
Bem, não nego que tava meio na
fossa, minha list de dias solitários/tristes reinou com power total. Não sei ao
certo como surgiu, mas de repente me veio a imagem do desenho do Homem-Aranha,
aquele da década de 90, bem antigão. E
comecei a baixar todos os episódios, que só ontem fui saber de verdade quantos
eram.
Só que um deles tem um
significado mais legal na minha opinião, me lembrava vagamente, contudo
conseguia ver o quanto ele tinha peso. Estou falando do episódio 29,
originalmente chamado de “make a wish” (faça um pedido). Tudo começa com mais
uma situação de perigo, o DR. Octopus quer roubar um laser que seria utilizado
para fins médicos e o Homem Aranha tenta impedir, só que nisso o laboratório é
todo destruído e o projeto que seria de utilidade pública também. Daí vem todo aquele conflito de Peter Parker
de “fui irresponsável”, “minhas intenções são boas, mas só faço besteira” e por
aí vai, claro que o chefe dele, o Sr. Jameson com seu jeito do contra deu uma
mão.

Decidido naquele momento, como em
tantos outros, a abandonar a roupa de Homem Aranha, Peter recebe uma carta de
pais de uma garotinha que segundo eles, era a fã número 01 do herói. Á princípio,
ele não dá bola até que aparece a Madame teia, uma espécie de vidente e “tutora”
que sempre aparece em momentos de crise, dá um belo de um sermão nele. Diz que
ele precisa parar de sentir autopiedade tem uma característica entediosa, mas
interessante, que é o constante questionamento. Acho que se ele esfriasse a
cabeça de vez em quando, as coisas ficariam mais fáceis. A cereja do bolo fica
por conta da fala: “Você tem que ter mais confiança em si mesmo e a fé de uma
criança.” Aí ela some deixando o Homem Aranha com caraminholas na cabeça, mas
já sabendo o que fazer.
Ele vai até a menina da carta,
cujo nome é Taina, ela tem um verdadeiro arsenal de fotos, reportagens e
recortes, desde o início de sua carreira. Começa aí a narrativa épica. Taina
está super empolgada, pergunta sobre como ele passou a ser herói, menciona que
um de seus colegas disse que ele era de um planeta agonizante e fora mandado
para a Terra numa pequena nave. Acho que confundiram ele com o Super Homem, o
que na minha visão é um insulto... pro Homem Aranha! Afinal, o Super Homem pra mim sempre pareceu um herói meio chatinho.
Peter era pouco mais que um
adolescente quando entrou nessa, acho bem natural ele estar mais próximo das
crianças do que os outros, porque ainda teve que lidar com seus próprios medos
infantis, seus grilos e inexperiência. Peter conta tudo desde o momento em que
era um nerd trollado até a picada da aranha, foi bem elucidante, devo dizer. Foi
interessante a parte do “desejo de aranhas por cantos escuros e grandes alturas”,
acho que combina com alguém que sempre precisa pensar como o Homem Aranha. Há a
demonstração das teias, ele até mesmo faz um balanço feito delas pra Taina, é
bem fofo.
A seriedade começa quando ele diz
a ela que vai parar de ser o Homem Aranha, “você não pode desistir só porque
fez uma coisa errada, você nunca desiste por isso é meu herói.” É comovente a
sinceridade da menina. Quando o Homem Aranha está
prestes a ir embora, ela lhe pede uma volta e é nisso que a coisa complica,
porque o DR. Octopus acaba pegando o herói e deixando o resto para o próximo
episódio.
Encurtando a história um pouco, capturado
pelo Dr. Octopus, o Homem Aranha perde a memória e Taina é que se transforma na
heroína, não por super poderes, mas pelo fato de não desistir do seu super herói
e amigo, ela vai e não para até que ele recupere a memória e volte a ser o que
era.
A moral toda nesses dois
episódios é que nas coisas mais simples o herói recupera o que havia perdido.
Recupera a fé em si mesmo, tudo graças a uma menina de 8 anos que acreditou
nele antes e tanto foi estabelecida uma confiança ali que ele decide tirar a
máscara e se revelar, um pacto foi estabelecido ali. Crianças são um público
muito legal de trabalhar, são muito sinceras e definitivamente despertam algo
em você que ás vezes você mesmo desconhece. Foi isso que aconteceu com Peter
Parker naquele momento. Contudo não para por aí, lá no finzinho do episódio 30,
se descobre que Taina não estava em uma casa, em um apartamento, mas em um
hospital para crianças com doenças terminais.
Ambos receberam o que precisavam,
ele recebeu confiança e ela o que mais desejava, conhecer seu herói favorito. Mais
uma vez fica provado que desenhos podem ter muito mais do que aparentam...
Isso aí foi inspirado numa HQ famosa: "O Menino que Colecionava o Homem-Aranha". História parecida, só que sem brigas nem nada, é o Aranha papeando com o garoto. Aliás, o próprio título já entrega: "Make a Wish". :3
ResponderExcluir^^. Obrigada por elucidar isso e obrigada por comentar também!
ResponderExcluirNossa, adorava esse desenho do Homem-Aranha. Eu não manjo muito de heróis americanos, mas Batman e Homem-Aranha são meus preferidos, sei lá, acho que os dois tem um psicológico interessante. E concordo: Super-Homem é um herói bem sem-graça. Continue escrevendo! ^^
ResponderExcluirPS: Faz duas semanas que você não aparece em This Is My Gang (não pense que não percebi). Hahuha. Mas sério, leia os últimos dois caps, comecei um arco novo.
Até!
Nossa, muito obrigada Will por ler! Concordo com relação ao psicológico desses dois, sempre questionando suas ações. Valeu pelo incentivo! Eu também me senti meio culpada por não reviewsar sua história, mas vou dar uma passada lá, pode esperar ^^
ExcluirEstou lendo esse texto em pleno 2021. Parabéns pela escrita e pelo texto!
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