quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Vídeo Visita ao Museu do Holocausto


Fiz uma viagem a Curitiba e uma das coisas que desejei ver foi o Museu do Holocausto. É uma visita muito educativa, com muitas coisas para ver e densa também, é preciso se estar com a mente 100% aberta. Muitas coisas ali vistas ajudam a entender outras que possamos ter visto em filmes ou speries, a percepção fica muito mais sgaz assim como percebe-se o quanto os fatos daquela época repercutem até hoje e ajudaram a construir regiões como são hoje. Espero que curtam!




 

domingo, 10 de novembro de 2024

O que mata não é a depressão...


É a desesperança

Não escrevi nada no Setembro Amarelo, quem diria que a inspiração viria no mês azul. Óbvio que durante o setembro muito se é falado sobre a depressão, em como ela vem sutil e silenciosa, consumindo lentamente as entranhas até que sua escuridão toma conta de todo ser. E em casos extremos, no meio do escuro não se consegue ver uma única luz que para o caminho fora dali levando ao temido suicídio. Contudo, em um insight e mix de sentimentos, experiência com uma obra percebi que talvez a depressão não seja o último estágio nem ela é a responsável de forma totalitária para a ocorrência do suicídio, mas existe um subnível, o extremo, literalmente o fim além do fim da linha: a desesperança.

No filme Memórias de uma Gueixa, após uma decepção e sentimento de perda daquilo que lhe era mais caro, a personagem fala a frase que mais define o que essa sensação: “O coração morre uma lenta morte, cada esperança cai como folhas. Até que chega um dia que ela acaba. Nenhuma esperança, nada permanece”. A desesperança é o último estágio, ela não cobre de escuridão, ela é a escuridão. Ela não traz a tristeza, pois a pessoa não consegue sequer sentir mais nada, nem mesmo a ausência uma vez que a desesperança deixa o interior oco de uma forma que nada mais há ali.

A depressão ainda é algo tratável, mesmo que subestimada, há grande incentivo de diversos profissionais e pessoas para seu diagnóstico e busca por ajuda. Há programas de assistência e consultas, medicamentos em casos extremos, terapias, fora que a ajuda de família e amigos é fundamental. Na desesperança é como se a pessoa sequer pudesse se sentir tocada, é como se por mais que houvesse um mundo interessado em seu bem estar e atrás para ajudar, seu interior nada mais tem que possa apresentar contato, não há mais condição de contato, tal como uma ponte quebrada na qual se consegue ver o outro lado, porém nada mais há que um abismo entre as pontas. Somente se percebe isso, essa diferença quando se é exposto e se reconhece tal sensação. 

Um livro muito interessante, dito de cunho infantil embora desperte muito mais sentimento adulto, demonstra isso de forma visceral. Meu pé de Laranja Lima, de José Mauro Vasconcelos, foi provavelmente a obra que o fez ser conhecido no exterior devido tradução para vários idiomas, obra essa que lhe deu
destaque similar a Paulo Coelho e Jorge Amado. Muito embora a história, a capa, até mesmo o personagem, segundo descrição é autobiográfico, pareçam tão inocentes, fofos e infantis, no decorrer das páginas percebe-se coisas que apenas quando se é adulto e já se passou pelas desilusões da vida se percebe.

Zezé, um menino de seis anos, levado e arteiro acaba sendo constantemente punido pelas travessuras que faz. A punição é sempre física, com espancamentos que deixam marcas no corpo e principalmente no espírito. De sua família, sendo pais e mais quatro irmãos, apenas dois irmãos, o mais novo e uma mais velha despertam nele real apreço pois dão a ele carinho e amor. Posteriormente, um senhor, o Portuga, o trata com amizade e carinho fazendo com que ele saiba o significado de ternura e ser bem tratado. Um enredo simplório, porém muitas falas denotam em Zezé o que seria o sentimento de desesperança que leva muitos a desistirem de vez da vida.

A família era bem pobre e a pobreza por vezes desperta o pior daqueles que não sabem lidar consigo mesmos e buscam algo externo pra descontar suas frustrações, em muito a família de Zezé era assim. O pai vivia constantemente bêbado e amuado, a mãe submissa, triste, acitando passivamente

os maus tratos dados a todos. O silência na casa era sempre tenebroso. Percebe-se logo o peso que o autor segurou logo no início da história nas dedicatórias, quando se dedica algo aos mortos em parte é porque não se tem ninguém vivo que se tenha tanto apreço para lembrar. José dedicou com grande saudade a seu irmão Luís que “desistiu de viver aos 20 anos” e a sua irmã mais velha Glória, “que aos 24 anos decidiu que viver não valia muito a pena”, e ao seu amigo Portuga, falecido em um acidente de trem quando ele era criança, que foi o que mostrou a ele o significado de ternura.

Zezé em muitos pontos fala coisas que se reconhece como a mais pura desesperança de viver. Palavras que não deveriam sair da boca de uma criança, assim como um olhar que não devia existir em uma pessoa com tão pouco tempo de existência. Adultos já reconhecem perdas, já viveram com amigos, amores, família, já sabem reconhecer o sentimento de ver algo desejado se esvair, porém quando uma criança menciona isso, dói na alma. E em muitos pontos, percebia-se o quão Zezé já tinha perdido a esperança e apreço, o quão oco estava seu coração mesmo com toda a imaginação e histórias que ele criava. Ele questionava se Deus

realmente olhava por eles que eram pobres, dizia que mataria seu pai dentro dele, deixando de gostar até que um dia nada mais haveria ali e sim, nenhuma criança pequena devia pensar que não devia ter nascido e sentir uma desesperança tão grande em seu destino que pensa em tirar a própria vida.

O ápice de desesperança são sempre perdas ou decepções tão grandes que tal como a frase da gueixa diz, nada permanece. Na morte de seu amigo Portuga, Zezé sentiu isso, tudo havia ali sido tirado dele, tudo que lhe era caro, uma crença de que podia ainda haver algo de luz em sua vida nebulosa através do carinho que seu amigo lhe dava, Zezé passou direto da depressão pra desesperança, o corpo reagiu rejeitando alimento e a própria vida. Contudo, Zezé permaneceu, mas o olhar ficou marcado. O olhar de quem está andando apenas, mas sem maiores motivações, o olhar perdido de quem perdeu uma parte grande de si e não tem mais como recuperar, enterrar tudo que lhe parecia certo e caro.


E o que se faz em casos como esses que parecem irreversíveis? Desesperança não é algo que se cura com remédios, eles não alcançam essa ferida de alma, essa sugada de vida, não reproduzem algo que não mais está ali. Porém esperança pode ser doada. Se alguém não tem e está em falta, com muito esforço alguém pode doar um pouco da sua. Zezé se apegou a lembrança de seu amigo pra poder produzir sua própria esperança de novo. Em muitos casos isso ocorre, mas é preciso que seja alguém muito amoroso, muito paciente e que também tenha o sentido de esperar pois esperança por vezes demora a pegar, demora pra que o desesperançoso sinta de novo essa chama e principalmente veja em si mesmo que não estava oco como pensava estar. Talvez no fundo mesmo em um nível maior, a cura pra desesperança seja o amor incondicional doado na forma de acolhimento que em doses de força, fazem o indivíduo sair do sentimento oco e substituir olhos antes sem vida por brilho novamente.


quinta-feira, 19 de setembro de 2024

O Dragão nosso de cada dia


Com a série House of The Dragon, assim como sua antecessora Game of Thrones algo muito comum às histórias de fantasia veio à tona: os dragões. Inegável dizer que os três dragões de Danes eram as cenas ponto alto de qualquer episódio, havia vibração principalmente pelo ruído que faziam, um tipo de rugido nunca ouvido por qualquer animal conhecido, mas que arrepiava como se realmente pudessem ser reais. Aliás, pensando nessas criaturas a imaginação volita e começa a se pensar no que de fato originou esse mito. Em praticamente todas as mitologias, ainda que de diferentes formas e origens, há criaturas que se assemelham com a descrição de dragões. Na Idade Média, passar por um, lutar e conseguir um prêmio, seja ouro ou donzela era tido como o prêmio mais alto de qualquer guerreiro, a partir disso ele era considerado de valor dada a dificuldade da tarefa. O próprio São Jorge é conhecido por matar um dragão e assim consagrar-se como um guerreiro capaz de defender qualquer pessoa do mal que essa criatura simboliza.

A origem do dragão se dá quando se começou a observar imagens de fósseis de criaturas ditas grandes, como dinossauros, baleias, rinocerontes e estes ossos foram tidos como sendo “ossos de dragão”. Em cada mitologia, há um significado para tais criaturas, seja para o bem ou para o mal, contudo todos se convergem para uma certa deferência, um magnetismo e fascinação, independente dos formatos ou cores. Alguns destes remanescem até hoje não propriamente como um mito, mas como símbolo nacional até como é o caso da China, onde o dragão é reverenciado e sua figura respeitada; ou o animal que mais faria uma memória dessas criaturas, o dragão de Komodo, um lagarto tão gigante que é possível fantasiar como ele ficaria se tivesse asas... Com base nisso, eis que aqui vão alguns dos dragões que conhecemos, alguns fizeram parte da vida de muitos e outros passaram a ser adorados pelo público conforme as novas mídias vão surgindo, todavia independente de como sejam, sempre vão despertar aquela velha vontade de montar neles e sair voando pelos céus.



      1. Falkor – História sem Fim

Esse é das antigas! Aliás, muitos demoraram pra descobrir que ele ao contrário do que aparentava era um dragão ao invés do cachorro fofo e felpudo que achavam que era. Falkor é um dragão da sorte sábio, incrivelmente otimista e amigável. Diferente da imagem agressiva que normalmente se tem dos dragões, ele está sempre sorrindo e adora coçadinhas atrás da orelha. Durante a destruição de Fantasia, ele ajuda Atreyu na sua busca para combater o Nada, o faz por pura generosidade e guiado por seu coração. Talvez por isso que achavam que ele era não era um dragão, pois causava uma overdose de fofura em qualquer um.


2. Draco – Coração de Dragão

Draco era o último de sua espécie e obviamente perseguido por muitos caçadores. Porém havia algo mais em sua vida: ele dividira parte de seu coração com um rei moribundo a fim de que este se salvasse da morte. “Meu coração, seu coração” diziam os versos, quando um dragão dividia parte de seu coração com um humano, ambos ficariam ligados para sempre seja em vida seja na morte. O rei em questão era cruel e desumano e o cavaleiro que o treinou acreditava que fora o coração do dragão que modificara o rei, como vingança passou a matar todos os dragões sobrando apenas Draco, que lhe revelara o outro lado da história e dos fatos. Ali surgiu uma troca incrível de experiência e percepções foram mudadas.



3. Drake - Coração de Dragão 2

 Coração de Dragão foi uma franquia antes de outras sonharem em surgir. No segundo filme, se vê Drake, um dragão que viveu escondido num mosteiro quando se achava que os dragões tinham sido completamente extintos. Ao encontrar um cavalariço que estava sedento por aventura acaba encontrando também a liberdade e conhecimento do mundo exterior, e uma novidade mostrada é que dragões não possuem apenas um coração de fogo que os faz cuspir labaredas, mas também um de gelo que os faz cuspir ar gelado congelante.



4. Drago - Coração de Dragão 3

“Os céus choraram!” Neste filme, é dito que houve um tempo no qual dragões serviam os homens, mas eles ali eram apenas um mito. Todavia quando cai uma espécie de meteoro do céu, ali se tinha um sinal de que algo voltaria. Os dragões. Nada mais eram do que ovos, e com eles veio um guardião, Drago. O jovem Gareth ouvindo que os ovos eram feitos de ouro foi atrás de um para poder pagar uma dívida e realizar seu sonho de ser cavaleiro, é notório que nos filmes de Coração de Dragão, os cavaleiros que deviam matar os dragões no fim se tornam aliados deles e ali descobrem a verdadeira essência de ser de fato um cavaleiro. Gareth também tem um coração dividido com dragão e descobriu a verdadeira nobreza com esta aliança.

5. Drago - Coração de Dragão 4

Drago retorna, mas de algum modo conectado com os netos daquele com quem compartilhou um coração anteriormente. Se não fosse o fato de serem franquias diferentes, o par de gêmeos Edran e Meghan poderiam ser Targaryen devido suas conexões tão íntimas com os dragões. Por serem descendentes de um cujo coração foi partilhado, nasceram com dons excepcionais. Ao tentar retomar o reino que fora de seu avô, usam seus dons e unem-se ao dragão Drago tal como seu avô o fez.


6. Siveth – Coração de Dragão 5

Siveth é uma dragão também originária dos ovos que Drago trouxe e guardou. Todavia ela mesmo sendo supostamente para ser agressiva, é dócil e contra violência. Tanto que quando um jovem, Lukas, a procura para vingar a morte de sua família, ela se recusa afirmando que aquilo não o faria feliz tão pouco traria nada de bom. E com a jornada de ambos, descobrem também como o rei que governa seu reino é cruel e corrupto e como isso oprime o povo, nessa jornada de amizade, laços são criados e Siveth que vivia afastada de todos é reintegrada e querida novamente.


7. Drogon, Viserion e Rhaegal – Game of Thrones

Os dragões de Daenerys surgiram quando eles tinham virado história, porém a herdeira Targaryen sempre teve um sentimento de que os ovos que ganhou poderiam eclodir de algum modo. E ao coloca-los na pira de seu marido, os ovos chocaram e ela virou a mãe dos dragões. Desejando retomar o trono que era seu por direito, esperou seus dragões crescerem e disse que retomaria tudo com fogo e sangue. Deu o nome de seu falecido marido e seus dois irmãos como uma forma deles estarem sempre com ela.


8. Dragões dos Targaryen – Casa do Dragão

Em um tempo da antiga Valíria, dragões voavam pelo céu e eram comuns às famílias nobres, todavia após a queda da cidade, apenas os dragões Targaryen sobreviveram. Dizia-se que quando um Targaryen nascia, um ovo de dragão era colocado em seu berço. Praticamente todos os Targaryen tem o seu e nenhum dragão aceita que outro cavaleiro monte enquanto o seu viver. Em Casa do Dragão pode-se ver os dragões e suas variadas formas. Syrah, Caraxes, Vhagar, Vermitor, Fumaresia, Meleys...todos com seus respectivos cavaleiros e se mostrando leais. Todavia não se pode esquecer que por mais leais que sejam ainda são selvagens e domá-los completamente ainda é uma ilusão.


9. Dragões Dourados – Dungeons e Dragons

Muitos lembram desses dos jogos de RPG, mas foi lançado um filme e deu pra ver um pouco dos incríveis efeitos especiais desses dragões. A história gira em torno do reino de Izmer, repleto de magia, magos e criaturas. Um mago diabólico que conspira contra o império sabe que o único modo de conseguir o poder totalmente é adquirir o controle de todos os dragões, vemos que dragões simbolizam poder não importando em que contexto estejam inseridos, daí ele requisita que o conselho tome o cetro da imperatriz que possibilita que ela controle os dragões dourados de seu reino. Daí a história se desenrola, porém mais uma vez vemos uma rainha junto a um dragão.



10. Tiamat – Caverna do Dragão

Um dragão de cinco cabeças e grande como uma casa. Tiamat é um dragão assustador e poderoso, o único capaz de colocar medo no maligno Vingador. Em Caverna do Dragão, o poder de Tiamat supera o do vilão e cada cabeça em específico tem baforadas distintas: gás venenoso, raio congelante, energia, fogo e ácido. Curiosamente Tiamat também está presente em mitologias como sendo representado por uma serpente ou um dragão em si.


11. Banguela – Como Treinar seu Dragão

O povo de Soluço era conhecido por matar dragões, mas o principal prêmio era o Fúria da Noite. Soluço era tido como o problemático da vila, o menos corajoso, porém em um golpe do destino, eis que ele tem um encontro com o Fúria da Noite e começa a aprender mais sobre essas criaturas das quais sempre tiveram medo. E ao ser o primeiro a montar um dragão, abriu procedência para que seu povo agregasse dragões em sua convivência. E cada um de seus amigos desse modo transformou-se em um cavaleiro de dragões. Detalhe para os excêntricos nomes dados aos dragões a começar pelo próprio Banguela, passando por Batatão, Vômito e Arroto.

12. Smaug – O Hobbit

O dragão que guarda o magnífico tesouro sob a montanha é feroz, cruel e ao mesmo tempo muito inteligente. Ele tem uma verdadeira adoração por ouro, inclusive sendo mencionada uma doença chamada “doença do dragão”, na qual o indivíduo fica tão fascinado e obcecado por riquezas que beira a insanidade. Ao adentrar o covil de Smaug, Bilbo o confronta e ele lhe diz que sente certa tentação em entregar a jóia do rei a Thorin só pra ver ele ficar louco como seu avô ficou. Ao ser derrotado pelos anões ruma a cidade do Lago disposto a ser morte para todos que ali viviam, encontra seu fim com um atirador que o acerta no coração.

13. Rabo Córneo Húngaro – Harry Potter

Claro que no universo de Harry Potter tão cheio de magia não poderia faltar os dragões, sendo o mais feroz deles o Rabo Córneo Húngaro. Variadas espécies são citadas ao longo da saga, porém este é tido como o mais bravo dragão colocando medo até mesmo em Hagrid, que era conhecido por não temer nenhuma criatura e apreciar até a mais assustadora. Lembrando que na primeira tarefa do Torneio Tribruxo, foi este o dragão que Harry precisou enfrentar para pegar o ovo de ouro.

14. Shen-Long – Dragon Ball Z

Um dos primeiros dragões que muitos conheceram do mundo dos animes. Todos os perigos vividos por Goku e seus amigos foi com o firme propósito de encontrar as esferas do dragão mágico que poderia realizar desejos. Assim que as esferas eram localizadas, um grande estrondo no céu junto com um clarão fazia com que Shen-Long aparecesse. Definitivamente era uma imagem impressionante, digna de ser o símbolo de um anime épico.

15. Dragão Malévola

Malévola em si era uma vilã de peso. Seja no desenho clássico, seja no live action, Malévola tinha grande poder. E nos momentos cruciais dos filmes, houve o surgimento dela se transformar nessa grande criatura negra. No desenho, era um dragão imponente com tons de roxo e verde e negro, combatendo o príncipe Felipe; já no Live Action ela transforma seu parceiro Dieval para ajuda-la a sair da armadilha que lhe tinham preparado.

16. Dragão – Donzela

Uma dívida com uma criatura feroz, um casamento arranjado e uma moça sacrificada. Em um reino distante, um príncipe precisava se casar, todavia assim que Elogie se casou foi lançada em um fosso e se deparou com uma criatura aterrorizante que queria matá-la. Ao tentar fugir do dragão, ela desvenda uma história passada que envolve sacrifícios, crueldade para com a própria criatura e ao fim, com sua coragem, consegue libertar ambas.

17. Devon e Cornwall  - A Espada Mágica

Se presume que dragões são ferozes, mas no caso desses dois eram inofensivos num nível que beirava o cômico. Eram um dragão de duas cabeças que viviam brigando entre si. Ainda que protagonizassem cenas engraçadas, a discordância entre eles fazia com que não conseguissem nem voar nem cuspir fogo, o que deixava eles meio sem respeito perante os outros dragões. Apenas quando se uniram em um objetivo comum conseguiram achar sua essência e deixaram de lado a ideia de se separar.

18. Mushu – Mulan

“Dragão, dragão, lagarto não. Eu não fico mostrando a linguinha”. Mushu definitivamente é o estado de humor de muita gente. Oscilando entre o cômico e o bravo, protetor e conselheiro, ele ajuda Mulan a conseguir sua honra. Ainda que contra a vontade de seus ancestrais, ele se lança junto com ela para conseguir vencer o desafio da guerra contra o exército huno. Mesmo sendo pequeno em tamanho, é enorme em simpatia e ousadia e ainda consegue cuspir fogo de forma magistral.

19. Toru – Avatar

Também chamado de Grande Leonopteryx, Toruk não é bem um dragão, mas é como se fosse um soberano dos céus e quem consegue montá-lo é chamado de Toruk Makto, que significa “Cavaleiro da Última sombra”. É dito que apenas almas muito puras podem se tornar Toruk Makto, pois são dotadas de grande honra e respeito. E ao montar criatura tão sublime possuem missão de unir o povo Na’vi e promover grandes feitos em nome de sua espécie. Para uma criatura tão incrível apenas mesmo um objetivo incrível e um cavaleiro digno.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Querido Tom 03

 


Talvez estejamos mais solitários, Tom. Quando somos jovens, estamos sempre cercados de pessoas. Lá e de volta outra vez, nos recreios vamos ficar com os amigos, invejamos os populares, tentamos nos introsar, afinal, ter pessoas ao redor é sinônimo de sucesso. Aí crescemos. A ilha da família nas nossas cabeças fica realmente pequena, pois a nossa própria casa torna-se menor. E aquele pequeno núcleo de pessoas também torna-se pequeno e insuficiente. A companhia dos demais vai sendo superestimada, o sonho de qulquer um nessa época é ser conhecido, é ser querido, estimado. Algo contribui muito para a constreução de percepções e desejos. Só que algo ali também se constrói e se fixa, só que nem sempre é consolador: o fato de você ser ou não alguém que terá braços ou costas. É ali, naquela época que de forma fatídica que se percebe o quanto realmernte se terá pessoas ao lado ou não. 

Muitas pessoas estão destinadas a terem muitos braços,. que sempre estarão abertos para acolher absolutamente todos, mãos que auxiliam, que jogam todos lá em cima como um balão, impulsionando as pessoas em seu sucesso, em seus caminhos. São braços que ovacionam, com mãos que aplaudem e sempre estão ali. Todavia há quem tenha costas. São pessoas que sempre serão abraçadas, que sempre serão acolhidas, terão os que tem braços sempre em torno acolhendo suas costas, nunca sentirão frio ou desolação porque tem braços de vários lugares para aquece-las. E há os que por uma sorte do destino, são os dois. Dão e recebem, na mesma medida. Dão abraços e recebem eles em dobro. São como um ímã, uma espécie de ser encantado, fascinante, que atrai as pessoas. De modo curioso, desde muito cedo, esse tipo de coisa já é definida. Nos grupinhos, o colega que abraça todos assim como o que se destaca são facilmente reconhecidos. Só que é importante reconhecer alguns pontos. Ser braço ou costa não tem a ver com interesse, não se faz querendo algo e troca, simplesmente o é, de forma nata. Quem é braço não necessariamente vive preenchido, pelo contrário, até na história do mundo se viu que as figuras que vieram com a missão de serem braços para o mundo sifreram com a sensação de abandono e solidão. Do mesmo modo como quem veio pra ser costas não é uma pessoa fraca, apenas mais provida que os outros. Seja por destino, por providência divina ou sorte, esses papéis são até bem definidos desde sempre. 

Vi pessoas que não importava o que fizessem, quando fizessem, tinham dúzias de mãos para dar suporte, apoio, mesmo que o tempo não estivesse a favor, porém lá estava a pessoa sendo carregada, ao passo que vi quem tivesse mais braços que um polvo, abraçar o mundo era quase uma vocação desde sempre, todavia estava em muitos momentos só, lidando com críticas por coisas ridículas e incompreensão ao extremo, tendo que aprender, seja por marra, por necessidade a cuidar de suas próprias costas, uma vez que não havia mais ninguém que fizesse. Com isso, Tom, podemos concluir que existe quem é Sol e quem é Eclipse. Todos buscam o Sol e querem ele, admiram, admiram seu brilho, seu calor, o sol atrai as pessoas para os lugares e momentos de prazer, definitivamente, ao menos na nossa galáxia, ninguém consegue viver sem essa estrela. o Eclipse não. Apesar de haver curiosidade, de alguns até acharem bonito e correrem pra tirar fotos boas toda vez que acontece, ninguém quer viver em um eclipse, copntudo, ali, naquele vislumbre, podem se aproximar por um instante daquele espetáculo dos céus, mas é apenas isso, um instante, depois, supondo que o Eclipse é uma pessoa, esta novamente seria deixada de lado para que os outros se aproximasse do Sol. O Eclipse, por mais legal, curioso, bonito e fascinante que pudesse parecer, estaria sozinho novamente...

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Adeus a Silvio Santos! Agora a Tv aberta acabou...


Silvio Santos, o maior comunicador da televisão brasileira se foi. Conhecido por ter feito a televisão brasileira de uma forma inédita, Silvio era um combo, apresentador, artista, comunicador, locutor, ele possibilitou muito em termos de acesso, de oportunidade, de estratégia, ensinou gerações de artistas e repórteres. Sua falta será muito sentida por todos, até porque ele representava o último esteio, o último baluarte do que significava era de ouro da televisão aberta. Jamais, tendo em vista o mundo como está hoje, se fará comunicação e televisão da forma como ele fez, infelizmente sentimos que não é para melhor, porém vamos ficar com a lembrança, a saudade e o pesar de uma época que não mais existirá.





sábado, 8 de junho de 2024

Extreme Look #40 - Glam marrom

 


O Extreme Look dessa vez é algo meio neutro, meio chique, com toque de dourado. Uma make semelhante a que se usa em casamentos e formaturas, pois é elegante e sofisticado. 














Joker 2: necessitamos do outro

 


Quando Joker foi lançado em 2019, coincidentemente o ano que antecedeu toda uma loucura mundial, ali vimos um dos vilões mais icônicos do cinema aproximar-se de nós.

Arthur Fleck de modo vulgar dizendo, era um ferrado. Um adulto vivendo m uma cidade decadente, em um trabalho exaustivo que lhe tomava a vida e não tinha grande retorno. Seus sonhos em muito eram apenas devaneios que não se realizariam, eram vontades que dependiam do mundo exterior em parte. E tal como acontece muito, o mundo não contribui muito para tal concretização, deixando apenas o pesar de sonhos enlutados para trás.

Além disso, Arthur tinha uma condição psicológica específica, andava com seu cartão de identificação, porém tal como é fora das telas, não há tanta compreensão com isso quanto deveria. O que ocasionava não apenas situações constrangedoras, mas também até tristes e humilhantes. Ele levava a vida como dava, com salário baixo, morando num prédio velho e cuidando da mãe. Ou seja, nada diferente de muitos fora das telas. A grande virada de chave se deu quando ele chegou no limite. Quando ele chega


no ponto crucial é que algo desperta. Ou se soar melhor, o que encobria se descortina e o verdadeiro vem à tona. Lógico que diferente de Arthur, nem todos vão cometer atos impensados, porém não significa que não podemos despertar algo que vire nossa realidade de cabeça para baixo e transforme nosso sorriso antes meio mecanizado para o mundo em algo com real propósito. O sorriso aberto para algo grande.

Em seu livro “Veronika decida Morrer”, Paulo Coelho menciona exatamente isso, que apenas se conhece a si mesmo quando se chega ao limite. Que limite seria esse não sabemos. Pode ser fazer ou nos permitir algo nunca feito ou pensado. Pode ser quebrar um ciclo desconfortável que torna-se insuportável e ao quebrar isso, novas possibilidades abrem-se para nós. Pode ser quando deixamos de ser telespectadores e nos voltamos para o palco. Abandona-se os pudores, a vergonha e se volta para si mesmo, para o que se deseja e ao ver isso, notamos que queremos mais.

Quando Arthur é mostrado no trailer, algo demonstra que ele chegou no limite. Principalmente o da solidão. Afinal, por mais pessoas que estejam ali, ainda há cada um em seu próprio mundo particular.


Paulo Coelho em seu livro também coloca seus personagens em cada situação única, o que levou a serem trancafiados em um lugar, não necessariamente possuíam uma afecção ou eram um perigo para a sociedade, mas erma muito mais ajustados ali naquela pequena sociedade criada pelos enjeitados pela sociedade exterior.

Algo bem nítido no livro de Paulo Coelho é a presença da necessidade de laços e contato. Não importa se é Vilette, o asilo de loucos onde Veronika do livro está ou Arkhan, fica claro que as pessoas enquanto seres humanos, enquanto seres racionais necessitam do sentimento de pertencer a algo, é evolutivo o instinto de que se precisa estar em comunhão com os outros da nossa espécie. Entretanto como somos racionais, essa comunhão vem acompanhada de sentimentos, de vontade de estar perto. Se antes a necessidade de estar em companhia/bando tinha a ver com a sobrevivência e se livrar de animais selvagens, hoje envolve uma sobrevivência da nossa própria humanidade, do que nos faz saber e entender o sentido do que de fato é ser humano, decodificar sentimentos, potencializar os aprendizados decorrentes destes sentimentos e descobrir novos.

De perto ninguém é muito normal. Sentir e pensar é o que nos torna diferentes dos outros animais, contudo também é o que nos confunde enquanto seres humanos pois estamos em constante aprendizado sobre o que sentimos e consequentemente conflitos sobre estes aprendizados. Aprendizados não são simples. Eles levam tempo e energia, por isso há o constante conflito de até onde eles vão nos levar e se estão nos acrescentando de fato. Contudo é verdade que independente do aprendizado ou do caminho que se toma para ele, o ser humano não consegue viver isolado e só. Não no sentido da solitude, e amor próprio, mas no sentido de que enquanto sociedade necessitamos da cooperação mútua.

Joker 2 traz isso de forma visceral mesmo em um trailer tão curto. É notório que mesmo em um lugar tão insalubre busca-se uma companhia, alguém que suplemente ou que possa oferecer um consolo ou sensação de pertencimento ao mundo, mesmo que seja o mundo alheio. Ali é demonstrado que a solidão


é uma doença pior que a própria doença e tal como Arthur diz: “A novidade é que não estou mais sozinho. A gente devia estar falando sobre isso” demonstra que é algo importante para alcance da cura que estejamos em conexão com o outro de algum modo. Sabe-se que por vezes não é o suficiente, ou o bastante por mais que o outro esteja ali, todavia torna-se impossível praticamente caso não esteja.

Ver Arthur com alguém embarcando nas mesmas “loucuras” que ele é algo que em parte desperta certa esperança e acolhimento, sendo perceptível a necessidade de comunhão e de que isso pode transformar tudo drasticamente. Todos hoje mencionam o quanto nós enquanto nós enquanto seres humanos desde a primitividade precisávamos uns dos outros, hoje mesmo não mais sendo uma questão de sobrevivência visceral, ainda se torna uma questão de sobrevivência emocional.

Logo Joker 2 levanta esse ponto de forma musical e poética, de como estar com alguém pode nos dar o sopro de vida que ansiamos para tapar buracos de nosso eu que por ventura esteja atormentado pelo mundo exterior. E com o outro nos sentimos ou podemos nos sentir inteiros novamente. Nas cenas nas quais ele dança com Harley, na qual eles fogem do mundo em chamas é simbólico e instigante de se concluir que por mais que nos bastemos enquanto pessoas, o outro nos suplementa mesmo na nossa


individualidade. A compreensão alheia e aceitação também faz com que barreiras sejam quebradas e possibilidades apareçam de forma natural. E ali descobre-se que as compatibilidades podem transformar ambientes, ideias, pode dar um novo significado a algo que antes era cinzento. De Joker a Veronika as lições convergem-se nisso: Não importa o quão “estranho”, “inadequado”, “divergente” você possa se sentir ou até parecer para o resto do mundo, se houver alguém que compreenda tudo isso, você com certeza se sentirá com seu mundo totalmente preenchido.

domingo, 14 de abril de 2024

Extreme Look #39 - Lady in Violet

 


Quando eu comecei os Extreme Looks, minha intenção era gastar os produtos que eu tinha. Pensava que queria não apenas me aprimorar mas também gastar tudo que tinha de muito. A questão é que vendo que já fazem sete anos que não terminei, o que é uma vergonha, ainda comprei mais produtos que preciso terminar. Percebo que sou uma pessoa de muito, mas isso traz sérios danos colaterais, todavia ao sair do ciclo vicioso a gente percebe que precisa usar o que tem, ou se forçar a passar adiante ou ter terminativas, é pedagógico. Eu adoro a cor roxa, violeta, lilás, normalmente meus glitters e esmaltes dessa cor são os primeiros que terminam porque uso muito, então por que não usar na cara?