quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Maquiagem Princesa de Júpiter


Oi! E aí? Como é que tá? Tudo na boa, de rocha? Depois de alguns problemas técnicos finalmente consegui trazer para vocês o look da Princesa de Júpiter. A NASA divulgou algumas imagens novas do planeta maior e eram tão bonitas, cheias de azul, lilás e roxo como uma pintura de Van Gogh que eu precisei fazer algo psicodélico e cheio de nuances. Espero que curtam!










PRODUTOS UTILIZADOS
  • PELE
- Primer Miss Rôse
- Base líquida O Boticário
- Pó Compacto Bonita
- Corretivo Avon True Color
- Paleta de Contornos Belle Angel
- Paleta de sombras Fenzza Califórnia
- Paleta de blushes Fenzza
  • OLHOS
- Corretivo Vult
- Paleta de 88 cores matte
- Paleta de 120 cores
- Delineador Natura Faces
- Lápis Preto Tango
- Máscara para Cílios Pump Luisance
  • LÁBIOS
- Batom Avon Color Trend Lilás Luminoso
- Gloss Vinix
- Gloss holográfico Dailus Deusas do Mar



sábado, 23 de fevereiro de 2019

Empatia não é uma arma, embora muitos achem que sim


Todos hoje em dia falam sobre a tão chamada empatia. É uma palavra muito usada especialmente quando se fala de causas e pessoas relacionadas a tais causas ou atos considerados bons ou ruins, aprováveis ou reprováveis. Por definição, "empatia" é o ato de se importar com o outro, de se colocar no lugar do outro, diferente de simpatia, ela está ligada a um envolvimento maior com o sujeito ou coisa alvo, há uma compreensão mais profunda, para ser empático é preciso conseguir ultrapassar as barreiras do egoísmo, do preconceito ou do medo do que é desconhecido ou diferente.

Nos tempos atuais já foi usada como arma, como argumento de acusação e até como artifício e selo de qualidade pessoal. Alguém em discussões diz algo contrário, automaticamente é tido como não empático ou acusado de tal ou rebaixado por os que dizem ser. Todavia, a real é que vendo como as pessoas acham bonita essa palavrinha, percebe-se que ela não só pode ser  usada em discussões para estar certo ou parecer inteligente, mas para gerar sentimento de superioridade em quem a diz. 

Até porque ser empático é exigir de você certas coisas. Pra começo de conversa, não dá pra ter Empatia sem antes passar pela irmã dela que é a Indulgência, que consiste na compreensão de faltas e do outro em todas as suas imperfeições, defeitos e situações nas quais ele está inserido, sem contudo isso significar fechar os olhos para coisas erradas. Ainda que não haja total compreensão, ao menos o não julgamento, não desejar o mal ou o de pior, se for o caso de uma pessoa muito complicada. A Indulgência não se ocupa dos maus atos do outro e mesmo que seja para algo necessário, tal qual um serviço a sociedade, existe um cuidado de atenuar tais atos, não sendo julgador ou se colocando acima com as mãos cheias de pedras, ela é um sentimento que aconselha e elucida ao invés de reprovações e desencorajamentos. E para conseguir isso, é preciso passar por cima de muitas arestas pessoais e concepções tortas, coisa que nem todos estão dispostos a fazer e muitos com muita convicção. Daí, com base nisso é notório a existência de vários tipos de empáticos ou que assim se denominam.

O primeiro tipo é o empático puro. Acreditem ou não, há um caminho muito longo pra chegar aqui, um trabalho íntimo muito intenso para melhora, exige um desprendimento pessoal de muitos egoísmos, muitos defeitos, muitos melindres para que possa se olhar o outro não só com compreensão extrema mas também com generosidade, INDEPENDENTE de quem seja esse outro ou do que ele faça, logo é bem raro. Não se tem muitos desses a menos aqueles que se toma por "almas extraordinárias" ou alguma denominação do tipo, leia-se pessoas como Madre Teresa, Chico Xavier, Irmã Dulce, São Francisco, o próprio Papa Francisco, são aquelas pessoas que abraçam o mundo e se mostram puras e compreensivas para com ele apesar de suas crueldades.

O segundo é o empático condicional. Ele é empático desde que seja com pessoas afins. De mesmas ideias, mesmos princípios, mesmas condições...Para eles a visualização de que as pessoas diferentes e que passam por dificuldades diferentes é um pouco difícil, especialmente se forem alguém com as quais não concordem, a empatia por essas pessoas é meio difícil também também. Tudo neles é na base da empatia "apenas se", "desde que" ou "se e somente se", ou seja, existem condições para que a empatia ocorra. Se for alguém cuja conduta não agrade não se consegue visualizar uma elucidação, muito menos uma empatia e o desejo de algo bom é até inimaginável. Estas pessoas são empáticas sim, mas por não conseguirem encarar com os mesmos olhos um problema comum a duas pessoas diferentes, dependendo de quem sejam, isso faz delas extremas defensoras de interesses comuns e até mesmo, corporativistas.

O terceiro empático é o teórico. Ele ama e abraça o mundo mas desde que não haja muito envolvimento mais prático. São pessoas muito facilmente testáveis pois em alguns casos querem gritar sua empatia ao mundo, mostrar isso para os holofotes, todavia são facilmente reconhecíveis também. São aquelas pessoas que dizem se importar com a fome e as crianças na África, mas não dão uma ajuda com algum parente que acabou de ter bebê e faz questão de ficar longe, são aqueles que mudam o filtro nas redes por causa de mortes de pessoas porém não conseguem dar o consolo quando um parente ou alguém próximo falece, dizem que devemos nos importar com doentes mas pulam 2m se alguém tosse perto, falam que é importante discutir as doenças mentais porém desligam o celular na cara do colega deprimido para ele não estragar o rolê, dentre outros exemplos. Em suma, essa pessoa é empática e até se importa com causas e pessoas, desde que não vá para campo. Cabe talvez um trabalho interno para se praticar de fato.



Existe o empático esforçado, aquele que luta todos os dias para vencer a si mesmo. O que pára e pensa no sofrimento alheio por mais fútil que possa parecer. Ele se esforça para compreender os outros, tenta não pensar mal mesmo que os atos sejam errados, não ameniza mas tenta pensar que somos falíveis e que ninguém é uma face só, que todos vão responder e que ninguém precisa se pensar que não há retorno. É alguém que cai muitas vezes, vai sentir raiva e também vai julgar muito antes de aprender, porém procura melhorar e perceber que todos merecem o melhor e compreensão.

O último é o assumidamente não empático. Não por maldade nem por falta de caráter, mas por ele ficar na sua e não se envolver em coisas que estão fora de sua zona de conforto, independente que zona ou como seja essa zona. Não há envolvimento com causas que fisicamente estão longe ou com algo que não lhe atinja diretamente. Em muitos casos é apenas uma inércia e prostração, alguns desses não são empáticos nem consigo mesmos pois sempre se menosprezam enquanto pessoas, outros de fato podem se configurar em um egoísmo torpe de não se sensibilizar com absolutamente nada, como se estivessem em uma torre de marfim ou ilha deserta, totalmente imunes do contato com o outro ou com o mundo.

A empatia é um sentimento muito nobre porém na configuração geral, ainda se tem muito que aprender sobre ela. Afinal, somos todos diferentes enquanto concepções, compreensões e em nome de um crescimento faz-se necessário que convivamos com as pessoas, por mais divergentes que possam parecer de nós. E olhá-las com a mesma bondade, compreensão, compaixão e gentileza com as quais gostaríamos de ser olhados é o princípio para nos tornarmos não só pessoas mais empáticas mas também, mais humanas. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

As lições da Tinker Bell




Mesmo que isso seja até meio vergonhoso, nunca vi Peter Pan, porém indiscutivelmente digo que a simpática fada Sininho é bem melhor e com mais personalidade quando está longe dele. Conhecemos a história, Peter é um menino que não queria crescer por ter ouvido seus pais falando sobre isso quando ele era criança, daí encontrou Sininho e foi para a Terra do Nunca. Não se diz como nem porquê porém fica claro que antes de Sininho ele era só “Peter”, apenas depois dela que virou “Pan”, o que demonstra muito claramente que foi ela quem modificou tudo e fez dele quem é, ela que transformou a Peter em algo enorme. Logo, embora ele seja o principal, na verdade, ela que é a personagem incrível e transformadora.


Peter dependia dela, era ela com seu pozinho mágico quem possibilitou ele de voar e enfrentar os piratas e quem quer que fosse. Por isso que eu não levava ela muito a sério. Pra mim, ela era apenas uma fadinha muito ciumenta, que queria manter Peter a todo custo perto dela, meio rabugenta e manhosa. O que mudou bastante quando vi os próprios filmes da franquia da Sininho, no caso Tinkerbell, já que mantiveram seu nome original.

As histórias se passam no refúgio das fadas, onde várias delas de múltiplos talentos vivem. Dá a entender que ali vemos Sininho de fato, antes dela ser “a fadinha do Peter Pan” e chega a ser frustrante pensar que ela se resumiu a isso. Uma fada nasce quando uma criança dá seu primeiro riso. Ela segue até o refúgio e recebe seu primeiro banho de pó mágico e abre as asas. Dali, é posta diante de vários talentos para que o seu desperte. Detalhe que não é ela quem escolhe o talento, mas o contrário. E mesmo passando pela água, luz, vento, o talento de Sininho se resumia a um martelo que brilhou muito revelando um raro talento de artesã. Ela ao conhecer seus colegas de talento, ver o local no qual as artesãs moravam e o que faziam e comparar com as outras fadas fica um pouco confusa sobre sua real importância.
Creio que a Sininho nos dá uma lição muito legal no quesito de olharmos para os nossos talentos. Ela queria ir ao continente, de onde vinham os objetos perdidos que a encantavam e movida por essa fascinação, achou que poderia ir para lá na primavera. O problema é que fadas artesãs não iam ao continente e Sininho se encheu de decepção. Sua supervisora, fada Marie, a alertou que ela devia ter orgulho, que ela não era fada jardineira ou da luz, mas artesã e que seu trabalho era lá, no Refúgio das Fadas.

Lógico que a fadinha não se conformou nem um pouco e pensou em uma forma de contornar o fato de que seu talento não a permitia ir ao continente. Para ela era possível trocar de talento se suas colegas lhe ensinassem como faziam as coisas. De início era divertido ver como ela se esforçava para conseguir pegar e manipular água e luz, tentar se entrosar com animais, todavia o desfecho era sempre um desastre. Até que após mais uma dessas tentativas frustradas, na praia sozinha ela encontra uma bailarina e uma caixinha de música quebrada com os pedaços espalhados. Ela ficou curiosa ao ver objetos tão diferentes de formas tão incomuns e tal qual um quebra-cabeças ela foi encaixando as peças até que a caixinha ficou pronta. As amigas vendo como ela conseguia dar um jeitinho especial nas coisas e criar também tentaram chama-la a razão dizendo que esse era o verdadeiro talento dela e se não era isso que ela de fato gostava de fazer.

Obviamente, ela teimou mas a última tentativa quase desesperada de mudar de talento culminou na destruição da praça da primavera e de todos os preparativos para a chegada da nova estação, ou seja um trabalho que levou meses para ser feito e num instante acabou. Consumida pela culpa quis fugir porém seu amigo Terence, a singela fada guardadora do pozinho mágico a fez ver que mesmo sendo uma função simples o orgulhava muito. E ela meio como que caiu em si que não importa o quão simples seja sua função, se for importante e alcance pessoas que lhe são agradecidas, significa que seu talento importa.

Daí ela desabrochou. Fez planos para criar novos instrumentos que consertariam as coisas rapidamente e assim poderiam levar a primavera ao mundo enfim. Ela pôde finalmente dizer que orgulho que era artesã e que daria um jeito, assim trabalhou duro com a ajuda de todos e mostrou seu valor. No fim, mesmo já estando conformada que não iria ao continente, recebeu a tão sonhada permissão, mas não sem uma tarefa: devolver a bailarina que consertara a verdadeira dona. Cabe lembrar, contudo que ela só conseguiu isso porque provara seu valor através do que era. Mostrou-se forte e capaz e como podia criar coisas incríveis sendo quem era.

Sininho reflete o que muitos de nós fazemos. Muitos passam a vida investindo em múltiplas coisas, tarefas, profissões, porém não param pra ver de fato o que vai dentro de seu cerne. Lógico que não haverá um objeto que brilhe pra você no momento que você nasce determinando o que será ou o que vai fazer, contudo ao longo de sua vida, vão aparecer múltiplas habilidades e coisas que gosta de fazer, porém o talento nato é algo que nasce com você e que com o menor incentivo ele vai desabrochar avassalador como as flores numa primavera. Lógico que isso não impede você de fazer outras coisas e aprender, o que é incrível, contudo por mais coisas que você aprenda, que se aprimore, o talento é o que vai ter um destaque natural em sua vida, o que vai simplesmente aparecer sem muito esforço e ao ser aprimorado é praticamente a perfeição. Não tentemos mudar de talento ou ficar insatisfeitos com aquilo que temos, vamos verificar o que se pode fazer com isso e desenvolver pra ser cada vez melhor.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Extreme look #13 - Super glitter roxo


Eu estou concluindo um curso online de make e estou aprendendo umas técnicas muito bacanas. Com prática a coisa se consolida mais. O look de hoje envolve uma técnica chamada pálpebra de luz, confesso que fui com o glitter mais do que devia mas o resultado ficou ótimo mesmo assim e espero que curtam!

1. Eu dessa vez preparo primeiro a pele, com corretivo e iluminador



2. Passo o primer pra sombra, aplico um marrom como cor de transição e um começo esfumando um roxo





3. Depois Esfumo um preto poderoso no cantinho




4. Então, finalmente o glitter! Uso um roxo, um dos que fiz caseiro e coloquei a receita aqui. Mas você pode usar o que você tiver.

5. Já finalizo com lápis preto e máscara



6. A pele termino com um blush e iluminador



7. Nos lábios, um batom rosa cintilante




8. E pronto!











PRODUTOS
  • Pele
- Primer Miss Rôse
- Base Avon True Color
- Pó translúcido Vult
- CC base em pó Avon True Color
- Cover concealer Seven Cool
- Quarteto sobrancelha Belle Femme
- Paleta de blushes Fenzza
- Paleta de iluminador Angel Flash Ruby Rose
  • Olhos
- Primer para olhos Ruby Rose
- Paleta de 120 cores Manly
- Paleta de sombras matte Ludurana
- Máscara Lash Perfection Tango
- Lápis preto Avon Color Trend
- Glitter em gel roxo
  • Lábios
Batom Quem disse Berenice Rosequeta



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Não somos barcos



Certa vez li que o oceano nunca vai afundar um barco. Na verdade o barco ou navio só afundam porque a água entra neles por algum buraco, o peso se iguala e eles vão pro fundo. Nesse mesmo contexto disseram que nós somos como um barco e que a negatividade não entra em nós a menos que permitamos, a menos que haja algum buraco ou brecha que permita tal coisa. Mas é triste e desolador quando percebemos que não somos de madeira e muito menos de ferro.

Há dias que por alguma razão, motivo, circunstância mesmo, sem o que já tenhamos aprendido a nos blindar, aparece uma brecha. E coisas que não queremos e não gostamos nos invadem sem que a gente tenha muito tempo pra dizer não. E não precisa muito para que rapidamente sejamos puxados para o fundo, completamente invadidos e vulneráveis. Cada um tem suas cicatrizes e ninguém gosta que fiquem cutucando elas, mas quando elas são remexidas a mínima coisa é insuflada em uma chama que não conseguimos apagar. 

E o mundo pode ser seu bote salva vidas ou a correnteza que puxa você para o fundo do oceano. Muitos se sentem fora do lugar onde estão e demoram a assumir que por mais esforço que se faça, sempre vai ser como a pessoa de fora. Por vezes não importa quanto amor você sinta por sua família e amigos, se for o diferente e excêntrico, vez ou outra vai se sentir como se não tivesse absolutamente nada a ver com o lugar onde está e vai ver outras pessoas sendo semelhantes se entrosarem mais e se sentirá só. Por vezes não importa quantas vezes as pessoas saibam que é você quem estará em determinado lugar, ali, contribuindo e convivendo, sempre vão perguntar por outro, e você terá a sensação de que não é querido nem desejável nem aceito. 

Tem dias em que você precisa se segurar com um pouco mais de força no chão, se questionando seriamente sobre o que está fazendo e para onde vai. Como se estivesse trabalhando o dobro para conseguir a metade ou nem isso, tal qual aquele hamsters em suas rodinhas que correm mas não saem do lugar. Todos de alguma forma parecem estar na sua frente e você a anos luz longe, seja em experiências ou percepções ou notoriedade, sem que isso não tenha a ver com inveja mas com a frieza, negatividade e desesperança que entram em seu coração sem que você tenha percebido.

E tudo isso indiscutivelmente faz com que você se sinta só. Tudo parece menor, parece frustrante, parece não ter sentido, é como cair em uma piscina de água gelada no inverno. Nada parece importar e por mais forte que seja o seu casco, você afunda nem que seja momentaneamente. Lógico que como é de nós, após esses momentos, acabamos submergindo, mesmo doloridos, pensativos, cansados... Como a Elsa de frente pro oceano bravo testando tudo que pode fazer. Ela olha destemida, cai uma, duas, três vezes mas sabe que só pode fazer isso sozinha, só pode enfrentar a tormenta sozinha para poder ser mais forte do que é. 
Nós não somos barcos. Por mais fortes que sejamos nem sempre conseguimos evitar que coisas ruins se apoderem de nós. Como Elsa continuamos tentando, mesmo que seja uma batalha individual, mas a boa notícia é que um dia se consegue...

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Dicas para sobreviver ao supermercado


Oi! Como é que tá? Tudo na boa, de rocha? Hoje o vídeo é um pouco diferente, eu acho que as pessoas precisam de dicas para se sobressair em muitas situações do cotidiano e fazer compras é umas das coisas mais cotidianas que existem. Então aqui vão algumas dicas pra você que precisa encarar esse lugar tão cheio de possibilidades mas também que faz com que você esteja exposto a um monte de situações.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Zoam você por ser cosplayer? Não ligue!



Existe uma coisa que acontece muito com cosplayers, aliás não só com cosplayers mas com várias pessoas que possuem hobbies diferentes dos habituais. No caso de cosplay e semelhantes, creio que há três coisas que valem ser mencionadas.


A primeira é o custo. Cosplay é algo que de certa forma gasta, se não materialmente, em aprendizados que levam tempo pra se ter. então, lógico que para muitos de fora é uma inutilidade gastar com algo do gênero. Isso por si só é bem estranho, uma vez que muitas pessoas que falam isso gastam quantidades iguais com outras coisas. Contudo é aquilo: ao que parece, gastar com uma balada, um camarote ou um objeto simplório extremamente caro parece mais digno, lógico e até mais certo que gastar com cosplay. Eu me lembro que quando tinha 11 anos pedi para meu pai fazer uma bota da Sakura pra mim, nem preciso dizer que ele não deu muita bola. Então tal qual ocorreu com muitos, meus pais nunca gastariam R$ 90,00 numa lente, R$ 150,00 numa roupa, R$ 100,00 em uma peruca, isso colocando bem por baixo  preço da época.

Tão pouco me levariam para eventos ou me deixariam ir só. Talvez seja porque quando se é pai e mãe e seu filho está em idade adolescente, a cabeça funciona assim: não se gasta mais de R$ 200 com algo que se vai usar ou aproveitar uma ou duas vezes quando se pode investir em algo mais útil e proveitoso para o futuro. Daí como eu não podia ir, eu tinha que me contentar com as revistas de cultura otaku e cosplay que que comprava na banca do Seu Zé com minha humilde mesada de R$ 5,00.

A segunda coisa é com relação a idade. Na cabeça de muita gente, de autoras de novelas a vizinhos, cosplay assim como qualquer coisa que envolva criatividade e fantasia não são coisas de adulto. Não hesitam em apontar o dedo e cochichar, achando que cosplayers são uma espécie de adulto irresponsável. Foram feitas inclusive campanhas mostrando o outro lado, a pessoa que está por baixo do cosplay, em suas profissões, pais e mães de família, pessoas que pagam impostos e contas. Creio que quem disse que o adulto criativo é a criança que sobreviveu devia estar pensando nisso, que você pode ser adulto mas preservar um lado tão colorido, tão intenso que dá vida na sua vida. Talvez pra combater a ideia de muitas pessoas de que pra você ser adulto é viver em um mundo somente de contas, chatice e joguinhos.

O terceiro ponto, que envolve muito do segundo é a questão do padrão. Eu sempre menciono a questão de muitos lidarem com a família. Toda família tem aquele primo dito que se deu bem. Alguns inclusive já nascem se dando bem. É aquele primo bem sucedido, com bom emprego, marido ou esposa bonito, filhos exemplares, é elegante, viaja três vezes por ano, mora numa casa bacana, com carro e roupas de grife. Então, é tipo assim, para as tias e talvez outros da família e de fora dela, qualquer um que foge desse padrão é como se estivesse em desvantagem, como se fosse menos, por fora, ralé... E parece estranho e gozado para esses parentes alguém que tenha gostos tão peculiares.
Só que quando você fala de padrões indiretamente está indiretamente dizendo que algumas coisas não podem ser feitas por algumas pessoas. Cai na questão da idade também, muitas pessoas puderam viver tudo que quiseram na idade dita correspondente, todavia isso não ocorreu com todo mundo. Trazendo para a parte cosplay, quando o meio estava começando, pelo menos na minha cidade os eventos eram parcos, porém eu tinha colegas que tinham grana, podiam viajar e conhecer as tendências no momento em que estavam em alta, podiam ter a liberdade de ir sozinhos para os eventos com uma quantia dada pelos pais logo, viveram tudo que queriam na dita época que podiam viver. Na qual não seriam olhados de forma reprovativa.

Contudo, para muitos, por inúmeros motivos essa vivência só foi possível só depois. Para os que dizem que são só fases, é fácil saber se é algo de idade/influência ou se é algo duradouro. Se for algo de fato desejado, os obstáculos externos serão mera circunstância, pois quando houver real possibilidade de realizar, não importa quanto tempo tenha se passado, o indivíduo irá atrás do que deseja. Por isso que vemos pessoas de 90 anos se formando em Direito, saltando de pára-quedas ou fazendo coisas consideradas “impróprias” para sua faixa etária, eles estão colocando pra fora seus sonhos adormecidos, que permaneceram sedentos pela realização, que não eram somente uma fase passageira motivada por influências ou empolgação. No nosso meio, Tia Sol, uma cosplayer na faixa dos 60 anos tornou-se um grande exemplo. Não só pelo nível de detalhes das roupas, pelo fato dela fazer cosplays de personagens que possuem um caimento incrível nela, tal como Vovó e Rita Repulsa mas também pelo fato de que ela não se importa com as críticas de que não “tem idade” para tal. Ela desperta a esperança de que não importa quantos de nós cresça, há possibilidades mesmo que o tempo passe nesse quesito de hobby.

No cosplay, pessoas que estão nessa a tanto tempo, passaram pelos altos e (muitos) baixos da comunidade e continuam, não se pode dizer que é uma simples fase. Ainda mais considerando que muitos se dispõe a aprender coisas novas, incríveis para aprimorar isso, então não é algo nem devia ser algo encarado de forma tão aversiva. Não importa a idade, se não se está fazendo nada de mau, não há razão para vergonha ou constrangimento. Aliás, mais do que isso, se há aprendizado e incremento de habilidades, além de não se dever encarar como demérito, deve-se ter orgulho.