terça-feira, 25 de abril de 2017

Look usando produtos Avon


Muitos subestimam o poder e qualidade de produtos cujas marcas são mais em conta ou mais acessíveis, contudo é fato que a maioria começa a se maquiar com esses produtinhos e vai descobrindo que eles podem dar muito mais coisa do que aparentam. Um bom exemplo disso são os produtos da Avon, é incrível como não importa onde você esteja, estude ou trabalhe, sempre haverá uma revendedora com um catálogo por perto. Não nego que minha relação com os produtos evoluiu com o tempo, antes eu comprava somente batons e lápis, mas depois na ânsia de experimentar outros produtos e marcas, acabei comprando produtos de pele e até perfumes. Fiquei bem satisfeita de perceber que oferecem uma boa qualidade e um preço bom, possibilitando acesso a todos. Daí, tive a idéia de fazer este look usando somente e somente mesmo produtos Avon e espero que curtam!

1. O primeiro passo é a pele, como sempre. Comecei aplicando o corretivo, seguido de de uma base e pó.




Produtos usados: Corretivo Avon Ideal Face  cor Bege Médio
Base Compacta de múltipla ação Avon cor Bege Natural
Ideal Face CC Base em Pó Avon cor Bege Natural

2. Depois da pele, é importante preencher as sombrancelhas



Produto usado: Lápis para sobrancelha Ultra Color Avon castanho a moreno

3. Depois de feita pele e sobrancelhas, vem a parte dos olhos. Optei por uma make bem neutra e esfumado simples. Apliquei uma cor marrom em toda pálpebra




Produto usado: Avon Ultra Color Sombra matte Coleção Chocolate

4. Para dar mais profundidade ao olhar esfumei um lápis preto no côncavo



Produto utilizado: Avon Color Trend lápis delineador cor preta

5. Na linha d'água, usei um lápis marrom e também esfumei com a sombra marrom usada na pálpebra.


Produto usado: Avon Color Trend Lápis delineador cor marrom

6. Depois apliquei o bom e velho delineador preto


Produto usado: Caneta delineadora Avon

7. Pra finalizar os olhos aplique aquela máscara poderosa!



Produto usado: Avon Super Shock Max

8. Nas bochechas optei por um bronzer bem natural



Produto usado: Avon Color Trend blush em pó compacto cor Bronze/café

9. E finalmente nos lábios, um batom roxo.


Produto usado: Avon Batom Líquido Matte Mark cor Violeta Matte






quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Desafio da Baleia Azul e novamente 13 Reasons Why


Considerando a volubilidade do Facebook, é possível dizer com toda certeza que a série 13 Reasons Why e o Desafio da Baleia Azul estão em alta por mais tempo do que as coisas normalmente ficam na rede. É compreensível, uma vez que ambas as coisas tocam em pontos muito delicados e despertam opiniões, mesmo de quem quer ficar a margem.

Para começar, o desafio da Baleia Azul foi um desafio que começou na Rússia, o qual tem por objetivo o cumprimento de várias tarefas perigosas até que tudo culmina no suicídio de quem o pratica. Á primeira vista parece no mínimo estranho que alguém, por meio de instruções vindas de um desconhecido, através do meio virtual, possa cometer atos tão sérios e horríveis. Como é possível que alguém possa ter tamanha influência sobre outras pessoas especialmente adolescentes?

Passados os sustos e surpresas iniciais consegue-se a resposta. Quando alguém está vulnerável, seja por tristeza ou qualquer sentimento, abre uma porta que se escancara para qualquer coisa ou pessoa que ofereça algum tipo de preenchimento. Isso puxa outros assuntos que também foram abordados por 13 Reasons Why: a depressão e outros problemas de cunho psicológico. Mesmo que muitos achem estas doenças algo menos importante que outras, é fato que elas são reais e tem um agravante sério: são silenciosas demais, não se mostram externamente, por vezes demora muito até que o primeiro sinal apareça, transformando tudo em uma ameaça letal.

Como eu havia dito no post de 13 Reasons Why, a morte é um tabu. Um tabu em sua iminência, durante o momento em que ocorre e no depois dela. As doenças como depressão estão relacionadas com isso, em casos mais extremos, segundo dados mais precisos, o suicídio decorrente de depressão tem matado mais que o vírus HIV e em maioria esmagadora, jovens. Há muitas questões envolvidas com relação a dados tão impressionantes, começa que adolescentes e jovens não parecem ter motivos para pensar em coisas "tristes" e "deprimentes", mas o ponto é justamente que a depressão não precisa de motivos, pode haver um gatilho ou algo que destrave esse portão, desde bullying até morte de alguém querido,  contudo, nem sempre vem por uma razão específica. E por causa disso aparecem críticas ferrêneas.

A mais comum é que ocorre por falta do que fazer e frescura. Acredito que há um fundo de verdade nisso, de certa forma é falta do que fazer, porém a coisa certa. Para a pessoa deprimida falta aquela coisa que a preencha, que a faça sentir viva, algo que lhe dê o tchan e a sacuda trazendo-a para fora do furacão em que se encontra. Muitos conseguem sair disso sozinhos, é mérito, não se deve desconsiderar, contudo mesmo para algo igual vivido e experenciado, duas pessoas podem reagir de forma diferente. E é nessas pessoas que não reagem da melhor forma que os olhares precisam se voltar. Não que elas sejam imaturas ou fracas, talvez só não encontraram as pessoas certas no caminho que pudessem fazer algo por elas que realmente ajudasse e as fizesse perceber que não estão sozinhas.

Aliás, esse ponto é muito delicado também. Se há dificuldade em se compreender essas doenças, porque ocorrem e quem é acometido, logicamente que haveria dificuldade das pessoas de lidar com isso. Talvez seja exatamente essa dificuldade que nos tempos em que desafios como o da Baleia Azul são lançados que é necessária atenção com quem se dispõe a ajudar as pessoas acometidas. Em se tratando de depressão e tendências suicidas não cabem pessoas com atitudes protocolares, aquelas que dizem, porém só dizem, o velho "estou aqui pra ouvir você". Não que a vontade de ajudar e se dispor a compartilhar campanhas virtuais não tenha valia em intenção, contudo a verdade é que em casos sérios nada substitui ajuda profissional com habilidade para lidar com a situação. E ter a noção de que se deve incentivar a pessoa a procurar tal ajuda.

Isso tudo para que se evite a velha situação de alguém escutar e falar meia dúzia de palavras porém não mais que isso. Claro que há boas intenções que acompanham a ação, contudo é preciso perceber quando alguém necessita d e mais do que o outro tem capacidade de dar. Evita muitos dissabores e frustrações. Ou dar de encontro com gente que compartilha campanhas, compartilha textões, se mostra indignado com o modo como falam de depressão porém somente está cumprindo aquela premissa de ser cool, de se mostrar generoso, antenado e preocupado com o assunto do momento porém sem a total habilidade de continuar ouvindo quem precisa, por vezes sem a vontade também. Afinal, mesmo que inconscientemente, muitos tem a prerrogativa de que querem ver o outro bem, seguram na sua mão quando ele está embaixo porém não o ajudam a subir, pois mesmo desejando isso ainda querem manter seus gramas a mais de felicidade.

Numa experiência pessoal, não me impressiono com essas figuras que querem parecer muito inteligentes ao compartilhar textos e artigos científicos de psicologia, exaltando autores, pregando revoltas com o Desafio da Baleia Azul e comoção com 13 Reasons Why, contudo em 10 minutos de conversa você percebe que elas são pouco mais que um poste em termo de calor humano, relação e não hesitariam em chamar você de alesado mesmo sabendo que está passando por uma crise. E que talvez nem saibam ou nem se atentem que ouvir e acolher não é garantido com diplomas, cargos importantes ou títulos mas por capacidade e aprimoramento, pois há psicólogos pra quem não se pode entregar o dedo mindinho para cuidados, o que dirá sua estrutura emocional. Muito provável boa parte dessas pessoas são as que atravessam a rua pra não falar com o amigo deprimido, lembra os gramas a mais de felicidade que eu mencionei? Pois é, elas não querem "se contaminar". Elas são capazes de desligar o celular pra não receber chamadas e inventam que não estão. Na boa, compartilhar milhões de figuras na rede e ter atitudes assim pra mim, pega muito mal.

Voltando a bendita Baleia Azul, é covardia se aproveitar da vulnerabilidade para induzir as pessoas a se mutilarem e fazerem outras coisas do gênero. É desumano você se aproveitar de pessoas que estão com suas portas e entranhas escancaradas desejando avidamente serem vistas, aplacarem um pouco de sua solidão e encontrarem um motivo para continuarem acreditando na vida... Viver é incrível, contudo não significa que não seja assustador em muitos momentos e dependendo da pessoa, esses monstros se tornam imensos e as engolem. Com toda a polêmica da série e da Baleia Azul se formos ver a fundo, provavelmente o problema maior não seja a depressão, existe algo acima disso. O problema está no deficit de ouvir os outros, de perceber que aquele coleguinha pode não estar tão bem parece, o problema está nas pessoas. Porém, mesmo assim, há esperança, porque onde está o problema, também está a solução, basta essas mesmas pessoas abrirem um pouco mais os olhos...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Série 13 Reasons Why - Uma opinião



"Achou que eu esqueceria? Achou que eu perdoaria?"

A série do momento é 13 Seasons Why. Ainda que cheia de gatilhos, de polêmica, não se pode deixar de dizer que teve sua valia e também muitas arestas a serem aparadas.

Baseado em um livro de mesmo nome do autor Jay Asher, tudo gira em torno de Hannah Baker, uma menina adolescente que cometeu suicídio e deixa para seu colega de escola, Clay Jensen, uma misteriosa caixa contendo fitas cassete e com instruções de que tais fitas sejam passadas adiante para outros estudantes. Cada fita contém um depoimento de Hannah explicando como a pessoa que está ouvindo desempenhou um papel que culminou em seu suicídio, o que gera não só constrangimento mas também sentimentos tão negativos quanto os que a própria Hanna sentira.
Pode parecer petulante da minha parte emitir um parecer sobre esta série, uma vez que não vi e também não penso em ver. Só que foram tantos os comentários, matérias, críticas e campanhas nas redes sociais, que mesmo quem não viu já se sente totalmente a par dela. A primeira vista, claro que se mostra extremamente relevante o tema, uma vez que Hannah sofria bullying e outras experiências traumáticas relacionadas a seus colegas, isso traz para a realidade, há milhões de adolescentes que sofrem bullying assim como estão na escola, contudo muitos pontos falhos podem ser citados com relação ao drama de Hannah e como ele se desenrolou.

Um dos pontos mais falhos foi justamente a cena detalhada do suicídio de Hannah. Mesmo a OMS é contra este tipo de amostra em qualquer série ou filme. Cabe considerar que as pessoas são diferentes, ainda que passando por situações iguais. Dois adolescentes que sofrem bullying podem ter desfechos diferentes, lidar de formas diferentes e não se sabe em quantos a série pode gerar um gatilho e estímulo a imitar o ato de Hannah e em quantos ela simplesmente seja uma reprodução do cotidiano porém sem tocar tão profundamente. Logo, mostrar uma cena que para muitos foi definida como "tutorial de suicídio" para uma pessoa que está no fundo do poço e não consegue enxergar como ir para cima, talvez não contribua muito para evitar suicídios, mas o contrário. Existe uma coisa quando se trata de matar, são necessários três elementos: motivo, meio e oportunidade. E ao que foi comentado, tal cena mostra como você pode conseguir os três.

Morte, mesmo quando natural ou por uma causa bem perceptível, ainda é tabu. O que dirá a situação na qual alguém deliberadamente impinge ao seu corpo uma dor tão grande a ponto de tirar a vida dele. Suicídio sempre atinge as pessoas em torno do suicida, ainda que não tenham tido um contato grande com a referida pessoa, somente a
menção da palavra gera um sentimento de vazio e sim, se pergunta constantemente o que levou a pessoa a cometer o ato. Hannah deixou isso bem claro em suas fitas e disso vem outra grave crítica: culpabilização. Acreditem, quem já conviveu com um caso de suicídio nem que seja por um segunda, pensa se não poderia ter sido diferente, pensa se não poderia ter feito algo e é massacrado pelo sentimento e vontade de prestar mais atenção às pessoas. Com as fitas, Hannah potencializou isso. Foi literalmente: "Eu morri e você teve sua parcela de culpa, conviva e sofra com isso como eu sofri. Eu morri e você vai morrer um pouco comigo." Essa também é uma conduta altamente criticada e que aumenta estatísticas de que uma pessoa que conviveu com um suicida tem maiores chances de cometer o mesmo ato.

Contudo, alguns pontos na série após leituras chama atenção para uma deficiência existente não só no Brasil mas nos países mais desenvolvidos: a falta de tato e habilidade de conversa. Hannah procura o conselheiro escolar, um profissional que supostamente devia ser capacitado, para inclusive perceber quando uma pessoa está no seu limite. Isso faz refletir sobre como escolas são pobres nisso, da pública a particular, coordenador e conselheiro são apenas nomes de cargos pois em muitos casos não fazem absolutamente nada, porém quando acontece algo assim, vem o referido arrependimento. Isso cai também na questão das linhas auto ajuda, a qual não foi mostrada. Eu já fiz uso dessas linhas, especialmente quando aquele amiguinho sem pudor nenhum me chamava de lesa no meio da minha explosão ou outro simplesmente ignorava minhas ligações ou desligava, linhas como o CVV podem ser a diferença crucial entre você achar um meio de acabar com tudo ou um meio de subir, nem que seja um pouquinho, logo, um das coisas positivas foi o aumento de acesso a essas linhas e maior percepção de como são importantes.

A série toca em uma ferida profunda, porém real nas escolas e mesmo fora delas: em como rachaduras em seu emocional podem fazer você afundar em sentimentos como solidão, tristeza, depressão, até mesmo no desejo de que não há mais nada pelo que lutar. Esse adoecimento é inerente de posição social, de relação social inclusive, pode estar atrás dos rostos bonitos e sorridentes do Instagran, do jeito extrovertido do colega de trabalho, da doçura da pessoa sempre prestativa... Talvez as pessoas tenham parado de olhar mais nos olhos, no fundo dos olhos e com isso deixaram de ver, de perceber como muitas coisas não são o que parecem. 
Você realmente não sabe o que acontece na vida de outra pessoa

Com os motivos dados por Hannah, mesmo com a questão da culpabilização, também há o cume de que as pessoas estão se isolando e decorrente deste isolamento, elas podem se tornar cruéis com os outros e consigo mesmas. Levanta a questão de que no isolamento e não tentar compreender os sentimentos alheios, acaba que há uma epidemia de pessoas egoístas e que não enxergam nada mais que a si próprias, que permanecem com uma comunicação vaga e rasa por meio de redes sociais nas quais muitas vezes o mais importante é mostrar quem possui mais vantagens, daí vem toda uma carência e deficiência do que devia ser básico na vida do ser humano: saber ouvir.

A série tem pontos positivos e negativos, como tudo relacionado ao entretenimento está respaldada com o véu de não ter compromisso total com a realidade, embora em se tratando de um tema tão delicado, ora eviscerou dores ora ajudou a contê-las, logo fica a critério do telespectador conhecer o quanto e em que profundidade esta série pode tocar e influenciar em suas dores. Quanto a mim, só posso dizer que ao pensar em todas as Hannahs que podem existir mundo afora, pelo menos em mim, doeu muito...



* Dedicado a Amanda


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Lições de Game of Thrones - Parte II


Como eu já havia falado no outro post, Game of Thrones é um meio de vida. E conforme vou avançando nas temporadas percebo o quanto daquela época considerada tão rústica tem a nos ensinar e o quanto tem de semelhante com nosso tempo. E com isso aqui está a parte II das lições aprendidas em GoT.


1. As pessoas podem odiar você por ser bom.

Jon Snow era um dos melhores em Winterfell, quando foi para Castle Black idem. Era habilidoso, corajoso, leal, ensinava os que não sabiam tanto, porém mesmo assim o colocaram numa função muito aquém de suas habilidades, uma função onde ele era subaproveitado considerando o que tinha de melhor. Para todos ele sempre era "o bastardo", sempre faziam questão de lembrar da condição que ele tinha. Com isso se percebe que seja por inveja, por despeito ou por não conseguir ser algo que se quer, tem gente que acaba transferindo todos esses sentimentos para quem é o que ela não é ou tem o que ela não tem. 


2. Família é família, mas nem sempre será um mar de rosas

A Família Lannister é um bom exemplo disso. O patriarca fazia questão de dizer que seus filhos o envergonhavam muito por causa dos boatos sobre Cersei e Jaime e ele não escondia que sentia raiva de Tyrion porque sua esposa falecera ao lhe dar a luz. "Eu tive que ficar com você porque não consegui provar que você não era meu filho", Cersei dizia que era uma piada enorme ele ter rasgado a mãe dela em dois e ter feito ela sangrar até morrer mesmo sendo um anão. Mesmo entre os Starks, Jon foi criado como filho, mas a madrasta nunca conseguiu amá-lo, pois ele foi fruto da traição do marido e ele tinha que ver isso diariamente ao conviver. Mesmo nas melhores famílias, seja pobre ou rica, os membros sempre terão suas arestas, em alguns casos a raiva e aversão será palpável, só que cabe aos próprios membros trabalharem isso.


3. Ser líder é difícil

Vemos muitos exemplos de líderes em GoT. No caso de Joffrey, ele já era um mau líder, que não tinha respeito algum por seus súditos nem o respeito deles de volta, não o consideravam muita coisa mesmo sendo uma figura de autoridade, isso tornava as coisas difíceis pois um povo precisa de uma figura de respeito e confiança para se sentir seguro. Daenerys era o oposto porém também lidava com situações complicadas, ainda que tentando ser o mais justa e bondosa possível. Ela atendia mais de 200 pessoas por dia, entre nobres, escravos, agricultores... Ouvia a todos e tentava resolver suas dificuldades da melhor forma, mesmo quando o problema de um esbarrava no problema de outro e podia gerar aproveitamento por parte de outro, ela cortava um dobrado pra poder agradar razoavelmente seu povo e transformar sua cidade num lugar mais justo e melhor de se viver.



4. Direitos Humanos já naquela época era um negócio complicado

Numa época em que o que prevalecia era a lei da espada, na qual você podia usar sem muita preocupação com punições parece estranho falar de direitos para com as pessoas enquanto seres humanos, ainda que elas tivessem cometido erros terríveis. Daenerys sentiu isso ao se deparar com um filho pedindo para enterrar seu pai num funeral adequado. Ao ser questionado onde seu pai estava, ele disse: "Empalado na entrada da cidade", detalhe: o referido pai era um nobre que havia concordado em empalar uma centena de crianças, as quais não tiveram funeral adequado. A rainha então fica numa situação complicada, como ser justa mas ainda assim mostrar que puniu aqueles que foram cruéis? Por vezes se retribui injustiça com clemência, mas ela tentava a todo custo ser equilibrada com relação a isso e fatalmente por vezes precisava retribuir injustiça com justiça. Mesmo que essa justiça machucasse uma parte de seus súditos.


5. Se um pai ou mãe tem um filho predileto, todos notam

Jamais me esquecerei de Tyrion dizendo a seu irmão mais velho: "Você pode perder uma mão, matar um rei, fuder com a própria irmã, ter um filho bastardo e ainda assim vai continuar sendo o filho de ouro". Com uma declaração assim, nota-se o quão deficiente pode ser a relação de pais e filhos. Claro que quando pais tem mais de um, é natural que por personalidade, ele possa se afinar mais com um do que com outro, o que é muito diferente de eleger um filho de ouro e simplesmente fechar os olhos para tudo que ele faz que possa ser errado, e o pior é que muitos pais caem na ilusão de achar que os outros não percebem essa distinção. Curiosamente, não somente é algo com filhos, já que até com filho único pode ocorrer, mas nota-se também em relações de trabalho, de escola, faculdade, ninguém está imune de conviver com alguém eleito como "garoto de ouro" de outro alguém.


6. Se você aguenta algo por muito tempo, chutar o pau da barraca pode ser um alívio.

Tyrion desafiou todo mundo quando gritou em seu julgamento, um discurso cheio de raiva, revolta, mágoa, não só contra seu pai, família e mulher amada, mas contra todos da cidade e desafiou os fatos exigindo um julgamento por combate. Ele estava cansado de fazer as coisas da melhor forma e sempre ser taxado de incapaz e olhado com comiseração, tratado com ingratidão, ele sabia que não obteria justiça de fato e chutou o balde numa cartada perigosa. Talvez no discurso de Tyrion esteja todos os nossos apertos internos e vontade de chutar o pau da barraca sem medo do que vai acontecer, por vezes se cansa de certas situações, tornando-se mais fácil botar pra fora do que engolir.


7. Nomear aquilo sobre o qual se quer mudar é uma boa forma de buscar meios de fazê-lo

Arya tinha pessoas com quem tinha contas a acertar. E para não esquecer isso antes de dormir repetia o nome de todos, era uma lista extensa mas ela não conseguia dormir antes de dizer todos os nomes em voz alta. Claro que atualmente falar nomes de pessoas que você gostaria de ver mortas não é nada saudável, mas isso pode servir muito bem para seus objetivos. Escrever e lê-los em voz alta pode ser uma boa forma de nunca se esquecer deles e se estimular a buscar formas de realizar esses objetivos e desejos, dizem que ao focar em algo que se quer muito, sua cabeça começa a formular e procurar meios possíveis que possam ser usados, é um bom exercício a ser praticado.


8. Nem sempre os que você confia farão o melhor deles por você

Isso ao longo de GoT foi uma coisa dolorida de se ver. Pessoas que até eram fiéis mas que em algum momento vacilaram feio e o pior, na hora que mais se precisava delas. Ou simplesmente traíram a confiança de quem confiava cegamente. Sor Jorah por mais que fosse totalmente devoto a Daenerys, não hesitasse em fazer qualquer coisa por ela, não foi isento de receber a devida punição por trair a confiança da rainha fazendo papel de espião, por mais que ele tenha jurado que seus sentimentos mudaram, Danny o puniu, não com a pena máxima, já que reconhecia o quanto ele tinha feito por ela, porém ainda assim o puniu com banimento, uma vez que não deixava de ser uma traição. Outro caso foi o de Bronn e Tyrion. Quando optou pelo julgamento por combate, Tyrion tinha certeza que Bronn iria lutar por ele, porém não contava que sua irmã traiçoeira prometera vultuoso casamento para Bronn em troca dele não lutar. Tyrion por sua vez não ficou com raiva, embora decepcionado, ele perdoou e compreendeu que seu velho amigo, por mais fiel que fosse, não perderia uma oportunidade como aquela, por vezes você perdoa já que percebe que o outro não pode dar mais do que aquilo, o que também não significa que você vai ficar esperando e atravessando oceanos por ele até que ele queira dar mais.


9. Por vezes subestimam alguém por ter uma aparência frágil

Muitos não davam uma temporada para Daenerys, ela era pouco mais que uma menina quando casou com Drogo, estava assustada mas aprendeu a ser forte como uma verdadeira Khaleesi, ela se tornou uma rainha poderosa, forte, temida, mãe dos dragões, impôs respeito para aqueles que a olhavam como menina frágil e submissa. Ela enfrentou exércitos, desafiou gente importante e ficou conhecida. Talisa se casou com Rob Stark, ela era mais forte do que os homens do exército achavam que ela era. Por ser enfermeira, ela via sangue, homens estripados, suturas, via gente morrer, não tinha medo nem se intimidava com grosserias dos homens, por mais que parecesse uma mocinha doce e frágil, ela tinha dentro de si uma força incrível.


10. Com Game of Thrones você percebe que sempre existiu tudo em todo lugar

Gays, lésbicas, bissexuais, assexuais, curiosos, ao ver a série a gente percebe que o argumento de "no meu tempo isso não existia" é muito furado, pois mesmo que na surdina, as coisas rolavam soltas, só eram mantidas a margem, contudo mesmo o mais nobres tinham lá suas escapadas e lados escondidos. Logo ver GoT faz você ter uma mente mais aberta.