terça-feira, 25 de setembro de 2018

Análise de Novela: Malhação Vidas Brasileiras




Quando se trata de Malhação, existem temporadas boas, médias, ruins, péssimas e as que nem deviam ter um nome. Sempre digo que as temporadas boas da novelinha teen são aquelas em que conseguimos lembrar do enredo, dos atores, dos nomes de seus personagens, da utilidade que ela teve em mensagens fazendo com que não se tivesse a impressão de que era apenas um preenchimento de horário até a novela das seis.

Arrisco a dizer que uma Malhação já tem a prerrogativa de ser boa ou não já no seu anúncio. Considerando que Malhação Viva a Diferença foi tida como uma das melhores temporadas em muitos anos, quando uma novela muito boa acaba, o autor da substituta tem grande responsabilidade de escrever algo muito bom (ou até melhor) de forma que o público mesmo sentindo falta do que acabou, sinta que sua novela foi substituída por algo que vale a pena, o que definitivamente não é o caso de Malhação Vidas Brasileiras.

Logo quando começou a ser anunciada, a nova Malhação já não parecia nem de longe ter a energia de Viva a Diferença. O enredo já começa diferente mostrando que mesmo sendo uma história de jovens, a perspectiva será a de um adulto. Segundo fontes, esta temporada é inspirada em uma novela canadense chamada 30 vies, na qual a cada semana um personagem específico é explorado. Até agora já foram abordados através destes adolescentes problemas como gordofobia, distúrbios alimentares, relações difíceis com os pais, assédio sexual e doenças na adolescência. Alguns tiveram uma abordagem razoavelmente boa, outros assuntos podiam ter sido melhores mas a “dinâmica” atual impediu. Assim como muitos outros fatores.

Um deles recai no fato de que tudo (a absolutamente tudo) envolve a professora Gabriela, ao menos até um tempo atrás. Ela é como o elo que mantém a ligação entre todos os adolescentes personagens. O ambiente, consequentemente acaba sendo a escola na qual eles estudam e quase sempre ele. Gabriela é uma professora competente e dedicada em sala de aula, contudo quando se trata de seus alunos há uma intromissão anormal, pra não dizer absurda.

Era um tipo de indiscrição que ultrapassava o campo pedagógico, fazendo com que a personagem parecesse puro e simplesmente intrometida em assuntos que não lhe diziam respeito, e assim, não parecesse nem um pouco condizente com a realidade de fora das telas. Dóris, a boa diretora do Cora Coralina em Viva a Diferença também se preocupava com seus alunos, seus avanços e desempenho porém respeitava o espaço e tempo de cada um.

Em Vidas Brasileira, por exemplo, quando ocorreu a situação com a aluna Verena de ser assediada por um professor, Gabriela insistia avidamente até fora da escola com a menina para que ela contasse sobre o ocorrido, os amiguinhos fizeram uma manifestação uma manifestação com cartazes querendo a expulsão do professor. A comparação com K1, de Viva a Diferença foi inevitável e a discrepância na qualidade da abordagem ficou evidente. Ao contrário de Verena, o assédio vinha de dentro de casa, do namorado da mãe sendo as mudanças de comportamento notadas pelas amigas próximas. Estas inicialmente tentaram entender o ocorrido e com essas informações comunicaram a diretora que por sua vez buscou a lei para interceder pela aluna, coerente e educativo. Não houve intromissão pura, mas uma sequência de fatos e ações sensatas a serem tomadas em uma situação assim.“Viva a Diferença” trouxe como grande proposta a interação e amizade entre meninas diferentes em vários sentidos, já em “Vidas Brasileiras” por mais que exista pessoas diferentes envolvidas não há um ponto de equilíbrio entre os enredos.

Pérola, por exemplo, era uma menina rica cujo pai foi preso por corrupção. Além de precisar lidar com a situação financeira que mudara radicalmente, a filha de sua empregada, Maria Alice chega e começa a abalar toda a rotina da casa e o namoro de Pérola com o rapaz Alex. Este por sua vez, em um encanto súbito que teve até traços de artificialidade e deslumbramento, sem qualquer reserva começa a cortejar Maria Alice enquanto Pérola tenta (inutilmente) salvar seu namoro, lidar com todo seu drama familiar e passa a ver Maria Alice como rival. No decorrer dos capítulos, ocorre o inevitável: o namoro acaba, Alex fica com Maria Alice e as duas acabam virando amigas quase irmãs.

Em “Viva a diferença” as diferenças entre classes também não impediram uma amizade sincera entre os envolvidos, incluindo questionamentos sobre outros assuntos como racismo e violência. Elen era negra, inteligente e teve seu pai assassinado por engano, isso não a impediu de se tornar amiga de Lica, menina rica, meio mimada, de pais separados mas com inúmeras facilidades de vida. Ambas inclusive trocavam experiências, conhecimentos e ajudas.

Nesse meio adolescente, em ambas as temporadas, o assunto drogas também foi abordado, nesta nova de um modo infinitamente mais fraco que na temporada anterior. No caso, Alex foi acusado de tráfico, havendo tentativa do pai de livrá-lo da culpa através de meios escusos e oportunismo deste de culpar a esposa Gabriela, que estava se separando. Não foi um bom exemplo, visto que na temporada anterior houve abordagem não só de drogas ilícitas mas também das lícitas, as quais começam a ser consumidas dentro de casa, como álcool, além de remédios ditos milagrosos, como foi o caso de Keila que queria emagrecer depois de sua gravidez. Já Lica aproveitava sua posição mais favorecida para promover festas  em seu apartamento para todos os amigos, classe alta ou média como era o caso de seus amigos do Cora Coralina, regas a vinho, vodca e em uma dessas festas, drogas ilícitas na qual Lica quase se viciou.
Em uma dessas festas também foi mostrada ótima abordagem do sexo na adolescência e em como adolescentes mesmo novos já precisam ter noção de proteção e em como o assunto deve ser visto de forma natural havendo preocupação com o prazer mas também com a saúde. Em “Vidas Brasileiras” com os personagens Tito e Flora foi mostrada a perda da virgindade de uma forma cômica com direito a velas pegando fogo no apartamento e chamada de bombeiros, chegou infelizmente a um ponto até meio ridículo. Nas tentativas de conseguirem uma oportunidade, de repente o fato se tornou um reality show no qual todos os amigos não só tinham conhecimento como acompanhavam os acontecimentos em tempo real, aumentando ainda mais a expectativa dos jovens e desconforto para algo que devia ser a dois (pelo menos nesse caso).

Aliás, Vidas Brasileiras tem uma questão com a coletividade que é bem séria. Não só evidenciada com Flora e Tito, mas também observada no arco de Maria Alice. No caso a situação foi o falecimento de um parente que obrigou a menina e sua mãe a irem até sua cidade natal. Lá Maria Alice demonstra grande frieza a morte do tal parente que era seu tio, chegando a cuspir em seu caixão. Fica claro que ela não gosta do lugar e se sente desconfortável até em sair de casa. Logo é explicado que ela sofreu uma desilusão com seu namorado e sofreu machismo da cidade e do tio. Aliás esse ponto do machismo em muitas cenas recheadas de expressões clichês e artificialidade prejudicou a mensagem passada.

A questão, porém neste caso de Maria Alice, é que no meio desses acontecimentos, simplesmente e de repente toda a turma de Maria Alice decide ir a tal cidade ficar ao lado dela, tal como uma caravana, pegando carona na estrada e sem saber se havia lugar para uma turma tão grande ser hospedada. Houveram incoerências assim em Viva a Diferença, com Tina e Anderson sendo dois adolescentes querendo fugir munidos de uma mochila nas costas e boa vontade, contudo no fim foram chamados a razão. Em Vidas Brasileiras, é como se os amigos não pudessem mandar uma mensagem ou esperar a amiga voltar para prestar as condolências.

Doença na adolescência foi abordada de uma forma muito leve pra uma questão tão séria. Em especial se tratando de ELA, uma doença neurodegenerativa que causa incapacidades permanentes e a cada nova fase, são necessárias não só adaptações físicas como também sociais. Amanda que sofre dessa doença já apresenta algumas dificuldades sérias no caminhas e no uso das mãos. Contudo algo que foi salientado por outros críticos foi a questão familiar dela. Uma doença que necessita de cuidados constantes é uma circunstância na qual fica muito estranho que os pais da menina não estejam por perto, eles mandaram a filha para outro estado sozinha considerando todas as dificuldades que ela poderia vir a ter e em Vidas Brasileiras isso parece não ter nenhum problema. Inclusive ela se muda em um momento para a casa do namorado, o qual os pais sequer conhecem, sofre acidentes por falta de adaptações e o preconceito da avó do menino, dá a impressão de desamparo total para com a menina. Já em Viva a Diferença, Benê tinha um grau leve da Síndrome de Asperger, sendo sensível a alguns sons e toques, que podiam desencadear crises. A mãe Josefina era uma verdadeira leoa e sendo zeladora da escola onde Benê estudava, tinha um cuidado a mais aonde Benê ia e também com suas amizades.

Aliás, é notório que por mais amizade que exista entre os personagens de Vidas Brasileiras é como se fosse uma espécie de simbiose, dificilmente se vê um destes adolescentes por ele mesmo.  Agora outros ambientes estão sendo mostrados além da escola, porém no início se tinha a impressão que ninguém sairia dali e viveriam lá eternamente. Em Viva a Diferença, As Five viviam juntas, porém se via as perspectivas individuais, os avanços individuais, desejos próprios. Inclusive em uma opinião

pessoal, uma das cenas mais icônicas foi uma que marcou o fim de uma fase, na qual as amigas brigam e cada uma decide ir para um lugar diferente, sendo mostrado um quadro com o rosto das cinco indo para seus destinos se descobrirem e melhorarem. Quando voltaram, uniram-se novamente, contudo cada uma com amadurecimento individual. Creio que inclusive o término de Viva a Diferença foi um marco, todas terminaram como supostamente adolescentes terminam a escola: ingressando na vida adulta, fazendo um curso superior ou em algum outro processo que propicie conhecimento ainda que com todos os medos do novo. E mesmo com a alusão da separação de caminhos, com a sensação de uma amizade eterna.

A bola da vez em Vidas Brasileiras é sobre o adolescente Michael, assumidamente gay que sofre preconceitos e precisa lidar com outras situações decorrentes de sua orientação sexual. Ao que dar a entender, ele ajudará outro adolescente a se descobrir. Lica em Viva a Diferença também se descobriu junto com Samantha, sua colega e as duas engataram um romance, foi uma surpresa para ambas, porém tudo de uma forma natural sem angústias para nenhuma das duas. 

Vidas Brasileiras está sendo uma temporada que segundo fontes perdeu grande audiência se comparada com Viva a Diferença. O modelo novo e o fato dos personagens dos arcos anteriores fcarem deixados de lado a cada novo arco pode ter sido um fator para isso. Algumas coisas foram corrigidas do início da novela para os capítulos atuais, contudo em muitas cenas e muitos capítulos, talvez alguns de nós sintam vontade de gritar: “Voltem As Five!”.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Extreme looks #6 - Marrom Glitterinado


Esse look eu fiz bem rapidinho. Eu imaginei ele bem neutro e simples daí me veio o estalo de que seria legal colocar um pouco de glitter pra melhorar o resultado final. Muitas tem preconceito com marrom, porém bem feito e combinando da forma correta e mais criativa fica muito bonito sem ter um ar sóbrio e chato. Espero que curtam!

1. Primeiramente eu aplico um primer em toda a pálpebra. Usei o corretivo em creme da Vult, me surpreendi como ele tem qualidade e fixa a sombra.



2. Usei somente a minha paleta de 88 cores neutras neste look. Apliquei no côncavo um marrom bem clarinho




3. Daí eu aplico um lápis marrom cremoso. Ele tem um fundo levemente vinho





4. Depois, esfumei um marrom mais escuro no côncavo




5. Agora a parte mais legal, porém a que mais exige cuidado: o glitter. Como eu ainda usava um solto, aplicava gloss incolor para fixar, tinha um somente para isso, mas não evitava que fizesse um pouco de bagunça então tenham cuidado. Usei um glitter amarronzado escuro




6. Pra dar um destaque maior, eu coloquei um pouco de preto e esfumei com o glitter, bem pouco mas aprofundou bem o olhar





7. Depois finalizo os olhos com lápis marrom na linha d'água e máscara




8. Preparo a pele com as Lágrimas de Unicórnio, base, pó e um contorno. Nos lábios, um batom nude.










domingo, 23 de setembro de 2018

DIY Sombra Glitter Prensada


Glitter solto faz muita bagunça. Depois de alguns looks percebi isso, mesmo usando um power fixador, sempre caía e voava glitter pra todo lado. Pra limpar depois, da bancada e do rosto também ficava bem complicado. Então pesquisei e sabia que havia aquelas paletas de sombra glitter, contudo não queria investir nelas e ainda esperar mais uns três meses para receber, considerando que eu já tinha um kit de glitters soltos que precisam ser usados. Daí fui verificando que havia uma forma de fazer a sombra glitter de um modo caseiro mas que dá super certo!

INGREDIENTES:

- Álcool em gel
- Glicerina líquida
- Uma seringa de 10ml
- Glitters em pó
- Um potinho e um palito para fazer a mistura


1. Misture o álcool e a glicerina no potinho. A medida é 2ml de álcool (antibactericida) para 1ml de glicerina, por isso a seringa ajuda na hora de medir. Mantenha sempre essa proporção em mente, você pode fazer mais ou menos desta mistura dependendo de quantos glitters tenha.


2. Após misturar tudo, adicione ao glitter. Como os meus já estavam em um potinho, eu acrescentei a mistura e fui mexendo até que se formasse uma pastinha. Só lembrando que deve haver mais glitter do que mistura senão a sombra perde o efeito.




3. Após misturar tudo, espere 24h para que ela seque.


4. Retire o excesso de umidade com um papel toalha. Vale usar uma moeda para apertar ou o dedo mesmo.



5. A textura ideal desta sombra gliter é a de gel ou parecida com pasta de dente. Se por acaso depois desse tempo de descanso e de retirar a umidade, sua sombra ficar um pouco ressecada, adicione um pouco de glicerina, com cuidado,  para chegar naquela textura de gel que falei.


6. E pronto!