aprender cada vez mais e amor em si também é um aprendizado sendo possível, sim, se evitar a temida rotina, daí você poderia casar debaixo de chuva e usando um cosplay que ainda assim seria a pessoa mais feliz do mundo.

Gandhi disse: “A felicidade está mais no sofrimento e na luta do que na vitória em si”. Casamento é uma concretização, mas a jornada, as dificuldades, essas são as que proporcionam o aprendizado necessário pra se chegar lá. Muitos pensam que 35 anos pode ser velho, 20 anos é novo, mas e daí? O importante é se estar pronto e isso é de cada um, de acordo com suas visões de mundo. Aos mais novos, é complicado porque lidam com aquele gostar de querer se estar sempre junto, aí vem a vida cobrando-lhes mais paciência e maturidade. E aos mais velhos, sempre parece que já se tem estabilidade, bom emprego, cabeça feita, fazendo com que se questione o porquê de não ser dado o que falta, muitos se revoltam, se deprimem, acumulando energias negativas e enveredando por caminhos de dúvida e descrença.

A vida tem seu curso, querendo ou não, ela não erra. Muitos choram, gritam, fazem promessa, perguntam quando vai ser o “seu” dia. Olham as outras pessoas, suas conquistas, suas alianças e sorrisos se perguntando quando vão poder celebrar e sorrir também, daí, vem a vida dizendo: “Não. Espera”. Fazendo com que se caia na idéia de que somos vítimas da injustiça do destino que nos faz sofrer, mas na realidade o “não é justo” não existe, o que tem faltado, pode ser que falte pra mim, pra você e pra tantas outras pessoas é mais confiança na vida e no que ela tem a oferecer, pois quando acontecem os fatos vemos que ela foi amiga e não vilã. E ela não hesitará em lhe dar tudo o que deseja.

Daí, não vai importar se você tem 25, 30, 35, 40 anos, será o seu momento, o momento certo e os acordes da marcha nupcial vão tocar pra você também.