quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Maquiagem Princesa da Terra



Oi! E aí? Como é que tá? Tudo na boa, de rocha? Finalmente a maquiagem inspirada na Princesa da Terra. Eu queria muito saber como seria a Sailor Terra no anime Sailor Moon, quais seriam suas cores, eu resisti a cor verde neste look, afinal quando ela foi vista do espaço foi dito que era azul, então coloquei isso no look. Espero que curtam!













PRODUTOS UTILIZADOS
  • PELE
- Primer Fenzza HD
- Base Ruby Rose
- Pó compacto Max Love
- Pó translúcido Cover All
- Paleta Contorno Luisance
- Paleta de 5 bases e corretivos Ruby Rose
- Paleta de blushes Fenzza
- Corretivo Avon True Color
- Creme para sombrancelhas Avon Mark
- Iluminador líquido Belle Angel
  • OLHOS
- Corretivo em creme Vult
- Paleta de 88 cores matte
- Lápis Marrom Yvys beauty
- Caneta delineadora (sem marca)
- Máscara de cílios Yalanni
  • LÁBIOS
- Batom Avon Color Trend Groselha Matte
- Batom Avon Mark Brilhante Amora Vinil


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Maquiagem Princesa de Vênus


Oi! E aí? Como é que tá? Tudo na boa, de rocha? Aqui está o vídeo com o look da Princesa de Vênus, pensei em algo bem romântico, doce, condizente com o significado de ser o planeta do amor. Espero que gostem!














A lição dos boletos



O tempo sempre passa e algumas coisas sempre se repetem, é até surpreendente que hajam surpresas. Ano após ano as histórias são as mesmas e eu sempre faço menção do assunto, contudo dessa vez algo apareceu na minha mente que não havia pensado até então: boletos.

Boletos são pedaços de papel que simbolizam uma quantia de dinheiro que você precisa pagar. Seja para um banco, seja para uma loja, ou até mesmo  um imposto, esse pedaço de papel põe sobre você o dever de uma coisa com a qual você precisa arcar. E aso não arque e como tantos, deixar pra lá, está sujeito a encarar consequências referentes, as quais podem ser muito incômodas para a vida. Desde ficar completamente impossibilitado de comprar imóveis e carros, adquirir planos de celular ou TV por assinatura até ter seus bens leiloados para quitar sua dívida.

Ter um boleto em seu nome é a prova de que você ingressou num mundo onde esse seu nome passa a importar, nem que seja para o banco. Você já tem idade para ter uma cobrança e saber que precisa honrá-la. Um boleto, mais do que a dívida, é a responsabilidade. É você saber que está devendo alguém, saber que tem uma cobrança de um dever a ser cumprido e que ao fazê-lo poderá dormir tranquilo com a certeza que ninguém poderá apontá-lo como irresponsável ou desonesto. Quitar o boleto é a pura sensação de missão cumprida e a certeza de poder usufruir de tudo que aquele valor está adquirindo. Lembrei dos boletos porque ultimamente, é bem nítida a impressão de jovens que gostam dos benefícios dos boletos mas sem ter que arcar com nenhum deles.

E tão próximos aos resultados do vestibular, algumas dessas impressões tornam-se mais evidentes. O ENEM se transformou em um Freak Show, desde o cadastro pra fazer a prova até seus resultados finais. Surgiram caminhos bem lógicos e previsíveis, que ano após ano estão lá. As polêmicas com as provas e suas questões; a redação e seu tema, fatalmente criticado ou exaltado, dependendo qual for e qual a abordagem; o show de memes com relação aos atrasados, fora as notícias de atrasos por motivos ridículos; a exaltação com relação a um curso de nível superior que para muitos é a opção de uma vida melhor; para outros é um meio de opressão; e lógico, mais para perto do resultado, a clichê fala de que “curso X não deve ser exaltado” ou “isso não é tão importante”.

Quando meus amigos e eu fizemos vestibular, e não faz tanto tempo, o processo era visto como um sacerdócio. Você podia ser de família mais abastada ou modesta (como era meu caso), mas vestibular era algo sério, o que podia definir ou mudar o rumo da sua vida dali pra frente. Para alguns é difícil de imaginar, porém naquela época ENEM era porcaria nenhuma, ao menos para mim que só tinha por opção universidades públicas e elas tinham seus próprios processos seletivos. Logo, era focar nelas e ir. Os que podiam pagar uma particular, faziam ENEM e além disso ser um sinalizador para a escola na qual estudavam, podiam usar a nota para ingressar se esta fosse satisfatória e a instituição aceitasse. Contudo, o ponto é que apesar de que sim, havia cansaço, crises de choro, raiva e depressão, para muitos era o caminho para o reconhecimento e maiores possibilidades na vida adulta, o que inclui independência dos pais, aquelas pessoinhas com as quais muitos fazem questão de dizer que não se dão bem por inúmeros motivos.

Voltando a atualidade, existe todo um imaginário em torno do ENEM e das pessoas que o fazem. Sem mencionar a questão de passar ou não, há as críticas ao processo e às próprias pessoas. Sempre há as alfinetadas com relação aos ditos “cursos superestimados”, em muitos casos não levam em consideração que os que prestam talvez se esforcem de tal forma e queiram tanto aquela profissão que quando a aprovação vem, fazem mesmo questão de demonstrar essa felicidade. E que não necessariamente implique que os outros cursos sejam inferiores ou de menos importância, afinal como eu ouvi “Não existe só um profissional no mundo”. Além das críticas entre entre carreiras, sempre há o discurso dos que se deram mal ou dos que falam que se deram mal que uma nota X só dá para ser atendente de McDonald’s ou embalador. O que na minha opinião é algo bem contraditório, em parte porque há universitários que matariam por uma vaga, inclusive há os que deixam currículo e nunca são chamados. Isso sem contar no fato de que seja atendente ou balconista ou médico, o salário proveniente desses trabalhos possibilita o pagamento dos famigerados boletos, não importa se o valor dele é 2000 ou 200.

O que se quer dizer com tudo isso é que muitos garotos e garotas vivem hoje com a vibe de quem nunca vai precisar pagar um boleto na vida, achando que nunca vão precisar enfrentar esses papéis ou que sempre haverá alguém pra bancá-los. Nem entrando no mérito de passar ou não no vestibular, mas muitos olham a vida adulta como algo distante e até chato. Alguns pensam que não adianta tanto trabalho se não há tempo para aproveitar, todavia mal sabem que é muito mais fácil fazer malabarismo com o tempo do que com boletos não pagos ou grana curta, e na prática, na chamada “vida confortável” com direito a diversão, comprinhas e plano de saúde, é impossível viver sem ter que encarar eles uma hora.

Pra quem conseguiu passar no ENEM, dou os parabéns. Aos que não, tenho certeza que boa parte não foi por desleixo ou irresponsabilidade, mas outras circunstâncias e cabe a mim dizer que uma vai dar. Aos que tem consciência de que o vestibular ajuda mas isso não isenta você de arregaçar as mangas e se mexer, com ou sem ele, dou mais parabéns ainda, isso é uma concepção que falta em muitos, acredite, não é romantizar sofrimento, é cair a ficha de que sua vida deve estar em suas mãos. E para os que dizem que não vale a pena, que pode esperar ou que não é importante, há coisas que não se ensina. E não se pode ensinar como independência, emocional e financeira, é valiosa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Moda Harajuku: algumas inspirações


"Por que você vai fantasiada assim?" Quem tem um estilo ou é adepto de um estilo dito incomum sempre escuta algo assim. Pra começar, quando escuto ou lembro desse tipo de fala que quase sempre é seguida daquele olhar meio perplexo, só penso naqueles apresentadores do Esquadrão da Moda que se enchem dizendo que isso ou aquilo é bom. Nesse ponto, fui bem agraciada, já que um dos calos do programa são roupas de trabalho. A roupa que eu vou não é a que eu uso no ambiente em si, por questão de segurança.

E minhas roupas de trabalho propriamente ditas não são o que se chama de roupa bonita. São peças de brim grosso, manchadas, rasgadas (ocasionalmente), nunca do tamanho certo e comumente remendadas com esparadrapo. Só isso quebraria as pernas dos dois apresentadores ao meio. E confesso que sentiria prazer em ver isso. Contudo voltando ao estilo, por vezes ele não é "cafona" ou "estranho", apenas se encaixa em conceitos que não são muito conhecidos. Por experiências próprias, sou adepta a estilo do Harajuku, em especial Visual Kei com traços de Oshare Kei.

Harajuku é o nome popular para uma área ao redor da Estação Harajuku, em Tóquio, Japão. Conhecida principalmente como ponto de encontro de adolescentes, suas ruas são cheias de pessoas com os mais variados estilos assim como lojas específicas de roupas para o mundo jovem. No Harajuku se encontram alguns estilos como a moda Lolita (se vestir como uma boneca), Gyaru Kei (inspirado nas garotas americanas), Decora Kei (super colorido cheio de acessórios decorativos), Visual Kei (também chamado de visual rock, com influências da cultura punk, gótica e glam), Oshare Kei (parecida com o Visual Kei, porém com inclusão de elementos mais fofos e coloridos) e por aí vai...

Logo, é um pouco complicado explicar para as pessoas, especialmente quando não querem entender que só porque um estilo não é visto comumente não significa que não exista. Aqui no norte tenho a impressão que as coisas se complicam, uma vez que as referências de estilo que foram difundidas foram a Joelma, a Gabi Amarantos e a Ritinha, umas versões bem escrachadas ou distorcidas das caboclas que vivem na beira dos nossos rios, afinal, nem mesmo elas andam de saiote de carimbó 24h por dia ou com a barriga e os peitos de fora na cidade.

Tudo que é diferente sempre vai chamar atenção, o que talvez seja o fator decisivo é como os outros vão expressar essa atenção dada ao diferente. No Japão, ao se difundir a popularidade do bairro Harajuku, os jovens se sentiram a vontade para poder usar livremente seus acessórios e roupas. Daí foram aparecendo outras coisas, outras vertentes tal como as próprias lojas, para se espalhar pelo mundo foi um pé. Aqui no Brasil, já existem eventos específicos dos estilos fora os adeptos que adotaram os estilos para o dia a dia.

Ser Harajuku é ser criativo, promover combinações, algumas vertentes tem semelhanças com estilos de outras tribos urbanas em cores e acessórios. Lógico que muitos looks não podem ser usados em absolutamente todos os ambientes, como por exemplo, trabalho. Contudo, sempre sempre se pode incluir algumas peças e acessórios, algo que caracterize ou que faça lembrar o estilo no qual a pessoa está inserida. Algo como o que os góticos chamam de "gótico executivo", onde eles permanecem com seu típico preto porém em peças formais. Então, aqui vão algumas inspirações que remetem a moda harajuku nas quais eu me baseio para construir meu estilo próprio. 


1. Leslie Burkes - Ponte para Terabítia
Leslie era uma menina super imaginativa, que não precisava de muito para viajar criando mundos. Uma menina assim tem que ter um estilo super divertido e colorido. O corte de cabelo é super descontraído, ela usa roupas de cores diferentes, de tons opostos como azul e rosa, all star de cano médio e meias listradas, fora as bolsas cheias de briches e chaveiros. Leslie usava mangas longas também listradas e pulseiras. O visual dela dentro da moda Harajuku sugere o Decora Kei, uma vertente que envolve várias sobreposições, acessórios variados, misturas de estampas e cores, sobreposições coloridas e elementos fantásticos e decorativos.






2. Nosferotika - Youtuber
Ela é assumidamente gótica, uma youtuber conhecida por divulgar a subcultura como mostrar variados outfits no estilo e peças curinga de seu guarda roupa que podem ser usadas no verão, inverno, em todas as ocasiões e peças de baixo custo. Além disso ela dá dicas de maquiagem e esclarecimento sobre a subcultura. Existe muito da influência da cultura gótica e bandas dos anos 80 em um estilo harajuku chamado Visual Kei. Há muitas estampas nesse estilo que incluem estampas xadrez de cor preta, os acessórios pesados de metal, tachas casacões e roupas com rasgos. Nosferotika acrescenta peças bem características como corsets e coturnos de salto pesados. Ainda dentro do Visual Kei existe uma ramificação chamada Oshare Kei que dentro do estilo acrescenta elementos de cores mais amenas e até fofos, que quebram o visual pesado e escuro.








3. Lana Burns e Milho Wonka
Eles também são assumidamente góticos. Casaram de preto inclusive, o que definitivamente tem todo o meu respeito e admiração. Em alguns vídeos de estilo e fotos, eles mostram algumas peças que costumam usar. Embora simples, eles misturam o básico, como camisetas e botas, assim como o sofisticado, tal qual casacões e coletes. Milho tem por sua marca registrada uma cartola estilo vitoriana; Lana usa longos cabelos negros e ambos são adeptos de piercings e tatoos. Por incluírem algumas peças de cores mais amenas e estampas coloridas e com detalhes claros, em específico Lana, pode-se dizer que predomina o Visaula Kei mas há raios de Oshare Kei. Os dois fizeram ensaios com roupas antigas mas mantendo aquela áurea gótica e dark, um estilo que vale a pena conferir.







4. Gwen Stefani
Ela fez uma música falando das Harajuku Girls e não foi a toa. Segundo entrevistas, ela ficou apaixonada pelo estilo e pelo modo como essas meninas combinavam suas peças. Em seus clipes do álbum intitulado assim, dá pra notar como Gwen usa sobreposições, combina elementos, mistura peças de diferentes texturas, há pontos de vários subestilos, desde o Gyaru Kei que remete às garotas americanas elegantes da sociedade até elementos do Decora Kei, com peças decorativas e meias.






5. Tina - Malhação Viva a Diferença
Na temporada de Viva a Diferença, havia uma moça oriental, que trouxe um pouco desse mundo do Japão. Tina adorava roupas que remetiam ao uniforme japonês, o estilo Kogal Kei, gostava de estampas características e em uma fase posterior, usava jaquetas diferentes, meias 7/8, diferentes texturas. Ela oscilava entre o Decora Kei e o Kogal Kei, os cabelos eram sempre coloridos com cores diferentes e ela não tinha medo de mudar.







6. Keila - Artista paraense
Keila pertence a um estilo musical que mistura batidas eletrônicas e os shows normalmente são regados a muita luz colorida e piscante. Ela usa roupas de cores neon, com texturas que lembram plástico e um visual mais futurista. Usa cores também neon no cabelo e mistura tons pastéis, o que se encaixa perfeitamente no Uchuu Kei, possui uma temática espacial ou relacionada à alienígenas. É comum o uso de tecidos metálicos, holográficos ou neon, em suma, é um visual que remete sua imagem a alguém de outra galáxia.








7. Chaoko - Youtuber
Chaoko é uma youtuber espanhola que transborda personalidade e originalidade com sua maneira de pensar, vestir e aproveitar a vida. Adoradora de games, acessórios divertidos e um modo super original de se vestir, ela adota o visual  a maior parte do tempo. Lógico que pela excentricidade extrema, sempre recebe as típicas perguntas se está fantasiada e se de fato se veste assim por um personagem, ela responde simplesmente que está vestida como ela mesma, inclusive é uma dica que dá: ouse ser você mesmo. Creio que ainda que o visual de Chaoko não seja de todo fácil adotar no dia a dia, ela dá grande exemplo de que você não deve ter medo de usar o que quiser. Dentro do Harajuku, o estilo dela se encaixa no Cybergoth, um estilo  inspira dono movimento com temática Pós-Apocalíptica com toques góticos e de tecnologia avançada. Os elementos normalmente são  roupas pretas em conjunto com cores neon, botas plataforma, corsets, máscaras de gás, óculos do tipo goggles, maquiagens super carregadas, cabelos coloridos com dreads sintéticos. Chaoko consegue pegar esses elementos do Cybergoth e ainda mesclar com o Decora Kei, o resultado é excêntrico, mas muito fofo de se ver.