sexta-feira, 23 de abril de 2021

Você não é extraordinário

 


O mundo é um lugar extremamente grande. Fora os lugares que sequer conhecemos e que o homem ainda não chegou, o mundo é grande demais até pra que nós possamos imaginar aonde ele acaba. E nesse lugar existem bilhões de pessoas em uma quantidade que também nem conseguimos imaginar. E nisso se pensa em quantas coisas existem para se fazer.

Num mundo tão grande obviamente que existe pessoas em diferentes níveis, seja de perspectiva ou de feitos. Nos acostumados a ver os exemplos do que seria considerado o “sucesso” e passamos a buscar aquilo com avidez, crendo que se formos iguais poderemos sentir como é essa sensação e se sentir incrível. E aí caímos no conceito do que seria algo/alguém extraordinário.

Muitos passam a vida correndo atrás do que seria ser assim. Tomam por base as pessoas mais bem sucedidas que se conhece, aquelas que parecem ter tudo e uma vida brilhante como um trigal da Toscana no pôr-do-sol. Tomar alguém por exemplo e se inspirar para trilhar o próprio caminho pode ser muito positivo e bom, desde que o sentimento seja um incremento evolutivo, uma forma de crescer e trilhar seu caminho individual de um modo produtivo, mas ainda único. Todavia, com o bombardeio do mundo e a ideia disseminada de constante competição, o efeito quase sempre é o inverso e a tendência é que nos sintamos um fiapinho.

O que faz uma pessoa ser extraordinária? É fama? É sucesso? É o quanto o mundo faz questão dela nele? Muitos jamais vão ser conhecidos por multidões porque sua personalidade é discreta, logo mudar pra se alcançar algo assim seria artificial e inútil. Alguns sempre vão se sentir a margem de algum modo porque não se olham como tendo valor ou fazendo algo importante ou não fazendo falta a ninguém. Talvez seja uma ramificação de sentimento muito perigosa, pois a sensação de inutilidade faz com que não nos sintamos parte de absolutamente nada. Nem de família, nem de classe profissional, é como se não soubéssemos bem o que fazemos no mundo, ou fica a sensação de que nada fazemos bem. É como viver uma vida pairando e não identificar algo que nos faça sermos nós, algo que seja nosso e incrível ao que se propõe

Quais as pessoas extraordinárias do mundo que podem ser citadas? Tirando, é claro aquelas que tem algo de transcendental, podemos citar desde artistas até youtubers. O mais curioso é que quase todos tem o mesmo discurso: “nunca quis ser conhecido”, “nunca imaginei que isso aconteceria”, “nunca pensei que chegaria até aqui”. E muitas vezes a vida deles é até difícil mas de algum modo é como se essa extraordinariedade os acompanhasse. A artista Frida Kahlo morreu quase duas vezes antes dos 18, viveu com dores, sua obra era puramente individual, sem nem intenção de sucesso, pois era o que vinha de dentro de seus sentimentos, o “artista famoso” era seu marido, só que no fim, a obra dela foi a que ganhou notoriedade e foi o que a fez extraordinária. Escritores de sagas incríveis eram meros aspirantes e tornaram-se fenômenos. Stephen Hawking, que chocou o mundo com suas teorias inéditas mesmo com toda limitação que seu corpo tinha talvez quando novo nunca acordou pensando que seria extraordinário e nunca esqueceriam seu nome.


Muitas vezes queremos ser extraordinários, como essas figuras que vemos nos livros, na televisão, nos filmes, na história. Aquelas que fizeram ou foram algo tão incrível que o mundo mudou depois delas, que alcançaram uma gama de pessoas tão grande que nem se consegue ter dimensão, como uma era antes e depois. Mas a real é que não somos extraordinários, somos ordinários, a maioria de nós pelo menos. Ordinários puramente. A razão disso é simples: quem é extraordinário meio como que nasce assim. Não diz que “quer ser extraordinário”, simplesmente o é, eles são e fazem. A vida de algum modo impulsiona a pessoa pra algo dessa natureza. E o resto de nós precisamos nos contentar com nossa ordinariedade.

Entretanto, a boa notícia é que por mais ordinários que sejamos, ainda podemos ser extraordinários, mesmo que de um modo diferente do que normalmente consideramos. Podemos ser extraordinários e mudarmos com nossos pequenos gestos o mundo ao nosso redor, alcançando pessoas que  talvez nem imaginemos. Em muitos momentos a gente vai se sentir menos, nos sentiremos formigas em um mundo imenso. Nos sentiremos descartáveis e substituíveis, sobre isso não há dúvida. Mas existe solução. E ela é tentar mesmo nos dias em que você se sente a mais ordinária das criaturas, pensar que mesmo o mais simples que possa fazer, ainda mais se denota esforço, naquele momento é o mais extraordinário que pode fazer. E isso torna você especial no mundo.

domingo, 18 de abril de 2021

Novela Mulheres Apaixonadas: Dóris, sua família e suas polêmicas

Eu sempre gostei de novelas, acho que muitas tem coisas interessantes pra nos ensinar, fora a reflexão de como valores de determinadas épocas mudaram ou como permanecem, instigam algumas discussões e nos faz pensar na relação com vida real. Recentemente, no Canal Viva, a novela Mulheres Apaixonadas terminou. Se não lembram, alguns dos marcos dessa novela do Maneco foram a criação do Estatuto dos Idosos, a discussão sobre violência doméstica contra mulher e campanha de desarmamento. Uma das personagens, Dóris, conhecida por maltratar seus avós, ser intolerante, querer sempre algo maior do que tinha, foi uma das mais odiadas durante a novela inteira. Tão odiada que no capítulo final recebeu uma surra de seu pai seguida de humilhação que para muitos foi quase um orgasmo.

Hoje, anos depois da primeira vez que a novela foi exibida, com mais discernimento percebo que esta surra foi até sem nexo. Além de claro, cheia de falhas, foi como se o autor não soubesse como fechar o ciclo de Dóris e resolveu dar uma surra nela porque afinal, o público gosta desse tipo de coisa. Por partes, Dóris tinha falhas de caráter em muitos aspectos e imperfeições seríssimas, indefensáveis, os avós eram apenas um ponto. Insatisfeita com o padrão que tinha, queria mais, mesmo que não lutasse pra isso. Todavia, algo muito notório é que por mais que Dóris fosse a que dentro da família tivesse mais arestas, isso não eximia os outros, do pai ao irmão de terem também, e isso de forma nenhuma torna Dóris defensável.


Comecemos pelo pai Carlão, a família morava no Leblon, um dos bairros mais caros do Rio mas ele dizia que eram uma família pobre. Ele trabalhava em casa e em momentos aparece sempre chateado, afinal como a própria esposa dizia, por não trabalhar fora, não tinha como reciclar a cabeça, não lidava com o mundo, não sugeria programas para o fim de semana e a vida deles não andava, fora que mencionava não conseguir sustentar a casa sozinho e precisava ainda da ajuda financeira dos pais idosos; ele não aprovou o trabalho de Dóris porque ela voltava tarde a noite, comumente dizia “não estou gostando disso”, como se fosse um trabalho indigno. Isso, fora o histórico de ter pedido pra esposa abortar a filha e insinuar que se esta também estivesse grávida, pediria o mesmo. Ele alega que a família passava por situação financeira difícil tendo que pedir para amigos ajuda, todavia ainda assim e mesmo com situação ainda relativamente difícil, teve outro filho.

Por sinal, ele fazia distinção entre os filhos. Não uma distinção de bens, mas no quesito de educação com relação a alguns assuntos. Uma vez que o filho Carlinhos assediava a empregada e Carlão achava engraçado e até dava incentivo, alegando que na juventude fazia o mesmo. Todavia com Dóris, mesmo mais velha, havia sempre uma crítica no sentido liberdade sexual e a conversa sempre vinha em tom de censura, de podamento.

Irene, a esposa, também vive insatisfeita. Não só com o marido e as dificuldades, mas com a situação em que a família vive. Pois quando foi feito o planejamento do espaço, esse seria para a família de quatro pessoas, com uma ocasional doença do avô, o espaço precisou ser dividido para seis pessoas, culminando em Dóris precisar dividir o quarto com o irmão. Irene sempre pensou que seria algo provisório, pois os idosos tinham sua própria casa.

Carlinhos, por sua vez era um adolescente até meio folgado. E tinha um desejo sexual acima do comum


para um adolescente de 17 anos. Tanto que ele cortejava as colegas de escola e assediava a empregada Zilda, espiando-a trocar de roupa, cercando-a até que eles chegam a relação sexual de fato. E Zilda, a empregada que era fixa, se envolvia não só com Carlinhos no sentido sexual, traindo o namorado com ele mas dava sempre opinião na intimidade da família, criticando Dóris em suas condutas explicitamente, num tom que remetia muito mais a uma amiga opinando e tomando liberdades com Carlinhos, como toques e gracejos ainda que talvez fosse anti-profissional. Os avós eram os mais inocentes, todavia mesmo com toda a situação incômoda, protelaram a ida para o Retiro dos Artistas que desejavam e acabavam sendo submetidos a tudo pelo filho Carlão. O filho podia ter a melhor das intenções, mas a família tinha sérias arestas como um todo, ele era responsável por algumas delas.

Lógico que os maus tratos nos idosos, fruto da insatisfação de Dóris por querer seu quarto era repugnante. Ela chegou a ser punida por isso, na primeira surra que levou do pai, após uma festa. Ele usou como justificativa clara que ela devia aprender a respeitar as pessoas, que os avós ficaram magoados com a atitude e por isso ela estava apanhando. Esta cena foi tida por muitos com a conotação de um pai educando sua filha, o que mesmo com a agressão, as palavras tiveram esse intuito. Foi uma punição em muito esperada, um vez que veio depois de uma malcriação e insinuação de inutilidade dos idosos na casa e como eles gastavam.


Dóris passa a novela cometendo delitos, desde reclamar dos avós até mesmo chegando ao furto deles. Mesmo quando trabalha, comete atos de suma grosseria e malcriação, inegável e de natureza torpe. Entretanto nota-se uma evolução de Carlão em algumas nuances que também se tornaram vis em alguns pontos. Pelo fato da filha trabalhar acompanhando a amiga Estela em festas a noite, ficava até tarde e acaba acordando tarde também, Carlão demonstrava incompreensão com isso chegando a dizer que não se importava com isso e que ela devia tomar café na cozinha. 

Dentre as brigas mais memoráveis, estão a que ela enfrenta a família após passar a noite fora, se dizendo dona de si, uma vez que trabalhava, Carlão além de repreende-la pelas malcriações ameaça soca-la quando ela diz que não é mais virgem, por isso não tem motivo para tanta preocupação. O pai não permite que ela fique em casa e a manda para a rua pouco depois dela chegar. O teor se torna mais dramático porque Dóris joga na cara dele que ela sabe que foi pedida pra ser abortada, por isso a rejeição e o tratamento. É algo que deixa o público pensativo se toda a revolta dela não tem uma raiz mais profunda, embora não se justifique de forma alguma. O supra sumo foi quando durante uma briga com o irmão, ela empurra o avô e este cai, o pai a coloca pra fora de casa gerando toda uma situação, na qual a mãe não permite e a avó passa mal. Talvez se naquele capítulo, Dóris tivesse ido embora como de fato pretendia, quem sabe as coisas tivessem um rumo diferente. A mãe, sempre tentando apaziguar tudo, não permitiu alegando que ficaria difícil um retorno. Após isso, os bons idosos resolvem ir para o Retiro dos Artistas de vez, deixando o quarto vazio e o

pesar do filho Carlão para trás, que obviamente culpou Dóris pelo ocorrido.

Era uma família complicada em vários aspectos. Após anos desde a sua estreia, hoje a mentalidade dos telespectadores mudou em muitos pontos e passou-se a questionar que talvez os personagens que pareciam tão sólidos em suas cores e delineamentos, possuem nuances de cinza e raios não tão nobres assim em suas condutas. Lógico que Dóris era a que mais possuía tons voltados para condutas infames, todavia nota-se que a família toda tinha defeitos também. Em um determinado momento, Carlão acredita que a filha está se prostituindo. Se nos primeiros capítulos ele se mostra preocupado com uma possível gravidez, ao final ele faz escândalo por encontrar preservativos na bolsa da filha, o que hoje sabemos ser uma medida de segurança para qualquer casal. E essa atitude denota certo domínio e necessidade de autoridade sobre Dóris e o que ela fazia com seu corpo.

E chega-se a última surra. Sempre reitero que sendo o último capítulo da novela, Dóris, assim como muitos personagens ficaram com seus finais vagos e em aberto. Não houve um fechamento de ciclo, muito ficou no campo das suposições. No momento em que tudo ocorre, Carlão vai até o hotel, no qual Estela morava, buscar Dóris. A amiga havia cedido o quarto e Dóris na cena está com um homem. Carlão adentra e muitos vibram, entretanto há inúmeras falhas.

Dentre as quais estão: Carlão entrando sem ser anunciado, coisa que em um hotel de luxo nunca ocorreria. Seria passível de processo e a reputação do local ficaria seriamente comprometida. Como ele sabia exatamente qual a suíte que Dóris estava sendo que nunca visitou a suíte de Estela? Logo não teria como saber. O motivo fica em nublado, Carlão foi buscá-la por qual motivo EXATAMENTE? Pelo simples fato de que ela estava fora de casa com um homem? Em muitos pontos há demonstração de contrariedade pelo fato de Dóris já se relacionar intimamente, mesmo que ela fosse uma mulher adulta e maior de idade.


Havia a suspeita de prostituição. Seja por um ou por outro, ela era uma pessoa maior de idade, logo responsável pelo seu próprio corpo. O Brasil é um dos países que mais consome pornografia e faz uso dos serviços dos profissionais do sexo, existe uma cultura em torno disso e falar como se fosse uma grande indignidade por parte destas pessoas é no mínimo contraditório. Fora que, independente do motivo que as levou a optar por tal vida, são responsáveis pelos seus atos, pelo que fazem consigo mesmas e mesmo que fosse o caso dos pais não aprovarem, a única pessoa a lidar com consequências seriam elas e mais ninguém.

Muitos alegam que foi pelos pais de Carlão terem ido embora. Sempre remetem ao fato de que Dóris maltratou os avós a novela inteira e justificam absolutamente tudo com isso. Neste ponto da novela, os idosos já estavam instalados no Retiro dos Artistas e não demonstravam vontade de sair de lá, em conversas com o filho falavam que estavam muito bem, muito felizes e gostavam do local, das companhias com amigos antigos de profissão, inclusive a mãe de Carlão disse que eles ponderaram os problemas futuros que poderiam ter na antiga casa. 

Poderia ser revanchismo? Um extravasamento dos sentimentos reprimidos e rancor por achar que a filha foi responsável pelos avós terem ido embora? Continuaria sem nexo pois apenas ressaltaria a nuance negativa de que Carlão buscou Dóris no hotel apenas por uma questão de auto firmação, demonstração de superioridade e necessidade de humilhá-la, já que não somente houve a surra e tapas no rosto, mas ele fez questão de expô-la dizendo que ela era exemplo de péssima educação, que ele mesmo deu por sinal.

 Mesmo com os furos, muitos dizem sem pudor algum o quanto a cena foi regojizante e excitante. A exaltação em torno da cena só faz pensar que o autor deu o que o público queria, que era ver uma pessoa apanhando mesmo que em circunstâncias bem confusas, como que pra satisfazer um sadismo das pessoas que é gostar de ver uma pessoa que consideram “vilã” sendo espancada.

Algumas das questões levantadas em outras redes sociais foi que uma novela que mostrou o quanto a

violência contra mulher é repugnante de um lado, do outro faz com que esta pareça justa e até prazerosa de se ver. Há a questão de que Carlão era pai e boa parte das pessoas alega que ele tinha “direito” de espancar a filha como bem quisesse. Dóris em determinada cena fala para o espancador Marcos que sempre apanhou do pai e que este até mencionava que era melhor ela apanhar dele que outro na rua, ou seja, inconscientemente, foi feita uma associação entre os tipos de agressão. Hoje, com avanço de questionamentos sobre família, já se pontua até onde um pai/mãe pode mesmo espancar um filho usando como argumento o laço paternal/maternal, educação, disciplina, a questão de que sustenta a casa e paga despesas. No passado, não muito remoto, muitos pereceram sob tal alegação. Hoje, mesmo que menos, devido esclarecimento e informação disseminada, ainda é possível ver tal atitude, porém não mais sai tão impune em proporções assustadoras quanto um dia saiu.  Como um público que se incomodava tanto em ver a personagem Raquel, que era vítima de seu marido apanhar com raquetes e socos se compraz tanto ao vez Dóris apanhando de cinto e sendo exposta de forma humilhante? “Uma merece e outra não”, eu ouvi dizer. Todavia a dor, as batidas, as marcas eram as mesmas. Ao se normalizar a violência, com o passar do tempo tende-se a encará-la de forma justificável em qualquer situação.

Dóris fazia coisas terríveis, injustificáveis e cruéis com seus avós, ninguém diz o contrário, todavia hoje percebe-se o quanto já se enxerga nuances nos outros personagens considerados intocáveis na época em que a novela passou pela primeira vez. Ela merecia uma punição condizente com seus atos, algo que de fato surtisse efeito e convidasse a reflexão concisa. As surras não garantiriam que ela de fato passasse a considerar mais a família ou os avós, a cena final dela abraçando-os não é certeza pelo fato já mencionado que tudo ficou em aberto. 

Foi de grande valia a discussão que Dóris com suas atitudes criou em torno de como lidar com os idosos, de como agrega-los na sociedade e de como eles por serem uma parte da população mais vulnerável devem ser amparados por leis específicas. Todavia, vem sendo de valia também que o público hoje, mais amadurecido, mais racional, não mais aceitam personagens totalmente taxados de “mocinhos” ou “vilões” e passaram a questionar as atitudes daqueles que eram considerados bons de cara, percebendo que existem arestas em maior ou menor grau. E isso de forma nenhuma configura-se em defesa de atitudes erradas, seja no caso de Dóris ou de quaisquer outro personagem feito para mostrar os tons de vilania, mas discernimento para enxergar que tal como na vida real, por melhor (ou pior) que alguém seja ou possa parecer haverá nuances e tentativas de melhora e modificação, bem sucedidas ou não, pois essa é a essência humana. A família de Dóris tornou-se um dos melhores exemplos disso.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

15 Beijos incríveis das telinhas!

 

Dia 13/04, ontem, foi o Dia do Beijo. Como podemos negar esse gesto que está tão presente desde o momento em que nascemos? Lógico que existem vários tipos de beijo, desde o mais simples até aquele mais ardente, mas todos eles tem um objetivo: demonstrar gostar e dar prazer para ambos os envolvidos. A boca é uma das partes do corpo com maior sensibilidade, logo, quem beija sente um prazer muito bom e quem recebe, ao ser estimulado pela pele também sente essa ternura. Percebemos que os beijos mais comuns são entre casais, todavia quaisquer beijo com boa intenção e vontade de demonstrar amor e carinho está valendo. Logo, aqui vão 15 beijos bem significativos das telinhas.

 

1. Rett Buttler e Scarlett O’hara - E o Vento Levou
“Por favor, pare, eu vou desmaiar”, “É isso mesmo, eu quero que desmaie, porque você nunca foi beijada desse jeito, nem por Charlie, Frankie ou seu estúpido Ashley”. Rett Buttler e Scarlett protagonizaram um dos beijos mais memoráveis do cinema. Ele era um cavalheiro de reputação um pouco duvidosa e ela uma mocinha mimada que vivia correndo atrás de outro rapaz que já estava casado. Por mais que Scarlett gostasse de outro, Rett jamais perdeu as esperanças sendo inclusive o que estava sempre perto dela para ajuda-la e lhe dar consolo quando as tragédias se abatiam sobre sua vida. No filme, duas cenas de beijo são as mais memoráveis: a primeira quando ele a salva da cidade invadida e a deixa para ir para a guerra, dizendo que a ama, mais do que amou a qualquer outra e a esperou mais do que a qualquer outra. E a segunda, quando a pede em casamento fazendo-a praticamente desmaiar em seus braços entorpecida pelo beijo. Os dois tinham uma relação conturbada, mas Scarlett no fim percebe que ama Rett embora um pouco tarde, mas promete que o trará de volta. Curiosamente, os dois atores se detestavam, detestavam contracenar, viviam apontando defeitos um do outro e ainda assim nos deram um dos beijos mais eternos do cinema, numa clara amostra de profissionalismo. Afinal, talvez eles se detestassem tanto que preferiam fazer bem feito de primeira pra não ter que prolongar o contato e precisar fazer uma segunda.

2. Peter Parker e Mary Jane – O Homem Aranha
O beijo de cabeça pra baixo ficou eternizado no filme do Homem Aranha. Nosso tímido Peter Parker apaixonado desde sempre por Mary Jane, ao se tornar herói a salva de abusadores num beco escuro. Ela, já encantada pela imagem do Homem Aranha o beija quando ele desce pela parede, dizendo que o admira muito. Lógico que Peter se encanta com o momento mesmo não podendo revelar sua identidade verdadeira. Todavia é um beijo carinhoso e cheio de significado, afinal, envolve questões relacionadas a identidades secretas dos heróis e o fato que ainda assim eles se apaixonam.


3. Félix e Nico – Amor á Vida
O primeiro beijo gay da televisão brasileira não podia ficar de fora. Félix foi um personagem icônico que desde sempre mostrou ao que veio e nunca escondeu sua sexualidade. Nico foi seu par romântico depois de muitos contratempos. Ambos brilhantemente interpretados por Mateus Solano e Thiago Fragoso tinham o exato equilíbrio de suas personalidades, um era mais incisivo, o outro, mais dócil e calmo, mas ambos descobriram um amor sincero e cheio de parceira. Foi um marco na televisão e mais marcante o final, no qual ambos terminam juntos em uma casa, cuidando do pai doente de Félix, que durante a novela inteira demonstrou claro preconceito contra a preferência sexual do filho, mas no fim cede admitindo o grande amor que sente.

4. Thomas e Veida – Meu Primeiro Amor
Esse beijo é literalmente o retrato da inocência. Dois melhores amigos que passam as férias brincando, nadando, pescando, conversando e surge um encantamento puro e genuíno. Veida se dizia apaixonada por seu professor, Thomas ouvia as histórias da amiga e ambos trocavam confidências. Ela não tinha muitos amigos porque era considerada estranha, filha do dono da funerária tinha conversas bem mórbidas algumas vezes; ele, também era tido como estranho por ter saúde frágil e ser alérgico a quase tudo. Em um dia, eles conversam sobre casamentos, sobre o porquê as pessoas se casam e Veida propõe o beijo, é um leve selinho, mas com significado pra ambos. Infelizmente, foi uma despedida, pois seu amigo Thomas morre no dia seguinte, todavia o sorriso dos dois e até um vislumbre de um futuro é algo que torna toda a situação do beijo mais especial.

5. Professor Girafales e D. Florinda – Chaves
Esse foi um quase beijo. Afinal, os fãs por mais que adorem os personagens estão muito mais acostumados a ver a situação do cortejo do Girafão com flores e o agrado de D. Florinda com café do que o beijo em si. É o que dá a graça da coisa toda, que torna tudo singelo, simples e super cômico ao mesmo tempo. Lógico que houve beijos no rosto entre as crianças da vila e o que deixou Seu Madruga embasbacado a ponto de não sentir tabefes, estes geraram cenas incríveis de desmaios e caras engraçadas, mas mesmo eles não possuem quaisquer conotação além da inocente, mas são inesquecíveis ainda assim, afinal não só emoção e encantamento tornam um beijo inesquecível, mas o sentimento de alegria e risos também.


6. Lady e Vagabundo
Eles eternizaram o típico beijo relacionado a comida. Aqui foi macarrão, mas quantos não lembraram dele em hamburguerias, sorveterias, pizzarias? Creio que o beijo de Lady e Vagabundo traz muitas coisas além do sentimento. O fato de ambos serem muito diferentes em termo de vida mas estarem ali partilhando um momento de ternura, uma cena que junta além do amor, que já deixa você com borboletas no estômago, comida que por si já dá uma sensação primitiva muito prazerosa ao ser humano, a música que faz a gente sonhar mais alto com versos que sugerem uma relação além do momento, enfim, é uma cena que mesmo não sendo entre seres humanos, conseguimos quase palpar um sentimento nosso ali.


7. Capitão Flint e Thomas – Black Sails
Muito provavelmente muitos não conhecem este seriado, mas em breve resumo Flint e Thomas meio como que tinham um sentimento proibido entre eles. Por convenções da época, lógico que não poderiam vive-lo sem gerar escândalo, então Flint fugiu da Inglaterra e Thomas foi enviado a um sanatório, sendo que depois chega notícia falsa que ele havia falecido, tudo arquitetado por um amigo que os traíra em nome de interesses políticos. Flint vive com esse sentimento de ter perdido quem amava, todavia é descoberto que na verdade ele está vivo, mas exilado em uma fazenda para outros que eram considerados “indesejáveis” eram mandados. Flint ao abandonar a pirataria dirige-se para lá, o que lhe parece melhor que a forca. E lá encontra seu amor. O beijo deles simboliza muito os beijos de reencontro. Aquele gesto antecedido por intenso olhar de reconhecimento, como se não se acreditasse que a pessoa está ali, mas que após alguns segundos você sucumbe ao que sente e sela isso com um beijo acompanhado de forte abraço.

8. Noah e Allie – Diário de uma Paixão
Outro beijo eternizado, desta vez tendo por pano de fundo chuva e intensas revelações colocadas pra fora. Eles eram um amor no qual ninguém a não ser eles mesmos acreditavam. Ela, uma moça rica, ele um operário; ela da cidade, ele do interior; não parecia uma combinação muito lógica, mesmo eles se gostando muito, acabam se separando. Cartas tentaram ser enviadas, mas Allie nunca as recebeu, ainda que passando meses esperando. A mãe dela tinha certa participação nisso, todavia não foi suficiente para um reencontro. A chuva foi meio como que um catalisador, que lavou o véu no qual eles, já adultos, estavam se escondendo e trouxe as coisas a tona. Ela diz que não havia acabado e que esperou, mas era tarde; Noah por sua vez quando a arrebata nos braços mostra que nada estava acabado e que o sentimento estava ali, só esperando um momento pra aflorar. E o momento começa com o beijo.

9. Arwen e Aragorn – Senhor dos Anéis
O Senhor dos Anéis não é um filme de romance, mas não impede que hajam casais nele. Obviamente, que para uma obra tão densa, com outros focos e tantos núcleos, não se pode focar tanto em um casal, mas fato é que as cenas de Arwen e Aragorn são sempre muito intensas, bonitas, carregadas de um romantismo e poesia sem igual. Ela era uma elfa, imortal, ele um humano que por tabela vai morrer, não impediu que ambos se amassem muito e se apaixonassem. Os beijos deles sempre são doces, simples, com muito amor envolvido e ternura. E claro, sempre com um pano de fundo de imagens realmente lindas.

10. Rose e Jack – Titanic
Amores proscritos vendem feito água em Hollywood, até porque os personagens já tem o desafio de admitir para si mesmos o quanto querem ficar juntos. Foi o que aconteceu com Rose e Jack no navio mais luxuoso do mundo. Ela era rica e prometida a um rico cavalheiro, ele ganhara sua passagem num jogo de pôker. Após ele salvá-la de um suicídio, por ela não mais aguentar o mundo que vivia, dá-se o encantamento mútuo, mas ela sabia que quebrar o ciclo de aparências que estava inserida exigiria coragem. Após um chá, no qual viu uma menina sendo ensinada desde a mais tenra idade como se portar, percebeu que ela tinha vivido assim desde sempre e seus filhos viveriam dessa forma também, daí vai até Jack e eles entendem naquele momento que o sentimento havia brotado. E no parapeito do Titanic, ás vésperas da tragédia que se sucederia, eles se beijam.

11. Bela e a Fera
Lógico que tinha que ter um beijo de princesa. Mas diferente das mais tradicionais pioneiras, eu escolhi o beijo da Bela e a Fera. É um beijo diferente porque tem um abraço apertado, um toque nos cabelos, algo incrível que surge após ele: a quebra de uma maldição que assolou a todos num castelo. Bela não era propriamente uma princesa, ela não era rica, nem de família nobre, sua nobreza estava em seu caráter, sua inteligência e com isso fez com que um príncipe se encantasse com ela a ponto de mudar e passar de uma fera horrível para um lindo rapaz. O beijo foi apenas a concretização de um processo de amor que já estava instalado.

12. Elisa e a Criatura – A Forma da Água
O beijo que salva. Literalmente. A principal lição deste filme é que se as pessoas enxergassem além da aparência e tentassem ver a alma das pessoas, muitos padrões seriam quebrados. Em a Forma da Água, Elisa era uma faxineira em uma base militar e conhece uma criatura aquática que foi capturada e mantida em cativeiro. Todos os dias na hora do almoço, ela limpa o local aonde a criatura está e vai se criando um vínculo ali. Ela era muda, logo toda a comunicação é feita com outros elementos: olhar, gestos, expressões. Quando a criatura fica ameaçada, Elisa e alguns amigos a tiram de lá e a escondem. Nasce um amor ali. E quando Elisa no fim é mortalmente ferida por um general, a Criatura a beija devolvendo-lhe a vida e a iniciando em uma nova.

13. Lagertha e Ragnar – Vikings
“Nós dois nascemos pra ficar juntos”, as cenas entre Lagertha e Ragnar demonstram um amor incrível, parceiro, batalhador, unido, causariam inveja ao próprio Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima. Eles trabalhavam juntos na fazenda, assim como iam para as batalhas juntos, mas nunca com aquele sentimento de que um precisava proteger ao outro, pois a confiança era mútua e noção de capacidade também. Mesmo depois que se separaram, era notório no olhar o amor e os beijos eram sempre carregados disso.

14. Hermione e Rony – Harry Potter
Um beijo esperado. Muito antes do final da saga do bruxinho, os fãs já escreviam toneladas de fanfics desses dois. Eles tiveram momentos em que brigaram muito, todavia ficava notório o encantamento que tinham um pelo outro, mesmo sendo dois adolescentes. E na cena na qual eles destroem uma horcrux, entre o medo, receio, tensão pela guerra que estavam vivendo, há o tão esperado beijo, seguido do espanto pelo que acabara de acontecer. Definitivamente, retratou muito do que a maioria de nós sentiu quando éramos adolescentes e beijamos nossa paixão pela primeira vez.

15. Molly e Sam – Ghost
Beijo que transcende. O mais cruel desse beijo é saber que seus personagens foram cortados pelo destino. Lógico que traz a mensagem de que o amor nunca acaba, mas Molly e Sam foram vítimas de um destino doloroso, uma vez que ele foi assassinado e ela ficou sentindo a dor de sua ausência. Todavia, ao fim, ela percebe que a vida continua tal como o amor pode continuar também e que aquele que é verdadeiro levaremos conosco, não importa aonde estejamos.


MENÇÃO HONROSA - Romeu e Julieta
Não importa a versão, o ano, os atores, fato é que no momento em que o beijo desses dois se concretiza, dá-se aquele momento que em que eles ignoram completamente o mundo e decidem viver seu amor, sem amarras e sem se importar com o que poderia decorrer disso, um beijo que é antecedido por um olhar, que gerou o encantamento mesmo sem eles saberem os nomes um do outro. Um amor proibido, que mesmo com os medos contidos no beijo, há o sentimento que explode e eles se deixam dominar por ele sem reservas. 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

10 dicas para seus trabalhos acadêmicos

 

Ainda que com essa pandemia louca, muitos cursos e programas acadêmicos permaneceram. E obviamente permanecendo, algo que é marca deles são os trabalhos que precisam ser feitos. Os trabalhos desse nível são diferentes, não basta apenas escrever, existem algumas regras aos quais estão submetidos, dependendo lógico, do manual que se siga (sim, há vários). Há também a questão de fazer individual ou em grupo e lógico, do professor que coordena que pode ser um facilitador ou um potencial dificultador. Daí pensando nisso e pela experiência de ter passado por muitos trabalhos desses, aqui vão algumas dicas que podem ajudar você nesse árduo caminho de trabalhos acadêmicos.

 

1. Tenha muita certeza do que vai fazer
A primeira coisa quando se faz um trabalho é ter muita noção de seu tema. A partir do tema, você vai refinando ele, pensando nos modos, no que quer saber, como vai fazer, o que vai usar no processo. Todavia o ponto chave é: chegue sabendo muito e muitíssimo bem o que vai fazer. Afinal, sabendo que você vai fazer com X, com pessoas Y que tenham condição Z. Quanto mais você souber e fechar seu tema abrirá menos brechas pra enfiarem ideias mirabolantes no seu projeto. Fiz um trabalho uma vez sobre uma doença mas como não fechei direito, no fim a professora já queria mudar o código da Organização Mundial de Saúde dizendo que não era uma doença.


2. Você é aluno mas pode questionar, a relação tem que ser de parceria
Ao ser orientado por alguém com nível de conhecimento maior que o seu, lógico que esta pessoa tem mais experiência, mais macetes, mais percepção e saberá lhe dar as dicas necessárias. Ela é um comandante e você aquele que está sob seu comando de modo a fazer o trabalho da melhor forma possível, todavia como todo profissional, se o comando não estiver funcionando, você pode questionar, reclamar, não gostar e trocar em último caso se for o caso, vale pra qualquer serviço no mundo, principalmente em casos mais extremos de manipulação e assédio moral. Acreditem, muitos trabalhos se tornam pesadelos por protelar a troca de uma relação que não está dando certo. Dizem que o único profissional pra quem o Imperador baixa a cabeça em absolutamente todas as vezes é o seu mestre. Só que não estamos na China nem você é o Imperador.

 

3. Exponha seu modo de trabalho pra que você e seu orientador cheguem em um consenso
Cada pessoa tem seu ritmo de trabalho, de seguir com as coisas e de se organizar, todavia é de suma importância que haja uma convergência entre você e quem está lhe orientando, de modo que o trabalho ande. O problema é quando ambos não cedem em suas opiniões e não aceita que algumas maneiras podem ser melhores e mais adequadas, achando que o modo X de fazer é o único que existe, como eu dizia: Se alguém acha que o certo é ânus, você pode morrer falando fiofó que o outro vai achar que está errado e não é a mesma coisa. Aí há um entrave e o trabalho simplesmente não fica pronto.

 

4. Tente fazer o melhor e mais certo possível de primeira
Lógico que isso vem com o tempo, todavia não é porque você é inexperiente que será displicente. Tente fazer logo tudo da melhor forma logo de primeira, obedecendo as regras, colocando as margens corretas, capa, elementos, pesquisando nas fontes certas e com um bom conteúdo.  É uma forma de aprender e criar disciplina. Me lembro que um dos meus trabalhos foi “Aprovado com ressalvas”. Isso significa que eu sobrevivi ao naufrágio do Titanic mas ainda precisei esperar mais um bom tempo no botinho salva vidas, em um frio de lascar, pelo resgate definitivo. Então se você quer ser salvo de cara, faça tudo certo de primeira.


5. Organize seu tempo
Sabe quando você está deitado tranquilamente mas parece que tem uma voz na sua cabeça cobrando você pelo que tem a fazer e deixou pendente? É assim que alguém que tem trabalho e não organiza seu tempo se sente. A questão da organização do tempo é complicado para alguns, seja por pura indisciplina ou horários realmente apertados, alguns acabam deixando tarefas importantes para depois. Todavia, quando estas se somam, não é mais um pontinho ou um tópico a ser consertado, mas um trabalho inteiro e detalhe: com um prazo espremido a se cumprir. Portanto, não deixe nada pra depois! Tem que revisar as referêencias? Colocar tudo no formato certo? Acrescentar uma única tabela que seja? Não tem essa de “ah é só uma coisinha, depois eu faço”, justamente por ser uma coisinha, tem que ser feita já, aí a tranquilidade vem com mais paz. Fora que tendo um tempo de regalia, qualquer imprevisto fica mais fácil de corrigir. Houve um tempo que eu tinha um prazo tão apertado e tanta coisa pra corrigir, que tinha pesadelos com a banca que iria me avaliar.

 

6. Atente com sua escrita
Sempre digo que uma falha muito comum nos que estão se formando hoje é o déficit literário. É como se eu recebesse uma espadada quando escuto de uma criança ou adolescente “Eu odeio ler”, se esses pimpolhos soubessem como isso vai fazer uma falta tremenda nos anos seguintes leriam um pouco mais. A razão para isso é simples: quem lê muito, quase que automaticamente escreve bem. Lógico que são precisos retoques e refinamento, mas a construção das ideias e parágrafos se torna mais fluida, a absorção de textos é melhor, escrita sai de modo fácil, com utilização de sinônimos, bom vocabulário e outros elementos. Pode haver quem fale de sua escrita, mas indiscutivelmente quem está acostumando com as letras se sobressai muito melhor.

 

7. Procure seu orientador
Literalmente, não deixe ele esquecer de você. Muitos acham que quando estão fazendo trabalho, o orientador vai lembrá-los das tarefas, dos prazos, de entregar, não caia nessa. A regra é clara: se você não for atrás dele, ele não irá atrás de você. Cabe ressaltar que ele é uma pessoa ocupada, tem outros alunos além de você, fora seus próprios projetos e vida pessoal. Ele não ficará pensando se você já cumpriu suas responsabilidades, logo, faça você por você e sempre o procure. Mande correções, envie dúvidas, pergunte sobre artigos, por menores que possam ser, faça ele lembrar de você e ter medo de lhe encontrar de noite quando for levantar pra tomar água falando que achou um artigo novo.

 


8. Nunca, nunca, em hipótese nenhuma, plageie
Este é um ponto dos trabalhos muito importante. Plágio é definido como você copiar o trabalho de alguém literalmente. Lógico que algumas coisas que muitos acham que é plágio não é, como por exemplo, usar um elemento de outro trabalho no seu, com sua própria ideia ou se inspirar em um trabalho mas usar o método em outro público, aí vale. Todavia, em alguns casos, só o fato de você transcrever uma frase de 15 palavras já basta pra acusarem você. Aí entra a questão da escrita que mencionei, se você souber escrever com suas próprias palavras, sabe passar uma ideia sem copiar de forma tão literal. Existem programas gratuitos na internet que você joga seu texto e eles mostram se há algo passível de plágio. A consequência de uma cópia além de você perder todo o tempo que se dedicou, pesquisou pode ser a perda do próprio título ou nota, portanto se você não quiser ser a vergonha da profission, não plageie

 

9.  Dê a devida importância ao que está fazendo
Isso vale para os trabalhos que se apresenta para obtenção de títulos. Muitos não se dedicam como se deve, faltam ás aulas, não participam, acredite os programas para elevar titulação são exigentes em muitos pontos, enfim, a questão de produção de conteúdo e ciência está submetida a rigorosa fiscalização, que envolve bolsas, verbas, manutenção de equipe, logo é algo bem sério. Muitos estão visando vantagens de ter certos títulos, é legítimo, ninguém diz que não é. O mercado exige também. Já pensou, um cargo onde você ganha muito bem, com dedicação exclusiva, focando em ensino e produção de artigos? Daria pra comprar muito Funko Pop... Mas mesmo assim, dê a devida importância ao que está fazendo e honre quem está nesse processo com você.

 

10. Dê importância, mas mantenha a humildade
Saiba que por mais que seu trabalho seja uma conquista, importante para você e pra quem está ao seu lado, mantenha-se humilde e disposto a aprender. Muitos vão achar que seu trabalho é a 8ª maravilha da academia. Entretanto há milhões de pesquisas no mundo, sobre os mais variados assuntos e estudando o mesmo inclusive, sendo lançadas a todo instante, qual a probabilidade de uma dessas ser pioneira com uma descoberta absolutamente inédita que ninguém tenha visto? É uma chance tão pequena que talvez até ganhar na loteria seja mais fácil. Por isso, mantenha sua humildade, foque no seu trabalho e pense que ele no que se propõe será bom e atingirá suas metas.