domingo, 10 de maio de 2020

10 Filmes que evidenciam Amor de Mãe


Eu sei que sou cara de pau mesmo e após praticamente um mês venho aqui com um post bem fofo e condizente com o dia que estamos: o dia das mamães. Nesses tempos loucos (mais loucos) que estamos vivendo, talvez um pouco de felicidade, bálsamo, leveza, seja um alívio para nossos aflitos corações. Vivemos num mundo onde as coisas estão cada vez mais sendo discutidas e tudo, até as mais simples são pretexto para polêmica. Coisas como amor de mãe e o que ele significa para aquelas que o são, significado este que deveria se estender e gerar mais compreensão em quem pelo menos é filho, ainda que não queira ser mãe. Amor materno é algo muito poderoso, lógico que muitas não estão isentas de em nome desse amor se tornarem meio exageradas e impressionáveis, chegando até a ser meio engraçado e em muitos casos fora do limite, contudo tudo é em nome desse amor que também acarreta consigo um instinto incondicional de proteção e força que muitas nem sabiam que poderiam ter. Mas selações a parte, aqui vão alguns filmes que abordam muito bem essa questão do amor materno e até onde ele pode levar esses seres que conhecemos carinhosamente como mães.

1. Uma prova de amor
Doença é uma das professoras mais duras que existem. Quando se trata de doença de um filho, a coisa complica mais porque as mães sentem uma obrigação de fazer tudo e mais um pouco para salvá-lo. Sara quando descobre que sua filha Kate tem leucemia se dispõe a fazer absolutamente tudo para que ela viva. Ao receber uma sugestão de um médico, ela engravida de um bebê projetado para que forneça partes de reposição para a irmã, desde sangue até doação de um rim. Com o passar do tempo, a própria Kate percebe que não vai se curar e não quer mais que sua irmã se submeta a tantas provações e dores, convence ela a processar os pais pelos direitos a seu corpo. A mãe quando descobre tudo fica com raiva, não das filhas, mas muito provavelmente de sua própria impotência, da batalha perdida, da sensação de incapacidade de não ter podido ajudar sua filha. Sara mostra que o amor de mãe é algo extremamente nobre, dedicado, mas que por vezes também precisa ser desapegado, o que é difícil de se exigir de alguém que se sente responsável e ligado com você do momento que você é gerado até o momento do último suspiro.

2. Milagres do paraíso
Sempre digo que se colocarem cinco mães numa sala para assistir este filme, ao final o chão estará alagado. Ele coloca também em questão algo que pode ser um tabu para alguns: fé. A fé hoje é sempre associada a religião ou a Deus, sendo que muitos não acreditam em ambos. Contudo neste filme, mais do que fé existe um amor de mãe cheio de fé. Christy Beam era uma mãe de três meninas que junto com seu marido veterinário viviam felizes em uma fazenda. Um dia, sua filha do meio Annabel, de 10 anos, começa a sentir fortes dores estomacais, muitas consultas e diagnósticos errados depois, eles descobrem que a pequena tem uma grave e incurável doença digestiva, a qual a impede de digerir corretamente os alimentos. Movida por persistência, Christy insiste para conseguir uma consulta com o melhor especialista do país, contudo vendo como sua filha sofre, os custos, a falta de apoio das pessoas de sua igreja, sua fé fica abalada e ela se sente como travando uma batalha sozinha. Mesmo se consultando com o melhor, a filha não melhorava das dores constantes, deixando-a deprimida. Tudo muda quando Annabel junto com sua irmã mais velha sobem em uma árvore antiga de sua fazenda, porém esta cede e Annabel despenca do alto dentro do tronco oco. Devido a estrutura da árvore foram horas de resgate e Christy se desespera sem saber se sua filha sobreviveu, ela se ajoelha diante da árvore e começa a orar com todo seu amor e fé, pedindo pela sua menina. Annabel consegue ser resgatada e para surpresa, sem nenhuma fratura e completamente curada de sua doença. Ela disse que falou com Deus durante o tempo que esteve desacordada, os pais se surpreendem mas acreditam. É um filme que mostra que a fé move montanhas e que o amor de uma mãe é algo igualmente muito poderoso.

3. O Exterminador do Futuro 2
Mesmo sendo um filme de ação, ele mostrou um enorme amor e dedicação de mãe por parte de Sarah Connor com seu filho John. Ela era o tipo de mulher bem durona, que aprendeu a sobreviver e que ao se ver perseguida por um ciborgue não hesita em sempre pensar em seu filho John. Ao tentar avisar a todos do perigo do Exterminador, ela é trancada em um manicômio, contudo, sempre buscando uma forma de escapar para reencontrar seu filho e  protegê-lo. Lógico que viver entre brigas, armas e fugas não parece um ambiente em nada seguro para se ter um filho no meio, mas se nota que ainda assim ela dá a John o seu melhor, ensinando-o tudo que pode para que ele se torne independente e consiga sobreviver. 

4. As mães de Chico Xavier
Talvez um dos filmes nacionais mais icônicos no sentido de mãe seja esse. Não só pelo título, mas porque aborda três visões e situações muito diferentes no quesito maternidade. Começa com a mãe do rapaz que devido ás drogas e dependência se suicida, a outra que tem um filhinho pequeno que falece devido a um acidente e aquela cujo filho sequer nasceu, porém devido a mágoas com relação ao pai ele pensa em um aborto. Chico surge nesse meio como que um instrumento consolador que as esclarece no meio de tanto sofrimento. Crenças a parte, para as primeiras mães que julgavam seus filhos perdidos foi um consolo saber que estavam vivos e tiveram uma prova concreta de que eles estavam vivos em outro lugar, bem, pensando nelas. Amor é algo que transcede barreiras, mesmo a barreira do material e para uma mãe, é um tipo de ligação que não acaba ainda que pessoalmente o filho não esteja perto. A terceira mãe que pensava em um aborto recebeu a mensagem de que a vida era um bem muito valioso, o maior que existe e tocada por tal mensagem, desiste do ato. Uma curiosidade: o filme foi dedicado a todas as vítimas de aborto no Brasil.

5. Zuzu Angel
A coisa que menos me atrai em filmes são questões políticas, questões políticas e do Brasil são duplamente enfadonhas para mim, contudo verdade seja dita, Zuzu Angel é um filme no qual por mais que esses pontos estejam presentes, ainda são pano de fundo para algo maior. Ela era uma costureira que com talento e trabalho se tornou estilista famosa internacional, não se ligava muito na questão de ditadura até que o filho resolveu se meter em lutas contra o regime. Como toda boa mãe que fica ao lado do filho, quando ele desapareceu, ela foi atrás em todos os órgãos possíveis recebendo sempre respostas negativas. Ela deixa claro que se ele fosse de fato culpado, que fosse julgado como devia e ela levaria maçãs para ele no dia de visita, contudo ele foi mais um dos mortos pelo regime militar. Mesmo após sua morte, Zuzu provocava expondo sempre que podia o governo, seja em seus desfiles, seja com discursos em público, mesmo não conseguindo provar como queria a responsabilidade do regime, foi uma mãe que em nome de seu amor foi até últimas consequências.

6. Valente
Merida tinha uma relação meio difícil com sua mãe. A rainha Elinor era muito cheia de regras e dizia que Merida enquanto uma princesa precisava saber de suas responsabilidades e devia se casar para um dia saber como governar. Mas a princesa, ao contrário, tinha um espírito muito livre, selvagem, que queria somente cavalgar e atirar com seu arco. Tudo muda quando ela pede um feitiço que mude sua mãe e seu destino, o desastre ocorre quando Elinor é transformada em urso e ambas precisam embarcar em uma jornada que as aproxima e as faz descobrir coisas uma sobre a outra que antes não percebiam, unindo-as mais. O estopim é quando Merida se vê ameaçada por Mor'du e a mãe não hesita em defendê-la mesmo sendo muito menor e menos forte, nisso ambas conseguem ter o aprendizado que precisam.

7. Pare! Senão mamãe atira!
"Ninguém machuca meu bebê." Um clássico dos anos 90 com a icônica frase de uma mãe relacionada a seu filho não traria nenhuma novidade se a mãe em questão não fosse uma senhorinha de 1,50m se referindo ao filho de quase 2m, fortão, policial, ninguém menos que Stalone. O filme trata de algo muito corriqueiro na época e que hoje ainda permanece: o fato de que muitos filhos ao crescerem e passarem a trabalhar, acabam tendo que morar longe das mães e ficam sem tempo para vê-las, obviamente que a mãe de Stalone não se conformou com as desculpas e foi ela mesma de surpresa visitá-lo. Lógico que uma pequena temporada é o bastante pra ela mostrar as fotos dele bebê pra quem quisesse ver, fazer uma faxina geral na casa, preparar cafés das manhã reforçados até com o que ele não gostava e dar uma ajuda no relacionamento conturbado dele, tudo isso dando também, com uma boa dose de humor, uma forcinha no trabalho dele como policial. Talvez esse filme mostre uma coisa comum a todas as mães, não importa a época: para elas os filhos nunca crescem.

8. O quarto de Jack
Antes de ser a séria e meio arrogante Capitã Marvel, Brie Larson foi uma mãe super dedicada que fazia das tripas, coração para conseguir manter suportável a vida que tinha isolada em um quarto junto com seu filho Jack, fruto de abusos que sofria no referido quarto que era um cativeiro para ambos. Por viver algo tão traumático e precisar lidar com seu filho, ela planeja uma fuga do local de forma que ambos possam viver a realidade fora dos muros e ela poder ensinar a Jack sobre o mundo que ele nunca conheceu.

9. Com a Corda Toda - Um Maluco no Pedaço (Temporada 01 - Episódio 18)
Esse exemplo é um pouco diferente, mas ainda mostra muito do amor de mãe e especialmente em como os filhos com o passar do tempo, se tornam um pouco pais dos próprios pais. Sempre digo que quando alguém fala com tanta propriedade que não gosta de ter responsabilidade com ninguém, está dando um sério indício de que isso se estende aos seus pais. Neste episódio super engraçado, Heattie, a mãe do tio Phil vem passar um tempo com a família para se recuperar de um resfriado. Mesmo sendo uma senhora super ativa, o filho a cerca de cuidados, não querendo que ela faça nada, somente descanse e fique deitada, porém ela quebra as regras junto com Will indo a um show de rap, o que obviamente deixa Phil furioso. Mesmo tudo tendo um desfecho super engraçado, com ela dizendo que faria atividades com todos da família, Phil baixa a guarda dizendo que quando ela estava resfriada, sua voz estava fraquinha e ele temeu por ela e que só queria que ela vivesse bastante, refletindo o cuidado que (boa parte) dos filhos tem com seus pais, de forma que o convívio com eles se estenda. Daí ela, num gesto acolhedor apenas diz: "Então, Zeca, me deixe viver", terminando num abraço caloroso de mãe e filho.

10. Superação, o milagre da fé
"Já foi dito que o amor é a força mais poderosa deste planeta". Doença com filhos é algo delicado, porém quando eles se acidentam, sempre existe uma cobrança se não houve cuidados o bastante. John era um rapaz de 14 anos rebelde, em parte por se sentir deslocado, em parte por ser adotado e ter o sentimento de abandono latente, por mais que sua mãe Joyce tentasse sempre traze-lo para perto. Em uma manhã de inverno, brincando com seus amigos, John cai acidentalmente em um lago congelado, sendo considerado morto por mais de 60 minutos. Quando a mãe chegou e viu o corpo, começou a orar com fé e implorou que Deus salvasse seu filho e e não o tirasse dela, qual foi a surpresa dos médicos quando o batimento cardíaco de John voltou. Ele foi transferido mas muitos da equipe e conhecidos permaneciam céticos, achando que ele não sobreviveria e se fosse o caso, não seria sem sequelas gravíssimas. Joyce combateu tudo isso inclusive exigiu que não proferissem palavras negativas perto dele. Ela com o passar dos dias mesmo com sua fé, movida pelos conselhos de seu pastor, o qual tinha relacionamento difícil no começo, se entregou a Deus em uma prece sincera, dizendo que aceitava a vontade Dele, se entregou e entregou totalmente seu filho em Suas mãos. Todos da comunidade se moveram em uma grande corrente de amor e positividade por John e surpreendentemente, ele conseguiu não só sobreviver mas sair andando do hospital. Fica claro que milagres são possíveis e também que o amor fervoroso de uma mãe pode servir de canal pra que eles aconteçam.

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