Há muito tempo eu desejava um flat top kabuki, mas o que eu conhecia eram muito caros, tipo o f80 da sigma ou similares que demorariam meses pra chegar e eu queria logo. Daí, fui ao comércio popular um dia desses e achei o que eu queria! Quando vi, peguei e percebi que era mesmo de topo reto e o melhor, de uma marca que super confio e adoooooro os produtos: Macrilan. O pincel é o número W-118 e é super macio! Comparando com os que já vi do mesmo tipo, as cerdas são maiores, o que faz ele ficar molenga e dificulta aplicação da base, eu uso base líquida e com as cerdas grandes, não espalha bem. MAS... eu já tinha o pincel característico, não era por causa de uma cerda maior que a esperada que eu ia negligenciar a função do pobre, daí usei uma técnica ensinada pela Kelvia Romano, de colocar ligas de silicone pra fazer o pincel ficar reto. Iria fazer em um pincel de pó como ela ensinou, mas como achei o pincel certo só precisei deixar a cerda do tamanho que queria e taí! Ele faz muito bem a função e o preço super bacana também, paguei R$ 15,00 nele. Recomendo muito!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Resenha base Any Color
Não faço muitas resenhas assim, mas decidi inovar algumas coisas aqui. Há um tempo, comprei essa base da Any Color, tenho usado alguns produtos da marca e o resultado tem me deixado bastante satisfeita. como o clima aqui é quente, uma base que fique bem sequinha é tudo o que se precisa. Daí, dentre as características desta base, está a dela ser oil free, então no momento em que eu coloco e espalho, ela seca quase imediatamente. A duração também não deixa a desejar, cerca de 6h e isso andando no sol e com variações de temperatura.
Passei com um flat top kabuki, mas nada impede de usar uma esponjinha úmida ou até mesmo os dedos, assentei com um pó translúcido. Ficou com um aspecto super natural e bonito. Como seca rápido, também é preciso trabalhar rápido pra espalhar no rosto, mas ela por si só já matifica e disfarça imperfeições. Além dq qualidade, nem preciso mencionar o precinho camarada, paguei R$ 7,00. E Super recomendo!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Ayla e sua dança - Salve Jorge
Não posso negar que superou as
expectativas essa cena. Embora muitos torcessem pela Bianca, afinal, ela é uma
garota decidida, ousada, que vai pra cima e com seu jeito independente fazia em
muitas cenas a Ayla parecer uma idiota por acreditar no casamento.
Só que não. Acho que Bianca é a
imagem do “fácil”, relacionamento sem casa pra cuidar, filhos exigindo educação
e impressão de valores, roupas lavadas em lavanderia e refeições em
restaurantes e churrascarias caras. E é claro, muita cama, prazer e prazer.
Pra muitas, essa é a imagem do
ser “bem resolvida”, mas eu ainda prefiro o bem resolvida da Ayla. Não que
tenha alguma coisa haver com conservadorismo, paternalismo e blá, blá, blá, mas
me parece uma coisa bem legal.
O que me deixa surpresa é a
torcida, muitas aconselhariam ela a desistir, mas ao invés disso, as mulheres
se juntaram pra ajudá-la, porque sabiam que a questão não era um amor/casamento
que acabou, mas alguém de fora querendo que acabasse.
Ayla ensaia, recebe panos de presente,
quer ser a Salomé pedindo a cabeça de João Batista, encantar todos com o olhar.
Vai lá e faz, provou não só pro Zyah mas pra ela mesma que podia. Logo na
entrada, o tilintar das pulseiras, dos brincos, o voar do véu... o olhar
penetrante e a surpresa do Zyah. Ayla dançou com toda a sua energia e no
momento que jogou um lenço para outro homem, o marido dela explodiu e a tirou
dali.
Chegando em casa, teve aquela
discussão, ele a chamou de louca e ela se justificou. Disse que ele também fez
algo sério quando se envolveu com outra mulher. Mas a pá de cal na lição da
Ayla fica por conta de suas falas: “Queria mostrar pra você que eu sou uma
mulher que também posso dançar, também posso me mostrar pros homens. Eu sou AYLA!
Mãe do Ekran, a mulher que costura e cozinha pra você, mas eu posso ser muito
mais se é isso que você tá procurando”. Olha, nesse momento, não me levem a
mal, mas ela com esse jeitinho de super esposa e sua atitude desbancou muitas “bem
resolvidas” e feministas radicais. E no fim, ela conseguiu o marido
e a admiração dele, provou ser boa esposa e uma dançarina que pode seduzir. Ayla mostrou que é completa, que pode ser tudo e ter tudo
também, o que inclui respeito e o amor de um homem. Há algo de errado nisso?
Daí, eu pergunto: o que você
prefere, um lar para onde possa sempre voltar ou somente uma garota que está sempre em chamas?
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Dicas pra quem PRECISA se acalmar
Durma: literalmente entre em coma
voluntário
Escute um salmo: se você acredita
em Deus, essa é uma boa. Eu escuto o salmo 6 e o 23, de Davi. Mas só de você
ler, já rola. Uma frase tipo: 10000 mil cairão ao teu lado, mas tu não serás
atingido.
Escreva: ou rabisque, dá no
mesmo. Jogue pra fora, nem que seja pra dizer o quanto odeia o mundo, o quanto
sente raiva de algumas coisas e o quanto despreza o sistema.
Tome um banho: e se lixe pra
conta de água. Água é um calmante universal que leva boa parte das tensões
embora.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Review Homem Aranha 1994 - episódio 29

Bem, não nego que tava meio na
fossa, minha list de dias solitários/tristes reinou com power total. Não sei ao
certo como surgiu, mas de repente me veio a imagem do desenho do Homem-Aranha,
aquele da década de 90, bem antigão. E
comecei a baixar todos os episódios, que só ontem fui saber de verdade quantos
eram.
Só que um deles tem um
significado mais legal na minha opinião, me lembrava vagamente, contudo
conseguia ver o quanto ele tinha peso. Estou falando do episódio 29,
originalmente chamado de “make a wish” (faça um pedido). Tudo começa com mais
uma situação de perigo, o DR. Octopus quer roubar um laser que seria utilizado
para fins médicos e o Homem Aranha tenta impedir, só que nisso o laboratório é
todo destruído e o projeto que seria de utilidade pública também. Daí vem todo aquele conflito de Peter Parker
de “fui irresponsável”, “minhas intenções são boas, mas só faço besteira” e por
aí vai, claro que o chefe dele, o Sr. Jameson com seu jeito do contra deu uma
mão.

Decidido naquele momento, como em
tantos outros, a abandonar a roupa de Homem Aranha, Peter recebe uma carta de
pais de uma garotinha que segundo eles, era a fã número 01 do herói. Á princípio,
ele não dá bola até que aparece a Madame teia, uma espécie de vidente e “tutora”
que sempre aparece em momentos de crise, dá um belo de um sermão nele. Diz que
ele precisa parar de sentir autopiedade tem uma característica entediosa, mas
interessante, que é o constante questionamento. Acho que se ele esfriasse a
cabeça de vez em quando, as coisas ficariam mais fáceis. A cereja do bolo fica
por conta da fala: “Você tem que ter mais confiança em si mesmo e a fé de uma
criança.” Aí ela some deixando o Homem Aranha com caraminholas na cabeça, mas
já sabendo o que fazer.
Ele vai até a menina da carta,
cujo nome é Taina, ela tem um verdadeiro arsenal de fotos, reportagens e
recortes, desde o início de sua carreira. Começa aí a narrativa épica. Taina
está super empolgada, pergunta sobre como ele passou a ser herói, menciona que
um de seus colegas disse que ele era de um planeta agonizante e fora mandado
para a Terra numa pequena nave. Acho que confundiram ele com o Super Homem, o
que na minha visão é um insulto... pro Homem Aranha! Afinal, o Super Homem pra mim sempre pareceu um herói meio chatinho.
Peter era pouco mais que um
adolescente quando entrou nessa, acho bem natural ele estar mais próximo das
crianças do que os outros, porque ainda teve que lidar com seus próprios medos
infantis, seus grilos e inexperiência. Peter conta tudo desde o momento em que
era um nerd trollado até a picada da aranha, foi bem elucidante, devo dizer. Foi
interessante a parte do “desejo de aranhas por cantos escuros e grandes alturas”,
acho que combina com alguém que sempre precisa pensar como o Homem Aranha. Há a
demonstração das teias, ele até mesmo faz um balanço feito delas pra Taina, é
bem fofo.
A seriedade começa quando ele diz
a ela que vai parar de ser o Homem Aranha, “você não pode desistir só porque
fez uma coisa errada, você nunca desiste por isso é meu herói.” É comovente a
sinceridade da menina. Quando o Homem Aranha está
prestes a ir embora, ela lhe pede uma volta e é nisso que a coisa complica,
porque o DR. Octopus acaba pegando o herói e deixando o resto para o próximo
episódio.
Encurtando a história um pouco, capturado
pelo Dr. Octopus, o Homem Aranha perde a memória e Taina é que se transforma na
heroína, não por super poderes, mas pelo fato de não desistir do seu super herói
e amigo, ela vai e não para até que ele recupere a memória e volte a ser o que
era.
A moral toda nesses dois
episódios é que nas coisas mais simples o herói recupera o que havia perdido.
Recupera a fé em si mesmo, tudo graças a uma menina de 8 anos que acreditou
nele antes e tanto foi estabelecida uma confiança ali que ele decide tirar a
máscara e se revelar, um pacto foi estabelecido ali. Crianças são um público
muito legal de trabalhar, são muito sinceras e definitivamente despertam algo
em você que ás vezes você mesmo desconhece. Foi isso que aconteceu com Peter
Parker naquele momento. Contudo não para por aí, lá no finzinho do episódio 30,
se descobre que Taina não estava em uma casa, em um apartamento, mas em um
hospital para crianças com doenças terminais.
Ambos receberam o que precisavam,
ele recebeu confiança e ela o que mais desejava, conhecer seu herói favorito. Mais
uma vez fica provado que desenhos podem ter muito mais do que aparentam...
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Análise A Princesa e o Sapo
Não pensei em encontrar outra
princesa do calibre da Bela, de a Bela e a Fera, mas em a Princesa e o Sapo,
Tiana me mostrou algo incrivelmente inspirador. Há o fato dela ser a primeira
princesa negra e tals, porém acho que há mais do que isso.
Tiana não é uma princesa, ela se
torna, tanto em de fato ser quanto seu caráter a tornar uma. Ela mostra uma
realidade que embora dura, merece ser vivida pelos aprendizados que
proporciona. Filha de uma costureira, de um cozinheiro e amiga de uma de uma
menina rica e mimada, Tiana mostra o valor do trabalho e de um sonho, de como
vale á pena trabalhar pra realizar seus desejos.
Tiana tem paciência. Acho que é
uma virtude admirável e em se tratando de realizar algo, ela vai sendo
construída a cada pequeno tijolo colocado. Imagino quanto tempo ela levou pra
juntar todas as suas economias em latas, quanta calma pra aguentar descrença e
deboche.
Ela faz por si. Podia brigar,
invejar a felicidade da amiga Charlotte por ter os vestidos mais lindos, o
dinheiro, joias, se revoltar por sua condição e lamentar sua sorte e a do seu
pai que morreu sem ter o que queria. Contudo, a grande sacada da Tiana é lutar
pelo que quer, querer mais e lutar por isso, contudo sem deixar de se valorizar
o que já se tem. Isso pode ser chamado de humildade.
Ela ajuda o príncipe. Por ser tão
autosuficiente, sua força e experiência é dividida com o príncipe que mais
parece uma criança que mal sabe andar. Ela o ensina a cortar cogumelos, porém é
só o início pra que ele aprenda como é bom trabalhar e ser autosuficiente
também.
Ela demonstra que perseguir
sonhos, lutar por eles e se abrir para novos, faz a gente não só aprender o que
precisa, mas também conseguir até mais do que se imaginava ter. E é por isso que
Tiana merece toda a nossa admiração.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Não existe nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar
Precisa arrumar um sapato, ele já
foi sapateiro. Tem coisa que não precisa mais, ele já trabalhou como agente especializado
em compra e venda de artigos para o lar. Se quer organizar uma festa, ele é estruturador de palanque, diretor de teatro e orador, arranha um violão e canta
também.
Já foi confundido com o velho do
saco e vive regateando abatimento de 1 ou 2 meses de aluguel dos 14 que ele
deve. Fora as cacetadas que leva, da D. Florinda e ás vezes do resto. E ainda
assim continua em frente, imagino como seria o currículo dele. Seu Madruga
TRABALHA, mas tipo, trabalha mesmo. Aturando crítica e pessoas que riem da cara
dele. Vivendo uma experiência assim, muitos desistiriam ou como vejo por aí,
carregariam no rosto o fardo que aquele trabalho representa.
Assim como nosso querido
bigodudo, já vi como é trabalhoso viver sem trabalhar e ter que ter paciência
com tudo e com todos. E como ele, também esbarrei em um ou outro atravanco. Pessoa
ou coisa, nesse caminho do trabalho, assim como a D. Florinda debochou do saco
cheio de tralha, a gente esbarra em burocracias de xérox de documentos, filas
desorganizadas, atendentes mal humorados de órgãos públicos e conselhos profissionais.
Só que diferente do Seu Madruga,
muito não são tão autônomos assim e topar com certas dificuldades, que nem são
necessariamente dificuldades, mas má vontade alheia é realmente desanimador. Aí
é nessas horas que a gente lembra da frase: “Não existe pior luta do que aquela
que não se enfrenta”.
Talvez devêssemos nos mirar no
exemplo, mesmo vivendo com dificuldades e descrença, Seu Madruga vive de uma
forma simples, honesta e até feliz, leva cacetadas, mas nunca levantou a mão
pra mulher nenhuma, mesmo tendo pouco, divide com o Chaves, quantas vezes ele
não o convidou pra comer? Mesmo com a falta de dinheiro, ele conserva seu bom humor ou mau humor e sem demonstrar desespero pelas necessidades. Sem contar que as cenas de lições morais que ele dá
ás crianças são as mais emocionantes do seriado.
Seu Madruga nos ensina a sermos
nós mesmos, ele sendo meio carrancudo, meio sentimental, meio ranzinza
conseguiu conquistar a todos. Como trabalhador, de calça, camisa surrada e all
star sujo, ele protagonizou as carreiras mais inusitadas, embora mantendo o
espírito do trabalho e da persistência, acho que um ótimo vídeo que mostra isso
dele foi um feito por Diego Rodrigues, um garoto que faz montagens excelentes, foi um dos melhores vídeos que já vi e que marcou
profundamente. Me lembrarei dele e do Seu Madruga no meu próximo 1º de maio
quando estiver trabalhando e até penso em usar uma camisa com seu rosto no
primeiro dia pra que lembre sempre que mesmo parecendo ruim trabalhar ás vezes, não existe trabalho ruim, porque não existe nada mais trabalhoso que viver sem trabalhar.
Ensinamentos do Madruga...
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