sábado, 24 de dezembro de 2016

Abominações do mundo: arrogância



Eu ainda não tinha me dado conta do quanto arrogância pode ser abominável até lidar cara a cara com algumas situações que ocorreram neste último ano.

O fato é que essa é uma característica que eu já rechaçava em quem quer que fosse, independente de classe, cor, opção sexual, idéias, cargo. Alguns até me achavam boba devido ao fato de mesmo quando eu presenciava alguma situação, acabava relevando, afinal a conduta fica feia para a pessoa que a pratica, não para quem a ouve ou sofre grosserias decorrentes desta conduta, contudo não imaginei que fosse presenciar arrogância na sua forma mais abominável.

Não nego que percebo que quando somos admirados por algo, dá um orgulho de nossas condutas. Se penamos pra conseguir algo, é natural que tenhamos o ímpeto de bater no peito, orgulhosos e com aquele calor bom no peito de ter feito algo importante. Nos sentimos alternando entre o ficar sem jeito e felicidade quando nos admiram, o problema é quando o orgulho não vem de mãos dadas com a humildade.

Embora pareça contraditório, pode-se sentir orgulho sim, mas permanecer humilde. Isso se consegue quando seu orgulho não cresce tanto a ponto de ultrapassar sua cabeça e subir suas idéias. Você se sente orgulhoso de conseguir algo mas permanece olhando todos como iguais, olhando todos como pessoas que tem suas qualidade e com quem pode ter boas trocas. Você não se coloca acima, mas nivelado. Você pode ser muito bom em matemática mas não saber fritar um ovo, seu amigo pode não saber fazer orçamentos mas tem o talento de um chef, quando os dois se juntam trocam conhecimentos do que sabem fazer de melhor. O problema da arrogância é que o arrogante não se dispõe a se abrir e fazer uma troca positiva, seja porque ache que não precise seja porque acha que o próximo não tem nada a oferecer de palpável. 


Não cabe aqui dizer as inúmeras classes profissionais de quem comumente ouvimos relatos sobre arrogância, elas por si só se mostram. Mas acredito que cabe a nós cultivar a humildade em casa uma de nossas ações não importa em que trabalhemos. Somos seres sociais e como seres sociais precisamos lidar com todos e trabalharmos pra a melhor convivência possível.




Invocação do Mal 2: o melhor terror de 2016



Todos estavam bem ansiosos para o filme Invocação do Mal 2. Confesso que eu também, embora as críticas que tenham saído foram meio negativas, eu não me importo. A maioria das pessoas vê o terror puro e simples, os sustos e medem a crítica de acordo com a quantidade de gritos no cinema. Eu olho outros elementos. Como eles abordam a questão dos espíritos, a atuação e se os atores convencem no filme que realmente estão passando por tudo que está acontecendo, se conseguem criar aquela tensão. Muitos ficam com medo de filmes assim, mas pessoalmente tenho mais medo das pessoas.

Eu pessoalmente gostei do modo como se dá o gancho para a história toda. O filme todo se trata do que se chamou de caso Enfield Poltergeist, ocorrido no final da década de 70, na Inglaterra, também recebeu associação com o caso de Amytiville. Logo, foi muito interessante que haja algumas amostras e citações com o famoso caso que ocorreu em Amytiville. Lorraine Warren (Vera Farmiga) está inserida nisso de uma forma muito intensa, não só da forma profissional, mas pessoalmente, tanto que em alguns momentos ela dá mostras de estar um pouco cansada dos casos.

Ed Warren (Patrick Wilson) permanece fiel aos casos e acudindo quando pedem ajuda. Paralelo a esses conflitos do casal, está a menina Janet (Madison Wolfe), filha de uma mãe divorciada, com mais três irmãos que vivem em uma casa pequena em Enfield. A vida, mesmo com algumas dificuldades, vai seguindo até o momento em que algumas coisas começam a acontecer. E que mesmo assustando todas as crianças, atinge Janet em especial. Eu digo que achei surpreendente o modo como a atriz conseguiu passar o feeling de medo e terror que a personagem passava.

Achei que tudo evoluiu bem rápido e isso possibilitou que a família atingisse um nível de desespero rapidamente e de forma bem intensa. Normalmente há uma demora até que as coisas apareçam, aqui não. Tanto que a imprensa logo apareceu pra investigar e com isso estudiosos paranormais e não faltou muito para os Warren serem convocados.

É claro que Lorraine sendo assombrada e com medo de novas missões, fica receosa de ir mas ao saber que é uma menina, cede e vai. Acredito que quando os Warren vão ao encontro desse caso, muitas coisas se misturam. Daí a crítica de que o filme não tem um foco. Eu discordo, acredito que o filme tem várias vertentes, que dão idéias para novos filmes até.

Os efeitos especiais vão bem além dos vistos nos trailers e há muito mais sustos do que os vãos spots. Assistir no cinema foi uma experiência e tanto, curiosamente, mesmo filmes de terror sendo o gênero dos solitários, quando se assiste no cinema cheio é uma energia diferente, o medo individual se torna coletivo. E nesses momentos, as cadeiras tremiam porque as cenas tomavam um clímax impressionante.

Acredito que Invocação do Mal 2 superou expectativas, foi mais intenso que o primeiro e com mais revelações sobre o casal Warren, fora que os ganchos que faziam conexão com o primeiro filme foram sutis e sagazes. Claro que com a repercussão do filme gerou também idéias para uma sequência relacionada, o que acredito que o diretor fará magistralmente e eu estarei lá, com minha pipoca e refrigerante.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Lições de Como Eu Era Antes de Você


Como eu era antes de você foi uma das maiores estréias em termo de romance de 2016. O trailer me fez ter interesse em ver o filme e confesso que adorei. E é claro que de uma história como a de Will e Lou conseguimos tirar algumas lições valiosas, pois os personagens não são aqueles tipos clichês ou óbvios. Eles tem suas particularidades, arestas e qualidades e por isso que são tão fascinantes e tem algo a nos ensinar.


1. Alegria é uma boa forma de enfrentar as coisas
Lou a princípio parecia meio boba e super falante, porém é inegável que a alegria dela faz com que ela acabe conseguindo o que quer. Mesmo atrapalhada, com a saia rasgada e se atropelando com as palavras conseguiu o emprego com um sorriso e dizendo que fazia uma boa xícara de chá. Sem falar que com roupas coloridas e alegres passava pelas adversidades de perder o emprego, de aguentar as críticas da família e de aguentar ranhuras de um trabalho novo.


2. Nem sempre o reconhecimento vem. Por vezes nem mesmo de quem você mais espera
A casa de Lou era uma zona. Era pequena, com 6 pessoas vivendo nela, incluindo a irmã com o sobrinho pequeno e o avô doente. A irmã, Treena, mesmo sendo mais nova, tendo engravidado e Lou sendo a que dava mais duro, era sempre mais elogiada, mais exaltada e colocada pra cima como sendo mais inteligente e tendo chegado na faculdade. Os pais, especialmente a mãe, tinham atitudes que sempre beneficiavam Treena e mesmo Lou trabalhando muito, os pais reconheciam o salário ao invés do esforço e não deixavam que Treena também trabalhasse tanto quanto mesmo que ela tivesse mais responsabilidades. Ou seja, a família que devia dar apoio não dava. E Will, o empregador e estranho, foi o que acabou vendo o potencial que Lou tinha.


3. Aprendizados são necessários e alguns você até passa a sentir prazer em ter
Quando Lou foi para a entrevista, ela diferente de muitos, não mentiu sobre sua inexperiência, mas frisou também que podia aprender. Ficou assustada no início, não sabia fazer as coisas, escorregou em muitos momentos, porém permaneceu no objetivo de fazer o que lhe era mandado e após toda a descoberta sobre Will, trabalhou muito para melhorar o modo como estava trabalhando, foi para a biblioteca pesquisar, se empenhou e deu seu máximo, no fim estava focada e não lembrava nem de longe a insegurança do início. Por pior que alguns ambientes profissionais pareçam, infelizmente são coisas que precisamos lidar, e mais ainda, aprender a lidar e se sobressair.


4. Algumas coisas/pessoas/situações precisam ser aguentadas
Em tempos nos quais todos reclamam de trabalho e das pessoas com as quais se precisa conviver neles, é quase um pecado falar que você precisa saber passar por isso. Os seres humanos podem não andar em bandos, mas ainda são seres sociais e tem suas estratégias para suportar o que não lhes é agradável e de quebra, tirar boas lições disso. Lou peitou Will dizendo que ele estava sendo um babaca, foi sincera quando disse que precisava do dinheiro, que ele não devia fazer a vida dela miserável como fazia com todos. Ainda que ela não suportasse os dez primeiros dias, estivesse prestesa desistir, sabia que sua família precisava do dinheiro e com isso permaneceu firme. A coisa não chegou num limite insuportável, porém acredito que Lou deu um grande exemplo com relação a isso.


5. As pessoas subestimam muito as outras
A família de Lou não a olhava como uma pessoa sagaz e capaz de grandes feitos. Viviam comparando-a com Treena, até mesmo Will olhava-a no início como alguém atrapalhado, acomodado, sem grandes ambições. Contudo, com o tempo as coisas foram mudando e a família de Lou viu o quanto ela se esforçava e com isso adquiriram mais respeito por ela.


6. Não se deixe levar por comodidades 
Sete anos. Lou e Patrick estavam juntos a sete anos mas não havia muito amor entre eles, apenas a comodidade de estar junto, de se ter uma companhia. Fora que Patrick e Lou passaram a ter gostos e objetivos totalmente diferentes. Ele queria ser um atleta e ela detestava exercícios, em tudo ele dava um jeito de incluir um programa, uma competição, no fim o relacionamento deles girava muito em torno do que ele queria e Lou se deixava levar. No momento em que ela começou a precisar fazer coisas diferentes do ciclo vicioso que ambos estavam, Pat não gostou e começou a reclamar. Lou se libertou quando deixou pra trás a comodidade de ter "alguém do lado", mesmo que fosse por muito tempo.


7. Por mais que se ame as pessoas, nem sempre as coisas são como queremos
Lou amava Will, era um amor de gostar, de querer ficar junto, de manter perto de si. Porém haviam complicações. Para Will por mais que ele correspondesse aos sentimentos dela, a forma como queria demonstrar não era possível, claro que muitos esperavam que o amor deles fizesse Will mudar de idéia e se entregar, contudo não foi como no fundo ambos queriam, mas não impediu que eles se amassem até o fim.


8. O livre arbítrio alheio não lhe pertence
Se pertencesse não seria livre arbítrio. É fato que a única coisa sobre a qual um indivíduo tem responsabilidade são suas próprias ações, pensamentos e intenções, ou seja, não tem como ter controle sobre o que é do outro. No caso do outro atingir você, cabe a você usar o que tem ao seu alcance para mudar, mas ainda o que está em suas mãos. Pela Lou, as coisas seriam diferentes, mas Will tinha pleno gozo de suas faculdades mentais e poder de decisão, portanto o que ele quisesse fazer, por mais que os outros não concordassem nem quisessem compactuar, cabia a ele decidir.


9. Não se torture pelo que não depende de você
Lou ficou depressiva e culpada por não ter conseguido demover Will de sua decisão, porém hoje muitos são como ela, assumindo para si responsabilidades e culpas que não lhes cabe porque simplesmente é algo que não está em suas mãos. Lou percebeu logo que não devia se torturar, mas já que amava tanto Will permanecer ao lado dele, dando o que podia enquanto podia.


10. E acima, de tudo, tenha orgulho de quem é!
Sempre acreditei que o "como eu era antes de você" diz muito mais respeito a Lou do que a Will. Ela era tão tímida, passiva, sem acreditar no grande potencial que tinha, mas depois que conheceu Will, passou a exergar que merecia mais do que a faziam achar que merecia. Como Will disse: "use aquelas meias de abelha com orgulho" e essa é uma fala que muitos de nós precisamos nos apegar, devemos ter orgulho do que somos, do que mostramos, devemos nos olhar no espelho e independente da sua cor, cabelo, estilo, devemos sorrir para o que vemos. Lou não se acomodou depois, partiu em busca de seus sonhos e anseios. Acho uma ótima lição e incentivo para fazermos o mesmo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resenha Filme Sing: Quem canta seus males espanta


Eu estava ansiosa pela estréia do Sing. Pelos trailers, pelos spots, me parecia uma animação fofinha e ao mesmo tempo intensa, cheia de lições positivas. E definitivamente não me enganei, quem quer aquela profundidade com coisas para se pensar e questionar consegue ter, e aqueles que só querem rir e conseguir diversão gratuita também têm.

Como nos trailers, tudo começa com a saga do coala Buster Moon para erguer seu teatro falido das cinzas. Para isso ele aposta em um concurso de canto e graças a alguns mal entendidos, todos se interessam em peso. Dentre eles, os personagens que aparecem em destaque nos spots: Meena, a elefanta, Ash, a porco-espinho, Johnhy, o gorila e Roseta, a porquinha. Ainda tem um ratinho cujo nome nem me recordo muito bem, mas que comparado aos outros tem mais momentos de soberba do que de aspecto positivo. Sabe aquele carinha que mostra como você não deve agir só porque tem isso ou aquilo? Pois é, esse é o rato.

Só por tantos nomes citados, já adianto que ao meu ver, não se pode dizer que exista um personagem principal. Nem mesmo Buster Moon que mais aparece, pode ser assim caracterizado. Cada um deles em algum momento tem seu próprio "filme de vida", com suas próprias relações, vidas, medos e rotinas e que em algum ponto se cruzam com os outros para fazer algo maior. E não nego que as vozes dadas a eles fez diferença no contexto. No original já temos vozes conhecidas, na versão dublada pude notar alguns grandes nomes da dublagem e mais alguns outros do meio artístico, que poderiam gerar certa desconfiança mas que pra mim, até que o resultado foi muito bom.



Cada um desses personagens singulares possui alguma lição principal que nos é passada. Evitando spoilers, mas deixando todos com água na boca, eu já tinha me encantado mas depois de ver, fiquei extasiada. Uma vez que percebi que embora com capas de animais, eles ainda preservam coisas extremamente humanas, tristezas e decepções e coisas que basta olhar com um pouco de atenção se consegue perceber na vida real. A menina que tem um namorado que ao invés de ajudar e incentivar, atrapalha e atrasa. A dona de casa que está tão inserida na casa que a ausência dela nem sequer é notada pelo marido e filhos, desde que a casa esteja em ordem, lembra talvez muitas pessoas que ainda que no contexto familiar fazendo seu melhor ainda permanecem invisíveis. O rapaz que mesmo admirando o pai ou família, que um caminho diferente do imaginado. A mocinha cheia de medos, que ama muito algo mas tem receio dos erros ao longo deste caminho e se tortura por não conseguir fazer de outra forma. O cara que insiste muito em algo que parece perdido, mas que tem um significado muito importante pra ele. E por aí vai...


Quem é um pouco mais crítico e gosta de polemizar, é possível sim encontrar pontos de opressão familiar, machismo, abusos no filme do Sing, mas como crianças só precisam achar legal e divertido, ainda que tenha esse fundo, no fim é algo leve e risonho, já que todos os personagens crescem e suas motivações mudam. No decorrer do filme, nota-se que eles se descobrem e o que parecia ser o primordial a ser alcançado, logo torna-se um mero coadjuvante perante o estrondoso crescimento destes personagens.

Embora para muitos Sing pareça um filme bobinho de animação de véspera de Natal, pelo modo como foi feito eu digo que valeu incrivelmente. Fora que em termo de trilhas sonoras e vozes, Sing é o Suicide Squad da animação, imagino um cd com essa trilha no top das paradas visto a diversidade de ritmos, timbres, que agrada a todos de todas as idades, fora que é um filme que trata acima de tudo de sonhos. Sonhos que se constroem, que se destroem pra se reerguer, que se transformam, que encontram meios para se realizar. Este filme pela sua delicadeza, espontaneidade, boas lições tem minha total recomendação e admiração.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Resenha Anime Geek 2016, 2ª edição - dia 2


Tive que acordar cedinho no segundo dia do evento. Com umas coisas pra ajustar do trabalho do mestrado, muita coisa por sinal e queria ficar tranquila no evento e no resto do dia. Esse segundo dia foi mais divertido, não só pela quantidade de cosplayers, os quais foram mais em peso neste segundo dia, mas porque seria nosso grupo de pokémon. Um grupo que planejamos há muito tempo. Eu repetiria meu cosplay de White, o qual não uso a uns dois anos, mas que tenho imenso carinho.





Como no dia anterior, caiu o céu. Imagino que chuva forte também atrapalhou muita gente e provocou muitos atrasos. Só que dessa vez eu não precisei almoçar no evento, então pude ir um pouco mais tarde. Ao chegar, encontrei logo a turma e começamos a andar e tirar fotos. Claro que muitos não reconheciam os treinadores, visto que só tem o Ash na cabeça, mas também é incontestável que muitos quiseram tirar fotos porque o cosplay da minha amiga Joy de Mr. Mine mitou. Cara, estava realmente muito bem feito e real! Dali surgiu a idéia de um ensaio ao ar livre talvez, quem sabe não aparece um post por aqui falando sobre isso.



Realmente havia muita gente na parte das compras. Acredito que também devido ao Nelson, youtuber do canal Casa do Kame havia mais gente querendo ver e visitar o evento. Ficamos um pouco na parte da quadra, também tirando fotos e até peguei umas apresentações de k-pop, confesso que existem até umas músicas que eu curto muito. 




Tempo depois foi a vez do Nelson entrar. Eu já tinha ouvido falar dele em outro canal, mas nunca visto nenhum vídeo, porém devo dizer que o modo espontâneo dele, as brincadeiras, o jeito de falar me fizeram ter interesse em conhecer o canal dele. Como todo youtuber famoso ou maioria deles diz, ele afirmou que já tinha tido outros canais que não deram certo, disse que tinha recebido a dica de não ter um canal "pra ser famoso" mas fazer com algo que goste, bom, são ótimas dicas mas muitos que falam isso já são consagrados na rede, logo a gente fica com aquela pontinha de "será que precisa de mais alguma coisa?", mas ele também falou que publica toda semana sem dia certo, o que pra alguém indisciplinada como eu parece uma idéia boa, comecei a seguir ele de qualquer forma.



A essa altura do evento, já tinham mais cosplayers para as apresentações, eu não fiquei, mas a Joy com seu Mr. Mine arrasou pelo que soubemos no grupo depois. Eu acredito que o segundo dia valeu muito por causa do nosso grupão, dos momentos com os amigos, visto que foi bem curtinho dado o tempo que fiquei. O balanço do Anime Geek nesta segunda edição foi realmente positivo, considerando que talvez seja o último evento do ano. Aguardo melhores ano que vem e com ainda mais atrações!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Resenha Anime Geek 2016, 2ª edição - Dia 1


Sei que está bem atrasado, mas não podia deixar de cumprir com a tradição do blog e fazer a resenha do Anime Geek. Como foi escrito na página, por um triz eu não ía. Considere um triz mesmo. Uma semana pegando trabalho e reuniões direto com a orientadora do mestrado, correndo atrás de costureira furona pra pegar cosplay atrasado, sendo que ele está até sem previsão de uso, corrida com prazo para entregar a dissertação pronta, reuniões, convites para formatura, ufa! Meus amigos e leitores, não foi fácil, porém houve fatores significativos que me motivaram a ir, de amizades a estrear peças de roupa que eu tinha.

Pra início de conversa, dois meses antes do evento, vi o quanto de pessoas quiseram boicotar. Em parte pelas atrações, em parte por tratamento dado aos cosplayers, em parte por desinteresse. Eu nunca escondi que o Anime Geek pra mim sempre tem um toque de casa, minha foto com o Wendell devo a este evento e ao Rai, apresentador, logo isso é algo do qual sempre lembrarei com carinho e gratidão. Embora devo considerar que realmente, muitas das atrações deste ano eram estranhas para mim ou somente tinha ouvido falar, mas não conhecido a fundo.

Quando cheguei encontrei a fila de pessoas esperando mesmo com a hora avançada. Ao que foi repassado, houve um problema técnico que oferecia certo risco a todos, logo precisava ser resolvido de imediato. Achei bom darem esta satisfação ao público, sendo que pouco depois, os portões foram liberados e tudo ficou bem. A estrutura e organização estava parecida com a do ano passado, com as comidas no início e barraquinhas na quadra. Como precisei almoçar no evento, confesso que senti uma falta enorme do carê, estava sonhando com ele, mas ainda assim a comida era de ótima qualidade e sabor.


Notei que no primeiro dia a quantidade de gente era pouca se comparada com anos anteriores. A de cosplays também, mesmo com a tarde no pico, vimos somente alguns pingados e corredores vazios. Tenho a teoria de que a chuva forte daquele dia contribuiu muito pra isso, afinal, muitos moram longe e o trânsito ficou complicado. Ainda assim, pude ver que nas salas que visitei havia gente transitando e se interessando. Este ano havia uma sala Jedi, organizada pelo Conselho Jedi Pará muito interessante. Um dos membros da sala estava caracterizado de forma perfeita, com a longa capa e o sabre de luz, até tirei uma casquinha dessa famosa arma posando pra foto. A decoração e parte multimídia estava bem estruturada também. Outra sala que me surpreendeu foi a Sala Harry Potter. Havia algo nela que era mais colorido, incrementado do que vi nos outros eventos. Talvez por haver mais elementos das casas, fotos dos personagens, detalhes. E em época de Animais Fantásticos, ser envolvido nessa energia é algo literalmente mágico.

Rhay Jedi!



Como em outras edições, o AG teve uma "sala especial", ou seja, uma atração em que você paga para andar, como um brinquedo de parque de diversões. Já teve labirinto zumbi, labirinto silent hill, esse ano foi o Freak Show. Confesso que foi legal, interessante, mas teve muitos pontos baixos. O atraso excessivo que nos deixou esperando na fila muito tempo, pelos cartazes que espalharam com figuras estilo freak, você espera encontrar algo do gênero, pelo menos um boneco de duas cabeças, mas no fim, foi como um labirinto escuro com pessoas dando sustos, fora que eu ao escorregar numa descida acabei me ralando (culpa minha hehe). Esse  ponto dos sustos influenciou em outro que ainda não tinha visto: eles foram muito rigorosos ao explicar que qualquer agressão aos atores culminaria na expulsão do evento. Faz pesar se algo assim não ocorreu em outras edições, mesmo o objetivo ser se divertir, sempre há alguns que quebram o clima.

Entrada do Labirinto Freak Show

Luciano e Eduardo


Olha a fila!
No primeiro dia muitos estavam esperando o Luciano Monteiro e o Eduardo Borgeth, dubladores do Finn e Jake. Eu nunca parei a fundo para assistir A Hora da Aventura, embora deseje muito ver desde o início. Me interessei quando precisei comprar uma agenda e a única que tinha gostado era justamente da Hora da Aventura, era tão colorido e fofo que não resisti, tive uma amiga que queria fazer a Marceline, curti o visual e em homenagem a ela, farei em breve. Vi uns episódios aqui e ali, vi um vídeo de uma campanha do GRAAC, no qual os dubladores falavam como seus personagens com as crianças com câncer e o Luciano participou e um amigo me pediu para ir com eles e pegar um autógrafo, foi duro porque ele se preparou bem antes pra isso e ficou doente uma semana antes do evento, em consideração ao seu pedido eu fui. E não me arrependi. Só um detalhe: quando estava no corredor pouco antes do show, vi o Luciano sozinho perto do banheiro na área isolada, reconheci mas acabei indo pro palco, podia ter tirado uma foto exclusiva! >-<

Nós conseguimos!
Claro que quando eles começaram a falar, reconheci melhor as vozes e percebi que já tinha ouvido muitas vezes e gostava. A voz do Luciano é muito doce e suave, de menino mesmo, mas tão bonita. A do Eduardo já conhecia desde Harry Potter e não sabia, fora que sempre achei a voz do J.A.R.V.I.S bem peculiar e interessante. Na hora do show fui lá para fotos e vídeos, fiz uma pergunta para o Luciano: de como tinha sido a experiência no GRAAC, afinal, eu vendo o vídeo da campanha, me emociono, imagino pra eles que estiveram perto. A essa altura eu já estava eufórica e corri pra ser logo a primeira da fila pra tirar fotos. Este foi um ponto também que notei mudanças. Se a três anos consegui andar fora da linha e tirar uma foto "clandestina" com o Wendell, hoje isso não seria possível (a menos que eu desse sorte). A organização agora coloca ampla segurança nas escadas, não são permitidos celulares e câmeras na sala com os dubladores, somente a foto oficial do evento. Só que como eu era a primeira da fila e haviam mais três pessoas que entraram comigo, conseguimos uma brechinha para o Luciano e o Eduardo assinarem nossas coisas. Foi realmente tocante *-*

Após o show com os dubladores, foi a vez do Gui Santana, a única coisa que vi dele foi quando estava na file e ele passou subindo as escadas. De cabeça baixa, rodeado de seguranças, com uma mala sem dar nem tchu para ninguém. Não fiquei para o show dele, pois além de não conhece-lo como não conheço pânico a fundo, precisei ir embora. Não fiz muitas compras no primeiro dia, só umas lembrancinhas, mas espero comprar algo no segundo dia. Dia para o qual possuo expectativas devido nosso grupão de cosplay.


LOOK E OUTFIT:

De outfit, optei pela minha camiseta com todos os símbolos das casa de Hogwarts, ela tem um fundo preto e combina bastante com estampas lisas na peça de baixo. Coloquei um short jeans sem detalhes e usei uma bota skater com meia 3/4 de caveira.



- De look, coloquei uma sombra simples neutra e passei lápis e máscara. Usei um batom cintilante e rosa, bem clarinho, que com o decorrer do evento não durou muito hehe. Ah, usei minhas lentes e peruca roxas também, fora minha toquinha de orelhão da minha casa de Hogwarts, Lufa-Lufa.