segunda-feira, 30 de março de 2020

Childfree: frases errôneas refutadas


O termo Childfree deriva do inglês e em sua tradução literal significa "livre de crianças". É um movimento que nasceu com aquelas mulheres e homens que não desejavam ter filhos, casados ou não. Acrescentou-se também a essa ideia alguns estabelecimentos que eram direcionados para consumidores sem filhos, tal como hoteis e restaurantes. Claro que a primeira vista isso parece algo bem excludente, uma vez que crianças são parte de uma sociedade, responsabilidade primária de quem as gerou, mas ainda precisam conviver com a sociedade para crescerem adultos sociáveis. Não há problema em não querer ter filhos, isso é uma escolha. Muitos seja pelo cursos da vida, incluindo trabalho, carreira ou outros objetivos, vão deixando essa ideia de lado, como uma não prioridade.

Outros simplesmente não sentem essa vontade mesmo, seja por não conseguirem se dedicar a algo ou alguém, seja porque não se sentem a vontade com crianças, ou simplesmente não tiveram as condições que consideraram ideais para ter um filho e ficou tudo bem não tê-los. Todos esses argumentos são válidos, assim como os estabelecimentos que miram nesse público; levar uma criança pra ver o Fred Krueger ou para uma boate tarde da noite hoje não é exatamente o significado de atitude responsável. Não existe nenhuma rugosidade em não se ter filhos ou não querer tê-los, o problema é quando isso vira outra coisa. Não raro ver moças exaltadas em grupos clamando por aborto legalizado, outras inclusive chegam a fazer anúncios de pílulas abortivas dizendo que odeiam crianças. Esse ódio quase sempre se estende ás mães delas. Tudo isso transvestido de uma indignação por não serem aceitos em sua escolha, muitos apresentam visões sensatas outros apelam pra baixaria e pura birra. Lógico que o outro lado nem sempre é fácil. Muitas mães por despreparo e falhas educacionais acabam relevando suas próprias falhas, confundem superproteção com educação e em nome dessa maternidade, atacam quem quer que seja. 

Nesse meio quem está certo? A resposta talvez seja todo mundo. Pelo menos os que se dispõe de sensatez, de educação, de compreensão com o outro lado e definitivamente quem não se acha melhor do que o outro por causa do fator "filhos". Tê-los ou não são uma forma de ser feliz, de se sentir feliz com a experiência; quem se dispôs a ter filhos e quem os aceitou, se abre a viver isso, com tudo que acarreta, seja momentos alegres ou de dificuldade. Os que escolhem não ter, também devem ser felizes a sua maneira. O que não vale é um se achar melhor ou mais vantajoso que o outro, já dizia Paulo Coelho: Uma coisa é você achar que seu caminho é o certo. Outra bem diferente é achar que ele é único.

Todavia, nesse meio de páginas, muitas com ódio em maior ou menor grau, é bem comum vermos frases ditas numa tentativa de mostrar superioridade. Fora os xingamentos a mães e seus filhos, como parideiras e catarrentos, não é o que se pode chamar de pessoas educadas. Por isso, aqui vão algumas frases ditas erroneamente, mas que podem mostrar muito sobre quem as diz.


1. Filhos não são garantia de companhia
De fato, filhos não são garantia mesmo de companhia ou de amor. Na verdade, a própria família ou casamentos não são garantias de afeto, e muitos enquanto filhos não são de longe garantia alguma aos pais. Embora deva-se ressaltar que não ter ninguém é garantia 100% de não ter companhia ou cuidados. Muitos mencionam a velhice, é um ponto delicado, uma vez que por mais modernos que os idosos estejam hoje, há um ponto da vida que cuidados e vigilância são necessários. Filhos e família nem sempre caminham de uma forma caridosa, amorosa, valorizando seus membros dispondo-lhes cuidados e amor, porém nada impede de se tentar cultivar o melhor possível. É a velha premissa de que amor é algo que se dá de graça e por graça, se o recebe de volta ou não, é responsabilidade do outro, sua parte você o fez. Com relação a filhos, no momento em que se os tem, os pais em sua maioria pelo menos dispõem cuidados, sentimentos. Por vezes se questiona a função de um filho, e é exatamente essa: a de fazer alguém descobrir o quanto se pode dar amor a outro sabendo que este outro não lhe pertence, dar valores e continuar amando ainda que sabendo que este alguém poderá ir embora. Por mais que se diga que o dar amor pode ser para estranhos, animais, a doação para um filho é sempre de uma nuance diferente. 


2. Quem é mãe tem inveja das childfree
Sempre achei isso bem piegas. Muitas childfree mencionam que as mães tem inveja porque ao se ter uma criança, segundo elas, as mães tornam-se feias, desleixadas, pobres e estressadas. Sempre digo que ou não devem conhecer muitas mães ou não tem muita noção do que a palavra "organização" e "planejamento" significam. Daí o sentimento de que as mães são seres desprovidos de alegrias, que se forçam a tê-las apenas nos filhos e lutam para convencer o mundo de que eles são bons mesmo detestando-os. Esse discurso mostra certa petulância, como se as childfree se achassem muito superiores em todos os sentidos, pensando que as mães são algum tipo de escória. Porém talvez não realizem que há mães (e não são poucas) que tem bons empregos, com cargos de liderança em empresas e em casa, maridos bonitos, são bonitas de corpo e caráter, de quebra com filhos e bolsas Louis Vuitton originais. Certa vez a Record passou uma reportagem sobre mulheres que não querem ter filhos, não faltou quem dissesse que foi tendenciosa. Eu até concordo, mas indiscutivelmente a favor das childfree. Afinal, mostraram estas como sendo mulheres jovens e bem sucedidas, em apartamentos e casas elegantes, viajando e malhando, ao lado de maridos empresários e ricas, ao passo que a mulher que queria ter filhos, sequer tiveram trabalho de maquiá-la para a matéria, tem uma aparência mais maltratada, com aspecto simples e humilde, casada com um homem também simples, em uma casa comum. Ou seja, dá a entender que filhos acabam com sua juventude e com você. Se fosse uma mulher mãe, com alto cargo profissional, linda ao estilo Lady Kate que não são exceções, aí sim, eu acharia justo. 


3. Eu não gosto/odeio crianças
Essa é uma fala com a qual se deve ter certo cuidado. É perfeitamente compreensível que não se goste de um determinado grupo de pessoas, é uma liberdade que se tem, embora o modo como se maneje isso, incluindo tratar tal grupo de forma hostil seja escolha e responsabilidade do indivíduo. Muitos afirmam que não gostam de crianças malcriadas e mal educadas, sendo perfeitamente compreensível, filhos assim denotam pais igualmente imaturos. Deve-se dizer que adultos mal educados, que um dia provavelmente foram crianças mal educadas, são também um sério problema, o que tem de maloqueiro que constrange todos seja em qual for o ambiente não está no gibi. Todavia, muitos pegam esse argumento de "não gostar" e o transformam em uma disseminação gratuita de ódio e adversidade. Não faltam páginas que acham engraçado chamar crianças de "praga", dizer que as mães são um estorvo, postam figuras de crianças sendo arremessadas, como sendo engraçado, fazendo isso com total aval de seus seguidores, sem remorso algum. O maior problema nisso tudo é que a sociedade é pautada em relações e aprendizados decorrentes deles, não se pode exigir de alguém um aprendizado se não o colocar em confronto com algo que o proporcione, logo não se pode exigir um comportamento social de uma criança se ela é criada num contêiner. É bom se exigir dos pais, já que é deles a responsabilidade. O maior problema ainda é o ódio motivado pela aversão, não esqueçamos que muito ódio já foi destinado a outros grupos e por esse motivo, eles foram privados de coisas básicas que a sociedade devia lhes conferir, sendo o respeito a principal. Muitos tem essa noção distorcida, por isso fazem e falam coisas sem se dar muita conta do quanto pode ser nocivo. Não gostar é um direito, desrespeitar é uma escolha. Sabem quem também odiava crianças? Mengele. Se procurarem por ele vão ver que também tinha o apelido "carinhoso" de Anjo da Morte. Ele odiava tanto crianças de outra religião e as considerava tão repugnantes que não se importava de colocar clorofórmio nelas, de costurar gêmeos pra ver se sobreviviam, de injetar bactérias nelas pra ver sua durabilidade dentre outras coisas, ele também não via problema nisso. ódio é sempre perigoso por causa do que ele gera: a indiferença. A pessoa que o sente fica tão indiferente que não lhe importa o que acontece com o alvo, por isso seja com crianças ou com quem for, é sempre bom ficar com um pé e meio atrás quando alguém diz que "odeia tal grupo", o ódio é sempre o que é, muda de nuance mas é sempre o mesmo, o que se faz em nome dele sendo mais ou menos grave só depende da oportunidade e permissão.


4. Não quero ter responsabilidade com ninguém
Responsabilidade é caráter ou estado de ser responsável por si e pelo outro. Diz respeito em assumir ações, tomar pra si tarefas, seja em prol de si mesmo ou do próximo. Quando escuto childfree dizendo que não tem filhos porque não querem ser responsáveis por ninguém, imagino um repolho. Afinal, um repolho veio de um lugar qualquer e vai pra um lugar qualquer, ele não tem laços com absolutamente nada, logo, nada de responsabilidade com nada da mesma maneira. O ser humano enquanto ser social que é, talvez seja o único na natureza que não foi feito para viver isolado, ainda que muitos se esforcem. Você sempre veio de algum lugar e muito provavelmente sentirá vontade de pertencer a algum lugar, seja através de relações com família, formando nova família, convivendo com pessoas diferentes. E nisso indiretamente se cria certa responsabilidade, uma relação cruzada de se importar com o outro e na medida do possível fazer algo por ele. Ou seja, alguém pode não ter filhos nunca, mas terá pais. E numa hipótese de haver piedade filial, haverá o sentimento de responsabilidade para quando os pais tiverem idade e limitações, um sentimento que impulsiona filhos a quererem cuidar e proporcionar a estes pais o melhor, dando-lhes descanso na velhice em agradecimento ao que deram, a menos que os abandone por quererem se abster, aí serão childfree e parentfree. Se não tiver pais, poderá ser uma relação de casamento. Num mundo ideal as pessoas tem noção de que companheirismo não se resume somente a momentos bons, mas momentos em que a responsabilidade de cuidar fala mais alto, de se estar do lado, mesmo com dificuldades ao invés de simplesmente abandonar, como se vê em casos de doença e inutilidade. E mesmo que a pessoa tenha relação somente com animais e amigos, muitos precisam dispor energia, gastos materiais da mesma forma como quem tem filhos o faz. Logo, isso de não ter responsabilidade com ninguém fura. Porque ainda que a pessoa se esforce e consiga ser uma ilha, ainda terá que ser responsável e gastar consigo mesma.


5. É egoísmo colocar mais um ser neste mundo
A definição de egoísmo é clara: "amor exagerado aos próprios interesses a despeito de outrem" ou "exclusivismo que leva uma pessoa a se tornar como referência de tudo", portanto quando se pensa nisso, é meio contraditório achar que mães são egoístas nesse sentido. Afinal, o ser humano de todas as espécies no mundo é o único que quando filhote não consegue sobreviver por conta própria, os únicos lugares onde isso foi possível foi no filme do Tarzan e do Mogli, ainda com ressalvas porque a gorila e a loba ajudaram muito. Quando se é mãe, a tendência é que se doe, de uma forma que o filho vem em primeiro lugar, assim não se trata de um capricho ou vaidade, pois que capricho exige de você abdicação de muitos conceitos? E ainda mais, exigência de aprendizados, que é uma das coisas mais difíceis de se desprender. Com relação ao mundo, tal como ocorre como adultos, ele já estava aqui antes e muito provavelmente estará quando nos formos, chega a ser meio arrogante achar que nós, na nossa existência breve vai causar alguma cócega no mundo, mesmo as figuras mais ilustres dele se tornaram histórias em livros, foram sucedidas por outras. Então, talvez o verdadeiro egoísmo não tem a ver com colocar filhos num mundo que consideramos cruel, mesmo porque muitos se esmeram para dar filhos bons a esse mundo, mas não se abrir para aprendizados que nos acrescentem (com filhos ou não) MESMO ele sendo cruel.

6. Filhos atrapalham, você perde muito, eles não são bênçãos
Toda mudança na vida exige de quem se dispôs a mudar. Numa certa novela, uma personagem disse que filhos dividem e não somam. Quando as childfree falam isso, normalmente num tom ofensivo, provavelmente acham que estão descobrindo a pólvora, como se quem tem filhos não saiba que vai precisar se readaptar em muitos aspectos por um tempo. A questão do sono e os gastos são reais sim, contudo não são eternos. A questão do planejamento e organização entram em peso aqui, coisa que devia existir inerente de se ter filhos ou não, afinal, uma pessoa pode gastar o dinheiro das contas num cassino, tornando-a tão irresponsável quanto pais que não provém o necessário a seus filhos. Hoje já se sabe que mesmo os que não os tem podem gastar até mais do que pais, pois optam por coisas mais caras. Os pais não negam que filhos gastam, mas muitos o fazem com prazer porque se sentem bem se dedicando dessa forma, já disse que a dedicação a um filho é de uma nuance totalmente diferente que qualquer outra, não pior ou melhor, mas muito diferente. Só ressaltando, que com o velho planejamento que falei, há pais que conseguem ter os mesmos momentos de prazer que outros que não tem filhos, só que acrescidos deles. Caso contrário, não se veriam crianças falando de viagens com os amiguinhos da escola...

terça-feira, 24 de março de 2020

Éramos Seis: As Lolas de antes e as de hoje


Talvez poucas histórias sejam tão atuais e sirvam para todas épocas quanto Éramos Seis. O motivo para tal provavelmente esteja no fato de que a história se pauta na família e no que ela enfrenta de dificuldades e desafios, logo a menos que você tenha nascido do repolho com certeza sabe como uma família funciona e como é composta.

Éramos Seis é um livro que começa na década de 20 e termina por volta da década de 40. Conta a história de uma família de seis pessoas que com os revezes da vida vai se esvaindo até sobrar somente a matriarca. Aliás, a história é toda contada do ponto de vista da personagem principal Lola. A mãe, a esposa, a dona da casa que viveu para a família e nunca se importou em se sacrificar para tal. Por ser um enredo simples, é facilmente adaptável, não surpresa que tenha tido pelo menos 4 versões de novelas com a história, tendo diferentes atrizes ao longo das décadas no papel principal. Contudo, ao que parece, pela primeira vez em 77 anos, Lola não terminará do modo trágico que todas as suas antecessoras.

Dando um breve resumo, ela tem quatro filhos e era casada. Com o passar dos anos, o maior sonho era terminar de pagar o financiamento de uma casa, o marido Júlio trabalhava bastante em uma loja sendo sempre explorado enquanto ela tricotava. Com o avançar dos anos, ela fica viúva, os filhos crescem, um deles abandona os estudos para ajudar na casa e todos tem personalidades bem distintas. Seguem a vida com as dificuldades e tentando pagar o que resta da casa, porém é notado que apesar dos filhos perto, tirando o mais velho (que morre em determinado ponto) não se sente o ar de família por parte dos outros. Isso fica bem notório conforme vão crescendo, passam a ter diferentes interesses e não medem esforços para consegui-los.
Tendo isso em evidência, lógico que a mãe vai sofrendo ao longo da história com o apartheid dos seus rebentos, ainda que a personagem no livro em termos de idade não seja tão idosa, a história faz parecer uma mulher com seus 50 anos dar a entender que está no fim da vida, dado o cansaço, o peso dos anos, as lutas... Lola vê toda sua família se acabar até que sobra apenas ela, solitária em um pensionato de freiras, como se nunca houvesse tido uma família. Lógico que nas versões anteriores, isso cabia perfeitamente, os costumes e visões eram diferentes, a pirâmide etária do país era outra também, de modo que se com 20 anos sua vida já estava estabilizada, com 60 você já era um ancião, o que não ocorre mais e de longe exige outro final para a protagonista hoje.

Não é spoiler nenhum dizer que Lola não terminará só. Seria crueldade e totalmente não condizente com a realidade. As senhoras de hoje ao verem seus filhos criados, viúvas ou não, possuem algo que naquele tempo era quase inexistente a essa altura da vida: Perspectivas. Hoje, elas possuem atividades diversas, dança, artesanato, viagens, fora a própria confraternização com outros de sua mesma faixa etária, fazendo com que a juventude ainda permaneça, apenas possua outra nuance, mas proporcione uma saúde e vida longa. Isso a 50 anos atrás só de se imaginar pareceria chocante aos olhos da sociedade.

Prova disso são atitudes dos filhos de Lola na recente novela que se antes eram mais relevadas, hoje dificilmente passam sem reprovação severa, fruto também dessa mudança de perspectiva sobre as mães e seu papel. Lola se dedicou a família, passou por duas mortes dolorosas e viu seus filhos que sobraram seguir caminhos diferentes, nem sempre tão aprováveis assim. A filha se uniu a um homem desquitado, sem aviso. Um virou marinheiro saído fugido do país. O caçula que por costume muitos tem como o que sempre estará perto dos pais, foi o que se revelou mais fraco nesse sentido. Por ser o mais ambicioso por dinheiro e bens, Julinho recebe uma proposta para ser sócio da loja na qual trabalha, a mesma que seu pai recebera antes dele. Já envolvido com a filha do dono, ele precisa de capital para a sociedade, mesmo morando em outra cidade e com contato bem espaçado, ele recorre a mãe pedindo ajuda e sugere que ela venda a casa, seu único bem que levou a vida para pagar, para conseguir o dinheiro. 

Existe na minha terra uma expressão chamada "Gigolô de mãe", gigolô é no sentido que se sabe: aquela pessoa que se aproveita de outro principalmente no sentido material e estendido no sentido emocional. No caso de mãe, a coisa fica mais séria porque o indivíduo utiliza do amor e afeição maternos para conseguir as coisas, quando devia por moral dar. É exatamente isso que vemos Julinho fazer, seja no livro seja na novela, falas como "Eu sou seu filho", "Me ajude", "Não me decepcione", "Vai ser melhor", "Não quero acabar como meu pai" são comumente utilizadas para que ele enrede a mãe e convença Lola a vender sua casa e dê o dinheiro a ele, a irmã mais nova também teria seu quinhão após a negociação. Sob forte argumentação, Lola cede e vai morar com o filho na casa da família da nora em outra cidade, longe de tudo que conhece e de seus amigos de anos, que o filho faz questão de dizer que ela não mais precisará uma vez que terá a "família" por perto. 

Família essa que por ter uma condição financeira diferente, a humilha constantemente. A nora a coloca pra dormir no quarto dos fundos, demonstra chateação por ela ser simples e fazer coisas na casa, no casamento corta o bolo após a sogra sair, e o filho nesse meio, fica ao lado da família da esposa, cobrando que a mãe se adapte. E como grande acomodado e sem ação que é, permite que a mãe siga sendo subjugada como ele próprio o é, mesmo que sócio e casado com a dona da casa. O cúmulo foi quando a esposa o convence a mandar a sogra embora para a casa da cunhada, dando a ela uma passagem só de ida de "presente" durante o jantar, tudo sob o silêncio e cabeça baixa do marido Ou seja, a mãe foi útil para vender sua casa e ser afastada dos amigos, mas sequer merece uma palavra de defesa por parte dele. Conheço pessoas que por uma mãe, se divorciariam por muito menos, ou melhor, sequer chegariam a um matrimônio. Lei do retorno ou não, fato é que este personagem amargará sua ambição porque mesmo tendo uma mansão, carro e tudo que o dinheiro pode comprar, terá que conviver com uma esposa mimada e mesquinha, sendo sempre colocado como golpista e tratado como inferior. 

Hoje embora exista, seria difícil ver uma mãe agir como Lola. Se desfazendo de tudo que tem, de modo impetuoso, para se subjugar a uma nora e suportar maus tratos. Lógico que questões de aposentadoria e previdência faziam diferença naquele tempo, como as pessoas mais velhas não tinham muitas opções de sustento, acabavam se submetendo a situações humilhantes por parte de filhos, noras e genros. Muitas viviam o relógio ao contrário, ao invés dos filhos, a exemplo de Julinho que ficou rico darem todo conforto e poupá-las do trabalho, ainda lhes tiram o pouco de paz e alegrias dos anos que restam. Mesmo que isso ainda ocorra atualmente, permanece sendo uma situação indignante.

A boa notícia é que o fim de Lola nesta versão de Éramos Seis é um lampejo de esperança e deixa o coração de mulheres como ela bem quentinho. Pois pela primeira vez, vai se ver a personagem tendo um final feliz, confortante e real. As mulheres como ela que já tem filhos criados e muitos desgarrados mesmo que o vazio esteja em seus corações, afinal filho é filho, não param suas vidas. Muitas conseguem ter um novo amor, alguém para terminar os dias de modo mais terno. Antes muitos filhos não aprovariam, fruto de uma cultura machista e conservadora, em nome de honras e memórias que na prática eram só conceitos caricatos, hoje,muitos filhos defendem suas mães sim, mas defendem também a felicidade delas, não importa a idade que tenham. 

Éramos Seis e Lola mostra muito de família e como as coisas foram mudando ao longo dos anos. É gratificante ver que por mais que se tenha quebrado uma tradição, isso foi em nome de uma maior aproximação com o público. Mas se você quiser ver o original, com Lola desolada amargando sua solidão em um quartinho, as versões antigas e o livro estão aí. 

domingo, 8 de março de 2020

15 incríveis Mulheres com Espadas


Eu confesso que nunca me liguei muito em dia internacional da mulher. Nunca me liguei muito em movimentos, todavia uma coisa eu me ligo muito: a forma como as pessoas tratam as outras. E não preciso tomar nenhuma água milagrosa pra perceber quando um homem trata mal uma mulher motivado por ciúme, por sentimento de superioridade, ou o que for. Sei que atualmente a palavra "Feminismo" causa espasmos em muitos. Eu compreendo, perfeitamente compreendo. Afinal, hoje (ênfase no hoje) com a disseminação de ideias errôneas, a questão de um coletivismo que pode se tornar torpe, fora os caminhos como ele é exposto para a sociedade e para outras mulheres, é capaz de gerar muito mais aversão do que elucidação. 

Contudo, por mais que muitos não acreditem, o feminismo teve fases. E em sua fase original, possuía a firme ideia de que as mulheres eram iguais aos homens. Uma declaração datada da Revolução Francesa, referia dizeres de que "a mulher possuía direitos naturais iguais aos homens" e por isso podiam participar da Revolução e dos processos, ou seja, elas não deviam ser subjulgadas, menosprezadas ou desvalorizadas. O Feminismo tem por raiz a ideia de que ambos são iguais em direitos e deveres, sem privilégios ou benefícios. Foi o caso de pessoas como Elizabeth Blackwell, a primeira mulher a se formar e exercer a medicina nos EUA, a primeira a conseguir um doutorado, uma área na qual somente médicos se formavam, precisou lidar com a desconfiança de ambos os públicos porém não se subjulgou nem se menosprezou em suas habilidades. Daí muitos por mais que acreditem nessa ideia e admirem, dizem que não gostam do feminismo, é como dizer que gostam de torta alemã mas não gostam de chocolate. Com essa ideia na cabeça, comecei a me remeter a um som peculiar.

Tilintar. Vocês sabem o que significa? Tilintar por definição é produzir som metálico. É o som que sinos fazem quando batemos neles, quando moedas chacoalham ou quando as chaves mexem. É um som diferente porém curioso. Desde sempre gostei desse som de tilintar, acho que é porque esse é o mesmo som que espadas e escudos fazem. Seja em filmes, livros, séries, essa coisa de luta de espadas me pareceu super empolgante, até porque quando espadas estão envolvidas, normalmente é dentro de uma batalha, seja com outros ou com relação a um objetivo próprio.

Espadas tem algo de muito nobre, muito honrado, bonito eu diria. Daí o fato de que uma espada por si só já é linda, na mão de uma mulher torna-se inusitado e excepcional. Lógico que é um objeto "pesado", meio grosseiro que contrasta com a doce natureza feminina, todavia é fato que muitas mulheres de variados povos foram instruídas sobre como usar uma espada, muitos juram de pés juntos que não, dada a história do mundo e em como o homem era o que ia para as guerras e blá, blá, blá, mas usando um pouco a lógica, muitos povos também ensinavam as mulheres a se defenderem justamente porque eram elas que ficavam sozinhas com crianças e idosos, precisando proteger seu lar.

As chamadas "Damas do Escudo" tão citadas em séries como Vikings demonstram isso, embora muitos também por orgulho ou por não acharem possível juram que elas não existiram. Não querendo parecer feminista fervorosa, mas ninguém é burro, sabemos que fisicamente uma mulher é menos forte que um homem, isso é coisa de milhões de anos de evolução e vai ser sempre assim, todavia, não significa que uma mulher não possa se aprimorar nesse sentido e tornar-se melhor. Provavelmente por pensarem assim, que mulheres espartanas faziam exercícios físicos durante a gravidez visando filhos saudáveis e um parto seguro. Ao passo que as Atenienses, ficavam bem quietas, em todos os sentidos.

Lógico que quando se fala em mulheres fortes, em como adquiriram força e notoriedade ao longo dos séculos sempre parece tabu. Contudo eu queria saber como muitos reagiriam ao saber que em séculos passados, a mulher e por conseguinte, mães, avós, esposas eram consideradas menos que um boi. Sim, palavras ditas por autoridades, de que Deus havia criado tudo e amava todas as suas criaturas, embora as mulheres merecessem menos amor e tinham menos valor que os (idiotas) bois. Lógico que hoje as mulheres conseguiram espaço, serem vistas como algo maior, hoje não empunham espadas nem escudos, nem vão para batalhas matar invasores, porém ainda é uma luta diária para sobreviver a desafios e evoluir cada vez mais. Sorte que nem todos os povos do mundo pensavam na mulher como algo abaixo de um boi e outros foram evoluindo socialmente. Por isso, aqui vão alguns exemplos de mulheres que seguraram suas espadas e foram à luta.


1. Mulan
"Seria bom ensinar sua filha a dobrar a língua na presença de homens". Mulan vivia numa época na qual a maior honra que uma moça podia dar a sua família era fazer um bom casamento. Só que o espírito dela era maior e mais impetuoso que isso. A personagem faz parte de um conto secular chamado "A Balada de Mulan", onde é justamente narrada a história de uma moça, que não tendo irmãos, vê seu pai velho e doente sendo obrigado a ir para a guerra. Sabendo que ele não sobreviveria, se veste com a armadura para assumir seu lugar. Os filmes mostram bem isso, com a expectativa do Live Action, vemos que Mulan é bem ativa e não tem medo de pegar em armas para defender seu país e família, mesmo sendo mais fraca e magra fisicamente, não hesitou em pegar no pesado e trabalhar duro no dever que se propôs a fazer, honrando a si mesma e demonstrando que podia fazer mais do que ser uma bonita noiva.


2. She-Ra
"Fabulosos poderes me foram revelados quando ergui minha espada e disse: Pela honra de Greyskull". Adora era uma princesa, irmã gêmea de Adam (He-Man), moça bonita e formosa, mas que quando foi necessário soube erguer sua espada e lutar. Ela fazia parte de um grupo rebelde que combatia as forças da Horda, protegendo o povo e buscando liberdade. Além de ser uma heroína, foi um ícone que inspirou muitas garotas no seu tempo, meninas que queriam ser bonitas e ao mesmo tempo fortes, valentes, corajosas e montar um lindo unicórnio voador como Espírito. Por mais que Adora parecesse frágil, era uma garota lutando por justiça e protegendo os mais fracos que necessitavam dela.

3. Éowyn - Senhor dos Anéis
Éowyn era filha de reis. Tinha medo de jaulas, que todos os seus sonhos ficassem na vontade até que a velhice aceitasse tal destino. Por mais que fosse sobrinha do Rei Théoden e irmã de um cavaleiro, ambos tentavam protegê-la, ainda que ela manejasse com muita habilidade uma espada. Quando estourou a Guerra pela Terra Média, ela se veste com uma armadura, se infiltra no exército e de quebra leva o hobbit Merry com ela. Tal atitude meio como que desafia muito na situação em questão, tanto por ela ser mulher quanto por Merry ser hobbit, considerado pequeno e incapaz de lutar. Ambos no calor da batalha mostram que conseguem sobreviver e de quebra, Éowyn salva seu tio do Rei dos Nâzgul e destrói ele na icônica cena de "Nenhum homem pode me matar!" "Não sou um homem!"

4. As Guerreiras Mágicas
Como em muitos animes, tudo começa por acaso. Três meninas em um passeio da escola na Torre de Tókio e de repente um clarão. Lucy, Marine e Enne são transportadas para o reino de Zephir, no qual são informadas que são escolhidas pela Princesa Esmeralda para protegerem seu reino. Como Guerreiras Mágicas que se tornarão, elas usam mágica dos elementos água, vento e fogo e espadas combinantes com estes e com sua personalidade. Um detalhe é que as armas são feitas de um mineral especial que evolui junto com elas, conforme suas habilidades e coragem do dono, o qual foi obtido mediante prova de merecimento. As meninas não só aprenderam as sutilezas mágicas como ficaram excepcionais no combate corpo a corpo. Numa opinião pessoal, quando criança, nunca quis ser uma princesa, queria ser uma guerreira mágica porque elas tinhas lindas espadas.


5. Beatrix Kiddo - Kill Bill
Talvez uma das imagens mais bonitas do mundo seja uma mulher com espada. E Beatrix conseguiu não só a beleza da espada como ser eternizada vestida de noiva com ela. Após sobreviver a um massacre no dia de seu casamento arquitetado por seu ex-amante Bill crendo que havia sofrido um aborto de sua filha não nascida, jura vingança contra todos os envolvidos. Para tal coisa, que seria grande, era necessário um instrumento a altura. Ela viaja até o Japão para encontrar um artesão de espadas de samurai, Hattori Hanzo. Armada, vai atrás de seus desafetos e um a um, executa sua vingança até chegar em Bill. A habilidade dela é notória, capaz de lutar contra várias pessoas ao mesmo tempo, Beatrix honra a frase que Hanzo lhe disse ao entregar a espada de samurai: "Se você um dia encontrar Deus, Deus será cortado".


6. Rainha Calanthe - The Witcher
"Eu não me curvo a nenhuma lei criada por homens que nunca pariram uma criança." Essa era uma rainha que fazia jus a sua coroa. Não só colocava o adorno na cabeça e sentava no trono, observando tudo passivamente, a rainha Calanthe pegava em armas para defender seus súditos, ía para o calor da batalha contra invasores, não á toa era chamada de Leoa de Cintra. Em uma incrível sequência, no noivado de sua filha, pega na espada para apartar uma briga entre os pretendentes, de vestido e tudo, mostrando quem mandava. Uma mulher forte que fez de tudo para proteger a neta quando a cidade foi cercada, se sacrificou demonstrando grande amor e força ao mesmo tempo.
7. Azumi
Ela nasceu no meio de um país em guerra ficando órfã e sendo acolhida por um mestre, assim como outros meninos da sua idade. O referido mestre os treinou desde pequenos na arte da espada, para que no futuro se tornassem assassinos habilidosos. Mesmo sendo a única menina do grupo, nunca foi tida como frágil ou incapaz, pelo contrário, era uma das melhores do grupo. Mostrou-se muito habilidosa e ágil como assassina, embora tivesse um lado muito doce que a fazia questionar se matar era correto e se sentir mal por isso. Viu todos seus amigos morrerem mas derrotou quem se julgava invencível. No fim, mesmo com toda a dor passada, consegue abandonar essa vida e seguir.


8. Guinevere - Rei Arthur
A Guinevere do Rei Arthur de 2004 não era uma rainha envolta em sedas, que só se sentava em um trono e permanecia lá. Ela era uma guerreira, fazia parte de um povo selvagem, da floresta. Foi resgatada por Arthur quando estava sendo torturada, partindo com ele e os outros cavaleiros. Ela o enfrentava pelo fato dele a serviço de Roma expulsar o povo bretão de suas terras, todavia quando um povo bárbaro maior e mais letal ameaça invasão, o povo dela e os cavaleiros se unem na batalha. Guinevere troca o vestido por tinturas corporais, os adornos por arco e flecha e espada, ela se mete no confronto sem medo de apanhar e bater. Talvez por esse jeito ousado que conquistou Arthur, que por sua vez a olhava com respeito e deferência.


9. Xena e Gabriele
"Numa época de deuses antigos, opressores e reis, uma terra sem lei clamava por uma heroína. Xena, uma princesa guerreira forjada no calor da batalha". Xena foi um ícone das séries do seu tempo. Uma mulher amazona, guerreira, que sabia enfrentar desafios e lutas confirme seu povo necessitasse. Logo encontra Gabriele, que treinada também se torna uma guerreira sem igual, ambas partem em uma jornada combatendo inimigos, lutando por justiça e ajudando pessoas. As duas também foram destaque no sentido de formarem um casal, coisa que fica muito clara ao longo da série, embora fosse explícito apenas no fim. Todos sabiam do clima e curtiam bastante inclusive.


10. Diana - Mulher Maravilha
Parece que a história de Diana começa bem diferente das outras heroínas. O próprio criador da Mulher Maravilha era alguém de fora do ramo, mas que ainda assim fez um trabalho muito bom. Ele quis focar em alguém que tivesse uma personalidade incrível, segundo palavras da própria Gal Gadot que a interpreta, Diana busca promover, liderança, fortaleza, sabedoria e amor, coisas que combinadas podem fazer a melhor versão de nós. Habitante de Themyscera, foi, tal como todas as suas habitantes, criada para ser forte e compassiva e não se deixar atropelar por ninguém. Essas mulheres entre espadas e escudos não seriam vítimas ou perderiam suas vidas em mãos ignorantes. Diana nasceu do barro e foi dotada de incríveis poderes pelos deuses, cresceu treinando e através de seu heroísmo provou que ser gentil e ao mesmo tempo forte usando uma espada e escudo é perfeitamente possível.


11. Arya Stark - Game of Thrones
Arya era o contrário da irmã Sansa. Enquanto esta última queria vestidos, um casamento e belos filhos, Arya queria arco e flecha, espadas e cavalgar. O pai dela, Ned Stark, respeitava as diferenças de ambas e aplaudia as habilidades da filha mais nova quando ela achava que ninguém estava olhando. Não a toa que após a morte de seu pai, ela pegou a espada que Jon Snow tinha dado e se lançou numa jornada para aprender melhor como lutar. Treinou, matou, se disfarçou de menino, aprendeu como ser "Ninguém" e vingou sua família pelo massacre do Casamento Vermelho, matando todos os soldados da Casa Frey. Como ela mesma disse, "Deixe um lobo vivo e as ovelhas não estarão seguras".

12. Lagertha - Vikings
"Ela é diferente de qualquer mulher que eu conheci, não há mulher saxã como ela. Estou encantado com ela. Uma dama do escudo. Uma guerreira. Fazendeira. Mãe... Ela é incrível". Talvez poucas frases possam descrever Lagertha tão bem quanto essa. Lógico que ser de um povo bárbaro já fazia as concepções serem diferentes. Curioso que para um povo tido como selvagem, eles cultivavam valores e costumes bem evoluídos, como por exemplo, as mulheres podiam lutar lado a lado com os homens, coisa que surpreende até mesmo a princesa da França. As chamadas Damas do Escudo são prova disso. Lagertha era esposa de Ragnar, que se lançou ao mar em busca de novas terras. Embora ambos se amassem, apareceram obstáculos. Ele se envolveu com Aslaug, engravidando-a. Lagertha considerou aquilo um insulto e humilhação e deixou Ragnar, em outros povos a esposa aceitaria calada e passsiva. Ela não só lutou pra conseguir seu reino de volta como era contra qualquer tipo de violência contra mulher, como estupros e abusos, sendo que matou uns e outros por tentarem invadi-la ou cometerem abusos. Ela tinha adoração pelos filhos, protegendo-os com a própria vida se precisasse, não se submetia ao que a oprimia nem tolerava que a colocassem como inferior, seja quem fosse. Afinal, uma mulher que se colocava a frente do perigo como qualquer outro homem merece ser olhada no mesmo nível.


13. Brienne de Tarth - Game of Thrones
"Em toda minha vida homens como você me ridicularizaram, e em toda minha vida eu venho derrubando homens como você na poeira". Brienne logo de cara era uma mulher diferente. Não só por usar uma armadura mas por ser consideravelmente mais alta e maior que as outras, de todos os seus irmãos, que morreram na infância, ela era a mais "esquisita". Segundo ela, após vários noivados desfeitos, implora ao mestre de armas para que a ensinasse a arte da espada, e conforme sua habilidade crescia, ela começou a ter autoconfiança. Com isso, acabou se tornando guarda pessoal de Renly Baratheon, ao qual devotava um grande amor. Provou seu valor diversas vezes, não só com a espada mas em virtudes nobres, como cumprir uma promessa a Lady Stark e lutar bravamente contra o exército dos mortos. Tanta nobreza de caráter rendeu-lhe uma condecoração, dada por Jaime Lannister, que finalmente a fez cavaleira real de fato.

14. Joana D'arc
Joana nasceu na França no Séc. XV, bem no meio da guerra da França contra a Inglaterra. Quando criança viu sua família toda ser assassinada pelos soldados inimigos. Pouco depois começou a ter as visões santas e receber mensagens, as quais diziam que ela devia lutar pelo seu povo e seu país. Lógico que não foi fácil convencer um exército de homens que ela, uma moça, iria se juntar a eles na batalha, com armadura, espada, lanças realizar o mesmo treinamento e de cabelos curtos,  que ela mesma cortou. Contudo, ela foi uma líder nata e chegou a comandar tropas. Mesmo tendo sido reconhecida pelo próprio rei, atraiu a inveja de outros comandantes e acabou sendo traída, o que culminou em acusações de bruxaria e sua posterior execução. Foi canonizada em 1920.

15. Maria Quitéria
Aqui no Brasil tivemos Maria Quitéria, que desde cedo não se fazia de rogada e aprendeu montaria, manejo de armas de fogo e caça. Conforme os movimentos de independência do Brasil rolavam, ela fugiu de casa, disfarçou-se de homem e se alistou no exército. Foi a pioneira ao ser a primeira mulher a ser reconhecida por assentar praça em unidade militar, a entrar em combate e foi até condecorada por seus feitos de bravura. Ela também se vestiu de homem, embora ao uniforme tivesse sido acrescentado um saiote, cortou os cabelos e não teve medo das batalhas. Ela foi homenageada em sua cidade, recebendo permissão para portar uma espada, ficou conhecida como Heroína da Independência. Ela se casou e teve uma filha, faleceu anônima, porém segundo palavras de um pesquisador, "Tão valente quanto honesta senhora". 

terça-feira, 3 de março de 2020

DIY - Unhas degradê com cores diferentes


Eu adoro fazer unhas degradê! Depois que aprendi faço de variadas nuances e cores, preto, rosa, vermelho... O conceito de degradê é claro, você começa construindo as cores de modo que deem a impressão de estar indo da mais clara para a mais escura de forma bem misturada. Só que andei pensando que um degradê com cores diferentes, dá um efeito diferente mas ainda assim muito interessante.

Material:
- Base
- Esmalte branco
- Esmalte vermelho
- Esmalte amarelo
- Esmalte preto
- Glitter prata
- Base superbrilho

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