sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A essência do Caranguejo



Ontem e hoje, pude viver a verdadeira essência do caranguejo de uma forma como não sentia há um tempo. Somos teimosos, somos persistentes, nós defendemos nosso ponto de vista, mas com a delicadeza que nosso interior e mesmo quando são grosseiros e dão pauladas no nosso casco, nossa rigidez nos protege. Não tentem cutucar deliberadamente achando que somos seres frágeis, porque nem sempre somos.

E eu precisei da minha essência ontem e hoje quando ao comentar uma postagem sobre entrada de pessoas "elitizadas" na universidade que estudei, a estadual. Primeiramente, quem entrou, é povo sim. Se não fosse, se estivesse tão acima como colocam, acham mesmo que tentariam vestibular pra uma mera Universidade do Estado? Não, tentariam pra Harvard ou Oxford. Ou se parecesse muito longe, fariam das tripas coração pra passar na Federal, que já é um passinho mais perto do mundo além das fronteiras brasileiras.

Claro que muito foi dito, muito foi direcionado. E devo dizer que as pessoas estão mais diretas nas suas ofensas, nos seus comentários e não se preocupam mais com a sutileza. Contudo, eu ainda recebi educação em casa e se tem um ponto que minha matriarca me ensinou é entrar e sair de qualquer lugar de cabeça erguida e com classe. Acredito que isso vale também para discussões na internet.

Eu tentei utilizar de convicções para convencer, palavras e extremismos nunca me impressionaram, me impressiono com atitudes. E pra mim, pessoas que mostram boas atitudes sempre serão 
bons exemplos. Aquelas que usam suas adversidades para uma diversidade também, só que isso de alguma forma incomoda porque afinal é uma exceção, não regra. Porém é através das exceções que dão algo de bom, que os outros se espelham e fazem disso uma regra. Pra mim, uma regra que não é boa deveria se espelhar nas exceções boas. 

Pois bem, daí pra frente foi só pau. Teve um que não hesitou em dizer que eu falava besteira e eu dei a resposta à La Katniss. Acho que muitos são como peixes que vemos nas lojas de animais. O correto seria que eles buscassem o oceano, mas não, se acostumaram com o aquário de tal forma que não enxergam nada além de seus ângulos de vidro. Só que me acostumei com esse tipo de paulada, depois desses anos de blog, sei que a gente não agrada a todos e sei mais ainda que o mundo não nos deve nada, a gente é que tem que correr atrás do que julga ser do nosso direito.

Contudo, no meio desse fogo cruzado, ontem no final da noite, recebi o que era pra ser o tiro de misericórdia, mas vindo de quem veio, eu ergui a cabeça e enfrentei. O ser em questão foi um fantasma, um fantasma que achou que podia me assombrar, só que eu não tenho medo de monstros, durmo com uma katana a 2m de mim. O indivíduo em questão, a quem me refiro como M. não por medo, mas alguns nomes de pessoas já foram tão nocivos que você sequer faz questão de pronunciá-los por extenso na atualidade, jogou uma direta pra mim na página da moça na qual comentei e apesar de querer sair pela tangente com aquela história de "Sem nomeações", seria mais digno da parte dele não subestimar minha inteligência, ao menos uma vez na vida.

Conheci M. na universidade. Cara meio bruto, de centro acadêmico, mais velho. A gente se empolga com esse mundo novo chamado universidade, mas acreditem fellas, nem todo senpai tá pra Kenshin, ás vezes eles são Mr. Satan. Ao contrário do que pode parecer, não é despeito. Saí da universidade há três anos, mal me lembro de muita coisa e muita gente de lá apesar de estar tudo guardado, nem me lembraria deste ser ignóbil se ele não tivesse falado m. e tentado me atingir da forma mais baixa.

Ele postou uma foto em seu face falando mentiras. Sendo que pessoas da minha turma assinaram embaixo, pessoas essas que me ignoravam, me olhavam de cima e nem faziam questão de disfarçar. 
A transcrição: 


"Sobre o resultado da UEPA...
Primeiramente, parabéns aos novxs calourxs. Entrar na UEPA sempre foi uma árdua missão, que tem se acentuado nos últimos anos. Mas o que me chamou atenção foi um debate dentro da postagem da camarada xxxxx.
Ela havia colocado sobre o fato de cada vez menos se ver o povo adentrando essa universidade, em detrimento à elitização da mesma. Daí, uma fulana "polemiza" com seu discurso vazio e meritocrata, o que se supõe que os que passam mereciam mais do que os que não passaram, independente da condição de cada candidato. Ora, é impressionante que uma pessoa que sempre teve tudo da família, que estudou em uma escola de elite de Belém desde o começo, que os pais e avós sempre fizeram suas vontades, que recebia sempre 20 ou 30 dilmas para passar o dia na universidade, sempre fez os cursos de formação que desejava pois a família pagava, que ganhou um consultório quando se formou... Enfim, sempre teve "privilégios" para poder se preocupar SOMENTE com a graduação, vir querer falar que tem mais merecimento que o filho de um trabalhador que rala o mês todo para garantir ao menos o dinheiro da passagem para seu filho ir estudar.
Cansa discutir com gente assim."

Sabem, dificilmente faço esse tipo de coisa de mandar respostas, porém é fato que não compactuo com mentiras, falsidades e com atitudes topes, ainda mais vindo de alguém que volta do além túmulo universitário achando que tem algum direito de me ofender e falar essas mentiras torpes e imorais. Eu esclareci no meu perfil e fiz questão. Pra começar, é verdade que estudei em um colégio bom. A mensalidade era dividida entre três pessoas e me lembro sempre de um dos meus avôs vindo dar a parte dele ao meu pai. Meus pais e avós não faziam minhas vontades, aliás, se me veem fazendo posts de cosplay e eventos hoje é porque hoje eu posso pagar por isso do meu bolso. 

Até entendo que este indivíduo fale da minha família com este tom de desdém, afinal nunca gostou deles mesmo. Não raras as vezes que mesmo em tom de brincadeira brigava com minha mãe, não falava direito com meu pai e meu avô, tinha raiva do meu outro avô e mesmo minha avó sendo gentil, ele era mal educado e chegou a gritar omigo quando vinha a minha casa. Mas se enchia de soberba, porque se julgava "ofendido e com a razão".

Não compactuo com essas mentiras torpes porque nunca fiz todos os cursos que quis, fiz um de inglês porque era o mais útil no momento. O dinheiro que tinha era pra passar a semana, salvo quando eu ia almoçar e tentava gastar o mínimo possível, o que nem sempre conseguia porque acabava pegando a mais pra poder dividir. Não ganhei consultório quando me formei, não ganhei carro, nem moto, nem sequer uma bicicleta, ganhei tarefas e responsabilidades. M. se mostra ou muito mentiroso, ou muito mal informado ou ambos. Eu estudei pra passar num concurso público, que é onde estou até hoje.

Este indivíduo se autodenominava "menino mimado" antes de se tornar universitário, o dinheiro que ele me "acusa" de levar pra passar o dia era o mesmo que ele mesmo gastava em duas horas bancando pizza para amigos, uma vez que segundo ele, já teve condições melhores, condições essas que critica atualmente nos outros e carrega de preconceito. É fato que por mais que colega em comum tenha dito que ele aprendeu muito na vida, parece ainda não ter aprendido a humildade pra lidar com seus próprios bichos tão pouco não culpar ou desdenhar os outros por coisas que queria ter.

M. diz que acho ter mais merecimento que o "filho de um trabalhador", ou seja, sugere que meus pais não trabalhavam. Não. Meus pais trabalharam duro até o fim da minha graduação e continuam até hoje, a diferença é que depois que comecei a trabalhar, faço de tudo pra não ser um peso e ajudar o que posso em casa.

É lamentável que esta pessoa ache que eu não sei que ela fala de mim. Ele mexeu com duas coisas que pra um canceriano são sagradas: passado e família. Nunca tente usar o passado de um canceriano contra ele, ninguém sabe mais de passado do que nós. Ninguém tem melhor memória que a nossa, acredite você pode (querer) esquecer coisas na tentativa de nos atingir com suas afirmações, mas nós dificilmente esquecemos dos detalhes, dos fatos, dos olhares, das palavras.


O relacionamento que tive com esta pessoa tal qual com muitas pessoas próxima a ele foi abusivo. Não hesitavam em me chamar de "infantil", falar das minhas roupas, achar que eu era chata por ter uma família próxima e o ser em questão nada dizia pra me defender, ao contrário, entrava na onda pra me humilhar. Engraçado que alguns após romper o vínculo direto, com algumas conversas disseram que mudaram a opinião ao meu respeito, viram que eu era diferente de como M. me fazia parecer. Uma dessas colegas inclusive me disse na biblioteca: "Eu olhava pra vocês dois e pensava: Essa menina parece ser tão meiga, o que uma menina como ela está fazendo com um cara como ele?". Acredite, foi uma questão de energias que se atraíram por um tempo, por afinidade temporária de uma menina empolgada com um cara empolgado com coisas diferentes, hoje eu repudio condutas como as que M. tem, seja de quem vier.

"Veste-se a carapuça. A gente vê por aqui". Mentiras torpes também querida. E como vemos.
Este indivíduo falou o que não devia, mexeu com o que não podia. Insinuar coisas do passado e de família é algo baixo, pra um canceriano são coisas muito valiosas. Guardadas no seu interior. Ele achou que meteria a mão dele num buraco de mangue e não aconteceria nada, porém ele encontrou uma carangueja de pinças afiadas que apertou o dedo dele e cortou sua mão. Ele conheceu essa carangueja em um período que ela era assustada e corria pra se esconder, hoje as pinças são usadas para defesa. É imoral e repugnante usar o passado pra tentar me atingir, até porque não me envergonho dele. Não me envergonho sequer de dizer que conheci M., foi necessário para um projeto maior: o eu de hoje. 

Todos temos erros, podemos tê-los cometido, porém com o objetivo de aprender, afinal todos estamos fadados a evoluir, por um caminho ou outro, só que atitudes assim me fazem ver que ás vezes essa evolução demora. A vergonha na cara também. 

Cuidado, ele parece inofensivo e assustado. Mas aperta seu dedo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Resenha Anime Geek 2015 - 2º dia


No segundo dia de Anime Geek, a Sailor Netuno estava de luto. Logo de manhã recebi a notícia que uma grande colega havia falecido. Pessoa boa, sorridente, queria fazer cosplay de Marceline e por isso tinha o apelido de Monster High, senti o impacto e o vazio, daí fiz uma faixa preta para colocar no braço.

A Netuno demora mais que a Marte. Não é uma peça só e tem uns acessórios chatinhos de se pôr. Fora que a Netuno não é nada sem a Urano, logo a make também é um ponto importante, mas ficou muito melhor dessa vez do que no Animazon.

A Júpiter também estava por lá, tiramos altas fotos juntas, imagino quando o grupão estiver junto, vai ser o máximo. Muitos tiraram fotos nossas, difícil era variar as poses, mudar os ângulos, modificar a posição dos acessórios.




No segundo dia, o concurso cosplay era o mais esperado. Tinham muitos cosplays porém alguns dos cosplayers mais "conhecidos" não foram tão vistos assim nem participaram dos concursos. Talvez o termo "conhecido" seja muito relativo, uma vez que há muitos que não competem mas tem uma lista vasta de trabalhos excepcionais. Cosplayers que neste meio se mostram incríveis e que nos surpreendem quando percebemos quanto talento eles tem.



Eu levei um susto antes do concurso, máquina deu um bug e acabei deletando as fotos. Logo, não pude tirar mais nenhuma foto porque o cartão devia ser recuperado. Fiquei me sentindo burra por não ter passado as fotos para o computador antes, mas o importante é que eu conseguiria as fotos de volta. Apesar de ter visitado algumas das salas temáticas, não pude tirar mais fotos como gostaria.


Participei do concurso, dessa vez com um grupo diferente. Foi bem legal e inusitado, mas super divertido, uma apresentação de Sailor Moon bem cheia de movimentos ao som de Xuxa. Os vencedores foram um casal, que estavam de Jasmine e Aladdin, provando que o tradicional ainda faz sucesso e atrai os olhos dos mais modernos. Pela escolha do público, confesso que era covardia colocar um mini Ash com todo aquele excesso de fofura. A carinha dele quando recebeu o prêmio e a do pai todo feliz foram de emocionar até os mais frios, Há pessoas que ainda sabem ser pais e mães, o mundo não está perdido ainda.


Claro que depois dos concursos, vi uma horda de gente correndo pro palco esperando pelo show do Damiami, eu fui trocar de roupa, sapatos de salto por dois dias seguidos é muita coisa pra quem usa só tênis como eu.

Acredito que o Anime Geek de 2015 foi muito bom. Como sempre nos proporcionando bons momentos, boas recordações, coisas legais. Fica sempre aquele gosto de que se queria mais edições desse evento incrível e mal espero para a próxima.

Fotos: Imprensa Anime Geek

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Entrevista com a cosplayer Lênory Alessandra



1    1.  Como teve conhecimento do mundo cosplay?
  Antes de eu virar cosplayer, a muito tempo atrás eu gostava de ler revistas relacionadas ao mundo de animes, jogos e games. Uma delas era a Neo Tokyo e a Anime do, eles sempre traziam reportagens relacionadas ao meio cosplayer, ou ate mesmo dicas de como iniciar seu primeiro cosplay, era algo realmente interessante na época.

2. Quando começou a fazer cosplay e por que?
 Comecei a fazer cosplay em 2012, maio ou menos na época em que tinha acabado de entrar na faculdade. Inicialmente, não tinha vontade de fazer cosplay pois eu era muito tímida, porém uma amiga me incentivou e fiz meu primeiro cosplay, que foi a miku de senbonzakura. Hoje em dia peguei gosto e não consigo mais parar, e muito divertido ser um personagem que você gosta, nem que seja apenas por um dia rs.

3. Teve apoio para o hobby ou se lançou sozinha?
  Eu sempre tive apoio, como disse anteriormente, comecei com o incentivo de uma amiga. Depois fui conhecendo outras pessoas, me interessando cada vez mais e até hoje eles me incentivam a nunca desistir de nada.

4.  Pra você, o que deve ser determinante na hora de escolher um cosplay?
  Uma coisa que eu prezo muito antes de escolher um cosplay e compatibilidade, eu so faço personagens da quais eu goste muito. Não ligo para os desafios, contanto que eu consiga “ser” a personagem que gosto por um dia. Eu não conseguiria, por exemplo, fazer cosplay de um personagem da qual eu não tivesse nenhuma afeição, acho que isso mudaria atá mesmo na interpretação do personagem.

5. Precisou aprender algo ou se especializar em algo novo pensando nos cosplays?
 Tive que aprender praticamente de tudo um pouco rs. Eu mesma faço meus cosplays, em tudo. Tive que aprender a pintar, costurar, bordar, fazer esculturas, mexer em diversos materiais como resina e massas, fazer armaduras e muitas coisas. Ser cosplayer/ cosmaker e aprender a fazer de tudo um pouco. E também tem o fato de que amo artesanato e é uma satisfação poder fazer tudo com as minhas próprias mãos.

6. Quais as etapas da preparação de um cosplay? Como você se organiza?
Quando escolho um personagem, como a minha preferência normalmente de games, eu costumo extrair o modelo 3d dele. Logo após, vejo os detalhes da roupa, dos olhos , cabelos e acessórios e vou as compras. Começo com as lentes e perucas, depois vejo tecidos e todos os materiais que irei precisar para construi-lo. Depois e só colocar a mão na massa rs, fazer os acessórios, costurar a roupa, customizar a peruca etc.

7. Sabemos que para um trabalho amplo denota além do tempo e prática, finanças. Como você equilibra as finanças para não ficar no vermelho? Qual foi seu cosplay mais caro?
Como eu aprendi muitas coisas, eu costumo fazer alguns serviços cosmaker, principalmente para meus amigos, e também acessórios para festas como alguns artigos feitos em biscuit. Assim , consigo um bom dinheiro para os acessórios e não costumo ficar no vermelho, além de o fato de ser cosmaker deixar as coisas bem mais baratas. Acho que o meu cosplay mais caro até hoje foi a Elizabeth, de bioshock infinite. Pois, apesar da sua “simplicidade”, os tecidos que usei nela foram muito caros (tecidos como veludo e cetim de noiva), isso encareceu muito a roupa, apesar de não ser o meu cosplay mais complexo.

8. Sofre ou sofreu algum tipo de preconceito dos demais, família ou amigos?
   Eu levei muitos anos para fazer meus pais acreditarem que aquilo   não era “perda de tempo”. Na realidade, eles apenas passaram a      me respeitar quando passei a ganhar dinheiro com o hobby, pois antigamente chorei muito e cheguei a quase desistir várias vezes. Quanto a meus amigos e namorado, graças a eles não desisti ate hoje, e continuo firme prosseguindo com meus cosplays.

9. E a comunidade cosplayer? Já sofreu preconceito da própria comunidade por se destacar?
 Pessoalmente nada chegou aos meus ouvidos (não sei pelas costas rs), normalmente recebo muitos elogios e graças ao hobby fiz muitos amigos, conheci gente nova e particularmente nunca sofri nenhum assédio relacionado a isso.

10.   Existem cosplayers que se inclinam para apresentações e concursos, outros para fotos em estúdios e com os fãs. Com qual você se identifica?
Eu ainda não sou muito voltada a competições (pelo menos ate agora), com algumas exceções. Eu gosto muito de tirar fotos e já fiz diversos ensaios fotográficos, até para divulgar melhor o meu trabalho, então se fosse escolher um lado, eu me identificaria mais com a segunda opção.

11.   Tem algum cosplayer ou página na qual se inspire?
Se fosse escolher algum , diria que e o Aicosu. Admiro muito os cosplays de bioshock infinite (em especial dos irmãos Lutterce que eles fizeram). Mais me espelhar em alguém, não tem ninguém em específico da qual eu faça isso.

12.   Como surgiu a vontade de se aprimorar mais, aprender mais e partilhar isso com os outros?
Sempre que faço algo, por mais que as pessoas elogiem muito, nunca está perfeito para mim. Eu sempre busco aprimorar minhas habilidades todos os dias, seja com novos tipos de materiais , tipos diferentes de tecidos ou novas técnicas de como fazer determinados acessórios. Tem cosplayers que, depois de ficarem um pouco mais famosos, não gostam mais de ajudar as pessoas e tal. Eu não sou assim , gosto muito de ajudar os novatos e sempre é um prazer compartilhar as coisas que aprendi no decorrer destes anos.

13.   O que você pensa sobre o cospobre ou aqueles cosplays meio improvisados de última hora?
Eu não vejo problemas, cosplays são para todos e todo mundo tem o direito de se divertir, tendo ou não dinheiro. E sempre saem algumas coisas muito engraçadas, divertidas e criativas que merecem uma foto ou se unir a elas para se divertir juntos!

14.   O que pensa sobre aqueles tabus polêmicos sobre cosplays, que determinada cor/tipo físico/gênero não pode fazer determinado personagem?
Se essas coisas fossem levadas a sério de verdade, a magia de ser cosplayers, poder ser quem você quiser, estaria totalmente perdida. Eu acho esse tipo de coisa uma bobagem. Ninguem e perfeito, e todos nós merecemos fazer o que quisermos, e se alguém que lê esta reportagem, saiba que você tem todo o direito de ser feliz! Faço o que você quiser, o corpo e seu e as regras quem impõe e você, não os outros.

15.   Você tem uma página com grande número de seguidores, tem alguma dica para aqueles que querem tornar seu trabalho mais conhecido?
A principal dica e : Divulgação. Se você não divulgar, seu trabalho nunca vai se tornar conhecido. Seja pedindo para outras paginas divulgarem seu trabalho, seja compartilhando fotos em grupos, pedindo ajuda para os amigos ou pagando para o faceboock. O que importa e divulgar ao máximo de pessoas, e se elas se interessarem pelo seu trabalho, consequentemente elas vão curtir e apresentar para seus amigos. ^^

16.   Tem alguma dica para quem quer começar na arte cosplay? Onde procurar referências e materiais?
Antes de tudo, se for fazer cosplay de anime/ mangás/ quadrinhos, procure sempre a concept art, que são os desings dos personagens. Se você e como eu e ama jogar , e curte fazer cosplay de games, e sempre bom procurar os moldes 3d na internet para buscar sempre mais detalhes. Caso tenha dúvidas, existem dois  lugares muito bosn para debater, que e o grupo de cosplayer depressivo e o blog da h-sama, são bem acessíveis e você pode tirar muitas dúvidas.

17.   O que o cosplay significa pra você?

Cosplay vai muito além de apesar se vestir de um personagem. Cosplay e umas das formas mais modernas de arte. Isso demanda tempo, paciência, muitas habilidades e bastante interpretação. E um hobby que, apesar de caro, e divertido, me trouxe muitas felicidades e coisas boas. Pude ser princesas, pude ser uma pessoa com poderes, puder ser uma guerreira e sacerdotisa, enfim, ser cosplayer e poder ser várias pessoas em uma so.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Resenha Anime Geek 2015 - 1º dia




Sei que está meio tarde, porém, antes tarde do que nunca. Com um prazo insano para entregar o projeto final do mestrado, acabei deixando e deixando a resenha do Anime Geek de lado, contudo acho que devo uma satisfação desse evento que me acolheu e ainda me acolhe. O primeiro dia de Anime Geek, ano passado, foi cheio de agitações. Cheguei um pouco mais tarde do que gostaria porque quis checar tudo que ia levar na bolsa e me certificar que não faltava nada. Por sorte o cosplay não ocupou muito espaço e pude ir com pouca bagagem.

Chegando na Sala Cosplay tratei de me trocar o mais rápido possível, colocar só a roupa principal e os acessórios depois. Minha maior preocupação com o cosplay de Sailor Marte era o comprimento da saia, tentei fazer uma extensão mas não deu muito certo devido a cor. De qualquer forma, ficou muito bom, o comprimento embora curto não limitava movimentos nem andar.

Quando eu estava saindo, tirei logo algumas fotos, mas encontrei logo a Sailor Júpiter. Uma coisa legal de eventos é fazer amigos. E encontrar os que já temos. Você faz um cosplay e encontrar alguém do mesmo anime que você, é natural que façam uns cliques juntos e eu adorei. Eu embora não tenha levado figura, consegui me inscrever no Concurso Desfile, nunca tinha participado de nenhuma competição no Anime Geek, mas tinha uma noção do que faria, das poses, etc. Dei uma volta pelas barraquinhas, pretendia comprar uma coisinha ou outra, embora o que mais me enchesse os olhos tava valendo.


As maiores expectativas ficaram por conta do Desfile Cosplay, o dublador Marco Ribeiro e Detonator, mas foi tudo muito incrível. Eu não ia entrar no desfile, queria só mostrar o cosplay sem fins de competição, mas o rapaz que fazia a inscrição baixou a foto rapidinho e acabou que eu entrei competitivamente.


Preciso dizer, contudo, que ia desfilar e assim que pudesse sair correndo pra trocar de roupa e ver o show do Marco Ribeiro, tirar fotos e gravar o quanto eu pudesse. Consegui trocar de roupa correndo, mas quando cheguei ao palco o show já tinha começado, mas valeu mesmo assim. Fiz uma pergunta sobre o filme Karatê Kid e houveram muitas outras sobre os atores e animes, ele se mostrou muito simpático e a organização como sempre, permitiu regalias de quem tinha presentinhos especiais, como a Dandara, que fez um desenho do Rafael, das Tartarugas Ninja, um dos primeiros personagens que Marco dublou. Como já sou carimbada e sei que no minuto em que anunciam o fim do show é uma correria pra formar a fila de fotos, corri o quanto pude pra chegar logo entre as primeiras, se bem que o salto atrapalhou um pouco. Em um momento, eu já cansada, tirei e fiquei com o sapato na mão e subi correndo as escadas, na mesma hora em que Marco estava subindo e ele disse: "Cadê seu sapato? Cadê seu sapato?", cara, perceber que uma pessoa nota coisas assim e ainda mantém aquele bom humor é notável.


Digo que Marco Ribeiro curiosamente é um dos meus dubladores favoritos. Digo curiosamente porque ele é muito mais conhecido por filmes do que por animes e desenhos que é o que predominantemente chama atenção nos eventos. Mas o Marco, tem uma das vozes mais versáteis que conheço. Mais versáteis, mais doces, mais sexys que eu conheço desde que comecei a me inteirar nesse mundo da dublagem. Ele dublou Rafael das Tartarugas Ninja, Tygra de Thundercats, os personagens da Disney, Tom Hanks, Jim Carey (estranhei pacas quando vi o ator sem Marco na voz, é como se não fosse a mesma pessoa), até mesmo como Will Smith, Marco se saiu bem e foi o efeito reverso, estranhei sim, mas depois ficou tudo natural. E é claro, algo que ele citou em sua palestra, porém acredito que menos de 1% conhecia, isso se eu sozinha não compor o 1%: ele dublou desenhos bíblicos. Eu trabalhava em muitos domingos e sempre colocava pra assistir e reconheci a voz de Marco no episódio do Filho Pródigo e do Bom Samaritano. Não pude deixar de dizer isso quando fomos pegar o autógrafo e me emocionei quando vi que ele escreveu no meu ingresso: Jesus Loves You. Marco é aquela pessoa que exala alegria, uma energia boa, de tranquilidade, ele literalmente faz você querer gritar: Paz e amor!


Depois do autógrafo e com uma sensação de dever cumprido, a broca começa a bater. É meio complicado manter horários em eventos, você se distrai com as atrações e se esquece de comer. Mas duas moças passaram do nosso lado com pratos e parecia tão saboroso que fiquei olhando tanto que tive que me desculpar e perguntar o que era. E realmente era delicioso! Era karê, uma espécie de cozido cremoso que se serve com arroz, leve e ao mesmo tempo equivale a uma janta, economizamos o dinheiro da pizza. hehe

O primeiro dia de Anime Geek foi muito legal, não fiquei para o show, pois não queria que ficasse muito tarde e não era bem meu estilo, porém levarei sempre a lembrança de Marco sorrindo, do desfile que estava cheio de gente talentosa e claro, das novas amizades.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sobre a correção da Redação do ENEM




Quando eu vi a polêmica das notas da redação do Enem, a enxurrada de revolta pelas “notas baixas” ainda que com “tema maravilhoso”, lembrei do meu post em outubro, do tanto de gente que meteu bronca em mim, me chamou de ignorante e tal como a Ludmila, eu disse: É hoje! Ah, mas é hoje!

Já tinha dito que em 2016 que ia desistir de entrar em briga de facebook, mas desde o recebimento da nota do Enem, o que mais tem se visto é isso. Ao que parece, muitos se revoltaram pelas notas baixas na redação. “Não acredito que com uma redação linda tirei essa nota”, “Fiz uma redação porca ano passado e tirei mais de 700, esse ano essa nota mísera de 400” e por aí vai. Quando eu vi, quis entender melhor. Apesar de ter escrito algo em outubro alegando que não era questão de machismo ou feminismo, mas de saber argumentar, queria entender o porquê de tantas pessoas que botaram o Enem no céu há três meses atrás hoje estão jogando praga para ele.


A resposta veio logo: uma das corretoras do Enem se manifestou. Segundo ela, outros corretores sabiam que ia ser um abacaxi e saíram de fininho e o tema que parecia tão incrível, fez muitos se empolgarem a ponto de colocarem seus discursos pessoais de facebook na redação. O problema é que não disfarçaram isso e perderam a compostura. O resultado: hashtags, internetês, fora depoimentos pessoais que não cabem numa prova de concurso, daí as notas despencaram.

Quando eu vi tudo isso, apesar de ser cruel devido à decepção por talvez não conseguir uma vaga na universidade, me subiu uma vontade de dizer: eu avisei. Avisei em outubro que só o ardor pela citação da Simone Bouvoir e o tema relacionado à mulher não eram substancialmente o bastante para que se tirasse uma nota excelente. Fora a teoria de “machistas não passarão” que escoou pelo ralo, o Enem provou que não pode ser facilmente dobrado. Não digo que feminismo não tem a ver com o tema. Claro que tem, uma vez que ele diz respeito a igualdade dos direitos femininos, contudo levando para o tema da redação, seria como pintar uma parede de roxo, a violência contra a mulher seria a cor roxa e o feminismo o componente azul do roxo. Ou seja, tem a ver, mas de forma indireta e não literal. Por isso os zeros devido a fuga ao tema e notas baixas.

Acredito que na empolgação, no furor e no calor da prova, já envolvidos pela frase polêmica de Simone no primeiro dia, esqueceram que ainda era uma redação de concurso público. E como tal, os corretores não queriam saber sua posição pessoal nem se você achava que os machistas iam tirar zero, mas saber se você sabia defender sua opinião pautado em argumentos coerentes e de forma clara. Além de argumentar, você precisava convencer através daquelas linhas que era verdade o que dizia, logo ficava bem difícil alcançar esse objetivo com hashtags e revoltazinhas descritas com expressões chulas.




Volta ao ponto que foi criticado em mim, que fez com que me chamassem de ignorante: eu disse que o ENEM não seria um crivo. Não havia nenhum identificador no canto da prova se você era feminista ou não. E realmente não foi. Pelo menos não de machistas x feministas, mas de quem soube escrever e convencer de quem acha que redação de concurso público é um twit. Por aí, é bem capaz do tiro ter saído pela culatra e os “machistas que não iam passar” terem tirado as melhores notas do que as feministas fervorosas. Não porque eles acreditavam no que escreveram, mas porque eles fizeram os corretores acreditarem que acreditavam. Existe algo chamado criatividade e ela faz você ter essa habilidade. De poder viajar em um ideal, que pode não ser o seu, mas escrever sobre ele com tal destreza que todos acreditarão que você sempre foi assim. É uma tática que boa parte usa em redações, principalmente quando é sua vaga, seu futuro, seu orgulho que estão em jogo.



Espero que depois desse ENEM fique claro que por mais eufórico que você seja, por mais enfático que seja em defender seus ideais, é um concurso público e como tal os corretores querem sua capacidade de transformar isso em conteúdo. Com a revolta direcionada especificamente para eles, fica claro uma coisa que existe desde que o mundo é mundo: as pessoas mudam quando os outros não fazem o que elas querem. Os elaboradores da prova do ENEM foram de ovacionados a detestados em meses. Mas é como eu disse e como disseram: você não ter argumentado corretamente na redação, ter tirado nota baixa e ainda xingar o corretor de machista como se ele conhecesse você e estivesse levando pro pessoal não vale.

O Seu Carequinha sou eu. O Seu Barriga é quem meteu pau em mim achando que eu falei algum devaneio ou impropério no post de outubro