Espero que gostem desse tutorial!
Produtos utilizados:
Base 3 em 1 Ideal Face Avon
Pó Compacto Ideal Face Avon
Paleta 120 cores modelo B
Paleta de cores cintilantes Luisance
Blush em tom rosa rio (sem marca)
Batom Mary Kay Red
Considerando a comoção geral, há um termo que muito tenho visto que é "classe média". Normalmente, vem associada com críticas posteriores como "exploradora", "burguesa", "sonha em pagar os empegados com roupa velha e batom", "não aceitam que outros tenham as mesmas coisas". E eu pergunto: o que é a classe média? Ela é definida pela renda? Com uns extras aqui e ali, estouros em vários empregos, muitos conseguem ter uma consideravelmente boa. É definida pelos bens de consumo? Bem, vai do quanto você os valoriza, pois já vi pessoas que não hesitam em deixar de comprar comida para poder ter aquele tablet do momento. E outros ditos "chiques" não estão nem aí em comprar no Desapego. É definida pelo lugar onde se mora? Onde se estuda? Pelos gostos? Hobbies? Então se minha renda for x devo gostar de futebol e esportes, se for y, posso me arriscar nos cosplays?![]() |
| Ficarei aqui observando muitos destilarem seus preconceitos maquiados e se sentindo muito nobres |
E a história toda começou em novembro do ano passado e entre alguns imprevistos foi caminhando para algo maior. Foi inusitado. Tudo começou numa terça. Muitos conhecem as obrigações atuais que possuo desde ano passado e acredite, não são poucas, embora a gente aprenda a lidar com elas. Voltando, tudo começou numa terça feira. Lá estava eu numa sala do mestrado, depois de uma aula, aguardando para uma reunião, sem almoço, embora também sem fome, divagando... Ainda que não estivesse com fome, um cansaço tomava conta de mim e comecei a divagar sobre como tudo se encontrava no momento. Comecei a pensar nas férias mais fajutas que já tive até minha atual existência, mesmo de férias não tinha parado de trabalhar um dia sequer, no desdobramento que precisava pra dar conta de tudo, ainda que ficasse insatisfeita com os resultados, na viagem (curta) que planejei por pelo menos um mês de antecedência e que escorreu pelo ralo, nos vídeos que queria fazer, nas noites mal dormidas, pesadelos, cansaço de manhã. Pensei em todas as mazelas que acometeram meu corpo, tanto físicas quanto mentais, nas coisas que desejava fazer, não necessariamente diversão, mas que nunca dava e acima de tudo, caí em mim que não reclamaria mais.
Inicialmente pensei na estreia do filme que ocorreria dali a um mês. Claro que um vestido com asas seria quase impossível visto o tempo, mas... e o cosplay do 3º filme? "Era bem simples e fácil." "Algumas coisas eu tenho...", "Será?". E depois daquele rabisco a idéia foi ganhando força. Começou a brotar em mim "A Esperança" e amenizou um pouco o lamento pela viagem perdida, pelos posts atrasados, pelos vídeos não feitos e não editados, pelo aprendizado que eu queria que fosse melhor mas não conseguia, pelo tempo que corria de mim e a incompreensão. Corri atrás das coisas. Há sites que mostravam idéias e improvisos para cosplays sem que fique bandola ou malfeito. Fui sem medo, fiz alguns investimentos, mas valeram á pena.
Não li o livro, porém sei a história base. Pessoalmente, como sou revisora de hentais e costumava ler aqueles livrinhos da banca de jornal que tinham aqueles casais na capa posso imaginar bem o teor e as descrições mais elaboradas dos 50 Tons. O próprio livro nasceu como fanfiction de Crepúsculo, o que promove uma certa aversão dos mais "eruditos", como se não houvesse escritores de fic melhores que muito PhD.
Vamos ao ponto: por que é tão bom? E se é tão bom, por que metem tanto pau ás vezes? O filme quebrou umas barreiras eu devo admitir. Não é tão Edward e Bella como muitos acham que é, levando em consideração suas raízes. Não é um filme pra crianças. É explícito. Intenso. Real. Os atores quebraram paradigmas quando se dispuseram a fazer cenas tão íntimas e transparecerem de forma tão clara os sentimentos dos personagens. Anastasia é de fato uma garota quieta e recatada e Christian o sedutor, aparentemente, não tem como dar certo sem que um seja duramente jugado, porém os dois conseguem achar um ponto comum adiante.
Christian tem uma característica que admiro não só num homem, mas nas pessoas em geral: ele é verdadeiro. Verdadeiro o bastante pra não dar ilusões a Anastasia. Ele diz que não faz amor, ele f... com força; diz que não é de flores e jantares; mostra o quartinho dos jogos antes que ela se entregasse e deixou claro seus desejos de fazê-la sua submissa e sobre o que se tratava. Ela então estava livre pra escolher. Poderia ter saído correndo como muitas fariam na vida real, mas o mundo das fics e dos livros não foi feito para realidades óbvias. E ela se dispõe a tentar, a experimentar. O receio de início é natural. Não importa se você tem 23 anos ou 66, se viver algo novo, desconhecido e aparentemente assustador, terá medo de se machucar (em todos os sentidos), de doer, será invadido por uma avalanche de sentimentos nunca antes sentidos. Mesmo com o medo que ela sentia foi adiante, e esse sentimento passou a dar espaço a um outro: paixão e posteriormente, amor.