segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Feixes de esperança em dias mais ou menos

 


Tem dias que parecem de um gato vira-lata, eu queria ás vezes ter o poder de um gato pra poder pular grandes alturas e ficar em cima dos telhados. Hoje foi um dia meio assim. Falo meio porque teve momentos felizes também, feixes de luz por entre as nuvens. Um típico dia de solidão.

Acordei cedo, fiz umas entregas, fui na universidade vazia, vi antigos amigos e tirei umas fotos 3x4. Passei a tarde meio mais ou menos, com um monte de pensamentos, questionamentos na minha cabeça, que francamente me fazem mal, me senti só. Aquele momento em que você se pergunta: por que mundo? Por que tanta coisa negativa como se tudo fosse errado? O dia em que você está em uma onda ruim.

Contudo, não há luz sem trevas. E sempre há um feixe de luz, por menor que seja. E o dia foi assim. De repente, um amigo, com nome de anjo foi como um anjo me mandando uma mensagem super positiva sobre sonhos. É aquele momento que parece coisa do próprio Deus.
Talvez tenha sido mesmo.

A net foi instalada após quase um mês de embromação e eu que queria tantos desenhos, fui logo pra um canal que passava uma reportagem sobre endometriose, assuntos de ginecologia me interessam. E eu fui vendo, vendo, e vi dois casos. Bem, as definições, tratamentos, isso eu sei, sou da área, mas o que me emocionou foi que as mulheres tinham um sonho: o de ser mãe. Vi a emoção delas de engravidar, a emoção de uma delas de ouvir o choro da filha e não acreditar que era real. Uma delas disse que varreu o medo da vida. Uma mulher com endometriose engravidar e ter um filho e dizer que é possível é acreditar no sim quando o resto diz não.

Desliguei o celular. Mudei o cana e vi a babá Mcphee. Riso. Banho. O sabonete de coco da Palmolive me pareceu mais cheiroso hoje. Não há fome, nem frio. 

Só a vontade de um sonho, de um novo dia...
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Explicando o inexplicável: o sofrimento

 

Os mais indiferentes dizem que é opcional, os mais racionais dizem que é inevitável, os psicopatas dizem que é prazeroso, o que se acham pobres vítimas do mundo dizem que é injusto, mas talvez no fundo o que o sofrimento seja é necessário.

“O sofrimento é uma benção”, já ouvi isso uma vez, parece masoquista, porém há coisas que não se consegue ver quando se está feliz. Quem faz a diferença em sua vida é uma delas, muitos mostram sua verdadeira face quando você está sofrendo e a vida os coloca como aqueles que deveriam ser conciliadores. Procurar uma forma, uma saída para uma situação também é algo que se mostra nesse caso.

Muitas grandes pessoas se descobrem em situações desfavoráveis e sofredoras. O sofrimento coloca a cabeça pra pensar, é como fermento que funciona na pressão e calor altos. Sua visão se amplia, sua percepção se aguça e suas certezas se firmam. Quando digo que é necessário, é porque há coisas que são necessárias aprender e não há caminho fácil para isso.

Contudo, sofrimento dói, ás vezes machuca mais do que qualquer dano físico, daí você aprende aí a ter algo chamado fé. Em Deus na maioria dos casos, mas se for o mais firme ateu o mero pensamento positivo já é válido. 

Sofrer ensina a ter cuidado, porque você enxerga seus erros e o que fizeram com você e com as outras pessoas. Porém, vejo que o sofrimento que deve ensinar a ser melhor como pessoa. Em algumas ás vezes gera dois efeitos colaterais: o primeiro, esta passa a ser vítima e enfatizar sempre o quanto sofreu, o quanto doeu, o quanto tudo foi injusto e segundo passa a se vangloriar demais, sofreu muito mas aprendeu-pra-nunca-mais-esquecer-a-lição-que-a-vida-lhe-deu e ENDURECEM, passando a ver tudo de uma forma generalista. Pena. Você deve ser amigo das lições que a vida lhe dá (com sofrimento ou não) ao invés de sair delas pior do que entrou.

Não se deve brigar com o sofrimento ou com qualquer outra coisa inevitável que a vida coloca, o inevitável aqui é o que está fora de seu alcance, o que você não tem o poder de controlar ou qualquer influência. Não se luta querendo endurecer ou amolecer em troca, pois as chances de se perder e errar são grandes e quando se perde para a vida desse modo, só vem uma coisa na minha cabeça: doença. Física e espiritual. Seu estômago dói, seu coração descompassa, os rancores te sufocam... 

Sofrimento é como uma chuva forte. Você não pode dizer à chuva: “menos chuva”, ela simplesmente cai, independente de você querer ou não. Daí, pode desabar o céu, ventar forte, ficar frio, porém uma hora a chuva ameniza, pode ficar nublado por um período, continua frio e ventando de vez em quando, contudo depois de um tempo já se consegue ver o céu de novo. Quem sabe e consegue apreciar a chuva, também consegue perfeitamente saber que o sol está por entre as nuvens...
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A despedida é uma dor tão doce...




Temos estado emotivos nestes últimos tempos, me refiro a minha turma de universidade e eu. Na missa de formatura, foram lágrimas pra cá e pra lá, na solenidade, discursos, todo mundo vibrando pelo diploma merecido depois de 5 anos. Adorei o discurso da nossa amiga Pamella, realmente o que todos nós queremos é sermos felizes, felizes neste mundo que ás vezes parece tão grande e nos abocanha com seu grande bocão.

Nestes momentos, parece que a gente lembra do primeiro passo dado dentro da universidade, quando entramos pelo corredor e nem sabíamos pra onde devíamos ir muito menos a quem perguntar. Eu nunca tinha andado sozinha pra lugar nenhum e tive que aprender rotas de ônibus, paradas e sinal. Comprei caderno novo e uma bolsa, coisa que até hoje não sei bem como se usa, tamanho nem o que ao certo guardar dentro, mochila era tão mais simples. 

A gente se olhava meio sem saber com quem falar, olhava as garotas, os meninos carecas (aqui é uma tradição os meninos rasparem a cabeça quando passam no vestibular) e ficava pensando no que os veteranos fariam conosco. Bem, não foi nada demais, apresentações, umas brincadeiras, amostra dos laboratórios, do centro acadêmico do qual ainda fiz parte por uns 6 meses. Namorei com um dos membros do centro, foi uma experiência, ele era meio grosseirão e abusivo, mas aprendi muito com toda a situação. 

Divisão de subturmas e uma confusão com horários, teoria-prática, aulas extras varando a noite. Trabalhos em grupo onde o computador dava defeito, aula de bioquímica e um livro recomendado pra estudo onde ninguém entendia nada. Primeiras notas baixas, dependências e ali a gente via que a universidade não concedia muitas regalias.

Uma preocupação no primeiro ano eram os jalecos, sempre passados e branquinhos. Depois do 3º ano a gente metia dobrado como dava dentro de uma sacola de supermercado e ia pros estágios, quem vai começar a trabalhar talvez reveja esse costume. Aulas de anatomia eram uma coisa, cheiro de formol, lágrimas nos olhos, falta de professor. Tomava banho assim que chegava em casa, minha avó nem me abraçava, me mandava logo pro banheiro. Não me saí muito bem nas primeiras provas, meu amigo Thyago me passou muita cola de estruturas que não tinha estudado, fiquei relaxada no primeiro semestre, mas vá lá.

2º ano. Começamos a ver um pouco da prática mesmo, as aulas de hidroterapia tínhamos em uma piscina o dobro do tamanho de uma banheira e dávamos o jeito de caber 15 pessoas lá dentro e um medo da água não ter sido limpa e a gente pegar uma dermatite, mas era bem divertido. Quem estudou sabe o aperto que foi pra decorar o nome de todos ou praticamente todos os músculos do corpo, onde começavam e onde terminavam, o medo ao escolher os papeizinhos que a professora colocava pra escolher com o segmento a ser dissertado. 

3º ano muita gente busca estágio em variados lugares, eu também busquei o meu. Tem alguns que se valem do Q.uem I.ndica, porém eu fui de porta em porta. Nesse ano também nos é ensinado a fisiologia de todos os sistemas do corpo e avaliação. O modo correto de aplicação de correntes e tempo de técnicas envolvendo gelo. Nas clínicas, atire a primeira pedra, nos estágios quem não tremeu ao mexer pela primeira vez com os aparelhos que mal tínhamos nos nossos laboratórios.

No 4º começamos a ir pra hospitais e ter contato com aquelas equipes que nos tratam como se tivéssemos algum tipo de doença, tem aquilo de avaliar e evoluir e prontuário sem borrar, usar corretivo nem escrever “sinais normais” no lugar de “normocárdica, normotensa e eupneica”. Era uma coisa com os borrões, o tempo era curto e não podia fazer rascunho, era preto no branco. Daí era baixar a cabeça e entregar a mão á Deus. Começamos a ver pacientes que não colaboravam, que perguntavam “tem mesmo que ser agora?”, com espaços clínicos nos quais não era possível colocar os eletrodos autoadesivos porque não tinha nem o paciente ficava posicionado naquele ângulo exato que mostrava o livro e os aparelhos eram tão antigos que a gente rezava pra não dar bug com o paciente usando ele.

Último ano começaram as sagas dos tcc’s, corre pra achar orientador, corre pra pegar assinatura de banca, acha o lugar mais barato pra imprimir, hackeia os sites de artigos internacionais. Pura prática agora, nos indicam o lugar pra onde ir e lá tem pacientes, nos viramos e no nervoso esquecemos dos passos da anamnese, dos testes que tem que ser feitos, não lembramos nem nosso nome. Todo dia fazia um rascunho da sequência que devia seguir e ainda assim ficava meio insegura. 

Nos deslocamos pra lugares longe de casa, tivemos que visitar Google maps pra saber que ônibus pegar, onde descer, nomes de ruas. Alguns mal dormiam, tinham rotina dupla, ficavam nervosos só ao ouvir falar daquele professor que tinha fama de carrasco e nas aulas se apaixonaram aos pouquinhos até desfazer a primeira má impressão. Nas UTI's tinhamos receio de esbarrar em algum cabo, desconectar ou bagunçar o aparelho e só ao pensamento do aparelho apitando sem parar, já nos causava desespero. As aulas foram divertidas em muitas ocasiões, tanto que nem pareciam aulas, encarei assim Saúde do Trabalhador, onde eu levava meu speaker nas salas de uma empresa e colocava todo mundo pra alongar e fazer as coreografias do Michael Jackson.

Minha turma foi pioneira na universidade, um projeto pedagógico novo se adaptando (de verdade!). Como toda turma tinha seus grupos ou as chamadas panelinhas, das mais diversas que no final formavam um jogo e tanto. Tinha a panela de pressão, com os que gostavam de ir pra cima do sistema e reclamar; o caldeirão, largo e espaçoso, aquelas pessoas que são sempre as alegres, rindo da vida; a panela de vidro, gente rara de se ver, mas admiráveis de graça; a churrasqueira, o pessoal que sempre tá pronto pra um churrasco, uma festa universitária ou um bom pagode/reggae/sertanejo. Me isolei nos primeiros anos, por culpa minha em grande parte, sorte que mudou depois, acho que meu grupo era como uma daquelas panelas que fazem de tudo, gosto muito deles embora eu ache que era meio atrapalhada ás vezes e ficava meio sem graça por isso ^^’. Esse jeito me rendeu uma faixa bem legal na aula da saudade.

Agora que temos os diplomas em mãos, vamos atrás das carteiras profissionais, registro em conselho, mensalidades de pós-graduações, bolsas de mestrado, roupas para festa. Fica uma sensação estranha de que tudo foi muito bom, mas que seria muito legal que continuasse. Alguns viajam, outros mudam, porém as lembranças permanecem e estas não nos deixarão. Torço pra que todos alcancem seus objetivos e deixo meu “muito obrigada” pelos anos partilhados.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pessoas são pessoas, negócios são negócios

 
 

Amigos, amigos, negócios á parte é uma frase que possui um sentido positivo se olhada de uma outra forma. Quando você encara um negócio como um negócio e uma pessoa como uma pessoa, está dando o valor certo a ambos. Falo isso porque muitas pessoas encaram os dois como a mesma coisa.

As novelas estão aí pra isso. “Me aproximo de você porque essa amizade me traz muitos benefícios, serei notado, visto, meus contatos serão ampliados e me tornarei mais influente”, isso é tratar uma pessoa como negócio. É ver os pesos e medidas de uma amizade, de um casamento, de uma proximidade. Tratar alguém assim talvez revele o quão racional você é e o quão chato e oco também.

Casamentos/namoro tem sido o novo relacionamento pessoa-negócio que já vi. Nem precisa casar, ás vezes no namoro se vê isso. O namorado que faz um curso importante na universidade é melhor companhia, ele precisa ser bonito e ter corpo atlético. Como eu comentei uma vez com um amigo, é aquela situação de garotas que querem um namorado que curse medicina numa determinada faculdade cuja mensalidade é R$ 3000,00 e dirija um Kia. Se o cara tem carro, tá no lucro; se trabalha, tem sucesso e um bom salário, se leva pra lugares badalados, é um super bom partido. E se ele compra alianças de compromisso então? É o auge dos lucros! Tanto que se pode ouvir das amigas que investidoras dizerem: Que sorte! Ela fez um bom negócio!

Houve um caso na minha escola, uma menina era superpopular e meio fútil, devo dizer, pois ela se achava tão multinacional que pensava ter o direito de pisar em cima das pequenas. Pois bem, ela tinha um namorado, que naquele ano, era um dos “gatos super populares” dentre as opiniões femininas (ressalto que a minha não era uma delas). Era um chamego só pelo que eu ouvia falar, contdo pelo que também soube, a multinacional passou no vestibular e quase imediatamente, trocou o “Love bonito e popular” por outro “Love bonito, popular e com carro”.

Quando você não trata as pessoas como negócio consegue sentir a bondade do coração do outro sem olhar para o que ele tem ou faz. A pessoa pode ter tudo ou nada, você sente o que ela tem por dentro. Muitas pessoas são visadas por terem muito e são consideradas “bons partidos”, mas no fundo apreciam valores humildes, da mesma forma que muitos não tem nada e acreditam os outros os apreciarão de graça, mas muitos desses possuem o coração do tamanho de uma ervilha. 

Negócio é o que eu fiz com o japa da Lan-house, onde ele aceita cobrar R$ 0,20 por folha impressa do meu TCC ao invés de R$ 0,25 á partir de 100 folhas, e ainda assim ouvi falar que foi um mau negócio pois teve gente que achou a R$ 0,12. Sentimento, ao contrário, não são cláusulas de contrato negociáveis, por isso que quando alguém diz: “Faça uma avaliação dos seus sentimentos”, chega a ser ofensivo. Sentimentos são sentidos, se eles fazem bem, você fica em paz; se fazem mal, seu coração se aperta antes mesmo de pensar na causa. Ponto final.

Tenho um amigo que tratava as pessoas como negócio, e ele passava a impressão de ser indiferente a tudo, frio e duro como a casca de uma árvore centenária. Sorte dele estar mudando, pois atraímos, na maioria das vezes, pessoas parecidas com o que demonstramos.

Eu enxergo casamentos/namoros/amizades negócio como aqueles R$ 0,02 de troco que o caixa de supermercado fica e que no fim do dia dá alguns reais ao proprietário. Pode não parecer nada, nem importar muito á princípio, porém com o passar do tempo vira uma bola e pode causar um desfalque em você, só que não um desfalque material, mas sentimental. Você faz tudo pra não se admitir quebrado, porém o melhor seria ficar só conscientemente.

 Deve-se sentir as pessoas, vê-las em seu caráter, conduta para com o próximo, bondade... o melhor talvez, seja deixar os interesses, avaliações, testes psicológicos, lucros e prejuízos para o mundo profissional e dos negócios somente.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Você não sabe que cresceu até que...





AEEEEHHHHH! Primeiro post do ano! Um pouco atrasado é verdade, mas foram semanas agitadas, leia-se missa e solenidade de formatura. Pois é, meus caros leitores, sou fisioterapeuta agora, com diploma e tudo. Tiveram umas intercorrências, na hora é aquele rebu, vestido amassa, o penteado pode não sair a contento, sendo que fui eu que fiz, perdi uma foto com a turma e com meu prof querido, mas o que importa é que agora finalmente dei um passo pra ajeitar minha vida. E é sobre isso que é este post.

Meu amigo Will deve saber bem como é essa sensação de que você está crescendo, nem tanto no sentido físico da coisa, mas nas responsabilidades e no próprio sentimento de ter as rédeas da sua vida nas mãos, ele tem duas graduações e já trabalha, fico muito feliz de ter um amigo como ele. Percebi essa sensação quando tomei nota de que não era mais aluna, olho pra minha carteira de estudante e já mentalizo o momento em que ela perderá a validade e terei que pagar entrada inteira no cinema. Contudo, sinto um incomodo de saber que meus pais ainda me dão dinheiro, é como uma agulha que me alfineta, minha consciência me diz: agora você tem um diploma, faça o dinheiro entrar. 

Você também não percebe que está crescendo até que para de ir pelo que é bonitinho e passa a ver o real valor das coisas. Um exemplo disso foi minha agenda 2013, eu sempre gostava de capas bonitinhas, de personagens, mas passei a primar pelo prático e acabei comprando uma em conta que atendia as necessidades, ou seja, escrever compromissos. Comecei a ter consciência de economizar em casa também, não compro caneta ou caderno novo se ainda tenho o que gastar, principalmente porque muitos dos cadernos que comprei terminaram com as folhas rasgadas e no lixo. Tudo para economizar espaço no armário, criei uma consciência de que não se deve ter espaços ociosos, seja em casa ou na vida.

Tinha umas compulsões consumistas, de comprar um batom quando já tinha um bocado, comprar maquiagem quando mal conseguia gastar o que tenho, literalmente em dois meses devo ter jogado 5 batons/gloss fora por terem perdido a validade. Passei a economizar água, nem tanto pela falta de água no mundo e pelas profecias do Greenpeace, mas pela conta, como eu disse, sei quanto custa cada coisa agora e passei a ver dinheiro como algo que pode ser utilizado de forma muito útil e inteligente caso sua mente esteja focada.

Antes eu queria uma casa com teto de estrelas, um lustre que imitasse gelo, coisas feitas sob medida e exclusivamente para mim, hoje que eu quero ter uma casa de tijolos, de preferência com o que colocar dentro dela. E isso é uma característica também de quando a gente cresce, a gente quer trabalhar pra ser merecedor, não me importaria de trabalhar dia e noite pra ter os recursos pra realizar todos os meus sonhos. É claro, exige disciplina, menos horas em facebook, youtube e hora certa pra fics, blog e vídeos, mas a mera ideia da independência me faz sentir uma grande satisfação.

Li uma frase interessante uma vez, acho que foi até em um perfil do Nyah: “Quando eu era criança brincava de ser adulta, agora que sou adulta, vi que não tem graça nenhuma”. Eu discordo, quando eu era criança, não queria crescer, tudo era tão legal e minha vida se resumia a tirar no mínimo 8,0 nas matérias e o mundo dos desenhos e filmes me era liberado. Hoje, não nego, aturar certas coisas do mundo adulto não é fácil, chega á beira do insuportável mesmo, mas me alegra muito o fato de eu ter o poder de ser quem quero ser, ser mais dona disso e ter a maior liberdade de ser infantil de vez em quando se me der vontade, porque eu estou arcando com minha vida agora, porque eu estou crescendo e dando horários para as coisas. E diferente de muitas outras épocas da minha vida, eu não estou mais com medo de qualquer bicho-papão que possa aparecer no caminho.