sexta-feira, 25 de março de 2016

Das nossas quatro esposas, cuide da primeira



Ainda me valendo das minhas anotações do III Congresso Espírita que achei e considerando todo o momento que o país está vivendo atualmente, em uma das palestras falaram umas coisas sobre consciência e a percepção dela que achei bem interessantes.

Claro que o foco dado envolvia muito de vida espiritual, mas ainda assim faz pensar, ao menos para aqueles que se dispõem a isso. Só pincelando um pouco, após essa vida terrena, suas preocupações acabam. Você não precisa mais se preocupar com a política do país, nem com os governantes, se são corruptos ou não, se fazem passeatas... lá do outro lado só há você e você mesmo, e desse enfrentamento você não pode fugir já que não há mais nada além dele.

Daí existe uma percepção muito mais aprimorada do que você fez, não só por você, mas pelos outros também. E o modo como fez também. Os rótulos se esvaem. Então aquele super ativo, lutador de causas pode se deparar com uma conta bem alta para ser paga e vice-versa. O foco de um jeito ou de outro estará em você. E tal como um grande foco, o nosso de uma forma geral é nosso aprimoramento pessoal.

Com isso, em uma das palestras, foi contada uma história muito interessante. E segundo o palestrante, também muito antiga. Já devo ter dito que uma das minhas partes favoritas do congresso são as historinhas. Os que palestram estudam muito, pesquisam muito para falar, não é incorporar um espírito e falar como muitos pensam. O curioso é que essa é uma história contada por um rabino, ou seja, vem da cultura judaica.

Dizem que em um reino havia um rei muito, muito rico. Seu reino era vasto e ele tinha inúmeras riquezas em seu palácio, que por sinal era enorme. Esse mesmo rei tinha quatro esposas e morava com elas, cada uma delas tinha características peculiares.

A Quarta esposa era a favorita do rei. Era uma moça jovem de quem o rei sentia prazer de satisfazer todos os caprichos. Nada do que ela pedisse, fosse jóia, roupa ou acessório o rei lhe negava. Ela era orgulhosa de ter o rei fazendo-lhe todas as vontades e sentindo como se o mundo estivesse a seus pés.
A Terceira esposa era conhecida por ser a mulher mais bonita do mundo. De todas as esposas ela era quem se vestia melhor e andava adornada das jóias mais deslumbrantes. O rei, por sua vez, sempre a escolhia para ir às festas com ele. Ela era sua favorita para os eventos porque por onde ela andava, chamava a atenção e o rei adorava exibi-la com orgulho, fazendo inveja a todos.

A Segunda esposa, já mais velha que as duas primeiras, era a mais amiga de todos, tanto do rei como das outras esposas. Por ser um pouco mais velha, era aquela com quem o rei mais conversava e tinha cumplicidade. De todas, era com ela que ele se abria. Ela era sua companheira e de quem ele mais recebia cuidados.

A Primeira esposa era uma mulher muito doente. Ela vagava magra, cansada e tossindo pelos corredores do palácio. Suas vestes nem pareciam vestes de rainha, eram velhas e rotas, ela mais parecia uma serva do que a Primeira esposa do rei. Apesar disso, ela era louca de amor por ele, o amava fielmente e devotadamente, apesar dele não lhe dar a mínima atenção.

Chegou um tempo em que o rei ficou doente. Ele ficou tão enfermo que convocou uma reunião com os melhores médicos. O veredicto porém logo foi dado: “Meu senhor, o senhor está morrendo. Sua doença é grave e talvez o senhor só tenha mais alguns anos de vida ou meses”. Apesar dos cuidados, a enfermidade foi piorando e o rei ordenou aos seus ministros: “Quero ver minhas esposas, tragam elas aqui”.

A primeira que adentrou o quarto foi a Quarta esposa. Com o ar jovial tomado por pena, ela se aproximou do rei: “Diga, meu senhor, estou aqui”. E o rei: “Eu estou morrendo, não tenho muito tempo de vida. Eu gostaria de pedir uma coisa. Sempre satisfiz todas as suas vontades, então gostaria de lhe pedir esta única coisa.” “Sim, meu senhor, o que quiser, eu farei”. O rei respirou fundo e disse: “Eu quero que você vá comigo. Quero que me siga”. A Quarta rainha foi tomada de espanto e surpresa e disse: “Desculpe, meu rei, mas eu não vou. Eu sou daqui deste mundo, pertenço a ele, não seguirei o senhor” E rumou porta afora do quarto.

O rei foi tomado de grande decepção e tristeza, sentindo que suas forças ficavam fracas. Mas pediu que a Terceira esposa entrasse.

Logo que esta adentrou o quarto, aproximou-se da cama e logo disse: “Aqui estou, meu rei. Para onde nós vamos?”. O rei tosse um pouco e diz: “Sempre adorei sua companhia, sempre adorei estar com você, quero que me acompanhe quando me for deste mundo”. A rainha arregala os olhos e com sinceridade diz: “Perdoe-me, meu senhor, ainda que adore sair com o senhor, pra esse lugar não o acompanharei. E depois que o senhor se for, provavelmente nos dias que se seguirem me casarei com outro”. E com essas palavras, ela corre para fora do quarto.

Com mais esta decepção, o rei se enfraquece mais ainda, a respiração fica pesada, os olhos pesam, porém ele solicita a presença da Segunda esposa.

Logo que esta entra, ela corre para o rei. “Estou aqui, senhor. O que deseja?”, “Você sempre foi minha maior companheira, a pessoa que sempre me ouviu. Eu vou morrer, quero que vá comigo”. A Segunda esposa ficou surpresa, porém foi sincera. “Senhor, eu não vou com o senhor. Embora seja sua cúmplice de todas as horas, quando o senhor morrer o máximo que posso fazer por sua pessoa é enterrá-lo.” E ela saiu correndo para fora do quarto.

O rei sentiu mais aquela decepção e com ela foi sentindo a vida se esvair. Os olhos mal se mantinham abertos, o ar ficava mais difícil de entrar e neste momento ele sentiu uma mão pousar sobre a sua. Com as poucas forças que tinha, olhou para ver quem era e se deparou com sua Primeira esposa, igualmente doente e fraca, a olhá-lo.

“Eu não a tinha chamado ainda”.

“Tudo bem, eu vi tudo o que aconteceu. Eu estava aqui o tempo”.

“Desculpe por eu nunca ter lhe dado atenção”

Os dois estavam muito fracos, sentindo que a vida ia embora.

“Eu sigo o senhor. Eu vou para onde o senhor for, o acompanharei sempre”.

O rei, emocionado, sentiu que as lágrimas corriam em suas faces, enquanto se sentia desfalecer. E a Primeira esposa conforme prometido, foi logo em seguida, seguindo-o para o outro mundo. Após isso, as outras esposas seguidas pelos médicos, adentraram o quarto e viram o rei desacordado abraçado com a única das esposas que se dispôs a segui-lo no além túmulo.

Dizem que todos nós temos quatro esposas. Cada uma delas diz respeito a um aspecto da nossa vida. E que assumem significados distintos na hora da nossa morte.

A Quarta esposa representa nosso corpo. Vaidosos, por vezes narcisistas, fazemos e satisfazemos todos os caprichos do nosso corpo. Nada que ele peça é por nós negado. Ele quer prazer, corremos atrás mesmo que esses prazeres sejam nocivos; ele tem um nariz ou formas não tão belas, quantos não correm atrás da perfeição, para que esse corpo fique o mais belo possível? Fazem exercícios, dietas, cirurgias, sacrifícios para ceder ao capricho do corpo?

Na hora da passagem para o outro lado, contudo, por mais belo e caprichado que o corpo seja, não importando se é jovem, velho, alto ou baixo, ele fala: “Não posso acompanha-lo, eu sou daqui, pertenço a este mundo”. E ele fica.

A Terceira esposa são nossos bens materiais. As posses, riquezas, títulos sempre nos deixam orgulhosos, sempre nos sentimos exaltados de exibi-los para todos. Escolhemos as melhores roupas e joias para ir à festas, valorizamos títulos e cargos como classificadores de status, exaltamos bens materiais conseguidos ao longo da vida, porém, na hora da morte, os títulos não vão conosco, nem as joias, nem os imóveis... eles dizem: “Não vou com você. E amanhã, provavelmente me casarei com outro.” Os bem materiais, no momento em que partimos, ficam para aqueles que continuam nesta terra.

A Segunda esposa se transfigura em nossos familiares e amigos. Todos são nossos cúmplices, pessoas com quem gostamos de conversar e cuidam de nós, porém por mais companheiros que sejam, por mais que nos amem, por mais que tenham consideração e carinho por nós, quando chega o momento, o máximo que eles podem fazer por nós é nos enterrar e chorar pela falta que fazemos.

A Primeira esposa é a síntese dos nossos atos. Em suma, o nosso espírito e tudo o que ele carrega consigo, a alma. Ela é a única em definitivo que nos segue na fronteira da morte. E mesmo ela sendo a única que pode nos acompanhar, sempre a negligenciamos, deixamos de lado pra dar atenção às outras esposas, não ligamos para ela e não lhe damos a atenção devida mesmo ela sendo tão próxima. Ela vive doente e em grande parte por nossa própria culpa. Ela no momento que estamos partindo, segura nossa mão e diz que nos acompanha para onde formos.


Por isso, é muito importante que a gente cultive e cuide bem dessa nossa Primeira esposa, para que ela não ande andrajosa e esfarrapada no nosso palácio interno da consciência e com ela possamos ter um casamento feliz. Mesmo no momento em que partimos.

domingo, 13 de março de 2016

Sete fatos do filme Branca de Neve


Eu por acaso botei um filme pra ver e acabei clicando na Branca de Neve. É engraçado quando você depois de adulta vê um filme que assistia quando criança e com tanta coisa no mundo hoje que falam, começa a notar, embora não necessariamente concorde. Mas aqui estão algumas coisinhas que aponto neste filme que por sinal adoro. E quem sabe não surja inspiração para outras princesas também.



1. Ela foi a pioneira
Ela foi a mamãe das princesas Disney. Ela foi a primeira que chegou ás telas do cinema e encantou milhares de pessoas, dentre crianças e adultos. Segundo informações, foi caracterizado como “Loucura de Disney”, afinal, não só era a primeira princesa, mas também o primeiro filme de animação na tela de um cinema. Disney hipotecou sua casa para conseguir dinheiro para a produção, visto que não acreditavam na idéia e ficou até bem caro para um filme da época. Como muita coisa na vida, o filme Branca de Neve prova que muitos duvidam quando algo novo é lançado, porém quando veem que dá certo, tiram o chapéu e elogiam. Essa era uma característica de Disney que acredito ser um exemplo: não se deixar emprenhar pelos ouvidos e seguir em frente com sua própria cabeça.


2. Ela era mais “real”
Quem vê o filme da Branca de Neve, mesmo na versão HD dá pra notar que ela é uma garotinha com formas mais “reais”. Tirando a pele pálida fora do comum, dá pra ver que as bochechas são mais rechonchudas, os braços são mais gordinhos, quase não há seios no corpo de forma mais redonda. Ela é baixinha, pequena. As formas corporais lembram uma moça jovem, ainda em formação mas sem aquela utopia de cintura finíssima, seios grandes e aparência madura para uma adolescente. Disney quis fazer uma menina com forma de menina e Branca de Neve cumpriu o papel.


3. Dizem que é machista mas... Quem se importa?
Começa pelo ano que foi lançado: 1937. Nessa época o feminismo ainda não tinha a estrutura que tinha hoje, então é no mínimo uma covardia colocar isso na balança. As moças sonhavam com um bom casamento, suas atividades eram mais restritas e mesmo as profissões tinham relação com o lar, como lavadeira e cozinheira. Por educação, era ensinado que a mulher devia sempre ouvir ás figuras masculinas, do pai ao marido. Logo, mesmo um filme infantil traz alguns desses resquícios desse tempo. O suposto “abuso” que o príncipe comete ao beijar uma moça adormecida reflete muito do imaginário das meninas de que quando seu “par ideal” chegasse, ao beijá-las, sua vida mudaria, elas viveriam felizes em um castelo (casa) enorme e não teriam mais que se preocupar com dinheiro, afazeres e teriam uma vida de princesa, devotada ao príncipe. Não podemos culpar a mentalidade das pessoas de tempos passados, pois como o próprio nome diz: é passado, ainda não se tinha amadurecido. E só lembrando: ainda que seja machista para nossa mentalidade atual não significa que eu vou deixar de gostar, deixar de ver e se tiver uma filha vou deixar de mostrara a ela, falou?


4. Dizem que faz alusão a pedofilia...Só que não
“Se me deixarem ficar, eu tomo conta de tudo. Eu lavo, passo, costuro, cozinho”. Isso foi o que Branca de Neve diz aos anões para que eles a deixem ficar na casa. Parece mesmo como “eles querem uma empregada”, o que para muitas moças parece um absurdo e machista, já que dá a entender que somente a mulher deve fazer as coisas. Porém, Branca de Neve não era uma mulher. Ela era uma menina. A idéia era dar a noção de que ela era uma moça jovem, o que casa bem com a história: uma menina que fica órfã de pai e a mercê de uma madrasta dá mesmo a entender que ela era imatura, desprotegida e meio boba até, o que desconstrói esse argumento. Ela vai com o caçador sozinha para o meio da floresta, pode-se pensar que ela estaria à mercê de um abuso, porém em nenhum momento isso é mostrado. O caçador se aproxima dela não com desejo, mas com o intuito de matá-la, se arrependendo logo em seguida. Pode parecer absurdo que uma menina fique numa casa sozinha com sete velhos (os anões eram velhos se não notou), porém quando olho para eles, vejo uma relação dela sendo mãe de sete velhinhos que não sabiam se cuidar bem, ou uma netinha amorosa cuidando de avôs, mas tudo num clima fraterno e amoroso, sem nenhuma alusão à sexo ou abuso.

5. A vilã é complexa
A Rainha Má é um tipo diferente de vilã. As ações dela não nascem puramente de maldade, mas se transfiguram em mal. O que movia a Rainha era decorrente de sua enorme vaidade e orgulho, e por estes sentimentos que ela faz as coisas mais horríveis, ela pode não ser puramente má, mas por ter esse lado, o espelho dizer que havia outra mais bonita foi o gatilho para trazer tal lado a tona, o que pode acontecer com muitas pessoas que permitem que esse lado "ruim" as dominem. Ela manda matar Branca de Neve, tenta envenená-la e tem uma morte que considero no mínimo, chocante. Acho até que é bem chocante, considerando um filme antigo e infantil, considerando que ela no momento está como uma velhinha, perseguida por sete anões e morre caindo de um penhasco e esmagada por uma pedra enorme.


6. Branca de Neve tem atitudes condizentes
Desde o início, ela tem uma aura inocente, prestativa e gentil. Como ainda tem muito de criança, ela conserva esses sentimentos. O sentimento de não se revoltar contra uma madrasta malvada, o que não impede que ela tenha medo. Ela se apaixona a primeira vista por um moço bonito que se aproxima, embora também conserve aquele instinto de se afastar meio assustada meio evasiva e tímida. Quando os anões se apresentam, ela fica tímida e se cobre. Reza a noite ajoelhada na cama pedindo o mais singelo: que seus sonhos se realizem e que Deus abençoe os anões que são bonzinhos para ela. E que o Zangado goste dela, já que ele é hostil. Ela tem o carinho de uma menina ao dar um beijinho em cada carequinha dos anões ao saírem. Mesmo a Rainha assustando-a quando aparece de mendiga ela a ajuda colocando-a para dentro e dando água, mesmo sabendo que não poderia deixar ninguém entrar. Ela faz uma torta para Zangado mesmo ele sendo ranzinza com ela, ela limpa uma casa inteira mesmo sem ter obrigação, em parte porque queria ficar mas em parte porque achava que os anões eram órfãos que precisavam de cuidados, ela acredita quando a Rainha lhe diz que a maçã realiza desejos e pede que viva feliz para sempre com seu príncipe num castelo, isso tudo denota por parte da Branca de Neve pura inocência.

7. Os anões são puramente humanos
Pode parecer engraçadinho os nomes dos anões, porém olhando um pouco mais atentamente vemos que as características deles representam muito dos humanos. Mestre tem aquele instinto de guiar a todos, nós precisamos de líderes, alguém que segure as pontas e guie todos em momentos de dificuldades. Feliz guarda aquela coisa alegre de todos, aquela vontade de rir sempre, de se divertir e contagiar todo mundo. Vejo em Atchim aquele sentimento nosso de ficar constrangido com algo que está em nós. Quando estamos gripados, ficamos constrangidos de espirrar ou tossir em público, embora seja inevitável. Resfriado pode ser algo simples, mas se pensarmos, há muitas outras coisas que são muito individuais, mas que para muitos é constrangedora, mesmo que não seja para ser. Zangado representa aqueles aborrecimentos que temos, seja com as pessoas, com o mundo, com as situações, mas que podemos em muitos momentos amolecermos um pouco essa carapaça. Dengoso é a vergonha, a timidez quando nos dirigem a palavra, quando temos que olhar para aquele que amamos e ficamos sem graça, quando ficamos vermelhos ou quando precisamos falar em público, muitos de nós é o Dengoso em pessoa. Evito dizer que Soneca é a personificação da preguiça, pois ele também trabalhava na mina, embora ficasse molenga, ele também foi atrás da Rainha quando precisou e mesmo estando quase dormindo, foi ele quem sacou o que os animais queriam quando estavam puxando eles. Acho que ele faz jus aquele cansaço que todos temos, mas que apesar dele continuamos. Dunga é o atrapalho, mas apesar de ser atrapalhado, ele é muito esperto e ativo. Vejo nele aquele jeitinho desajeitado que se assume de vez em quando, diante de algo novo mas indiscutivelmente fazendo tudo de uma forma descontraída que no fim dá certo.


segunda-feira, 7 de março de 2016

As dificuldades de ser feminista


Ser feminista, pelo menos no significado puro da coisa toda, está se tornando coisa difícil hoje em dia, em tempos de internet, grupos de facebook e discussões.

Feminismo tem a ver com opinião

Feminismo tem a ver com igualdade

Feminismo tem a ver com direito

Feminismo acima de tudo tem a ver com escolha

Então já na beira do Dia Internacional da Mulher, digo que pelas muitas situações que vi, por vezes nós mulheres, parecemos mais apartadas do que nunca. Mesmo com tudo que conseguimos, ainda em muitas que lutam umas contra as outras. Escolha talvez seja a palavra chave. Já ouviu pessoas concordarem com muito do que o feminismo prega mas ainda assim dizer: "Não sou feminista"? Não é por medo de assumir que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens, nem por medo de ser menos feminina, tenho a teoria de que é por aversão às contradições da corrente.

E no ano em que vai ser lançado o filme As Sufragistas, no qual só a música faz você lembrar de muitas garotas de filmes duronas que não baixam a cabeça pra ninguém, acho muito válido dizer que apesar de se tratar de escolha, em muito do que se vê é: "Você é livre pra escolher mas se for contra o que prega-se, isso automaticamente torna você um machista desgraçado e quer convencer todo mundo a ser igual". Estão indo contra aquilo que o feminismo se dispôs a defender com toda a seu a energia.

Talvez este post soe como um desabafo porque o mundo vez ou outra pede pra que cansemos dele. E com relação ao feminismo, a falta de educação, grosseria e desrespeito em muitas ocasiões fazem com que ele assuma uma postura tão torpe quanto o machismo. Um se trata de homens ditando regras sendo os únicos beneficiados e o outro mesmo pregando igualdade, tem umas moças que querem ditar regras da mesma forma, sob o argumento de que por serem mulheres podem dizer o que é melhor para as mulheres, só que sem ligar se as outras querem ouvir e se concordam.

Ás vezes você não pode dizer que prefere que seu marido dirija porque ainda não se sente segura para estacionar, já que é considerado machismo.

Você ás vezes não pode gostar mais de vestido e dizer: "Quero ser uma princesa", porque "exulta que a mulher é sexo frágil";

E ainda olham atravessado se você gosta da Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida, afinal as princesas clássicas dão claras mostras de cultura do estupro e abuso. Você tem que gostar da Elsa e da Merida.

É um absurdo você não encrencar com as propagandas de produtos de limpeza e de eletrodomésticos. Afinal, é opressão insinuarem que mulher tem que aprender a cuidar da casa pro marido. Só que sequer pensam que ela precisa aprender no caso de ficar sozinha e não ter que sobrecarregar outra mulher para fazer para ela, mesmo que seja a própria mãe.

Você não pode achar gentileza que o homem puxe a cadeira, abra a porta, pague contas ou carregue pesos. É um absurdo pedir para que eles botem os galões no bebedouro.

Você não pode curtir o Christian Grey nem um par de algemas, por mais que afirme que gosta, que está sendo prazeroso para os dois e que não há problema.

Você não pode dizer: "Sou contra o aborto e contra a descriminalização dele, pois pra mim é um ato errado e não vou compactuar com isso" sem que essa afirmação gere comoção nacional e todos caiam em cima de você como chacais, afirmando que você quer que todos pensem da mesma forma.

É muito justo que você critique filmes e novelas nos quais um homem seja ciumento, obcecado, persiga a mulher, é quase um dever que caraterize esse relacionamento como "abusivo" porém falar o mesmo quando é a mulher a obsessiva, controladora, ciumenta é quase um crime.

Você não pode apontar constatações, parece que estamos vivendo uma época em que estamos separados por nichos.Quem é a favor de algo, compartilha e comenta coisas somente em páginas a favor e vice-versa. Se você migrar para outro nicho e expor sua opinião, é rechaçado, ofendido e destratado, afinal, não está falando o que querem ouvir. Quer um exemplo?

A mãe que desafiou o próprio desafio da Maternidade Feliz com a Maternidade Real. Toda a aversão destinada a ela seria a mesma, caso ela dissesse: "Sou muito feliz na maternidade"se o movimento tivesse por objetivo mostrar olheiras e cansaço das mamães.

Você não pode dizer que deixa "cantadas na rua pra lá", é como uma traição você não levar elas a sério como um tipo grave de assédio. Em casos extremos, é muito ruim você não desviar seu caminho para enfrentar o "assediador".

Há muitas que admiram o movimento sufragista ocorrido pelo voto das mulheres, mas mesmo ele sendo marcante e pioneiro, existem aquelas que metem pau porque ele era "racista", "elitista", "europeu" e etc. Ora, pra algo que está começando, que está se emancipando pioneiramente de algo que por muito, muito tempo nunca foi contrariado, acho que deviam reconhecer esse valor para a época ao invés de apontar defeitos.

Moças que apontam o dedo, julgam e se põe contra as outras, parem. Que esse dia da mulher exija respeito sim, mas que ele comece acima de tudo de nós para nós.

sábado, 5 de março de 2016

Pokémon Makeup Inspired - Gastly


Oi! Tudo bem? Hoje eu trago o look do Gastly pra vocês! Ele é um dos meus pokémon favoritos, tipo fantasma e todo cheio de mistério, adoro as cores dele. Espero que curtam também! Eu adorei e me diverti muito!





PELE:
Base Mate Quem disse Berenice cor 09
Pó translúcido Vult
Fixador de sombras Yes cosmetics
Sombra em brilho Jasmine

OLHOS:
Paleta de 88 cores mate
Paleta caseira
Lápis preto Ruby Rose
Máscara de volume Avon color Trend

LÁBIOS:
Batom Roxo Luminoso
Gloss glitter Vinix