domingo, 14 de maio de 2023

Mamãe, mamãe... amor materno em variadas formas

 


O Dia das Mães é a data mais comemorada do mundo arrisco dizer depois do Natal. Se formos pensar em todas as datas comerciáveis, que se relacionam com relações familiares ou comemorações, o Dia das Mães se evidencia de forma significativa em todos os ramos. Até em planos funerários, nesse caso fica meio obscuro se é um deboche, morbidez ou puro capitalismo, todavia, até nesse dia os planos oferecem promoções. A verdade é que é muito comemorado porque todos nascemos de alguém, ninguém nasceu do repolho, e mesmo que não se tenha conhecido a sua ou não se tenha a sua presente, sabe-se que ela foi preciso para o nascimento. Lógico que ser mãe envolve mais que o biológico, envolve carinho, valores, disciplina, educação, todavia o modo como muitas vão caminhar e lidar com seus filhos é único, não se pode esquecer que da mesma forma como um filho precisa ser ensinado, a mãe também o é, ela também vai aprender como fazer as coisas do modo correto e ao longo do caminho também pode errar até que acerte. As mamães por mais que aos nossos olhos pareçam poder resolver todos os problemas também são humanas, também podem ter suas limitações e estão nesse caminho para crescer tanto quanto os filhos que formam. Nas mídias temos várias mães que do seu próprio jeitinho, seja mais áspero, seja mais doce, mais autoritário soube criar seus filhos e fazer deles pessoas boas, decentes, muitas dessas também tiveram seus atropelos, mas em muito o instinto de estar sempre ali pelos filhos e enfrentar o que quer que fosse em nome deles prevaleceu fazendo delas as legítimas mães leoas. E o mais interessante na relação de maternidade é que o sentimento do amor é tão expansível que mesmo que o laço físico e biológico não seja “real”, o amor pode estar ali e de uma forma ou de outra. Todavia seja qual for, é puro e simples amor.

1. Nani – Lilo e Stich: Começando com uma relação que meio que virou uma relação materna. Mesmo com o laço sanguíneo forte, uma vez que Nani era irmã mais velha de Lilo, o aprendizado precisou se fazer presente e nem por isso foi menos rugoso. Nani precisou lidar com muitas das suas inseguranças visto que era pouco mais que uma adolescente quando ela e Lilo se viram órfãs, necessitando não só trabalhar para manter a casa, mas também ser exemplo para sua irmãzinha, cuja personalidade também tinha pontos a serem trabalhados. A situação traumática exigia muito de ambas e em muitos pontos o laço delas era difícil, todavia Nani fez tudo que podia para que Lilo não fosse levada por um assistente social para uma casa de órfãos e com isso ambas aprenderam essa relação e foi estreitada, o amor acabou florescendo. Afinal, Ohana significa família, e família significa nunca abandonar ou esquecer.

2. Helena – Os Incríveis: Curioso como filhos fazem você pensar na vida e em como ela muda a partir do momento em que eles vêm. No início do filme, Helena diz que sentiria falta das aventuras caso parasse de ser heroína, contudo quando os super heróis foram proibidos de exercer suas atividades, ela foi a primeira que tomou a frente para fazer com que sua família permanecesse em segurança. Ela briga com Beto quando percebe que ele é super herói clandestinamente, o que poderia fazer com que a família fosse descoberta, ela assume o prazer de viver uma vida doméstica e procura encontrar emoção em tudo, mesmo seus filhos tendo poderes desde a mais tenra idade não faz com que o cuidado, disciplina e proteção sejam menores, ela se coloca a frente deles sem pensar duas vezes, mostrando que mesmo pra super heróis, mãe é mãe.

3. Marta Kent – Super Homem: E por falar em super herói, Clark Kent é o homem mais forte do universo e ainda assim não escapa de a mãe chamar sua atenção com relação a alimentação por o achar fraco. Ela engloba dois tipos de mãe: a de um super herói e adotiva. Mesmo sendo viúva, tocando a fazenda sozinha e sabendo de tudo que seu filho poderia fazer, ela ainda tinha as velhas preocupações maternas e o cuidado característico, é notório: os filhos podem crescer, porém as mães sempre os verão como criaturas que precisam delas, as quais precisam cuidar de algum modo. Marta também assumiu Clark como sendo seu verdadeiro filho, desde o início viu que o menino era diferente, mas nem por isso eu amor diminuiu, pelo contrário, apenas aumentava cada vez mais. E ele enquanto filho, não hesitava em retribuir, seja com afeto, seja dando uma surra em quem a ameaçasse.

4. Freydis – Vikings Valhalla: “Mande a valquíria Eir até mim e me preencha com força nesse momento de necessidade” Freydis passou por muitas provações para ter seu filho nos braços. Ela era uma guerreira que acreditava nos antigos costumes e deuses e isso causava atrito com o pai de seu filho, tanto que ela sequer falou a ele que estava grávida. Ao parar em um povoado no qual acreditava estar segura, descobriu que o líder só queria usar a ela e seu povo para exercer mais poder sobre as pessoas, já que era um tirano e assassino. Ao perceber isso, não confiava em ninguém nem mesmo no momento de seu parto. Teve seu bebê sozinha e este foi arrancado de seus braços pelo tirano, e mandada pra morte logo em seguida. Mesmo tendo conseguido fugir, fraca, com febre por conta da infecção, no momento em que conseguiu se levantar pegou uma espada para reclamar seu bebê, ela diz que ela é o melhor para ele e que qualquer mãe diria a mesma coisa. Ela ainda que fraca, não desistiu de lutar mostrando que mães por seus filhos tiram forças até de onde não tem por eles.

5. Tia Cass – Operação Big Hero: Diferente de Nani, tia Cass era adulta, estável, madura, mas nem por isso menos emotiva. Criou seus sobrinhos Hiro e Tadashi com todo amor e muitas brincadeiras, trabalhando para que eles tivessem uma boa educação. Quando seu sobrinho mais velho, Tadashi falece em um incêndio ela tenta de todas as formas tirar Hiro da depressão, leva comida a ele no quarto, tenta animá-lo com casos engraçados, é perceptível como a dor do menino dói nela também e mais ainda a percepção de que ela não pode fazer muita coisa para mudar aquilo mesmo com esforço. Tia Cass é o exemplo de mãe que se torna mãe por um afeto enorme, ela sempre estava lá por seus sobrinhos e os amigos deles, meio como que sendo uma mãezona para todos.

6. Hipólita – Mulher Maravilha: Ela sabia do que a filha era capaz, sabia o que Diana era, mas o medo de perde-la era maior e tentava a todo custo protege-la do mundo exterior e de parte de sua história. Ela não gostava de ver a menina lutar ou treinar mesmo que a natureza das Amazonas fosse essa. Todavia sua irmã Antíope menciona que a única forma de Diana se defender de fato era sabendo lutar por si mesma, e ali Hipólita cede. Ela demonstra que muitas mães querem proteger seus filhos das dores e do sofrimento, afinal é sabido que o mundo exterior pode ser duro, cruel e nada gentil, contudo, ela conforme Diana cresce e melhora suas habilidades ela passa a ter orgulho do quanto a filha demonstra força e com isso acaba percebendo que ela pode enfrentar qualquer coisa e ainda com o coração sangrando permite que ela parta rumo a seu destino fora da ilha de Themiscira.

7. Sra Davis – Toy Story: E como não mencionar uma mãe que cuida do filho sozinha e precisa lidar com o momento doloroso no qual tem que vê-lo partir. Dizem que é muito difícil deixar um amor partir, isso quando se trata de mães é quase como sentir um pedaço faltando segundo relatos. A Sra. Davis no momento em que Andy lhe diz adeus para ir embora para a faculdade o último olhar no quarto dele diz tudo que precisa ser dito mesmo que não se diga uma palavra, existe ali toda a percepção do amor dedicado, em um momento lembranças passaram diante dos olhos e caiu a ficha de que o filho não mais era uma criança e estava partindo para o mundo, para se tornar um adulto maduro. Para muitas mães seja no formato de uma mudança, de um casamento, de ir para outra cidade sempre haverá o sentimento de certa ruptura, uma saudade que sempre vem em onda toda vez que o filho ou filha é lembrado, mas ainda assim há a certeza de um dever cumprido de poder ter preparado um ser para lidar com o mundo da melhor forma.

8. Tia May – Homem Aranha: Ela virou a queridinha das tias/mães do universo de super heróis. Mesmo com as amostras mais modernas, no desenho dos anos 90 e nos primeiros filmes do Homem Aranha, ela é sempre retratada como uma senhorinha simpática que cuida tanto de Ben quanto de Peter. Após a morte de Ben, tomou Peter ainda mais como um filho, tendo para com ele ainda mais cuidado e apreço, os quais era retribuído prontamente. No segundo filme da franquia ela foi responsável por protagonizar as cenas mais emocionantes e lições mais incríveis, que fizeram até os mais rígidos irem às lágrimas. Coisas perfeitamente cabíveis no mundo real, pois ela era uma personagem humana afinal, não tinha poderes a não ser aqueles relacionados ao coração e caráter, coisas como dar dinheiro a Peter sabendo que ele precisava mesmo que ela ficasse sem, mencionar que todos nós temos um super herói dentro de nós que nos faz nobres, coisas simples que fazem ver o quão Tia May foi mais que uma mãe para Peter: ela foi o que lhe permitiu ser um herói mais humano e nobre.

9. Cersei Lannister – Game of Thrones: “Eu não tive mãe, mas Myrcella sim. Ela era minha e você a tirou de mim, por que você fez isso?” Cersei viveu a perda de três filhos, uma profecia feita a ela quando ainda era adolescente. Lógico que ela não era propriamente o que poderia se dizer de pessoa boa, mas não se pode negar que dentro das situações complicadas envolvendo poder e sua família ela era uma mãe boa. Vivendo um romance proibido com seu irmão, casada com um marido abusivo, havia tanto ódio dentro dela quanto amor pelos filhos. Em um diálogo com seu irmão Tyrion ela menciona que não é muito feliz, todavia se não fosse por seus filhos ela já teria se matado. Ela tem a carga de ter perdido a mãe muito nova e crescido sem ela, então nutre certa obsessão pelo bem estar dos próprios filhos, se vingou de Ellaria Sand por esta ter assassinado sua filha Myrcella e o fez da mesma forma, para que sua inimiga soubesse como é a dor de perder uma filha, a qual jamais saberia como é a não ser que passasse por ela.

10. Rhaenyra Targaryen – House of Dragon: Se Cersei passou pela dor de perder uma filha, Rhaenyra passou pela dor não só de perdeu um filho, mas de ver um nascer morto. Filha do rei Viserys, era a herdeira do trono de ferro, teve cinco filhos homens, os filhos que sua mãe não conseguiu ter e o sexto seria uma menina. Seria tudo tranquilo se não fosse o fato de que uma guerra prestes a explodir fizesse com que o parto fosse antecipado, a gravidez não estava nem perto do fim, todavia a criança pediu pra nascer, após muito sangue e dor a criança nasce imóvel. Rhaenyra ali sente a dor da perda e embala sua menina, a menina que tanto desejou. Pouco depois em uma missão relacionada a guerra que explodiria entre os Targaryen e os Hightower, seu filho do meio é morto pelo dragão do tio Aemond. Foram dois filhos no mesmo dia. Ela era uma mãe zelosa, carinhosa e muito protetora e sentiu nas tripas a dor da perda de seus rebentos, a partir dali decidiu não ter mais cortesia, tudo era raiva e revanche, a própria Cersei disse certa vez: “Uma mãe que perde um filho é capaz de incendiar o mundo”.

11. Lagertha – Vikings: “Se acontecer alguma coisa com meus filhos, eu juro que arranco seus pulmões pela boca”. Lagertha era incrível, ela sabia cobrir todos os pontos de modo que era uma mulher completa, sabia trabalhar, cuidar da fazenda, ser boa esposa, mãe e dama do escudo. Ela também passou por muitos percalços no quesito maternidade, mesmo tendo ensinado seus filhos a serem fortes e destemidos. Ela perdeu uma filha para uma doença, sofreu abortos espontâneos e sentiu também o medo de perder seu filho mais velho quando ele foi em missões nas florestas. Ela sempre fez questão de dar uma boa criação de guerreira, ensinava eles a cuidarem da terra ao passo que ensinava a manejar um escudo, tanto que o discurso de seu filho a ela em seu funeral ressalta o quanto a criação dela o fez ser forte e o quanto ele retribuiria lutando por ela.

12. Jean Hawkings – Super Choque: Como não falar de uma mãe que por fatalidade está ausente, mas que ainda assim olha por seu filho de onde quer que esteja? Jean faleceu quando Virgil era criança, ele cresceu com poucas lembranças dela mesmo sempre ouvindo histórias e vendo suas fotos, tanto que era difícil pra ele lidar com essa perda. Todavia em um episódio ele tem a chance de voltar ao passado e revê-la mais uma vez. E ali, ao contar sua história ela não demonstra medo, mas sente orgulho do que ele está fazendo, fala que sempre estará com ele e que o filho dela é um super herói. Mesmo depois que Virgil volta ao presente ainda que não tenha conseguido mudar o curso dos fatos, o pai menciona que na noite em que Jean faleceu só conseguia dizer a todos que sentia muito orgulho do filho e o chamava de “meu super herói”, numa clara demonstração que (independente de crença) a memória, sentimento, a figura em si da mãe sempre estará ali presente.

13. Fiona – Shrek: Fiona era uma princesa que precisou aprender muitas coisas. Uma delas foi como ser casada com um ogro e como lidar com seus três filhos. Por mais que tivesse sido tudo diferente dos planos, visto que ela imaginava casar com um príncipe encantado e morar em um castelo pomposo, ela se dispôs a aceitar e abraçar o sentimento, amor, vida que passou a levar com Shrek, morando em um pântano, de repente com três bebês ogros, com todos os problemas domésticos que uma rotina de casal com crianças exige. Ela era a doçura que fazia com que as coisas se equilibrassem mesmo que precisasse ser incisiva de vez em quando, ela assumiu esse aprendizado com muito amor demonstrando que por mais que as coisas não sejam exatamente como se imaginava ainda podem ser incríveis.