domingo, 31 de maio de 2020

Nós evoluímos... a que preço?


Fiz mestrado num programa que falava muito de Evolução Humana. Por mais que tudo fosse muito maluco em boa parte do tempo, deu pra aprender alguma coisa aqui e ali. Se batia muito na tecla de que nós tivemos que nos adaptar para poder evoluir, que as características sobressalentes foram selecionadas, permaneceram e passadas adiante para as próximas gerações e assim foi por milhões de anos até hoje. Nossos ancestrais andavam cerca de 3km pra conseguir achar um punhado de castanhas pra comer. 3km são 3000m, o equivalente a 30 campos de futebol. E castanhas são aquelas sementinhas que a nutricionista manda você comer no lanche da manhã antes do almoço. Nossos antepassados caminhavam exaustivamente pra isso, era uma felicidade sem tamanho se achassem um pedaço de tutano perdido numa carcaça qualquer... Todavia, não quero discutir aqui a felicidade com relação a comida que permaneceu em nossos cérebros, o ponto é que: nós desenvolvemos uma capacidade de adaptação surpreendente, quase espantosa.
 
Em tempos nos quais muitos viram seus pilares ruírem sem poderem fazer muito e a iminência das coisas voltarem ao normal, ou pelo menos uma tentativa disso, foi percebido que muitos souberam se adaptar, até se acostumar muito bem com a situação toda. Não digo que é algo ruim, é essa característica que nos permitiu viver por tanto tempo, porém a parte social quando se une a esta parte primitiva apresenta alguns reveses difíceis de lidar. Muito foi visto neste momento que estamos vivendo. E foi necessária muita adaptação, mas movida por muita sinceridade e observação, posso dizer que alguns se adaptaram muito melhor que outros. Não sei dizer se isso é algo tão positivo assim mesmo que evidente...

Começou com o uso de máscaras, necessário, preciso, logo esse acessório que era usado somente em hospitais e em fantasias, tomou conta das ruas. Pessoas que nunca souberam direito a diferente entre as inúmeras do mercado de repente se viam como especialistas explicando a diferença entre os filtros. Logo, todos se adaptaram a usá-las, em todo lugar, mesmo os que possuíam restrições. As costureiras logo se adaptaram a costurar máscaras de tecido ao invés de vestidos e roupas e os que vendiam álcool em gel e máscaras, logo souberam tirar vantagem cobrando o triplo do que valiam, surpreendentemente quem comprava não se importou em pagar o preço.

E com relação ao isolamento... não se tem muito o que se dizer. Boa parte está muito confortável com ele, se adaptar a ficar longe do resto do mundo não foi nada penoso. Alguns estão em gaiolas douradas, com as provisões em quantidade, vivendo até experiências novas e felizes (ainda bem), mesmo numa gaiola, não está sendo tão difícil e triste assim, é uma gaiola prazerosa no fim das contas. Não falta quem diga que está muito bem mesmo isolado, não sente falta de nada. Outros por sua vez por necessidade não conseguem mais ficar nessas gaiolas, alguns estão sendo duramente afeccionados por danos psicológicos sem precedentes, não por uma falta de adaptação, mas por uma circunstância desfavorável com relação aos mais “adaptados”. E estes por sua vez, em muitos casos é mais fácil criticarem, xingarem, apontarem seus dedos meio como que gritando superioridade do que perguntarem se quem viola o isolamento precisa de algo ou o porquê de fato fazem, em muitos casos não há muita preocupação se quem sai pode estar no meio de uma crise, tendo que segurar sozinho as pontas.

“Ah mas as pessoas não estão bem, estão com medo”. Essa também é uma das coisas mais curiosas da nossa evolução. Nós somos capazes de nos adaptar tão bem que nos adaptamos e acostumamos igualmente bem a medo, a sofrimento, a infelicidade... É o lado negro dela que adquirimos junto com outras capacidades. Se voltarmos um pouco no tempo e pensarmos nas guerras mundiais, veremos que as famílias dos soldados se adaptaram ao medo de perde-los. Dormiam e acordavam com essa sensação, conseguiram conviver com isso, não saindo ilesos mas vivos e sobrevivendo. Muitas viviam com o incômodo iminente de receber a notícia de uma morte ou com a esperança de uma volta, e viveram com a angústia de não ter nem uma coisa nem outra. Se acostumaram a ter a ameaça constante de bombas caindo do céu... Os soldados se adaptaram a lutar por suas vidas, com medo, com horror, convivendo com o que de mais terrível havia no ser humano. Mesmo hoje vemos isso: soldados que se adaptaram tanto com a guerra e suas crueldades, que não conseguiram voltar inteiramente e a paz os confundia. No filme A Vida é Bela ( um dos filmes mais pestilentes que existem pra mim), Guido precisou se adaptar a dura realidade, modifica-la para proteger seu filho Guiosé dos horrores do campo de concentração. Recentemente, em uma reportagem sobre a guerra do oriente, foi mostrado que um pai cantava para a filha durante os bombardeios para que ela se acalmasse. É uma forma de lidar, ainda que pesarosamente, com sentimentos como o medo.


Vendo essas coisas nos perguntamos como o ser humano consegue. Talvez tenhamos sido feitos pra isso afinal. Nós evoluímos por milhões de anos justamente nos adaptando aos ambientes mais inóspitos e carentes de recursos. Somos uma espécie que está presente no escaldante calor dos desertos e no frio congelante dos árticos e conseguimos nos encaixar mesmo assim. Vemos casos de pessoas vivendo em condições altamente insalubres, seja de fome, carência ou no meio de ambientes que propiciam a maior sorte de malefícios e há o questionamento de como isso se torna possível. A resposta é a mesma do porquê muitos estão bem isolados devido ao Corona Vírus: nos adaptamos bem, nos acostumamos bem, mesmo que seja algo que nos fira, que não seja agradável. Lógico que é necessário, é preciso em nome de uma sobrevivência de cunho maior, o ponto é que muitos estão confortáveis demais com a questão ou não sentiram tanto os reveses. Talvez não devêssemos nos acomodar tão facilmente a coisas do tipo mas isso só prova que o ser humano foi mesmo feito pra expiar e crescer independente do caminho que se tome, talvez a evolução seja sempre certa... Só cabe o questionamento: será que o costume e adaptação ao sofrimento e infelicidade é sempre o único modo de se evoluir? Será que não há outros modos e soluções? Uma questão para os sábios...

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Extreme Look #25 - Azul claro


Eu vi uma combinação de cores muito bonita numa parede e resolvi reproduzir. Azul é uma cor incrível e de nuances muito bonitas. Ouvi certa vez que era uma cor calmante, sempre se recomenta para quem está nervoso ou tenso olhar para algo azul e então eu resolvi reproduzir. Espero que curtam!










domingo, 24 de maio de 2020

9 cenas incríveis de Casamentos


O mês de maio que já está se acabando é o mês das mães, porém também é o mês das noivas. Lógico que por mais que seja uma opção para casamentos, nos tempos atuais, ninguém consegue sair de casa, o que dirá dar festas. Contudo, é fato que casamentos sempre tem uma áurea de deslumbramento ao seu redor. O mais incrível é que isso meio que é universal, independente de credo, religião, lugar do mundo ou forma como a festa se realize, sempre gera uma certa emoção que nos aquece por dentro. Afinal, a prióri, significa a união de duas pessoas que se gostam e desejam passar um bom tempo de suas vidas juntos, mesmo que muitos processos até chegar nessa união não envolvam amor, sempre se tem a esperança que sim. Logo, aqui vão cenas de casamentos que emocionaram, chocaram ou arrancaram suspiros do público que as viu.



1. Casamento Dothraki, de Daenerys e Khal Drogo - Game of Thrones
Um casamento Dothraki sem ao menos três mortes é considerado aborrecido, e antes do casamento de Daenerys com Drogo terminar, meia dúzia de homens haviam morrido. É descrito nos livros que a jovem e delicada Daenerys Targaryen ficou bem chocada, com as carnes e tortas de sangue servidas de comida, a dança e em como as pessoas procediam em seu casamento com o bárbaro Khal Drogo. Od convidados dançavam vigorosamente e faziam sexo no meio do salão, eram um povo que não tinha muita vergonha com a noção que temos, lógico que as lutas e morte eram o ápice da cerimônia, especialmente pela disputa de quem iria ficar com uma mulher. Obviamente que um casamento ao estilo Dothraki é uma ótima opção para chocar as tias e os primos que se "deram bem na vida", mas também é o caminho mais rápido para a delegacia. Tendo em vista que se quer chocar, basta fazer coisas que normalmente não se faria num casório tradicional. Dispense valsas e dance o Moonwalk, vestido branco não fica bem em todo mundo e muitas casam de lilás ou vermelho, já vi um casal de góticos que casaram de preto e estavam incríveis. Igreja não é obrigatório, case na praia, numa festa da piscina, convide um ex namorado amigo para a cerimônia, coloque um pole dance no meio do salão, contrate garçons gogo boys, por que não? Os Dothraki eram um povo livre, como casamento sendo algo tão pessoal devia ser também.



2. Floki e Helga - Vikings
Houve algo muito especial na cerimônia do casamento de Floki e Helga. Ao mesmo tempo em que a cerimônia era mostrada, outra também se realizava: a de um casamento cristão dentro de todos os conformes, com padre, vela e canção lírica, realizado em uma capela um tanto escura e claustrofóbica, vulgo parecia um porão. O casamento viking (pagão) foi realizado na beira da praia, com Helga chegando em um barquinho e Floki correndo ao seu encontro, carregando-a nos braços, cheio de risadas. Enquanto que no casamento cristão havia sobriedade, palavras em latim e os noivos mal se olhavam, no de Floki havia juramentos de amor perante os deuses e uma troca de alianças no topo de espadas. Não sei se foi a intenção do produtor ao fazer essa contradição dos ambientes dando a entender que o casamento viking era mais feliz que o cristão, mas se foi, creio que conseguiu seu objetivo.


3. Crispim e Kátia - Alma Gêmea
Na época em que se passa a novela, ser casada era meio que um indicativo de qualidade. Se o fossem, era como se tivessem o selo de aprovação do Inmetro. As que não eram, tinham a desconfiança alheia. Kátia era uma moça que tinha "dado um mau passo" ao engravidar e ser mãe solteira. Devido a isso, não tinha boa fama entre os homens que a consideravam boa apenas para diversão, mas não para esposa. Crispim ao contrário a chamava de anja, pois havia se encantado após ela salvá-lo de um afogamento. Todavia, no noivado de sua irmã Mirna, flagrou o noivo Jorge aos beijos com Kátia, foi uma grande decepção. E ele ao tirar satisfações, disse que nunca se casaria com ela. Movidos por um leve gostar mútuo, Kátia e Jorge decidem se casar após o escândalo, mas no dia da cerimônia um segundo escândalo acontece: ele é preso por bigamia. Kátia fica desolada com os olhares e golpe, entra na igreja e roga a Nossa Senhora por um marido, para ter uma vida decente e uma oportunidade. Crispim que estava por ali, vendo o sofrimento dela, admite que agiu errado ao ofendê-la e confessa que ainda gosta da sua pessoa, que ele era a oportunidade que ela estava pedindo, que deviam aproveitar o vestido, doces e bolo e casar. Ela fica surpresa com o pedido, mas aceita porque no fundo gostava dele. E assim mesmo que de um jeito torto, ambos conseguem o que mais queriam: um amor verdadeiro. Ressalva que uma cartomante da cidade vendo o casamento disse: "As cartas disseram que ía haver uma surpresa"


4.  Romeu e Julieta
Certa vez ouvi que uma pessoa não muito dada a grande número de convidados muita família junta disse sobre a comemoração de seu casamento: "A gente compra umas bolachas de água e sal e uns sucos de pacotinho e tá bom demais". Lógico que para muitos, especialmente os que tem famílias tradicionais, isso é quase uma blasfêmia, contudo um casal que tinha famílias bem distintas se casaram na moite tendo praticamente só o padre de testemunha, o casal em questão era Romeu e Julieta. Eles eram um casal que nasceu na adversidade, já tinham o problema de duas famílias antipáticas e implicantes uma com a outra (pra dizer o mínimo) por trás, portanto não precisavam de mais complicação  em se tratando de se unir. Assim, uma vez decidido procuraram o padre, que casou os dois prontamente. Hoje uma praticidade assim até é possível, devido facilidade de leis e desprendimento de convenções, o gostar, o amor e estabilidade bastam. Quem diria que um casal dito dramático demonstraria uma "praticidade" do tipo?


5. Casamento Vermelho - Game of Thrones
Quando a antiga promessa de casamento de Robb Stark com uma de suas filhas foi quebrada, Walder Frey não perdoou. Robb havia se apaixonado por outra mulher, no meio de uma guerra, na qual o casamento dele com uma Frey significava aliança e vitórias, isso poderia ter resultados desastrosos. Walter queria uma compensação e numa ardilosa armadilha, convidou os Starks e seus homens para o casamento da filha. Eles sem suspeitar de nada, fora a festa, mas no meio dela Catelyn, a matriarca Stark descobre tudo e ela, seu filho, nora e 3500 são brutamente assassinados. Todos são alvo de flechas, Catelyn tem sua garganta cortada mesmo implorando pela vida do filho Robb. Após ser morto, ele tem sua cabeça cortada e colocam a de seu lobo no lugar para ridicularizá-lo. Com tanto sangue, fica meio difícil imaginar que os convidados que sobraram tinham ânimo e estômago para comemorar e comer alguma coisa...


6. Casamento Roxo - Game of Thrones
Game of Thrones é um combo de tragédias e casamentos são um evento no qual muitas delas acontecem. Ao contrário do Casamento Vermelho, o Casamento Roxo teve mais "limpeza". A jovem Margaery Tyrell ía se casar com Joffrey Baratheon, filho de Cersei Lannister, o qual tinha um péssimo temperamento. Era cruel, imaturo, humilhava a todos crendo que ser rei lhe dava esse direito. Chegaram a se casar e no meio da comemoração, Joffrey começa a humilhar seu tio Tyrion, que nunca se dobrava a seus caprichos mesmo sendo desprezado por sua irmã, que naquele momento estava até se divertindo com o espetáculo. 
A noiva Margaery embora parecesse muito alheia sob uma capa de doçura, escondia a aversão aos atos do marido, afinal queria a coroa. Para quebrar o gelo, ela anuncia que a grande torta de casamento chegara. Enquanto ela serve o marido, Joffrey pede que o tio lhe sirva vinho e fique presente, logo que ele toma os primeiros goles começa a tossir com muita dor na garganta, que logo evolui para uma falta de ar. Quando ele cai no chão vomitando bile, todos percebem que algo muito errado está acontecendo, mesmo sem entender nada, tentaram ajudá-lo em vão e Joffrey morre nos braços de Cersei com sangue escorrendo de seus olhos e nariz. Ainda que com tal tragédia, ela não hesitou em voltar toda a sua raiva e desconfiança para Tyrion, pois ficara claro que Joffrey fora envenenado e que o veneno estava no vinho que o tio lhe servira.


Morde e Assopra é uma novela antiga mas tem uma cena de casamento nos últimos capítulos bem interessante. Celeste era uma moça que sonhava em se casar com Abner, mesmo sabendo que ele não gostava dela. Tanto fez, armou, inventou, cobrou que conseguiu levá-lo ao altar, duas vezes por sinal. Em uma delas, a polícia interrompe porque percebe-se que ela estava usando uma jóia que havia sido roubada, mesmo sendo um engano posteriormente esclarecido, o casamento foi cancelado e Celeste fica a ver navios. A segunda vez, o próprio Abner a abandonou no altar indo atrás de quem realmente amava. A vontade de casar permaneceu, um ex noivo dela chega a cidade, o qual já tinha rompido relacionamento antes. Ela acaba ficando grávida e resolvem casar. Isso seria totalmente comum, se não fosse pelo fato do noivo ser assumidamente gay. Assim, no dia marcado, ele ao ser perguntado se aceita, olha para Celeste, se desculpa, diz que dará toda a assistência a ela e ao filho, mas não pode casar e sai porta afora. Obviamente que Celeste fica desolada com os olhares, era como se estivessem chamando ela de encalhada e chata pois sempre era abandonada no altar. Daí movida pela revolta, tristeza, desolação ela grita que nunca mais quer casar e com isso rasga seu vestido de noiva na frente de todos ficando só de lingerie. Ao sair da igreja, encontra um agente que vendo o quanto é bonita convida-a para posar nua e ficar famosa, com toda a revolta do momento, ela empolgada aceita na hora. Detalhe que essa cena foi gravada ao som de Rolling in the Deep, de Adele, o que deu mais força pra atitude desprendida da personagem.


8. Astrid e Soluço - Como Treinar seu Dragão
Muitos acompanharam a saga de Astrid e Soluço e em como os dois tiveram momentos de amor, mas ao mesmo tempo de dúvidas. Pra começar, Astrid não dava bola pra Soluço no início, o amor deles foi crescendo conforme cresciam em conhecimento com seus dragões. Soluço estava destinado a ser o chefe de seu povo e quando foi nomeado, isso coincidiu com a libertação de todos os dragões de seu vilarejo, para segurança de todos e proteção contra ameaças e caçadores. Estando seguros, ele finalmente se une a Astrid em uma cerimônia tipicamente Viking, com vestido bonito, peles, manta branca sobre as mãos e bênção da anciã sábia da vila, a expressão dos dois mesmo com silêncio já dizia tudo. A união deles emocionou fãs que acompanharam tudo desde o início e ficou ainda masi bonito quando apareceram com os filhos ao fim.


9. Bella e Edward - Crepúsculo
Eles tiveram uma trajetória considerável até chegarem ao altar. Começa pela divergência dele ser um vampiro e ela, humana, isso era quase um amor proibido. Contudo o que sentiam um pelo outro superou tudo isso, tanto que Edward pediu Bella em casamento e lhe deu o anel de sua mãe. Bella sabia que ao se unir a ele abdicaria de sua vida de humana, mas não se importava com isso. Quando o momento chegou, ela se emocionou com o vestido, a joia no cabelo, muitas colegas achavam que ela estava grávida por se casar tão jovem, porém independente da idade ela estava fazendo e se unindo a quem amava e mesmo que dificuldades aparecessem posteriormente, como ela mesma se declara: "Ninguém nunca amou ninguém mais do que amo você".

Casamento Bônus:

Vicente e Hannah - Caras e Bocas
Acho que a maior beleza desse casamento é porque ainda que enfeitado pela dramaturgia das novelas, é real e perfeitamente possível de acontecer de variadas formas. Hannah era uma judia hassídica, em termos práticos, são judeus que seguem a tradição de uma forma mais severa e até radical, incluindo não consumir certos alimentos e terem certa ressalva com as coisas "do mundo" e pessoas de fora da religião. As coisas mudam quando ela conhece Vicente, um gói (não judeu) e ambos se encantam em um amor puro e genuíno, mesmo de crenças diferentes, ela aceita um relacionamento e tentativa de achar uma forma de ambos viverem isso. Contudo uma descoberta trágica abala o amor dos dois de uma forma que não se pode contornar: Vicente é bisneto de um nazista, que coordenou o campo de concentração que assassinou a família de Hannah. Chocada com isso, ela afirma que não podem ficar juntos e passar por cima de algo tão sério, mesmo se amando. Ela aceita se casar com um rapaz judeu, porém na hora de assumir os votos olha pra dentro dela e para o noivo e só consegue ver o rosto de seu amado, tomada por coragem sai correndo para ir atrás de Vicente, que querendo fugir da dor marca uma viagem para Portugal. Ela grita ao chegar no aeroporto que o ama e pra que não vá, lógico que ambos conversam sobre como podem tornar oficial sua união. E Vicente sugere que ela chame um rabino e ele um padre cristão para que ambos lhes dêem uma bênção, uma vez que ambos continuarão com suas crenças, com relação aos filhos, Vicente diz a ela que devido a tudo que seu bisavô fez ao povo dela, ele desejava que os filhos deles tivessem uma educação judaica e ao crescerem que escolhessem se gostariam de seguir a tradição, "Onde há liberdade, a fé se manifesta de forma mais bonita". Assim ambos se casam em uma cerimônia cheia de palavras bonitas de ambos os líderes religiosos, que percebem que ali está um gesto claro de Deus e que quando há amor o mundo pode sim, se tornar um lugar melhor.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Remake maquiagem inspirada em Beast Wars - Silverbolt


Voltei com os remakes de Beast Wars, estou empolgada para fazer os looks dos Predacons, porém precisava encerrar com o look do Silverbolt, que é sem dúvida meu Maximal favorito de todos! Lógico que outros também me atraem, mas este, em definitivo tem muitos atributos que não dá pra ignorar. Começa pelo seu nome que significa Raio Prateado, ele é um híbrido, mistura de cachorro (ou lobo) com asas, e junta minhas cores favoritas em sua armadura. Eu creio que evolui em seu look e espero que curtam!











Silverbolt 2014

domingo, 10 de maio de 2020

10 Filmes que evidenciam Amor de Mãe


Eu sei que sou cara de pau mesmo e após praticamente um mês venho aqui com um post bem fofo e condizente com o dia que estamos: o dia das mamães. Nesses tempos loucos (mais loucos) que estamos vivendo, talvez um pouco de felicidade, bálsamo, leveza, seja um alívio para nossos aflitos corações. Vivemos num mundo onde as coisas estão cada vez mais sendo discutidas e tudo, até as mais simples são pretexto para polêmica. Coisas como amor de mãe e o que ele significa para aquelas que o são, significado este que deveria se estender e gerar mais compreensão em quem pelo menos é filho, ainda que não queira ser mãe. Amor materno é algo muito poderoso, lógico que muitas não estão isentas de em nome desse amor se tornarem meio exageradas e impressionáveis, chegando até a ser meio engraçado e em muitos casos fora do limite, contudo tudo é em nome desse amor que também acarreta consigo um instinto incondicional de proteção e força que muitas nem sabiam que poderiam ter. Mas selações a parte, aqui vão alguns filmes que abordam muito bem essa questão do amor materno e até onde ele pode levar esses seres que conhecemos carinhosamente como mães.

1. Uma prova de amor
Doença é uma das professoras mais duras que existem. Quando se trata de doença de um filho, a coisa complica mais porque as mães sentem uma obrigação de fazer tudo e mais um pouco para salvá-lo. Sara quando descobre que sua filha Kate tem leucemia se dispõe a fazer absolutamente tudo para que ela viva. Ao receber uma sugestão de um médico, ela engravida de um bebê projetado para que forneça partes de reposição para a irmã, desde sangue até doação de um rim. Com o passar do tempo, a própria Kate percebe que não vai se curar e não quer mais que sua irmã se submeta a tantas provações e dores, convence ela a processar os pais pelos direitos a seu corpo. A mãe quando descobre tudo fica com raiva, não das filhas, mas muito provavelmente de sua própria impotência, da batalha perdida, da sensação de incapacidade de não ter podido ajudar sua filha. Sara mostra que o amor de mãe é algo extremamente nobre, dedicado, mas que por vezes também precisa ser desapegado, o que é difícil de se exigir de alguém que se sente responsável e ligado com você do momento que você é gerado até o momento do último suspiro.

2. Milagres do paraíso
Sempre digo que se colocarem cinco mães numa sala para assistir este filme, ao final o chão estará alagado. Ele coloca também em questão algo que pode ser um tabu para alguns: fé. A fé hoje é sempre associada a religião ou a Deus, sendo que muitos não acreditam em ambos. Contudo neste filme, mais do que fé existe um amor de mãe cheio de fé. Christy Beam era uma mãe de três meninas que junto com seu marido veterinário viviam felizes em uma fazenda. Um dia, sua filha do meio Annabel, de 10 anos, começa a sentir fortes dores estomacais, muitas consultas e diagnósticos errados depois, eles descobrem que a pequena tem uma grave e incurável doença digestiva, a qual a impede de digerir corretamente os alimentos. Movida por persistência, Christy insiste para conseguir uma consulta com o melhor especialista do país, contudo vendo como sua filha sofre, os custos, a falta de apoio das pessoas de sua igreja, sua fé fica abalada e ela se sente como travando uma batalha sozinha. Mesmo se consultando com o melhor, a filha não melhorava das dores constantes, deixando-a deprimida. Tudo muda quando Annabel junto com sua irmã mais velha sobem em uma árvore antiga de sua fazenda, porém esta cede e Annabel despenca do alto dentro do tronco oco. Devido a estrutura da árvore foram horas de resgate e Christy se desespera sem saber se sua filha sobreviveu, ela se ajoelha diante da árvore e começa a orar com todo seu amor e fé, pedindo pela sua menina. Annabel consegue ser resgatada e para surpresa, sem nenhuma fratura e completamente curada de sua doença. Ela disse que falou com Deus durante o tempo que esteve desacordada, os pais se surpreendem mas acreditam. É um filme que mostra que a fé move montanhas e que o amor de uma mãe é algo igualmente muito poderoso.

3. O Exterminador do Futuro 2
Mesmo sendo um filme de ação, ele mostrou um enorme amor e dedicação de mãe por parte de Sarah Connor com seu filho John. Ela era o tipo de mulher bem durona, que aprendeu a sobreviver e que ao se ver perseguida por um ciborgue não hesita em sempre pensar em seu filho John. Ao tentar avisar a todos do perigo do Exterminador, ela é trancada em um manicômio, contudo, sempre buscando uma forma de escapar para reencontrar seu filho e  protegê-lo. Lógico que viver entre brigas, armas e fugas não parece um ambiente em nada seguro para se ter um filho no meio, mas se nota que ainda assim ela dá a John o seu melhor, ensinando-o tudo que pode para que ele se torne independente e consiga sobreviver. 

4. As mães de Chico Xavier
Talvez um dos filmes nacionais mais icônicos no sentido de mãe seja esse. Não só pelo título, mas porque aborda três visões e situações muito diferentes no quesito maternidade. Começa com a mãe do rapaz que devido ás drogas e dependência se suicida, a outra que tem um filhinho pequeno que falece devido a um acidente e aquela cujo filho sequer nasceu, porém devido a mágoas com relação ao pai ele pensa em um aborto. Chico surge nesse meio como que um instrumento consolador que as esclarece no meio de tanto sofrimento. Crenças a parte, para as primeiras mães que julgavam seus filhos perdidos foi um consolo saber que estavam vivos e tiveram uma prova concreta de que eles estavam vivos em outro lugar, bem, pensando nelas. Amor é algo que transcede barreiras, mesmo a barreira do material e para uma mãe, é um tipo de ligação que não acaba ainda que pessoalmente o filho não esteja perto. A terceira mãe que pensava em um aborto recebeu a mensagem de que a vida era um bem muito valioso, o maior que existe e tocada por tal mensagem, desiste do ato. Uma curiosidade: o filme foi dedicado a todas as vítimas de aborto no Brasil.

5. Zuzu Angel
A coisa que menos me atrai em filmes são questões políticas, questões políticas e do Brasil são duplamente enfadonhas para mim, contudo verdade seja dita, Zuzu Angel é um filme no qual por mais que esses pontos estejam presentes, ainda são pano de fundo para algo maior. Ela era uma costureira que com talento e trabalho se tornou estilista famosa internacional, não se ligava muito na questão de ditadura até que o filho resolveu se meter em lutas contra o regime. Como toda boa mãe que fica ao lado do filho, quando ele desapareceu, ela foi atrás em todos os órgãos possíveis recebendo sempre respostas negativas. Ela deixa claro que se ele fosse de fato culpado, que fosse julgado como devia e ela levaria maçãs para ele no dia de visita, contudo ele foi mais um dos mortos pelo regime militar. Mesmo após sua morte, Zuzu provocava expondo sempre que podia o governo, seja em seus desfiles, seja com discursos em público, mesmo não conseguindo provar como queria a responsabilidade do regime, foi uma mãe que em nome de seu amor foi até últimas consequências.

6. Valente
Merida tinha uma relação meio difícil com sua mãe. A rainha Elinor era muito cheia de regras e dizia que Merida enquanto uma princesa precisava saber de suas responsabilidades e devia se casar para um dia saber como governar. Mas a princesa, ao contrário, tinha um espírito muito livre, selvagem, que queria somente cavalgar e atirar com seu arco. Tudo muda quando ela pede um feitiço que mude sua mãe e seu destino, o desastre ocorre quando Elinor é transformada em urso e ambas precisam embarcar em uma jornada que as aproxima e as faz descobrir coisas uma sobre a outra que antes não percebiam, unindo-as mais. O estopim é quando Merida se vê ameaçada por Mor'du e a mãe não hesita em defendê-la mesmo sendo muito menor e menos forte, nisso ambas conseguem ter o aprendizado que precisam.

7. Pare! Senão mamãe atira!
"Ninguém machuca meu bebê." Um clássico dos anos 90 com a icônica frase de uma mãe relacionada a seu filho não traria nenhuma novidade se a mãe em questão não fosse uma senhorinha de 1,50m se referindo ao filho de quase 2m, fortão, policial, ninguém menos que Stalone. O filme trata de algo muito corriqueiro na época e que hoje ainda permanece: o fato de que muitos filhos ao crescerem e passarem a trabalhar, acabam tendo que morar longe das mães e ficam sem tempo para vê-las, obviamente que a mãe de Stalone não se conformou com as desculpas e foi ela mesma de surpresa visitá-lo. Lógico que uma pequena temporada é o bastante pra ela mostrar as fotos dele bebê pra quem quisesse ver, fazer uma faxina geral na casa, preparar cafés das manhã reforçados até com o que ele não gostava e dar uma ajuda no relacionamento conturbado dele, tudo isso dando também, com uma boa dose de humor, uma forcinha no trabalho dele como policial. Talvez esse filme mostre uma coisa comum a todas as mães, não importa a época: para elas os filhos nunca crescem.

8. O quarto de Jack
Antes de ser a séria e meio arrogante Capitã Marvel, Brie Larson foi uma mãe super dedicada que fazia das tripas, coração para conseguir manter suportável a vida que tinha isolada em um quarto junto com seu filho Jack, fruto de abusos que sofria no referido quarto que era um cativeiro para ambos. Por viver algo tão traumático e precisar lidar com seu filho, ela planeja uma fuga do local de forma que ambos possam viver a realidade fora dos muros e ela poder ensinar a Jack sobre o mundo que ele nunca conheceu.

9. Com a Corda Toda - Um Maluco no Pedaço (Temporada 01 - Episódio 18)
Esse exemplo é um pouco diferente, mas ainda mostra muito do amor de mãe e especialmente em como os filhos com o passar do tempo, se tornam um pouco pais dos próprios pais. Sempre digo que quando alguém fala com tanta propriedade que não gosta de ter responsabilidade com ninguém, está dando um sério indício de que isso se estende aos seus pais. Neste episódio super engraçado, Heattie, a mãe do tio Phil vem passar um tempo com a família para se recuperar de um resfriado. Mesmo sendo uma senhora super ativa, o filho a cerca de cuidados, não querendo que ela faça nada, somente descanse e fique deitada, porém ela quebra as regras junto com Will indo a um show de rap, o que obviamente deixa Phil furioso. Mesmo tudo tendo um desfecho super engraçado, com ela dizendo que faria atividades com todos da família, Phil baixa a guarda dizendo que quando ela estava resfriada, sua voz estava fraquinha e ele temeu por ela e que só queria que ela vivesse bastante, refletindo o cuidado que (boa parte) dos filhos tem com seus pais, de forma que o convívio com eles se estenda. Daí ela, num gesto acolhedor apenas diz: "Então, Zeca, me deixe viver", terminando num abraço caloroso de mãe e filho.

10. Superação, o milagre da fé
"Já foi dito que o amor é a força mais poderosa deste planeta". Doença com filhos é algo delicado, porém quando eles se acidentam, sempre existe uma cobrança se não houve cuidados o bastante. John era um rapaz de 14 anos rebelde, em parte por se sentir deslocado, em parte por ser adotado e ter o sentimento de abandono latente, por mais que sua mãe Joyce tentasse sempre traze-lo para perto. Em uma manhã de inverno, brincando com seus amigos, John cai acidentalmente em um lago congelado, sendo considerado morto por mais de 60 minutos. Quando a mãe chegou e viu o corpo, começou a orar com fé e implorou que Deus salvasse seu filho e e não o tirasse dela, qual foi a surpresa dos médicos quando o batimento cardíaco de John voltou. Ele foi transferido mas muitos da equipe e conhecidos permaneciam céticos, achando que ele não sobreviveria e se fosse o caso, não seria sem sequelas gravíssimas. Joyce combateu tudo isso inclusive exigiu que não proferissem palavras negativas perto dele. Ela com o passar dos dias mesmo com sua fé, movida pelos conselhos de seu pastor, o qual tinha relacionamento difícil no começo, se entregou a Deus em uma prece sincera, dizendo que aceitava a vontade Dele, se entregou e entregou totalmente seu filho em Suas mãos. Todos da comunidade se moveram em uma grande corrente de amor e positividade por John e surpreendentemente, ele conseguiu não só sobreviver mas sair andando do hospital. Fica claro que milagres são possíveis e também que o amor fervoroso de uma mãe pode servir de canal pra que eles aconteçam.