terça-feira, 29 de maio de 2018

O Oasis é mesmo um oásis?



"Hoje em dia a realidade é uma decepção, todo mundo está procurando um jeito de fugir. É por isso que o Haliday é um herói pra nós, ele mostrou que poderíamos ir pra qualquer lugar sem sair pra lugar nenhum. Ele nos deu um lugar pra ir, um lugar chamado Oasis, um lugar onde os limites da realidade são sua própria imaginação. Você pode ser qualquer coisa, ir pra qualquer lugar. As pessoas entram no Oasis por todas as coisas que podem fazer, mas elas ficam por todas as coisas que podem ser."

O universo alternativo mostrado no filme Jogador Nº 01 parece ser um paraíso para aqueles que sempre se sentiram deslocados ou estranhos no mundo real. Pela logística, parece de fato algo incrível você ter possibilidades infinitas de aparência e efeitos. O jovem que nunca foi bom em esportes pode se tornar o Ryu do Street Fighter; a senhora que abandonou a carreira na juventude pode sentir de novo o sucesso; a vida mais miserável, seja material ou socialmente, no Oasis ganha um novo significado. Contudo, até onde isso de fato traz uma satisfação e benefícios reais?

No filme, durante a descrição do protagonista Wade, ele afirma que como a maioria entrou querendo algo mais da vida, fugindo do nada que era sua realidade, porém após uma enorme cruzada ele percebe que lá encontrou mais do que isso. Haviam coisas maiores como sentimentos, amigos, novos propósitos e ele acaba percebendo que aquele mundo parecia perfeito em sua irrealidade e ilusões, contudo o real ainda tinha vantagem pelas vantagens oferecidas, especialmente as de lidar com adversidades, propiciando aprendizados únicos.

Pensar que no futuro é possível que alguém crie um Oasis é ao mesmo tempo incrível e assustador. No filme é mostrado que ao se entreter tão profundamente com o virtual e suas maravilhas que no mundo real, as pessoas simplesmente esqueçam seus deveres e obrigações. As mães esquecem de cuidar de seus filhos, crianças não estudam, pessoas entram em depressão ao perderem seus bônus e moedas. Claro que vimos de uma forma mais sutil isso ocorrer quando redes sociais e o youtube despontaram. O advento da internet no celular obrigou várias escolas e empresas a reformular suas regras devido à grande distração que seus alunos e funcionários apresentavam ao se entreter com as redes. Mesmo na época do orkut, não faltaram reportagens alertando para o fato de que você não poderia ter contato com 1000 amigos, já que era improvável uma relação estreita com tanta gente. 

As redes evoluíram e os problemas mudaram, cisas como interações não tão próximas não eram um problema tão efetivo, uma vez que em locais como o Facebook você pode ter milhares de amigos, em outros países, se juntar com eles em grupos de gostos comuns, curtindo e compartilhando conteúdo em uma plataforma que nunca, em absoluto nunca, dorme. Daí sempre cabe o questionamento do porquê essas redes são tão atrativas e porquê muitos perdem energia e saúde por causa delas. Talvez a resposta esteja na idéia central do Jogador Nº 01, muito embora o que temos hoje seja ainda algo bem primitivo se comparado com o Oasis, já se tem as mesmas sensações e intenções: as de que você entra e quer interagir. Nem tanto pelo que é, mas pelo que pode se tornar e encontrar na rede.

Não raro vidas serem bem áridas do lado de fora, porém ao entrar nesse mundo de páginas, avatares e grupos, se sentem acolhidas ou como o próprio Wade sinaliza: "sair da vida de merda que leva". Todavia não desmerecendo a validade dos benefícios que as redes digitais, incluindo o próprio (fictício) Oasis, promovem o sinal vermelho passa a acender quando a imersão é tão profunda que o contato com o mundo e pessoas reais fica fraco ou pior, torna-se um fardo. Para muitos, é perfeitamente compreensível uma vez que tal como o próprio Haliday são pessoas que nunca se sentiram em casa no mundo real e possuem dificuldade de se conectar com as pessoas, seja por medo ou por algum ponto divergente. Então é lógico que vão preferir um oásis digital ao invés de uma realidade cinzenta e assustadora. Como voltar para um mundo no qual você sente deslocado, se senta a parte e permanece em uma eterna solidão?

É bem tentador se for oferecida a chance de nunca ter de voltar para esse mundo cruel e nocivo. E talvez essa seja a coisa mais difícil de ser feita: voltar para a realidade por saber que é a coisa certa a se fazer. Haliday afirmou que por mais assustadora e dolorosa que a realidade pudesse ser, ou seja, por mais dificuldades que pudessem se apresentar, o mundo real ainda é o único lugar onde se pode comer bem, viver experiências que façam você se confrontar com suas próprias limitações e possibilitar convivência com outras pessoas, mostrando seus lados não tão bons e vendo também o lado não tão bom das outras pessoas. É bem difícil quando se tem a a facilidade de uma rede na qual há felicidade a maior parte do tempo, mas é fato que em nome de algo mais seguro, ainda querem passar pelas pelas dificuldades.

O Oasis não é algo ruim, ao contrário. Embora o que temos hoje não seja tão desenvolvido quanto o de Haliday, ainda é uma forma de desanuviar os pensamentos das durezas reais. Porém não esqueçamos que de seu sucessor Wade, que mesmo com todas as maravilhas e infinitas possibilidades desse mundo, decidiu desligar todo o Oasis duas vezes por semana para que as pessoas também pudessem ter a chance de aproveitar também as possíveis doçuras do mundo real.

domingo, 27 de maio de 2018

Remake look inspirado em Beast Wars - Rattrap




Dando sequência aos remakes das maquiagens inspiradas em Beast Wars, dessa vez do nosso ratinho Rattrap. Eu me lembro que o que mais curtia no Rattrap era o fato dele ser o piadista e quase sempre ter por alvo o Dinobot, que também era meu favorito. Eu usei cores diferentes dessa vez, ao invés do puro marrom monocromático, acrescentei um tom mais quente. E gostei muito do resultado final. Espero que curtam também!

1. Como sempre, esfumo um marrom tom de chocolate na pálpebra móvel


Paleta de 88 cores matte
2. Daí, eu vou aplicar um marrom mais escuro no canto interno e no canto externo da pálpebra. E esfumar. O objetivo é deixar um espaço bem no centro.


Paleta 88 cores mate

3. Então, com uma cor mais viva, um marrom avermelhado, cubro o centro


Paleta de 88 cores 3D Vivai

4. Finalizo os olhos com delineador, lápis marrom e máscara




5. Preparo a pele com um primer, base mate e pó.
6. E já passo um batom, optei por um super nude dessa vez








sexta-feira, 25 de maio de 2018

Maquiagem inspirada nos Sete Anões - Mestre



Depois de assistir o filme da Branca de Neve de novo e comprar umas camisetas da nova coleção da CeA, decidi fazer uma nova série de maquiagens inspiradas nos Sete Anões. Disney diferente do Grinn deu personalidade e carisma aos anões, deu nome a eles e isso fez com que o filme tivesse uma nova cara. O primeiro look obviamente é o do Mestre, originalmente chamado de Doc. Ele supostamente é o mais velho, o conselheiro, engraçado como ele troca as palavras e gera cenas bem engraçadinhas. Espero que curtam!








quinta-feira, 24 de maio de 2018

Vivemos mesmo em um mundo bonito?


Certa vez descobri uma música do Coldplay chamada Beautiful World. A melodia é bonita, a letra também mas além disso o que mais toca são os sentimentos que ela desperta.

Estamos vivendo um momento mundial bem delicado, em meio a desastres, guerras, prédios que desabam, dificuldades e abusos de poder. Coisas que influenciam numa conjuntura mundial mas também nas pequenas situações individualmente. De uns tempos pra cá, existe uma necessidade de julgamentos em diversos assuntos e mais do que julgar assuntos, julga-se pessoas. Seja pelo que elas gostam, seja pelas suas opiniões, por algum estilo diferente do mais comum, muitos desses casos refletem uma certa dificuldade social de lidar com algo fora de seus costumes, porém também reflete uma falta de vontade de se abrir para o que está fora de seu círculo.

E esse fato é a raiz de boa parte das intolerâncias que vem chocando o mundo, as quais podem ser vistas tanto no país mais miserável quanto mais desenvolvidos e isso nos faz pensar me como vai ser nosso futuro. Será que um dia imaginamos que tudo passaria por tamanha transformação? Será que 1000 anos atrás se imaginava que poderia haver tanta tecnologia porém tão pouca humanidade para lidar com ela e para com os próprios semelhantes? Como será que chegamos a tamanho sentimento de desesperança?

Daí com esse questionamento em mente, voltamos para uma música que traz esses versos de "Vivemos em um mundo bonito", mas que em muitos momentos parecem ser somente palavras que servem apenas para quem talvez tenha muitas vantagens na vida. Afinal, com tantas adversidades, é difícil crer nesse mundo que se diz bonito, é difícil até mesmo crer nas pessoas que vivem nele.

Creio que uma das coisas que mais tem trazido questionamentos a tona sobre essa beleza relativa e gerado verdadeiro rebu nas redes sociais foi o lançamento da segunda temporada de 13 Reasons Why. Muito embora eu não tenha visto a primeira temporada, mas esteja com vontade real de ver a série, percebo que ela divide opiniões. Há o lado dos que afirmam que por mais que ela abra inúmeras caixas de pandora, ainda se faz necessário mostrar um assunto tão delicado e que muitas pessoas vêem o mundo com olhos cinza. Por outro lado, existem os que enxergam a série como um tóxico, que nada acrescenta e ainda dissemina a idéia de que a personagem principal, com tendências suicidas incentiva o chamado suicídio vingativo. Confesso que quando escuto algo assim, imagino que quem diz deve ter uma auto estima muito grande pra crer que alguém que ultrapassou o fundo do poço vai querer tirar a vida somente para chamar sua atenção ou causar culpas.

É um assunto muito delicado para ser visto de forma tão simplória. Esse Bonito Mundo que muitos fazem questão de dizer que vivem não é visto da mesma forma por todos. A mesma paisagem pode ser vista de forma simples por alguém comum mas um artista pode enxergar de forma extraordinária. Os suicidas e deprimidos são o extremo do fato de que o resto do mundo pode parecer sem cor, porém para muitos isso ocorre de forma gradual, como uma tela que a cada dia perde um pouco de seu brilho. Por vezes conviver com muitas asperezas, pessoas amargas, críticas promove certa desesperança e uma visão de que tudo é sem graça. Daí muitos simplesmente não conseguem entender que mundo é esse que muitos dizem ser bom e acabam se sentindo alienígenas por não se enquadrarem. E é importante frisar que não se trata de culpas, é mais como uma forma que precisa ser trabalhada para que não piore e a vida seja um pouco melhor.

Houve tempos em que o mundo pra mim era uma escala de cinza. Na verdade, tempos que se repetiram até que quase tudo ficou sem cor. Lidar com pessoas por si só não é algo fácil, precisar lidar e conviver quando é mais uma questão de necessidade mas sua vontade quer o contrário é quase uma guerra que precisa ser travada diariamente consigo mesmo. As pessoas deprimidas apresentam esse tipo de padrão. Elas sentem mais as asperezas alheias, as palavras tornam-se mais afiadas para elas, é difícil ver algum incentivo ou valor em si mesmo, mas sempre digo que da mesma forma como se demora para chegar num ponto assim, é possível também com paciência, persistência e fé conseguir sair. 

Há dias em que o mundo não foi bom comigo. Nem bonito. Nem gentil. Houve momentos em que o silêncio me pareceu mais acolhedor do que qualquer voz, que o mundo dos sonhos me pareceu tão tentador pra se ficar que abrir os olhos era motivo para se chorar. Com o tempo vi que o mundo, contudo, vai ser assim e fatalmente é o único que temos, sobre isso não há muito o que se fazer por mais que se queira. Mas também descobri que policiar pensamentos é uma boa forma para se driblar as feiuras que ocorrem no caminho. E acima de tudo, percebi que sempre, por pior que possa parecer, existe algo que você pode fazer, ou ter ou amar e que pode fazer com que seu mundo fique mais bonito, mesmo que o mundo do resto não esteja. E eu sempre torço para que todos um dia saibam o modo de fazer isso...


segunda-feira, 21 de maio de 2018

As Tartarugas Ninja - Curiosidades sobre o Michelangelo


Finalmente o término desta série que começou a um bom tempo. O Último vídeo falando das curiosidades do Michelangelo, a última Tartaruga Ninja, o mais engraçado, o mais piadista, o mais imaturo e fofo dos quatro irmãos. Devo dizer que a versão moderna dele me fez olhar com outros olhos, uma vez que não ligava muito e sempre deixava ele de escanteio, mas espero que curtam esse vídeo!





quinta-feira, 17 de maio de 2018

15 cenas de arrasar envolvendo Família


Dia 15 de maio foi o Dia Internacional das Famílias. Obviamente que quando se trata de família, atualmente, com tantas variações, muitas pessoas estão se adaptando às novas formas de se agregar e se socializar. Lógico que isso implica em tolerância e perceber que só porque uma família é diferente da outra, não significa que seja melhor ou pior, afinal, família tem por função agregar indivíduos de forma que todos se amem e se ajudem nas dificuldades. Com essa definição em mente, aqui vão 15 situações e cenas nas quais "Família" esteve muito presente.


1. Família em Primeiro Lugar - Click
Muitos se lembram de Michael Newman, personagem de Adam Sandler que estava lutando avidamente por uma promoção no trabalho, não se importando em preterir seus momentos junto da família por isso. Quando acha um controle remoto que pode adiantar etapas se empolga e acaba passando anos adiante sem contudo vivê-los, obviamente que assim viu não só o tempo passar mas viu experiências familiares passarem, não viu os filhos crescerem, perdeu a esposa que amava e no fim, quando estava a beira de sua suposta morte percebendo que o filho mais velho seguiria os mesmos passos, saiu correndo para lhe dizer o que era de fato importante e saem as palavras: Família em primeiro lugar. Uma cena que emocionou até os marmanjões mais endurecidos.


2. Parceria Fraternal - Operação Big Hero
Tadashi e Hiro eram orfãos e incrivelmente inteligentes. Hiro no entanto, usava suas habilidades para as coisas torpes ao passo que seu irmão mais velho, Tadashi tentava colocar juízo em sua cabeça. Inspirado por ele, Hiro então passa a trabalhar em um projeto para conseguir ingressar na mesma universidade do irmão e para isso, Tadashi o ajuda como pode e dá todo apoio. As cenas entre Hiro e Tadashi não só demonstram uma parceria entre irmãos, com direito a brincadeiras, incentivo, piadas como quando Tadashi diz: "Bota essa cabeça de coxinha pra pensar!" mas também um grande amor e apoio mútuo, definitivamente algo muito bonito de se ver entre irmãos.


3. Reunião da Família Rivera - Viva, a vida é uma festa
Se Click fez marmanjos chorarem, esse cena ao final de Viva fez o cinema alagar. Após toda a saga de Miguel para conseguir a benção de seu tataravô músico, convencer a todos que seu amor pela música era real e lutar por isso, descobertas incríveis sobre a própria história dele e dos outros membros da família, percepção sobre esquecimento, eis que ao fim, todos no Dia de Los Muertos estão unidos ao som de Miguel cantando "Harmonia do meu coração", tanto a família viva quanto os antepassados que se foram mostrando que família não deixa de ser família só porque está em um plano diferente.


4. Três irmãos - Irmão Urso
Creio que os irmãos Sitka, Denahi e Kenai tem dois momentos muito importantes no filme, um no início e outro ao final. Distintos em sua natureza mas iguais em mensagem, a história destes três irmãos demonstra que amor fraterno é algo muito importante não importa o que aconteça. No início, estavam os três caçando e em plena expectativa pelo totem de Kenai, com brigas e brincadeiras. Após o sacrifício de Sitka em defesa dos irmãos mais novos, começam novos aprendizados para os três, porém como bom irmão mais velho, Sitka permanece o tempo todo junto, tentando guiá-los para o melhor desfecho. A cena final desses três irmãos demonstra que seu irmão é sempre seu irmão, urso ou humano.

5. Eu te amo - Frozen
As irmãs Elsa e Anna quando crianças brincavam escondido na neve no grande salão do palácio dos pais, quando um acidente fez com que Anna se ferisse e Elsa carregasse uma grande culpa pelos anos que se seguiram. Talvez em um instinto protetor meio torto, Elsa se afastou de Anna na tentativa de não manifestar mais seus poderes e assim não fazer mal a ninguém, porém sua irmã não entendeu e achava simplesmente que Elsa não se importava mais. Com a explosão de seus poderes de gelo, o congelamento de seu reino, Anna se lança atrás de Elsa para tentar traze-la de volta, não contando que esta congelaria seu coração. O mais incrível da história destas duas irmãs é que o sentimento foi o responsável pela evolução das duas individualmente e como dupla. Anna mesmo fraca protege Elsa, esta por sua vez entra em desespero quando vê sua amada irmã congelada e baixa sua guarda explodindo em lágrimas. Daí se dá o ato de amor verdadeiro e o abraço no qual Anna demonstra que sempre amou a irmã, mesmo quando separadas e que faria qualquer coisa por ela.


6. Bem vinda a Era do Gelo - Era do Gelo 3
Acho que a franquia da Era do Gelo mostra que família não necessariamente é composta por indivíduos iguais e com percepções iguais. Na verdade, esta família em questão era de indivíduos de espécies totalmente diferentes, mas ainda assim se respeitavam, se amavam e se ajudavam cada um dentro de suas possibilidades. No terceiro filme da franquia em específico, Manny, o mamute está bem agitado com a chegada de sua filhote, tentando a todo custo proteger Elie de quaisquer perigo, sentindo que falha quando Sid, a preguiça, vai parar no mundo dos dinossauros e eles precisam buscá-lo. O mais legal é que além de uma preguiça e dois mamutes, Elie tem por irmãos dois gambás e ainda um amigo tigre, fora a doninha que os ajuda a resgatar Sid,  ou seja, no mundo selvagem real, alguém seria predado, mas essa família mostra que gente diferente quando há amor pode ficar junto e misturado que não há problema.


7. O Dia de São Valentim - Chaves
E se for pra falar de pessoas diferentes que formam uma família, talvez seja muito pertinente falar que num local o simples sentimento de todos se quererem bem já basta pra que uma família se forme, independente de laços sanguíneos. Logo, talvez um dos episódios mais icônicos do seriado Chaves seja o do Dia de São Valentim, quando todo mundo em nome do amor e da amizade vão jantar na casa da Dona Florinda com o bolo da Dona Clotilde de sobremesa. Seu Barriga, o dono da vila toda confraterniza com seus inquilinos, o professor Girafales também se junta a turma, um dos raros episódios em que se vê praticamente o elenco todo junto. Como todo bom episódio de Chaves, claro que tem que haver uma tremenda confusão mas esse episódio serve para ver que se tiver amor, amizade e bem querer todos podem ficar juntos e desfrutar de bons momentos.


8. Vamos para casa - O Rei Leão 2
Se o primeiro filme foi inspirado em Hamlet, o segundo indiscutivelmente foi inspirado em Romeu e Julieta. Kovu e Kiara eram de grupos de leões diferentes, portanto o amor deles era proibido. Simba não aceitava que Kovu sendo um descendente de Scar fizesse parte de seu grupo e o hostilizava sempre que podia. Porém ao final, quem deu a lição foi sua própria filha Kiara ao lembrar de um ensinamento que ele mesmo havia dado de que somos um só. Portanto, o grupo de leões que supostamente era inimigo também era como eles e deviam fazer parte de sua família. Com isso todos percebem que guerrear era inútil e Simba com intenção de acolher, diz: Vamos para casa. Todos Nós.


9. A volta para o mar - Moana
Moana passa o filme tentando descobrir quem realmente ela é, afinal desde cedo sofria de alguma forma com o fato de que mesmo tendo nascido e sendo criada para determinado destino, algo em seu coração lhe chamava para algo totalmente diferente. O pai queria que ela ficasse somente na ilha, mas ela queria o mar. Após viver uma aventura de atravessar o oceano para devolver o coração de Tefiti, não só se encontrou mas ajudou seu povo a reencontrar suas raízes, que era a de serem viajantes marinhos. E com isso, seu povo novamente se lança ao mar para descobrir novas ilhas e viver experiências incríveis, detalhe para a avó Tala que em espírito acompanha-a sempre sob a forma de uma arraia.


10. Bebê Gohan - Dragon Ball Z
Na verdade o episódio "Quando Gohan era bebê" é um episódio inteiro falando de família. Todos nos acostumamos tanto a ver Goku só como um comilão lutador e Chichi como mãe brigona que fica até difícil captar a mensagem de que eles são marido e esposa e pais. Mas nesse episódio em que o núcleo de luta fica pra escanteio, é mostrado bem mais como se dava a vida familiar de Goku e Chichi quando Gohan nasceu, como Goku era como pai, com direito a passeio de carrinho. É um dos episódios em que quase esquecemos que esses carinhas são os mais fortes do universo e vemos uma família comum diante da mesa para apreciar uma festa de aniversário.


11. Resgate de Robin - One Piece
Família também pode ser composta de amigos que se querem muito bem. Foi o que Robin descobriu com o Bando de Chapéu de Palha quando eles se dispuseram a resgatá-la em Enies Lobby. Acostumada a sempre permanecer só desde criança, era hostilizada pelas crianças e adultos de sua vila, incluindo sua família de sangue, depois do desastre que acometeu sua ilha, ela cresceu achando que era um grande mal e uma pessoa ruim. Crendo que morrer seria o melhor para todos, não se apegava a ninguém nem se dispunha a criar laços mais profundos, como também achava que ninguém faria isso por ela. Tudo muda quando Luffy e sua tripulação vão salvá-la, ele grita por ela e exige que ela lhe diga que quer viver, pois ele percebeu que na verdade a hostilidade do mundo a fizera crer que não valia a pena. Robin então deve ter se lembrado de uma frase que ouvira de um gigante quando era criança: "Um dia você vai encontrar pessoas que serão suas amigas, que fariam qualquer coisa por você e você por elas". Ela percebeu que a Tripulação do Chapéu de Palha era composta por pessoas bem diferentes, mas que sempre se disporiam a ajudar umas às outras para que todos realizassem seus sonhos e isso fazia deles uma família.


12. Reencontro - Amor além da Vida
"Eu te achei no inferno, acha que não consigo te achar em qualquer lugar?" Esse é um filme bem antigo mas que traz muito do significado do que é ser família. Chris é um médico casado com uma artista, com um casal de filhos e uma vida familiar feliz. O mundo começa a ruir quando os dois filhos morrem em um acidente de carro, Chris depois de um tempo morre ao tentar socorrer uma vítima na estrada e Annie ao ficar sozinha, afunda na depressão e isso culmina em um suicídio. Lógico que há muita espiritualidade presente no filme, para os mais céticos pode não fazer muito sentido, porém a busca de Chris para resgatar sua esposa no inferno assim como reencontrar seus filhos e assim, a família se unir novamente é uma jornada cheia de emoção e demonstra o quão o amor deles é forte.


13. Jantar da Família Klump - O Professor Aloprado
"É assim que a coisa começa, seu avô e eu também éramos colegas e quando nem bem vimos ele já estava transando comigo, suando e bufando". Quem disse que família é uma coisa simples de se lidar? E no caso da Família Klump fica claro que quando se trata de namoradinhos e encontros, a família pode ser bem indiscreta mas ainda assim gerar momentos bem engraçados e descontraídos. Família é uma coisa muitas vezes difícil, porém mesmo nas dificuldades e tensões depois tudo que sobra são boas risadas. 


14. Ohana - Lilo e Sticth
Lilo vivia com sua irmã e tinham problemas de relacionamento e tudo o mais. Mas ainda assim eram uma família, quando Sticth surge fugido, ele vai aprendendo também sobre o significado do que é ser uma família e no que isso implica. Sendo um fugitivo, acaba sendo capturado e no momento em que está partindo lembra das palavras de Lilo: "Ohana significa família. E família significa nunca abandonar ou esquecer". Ele ainda ressalta que mesmo pequena e incompleta, aquela família era dele e era muito boa. Talvez com essa atitude, gere a reflexão de que família não tem molde, sendo boa pra você, ela pode ser chamada de sua.


15. Super Abraço - Divertidamente
Riley sofreu quando seus pais se mudaram. Ela sofreu ao deixar tudo que lhe era caro, seus amigos, time de rockey, a adaptação foi difícil e as emoções de Riley entraram em colapso e uma a uma, as ilhas de personalidade dela foram desabando. Não demorou para a ilha da família também começar a rachar, uma vez que mesmo em casa as estruturas estavam abaladas, porém o momento ápice é quando mesmo triste, Riley consegue se abrir com os pais e descobre que eles também passavam por problemas de adapção e nessa hora, dentro de um grande abraço uma nova ilha da família se forma, maior e com mais elementos inclusos.