segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cotas: uma opinião




"Daqui a algum tempo se o cara for negro, gay, descendente de índio e morar em um bairro de periferia ele nem vai precisar mais fazer vestibular, passa direto pra universidade"

No meu primeiro ano de universidade eu escutei isso de um colega e por mais que pareça horrível, seja pelo jeito piadista que ele falou ou pela sensação de lá no fundo ter um pouco de verdade, eu ri.

Mesmo que já estejamos quase no terceiro mês do ano, o assunto cotas ainda está em alta, afinal muitos ainda estão entrando em seus cursos, seja por causa de greves extensas ou por causa de chamadas de repescagem. Contudo, é fato que vai ano e vem ano, a história se repete: polêmicas, tretas e discussões por causa das cotas. Todos os anos amigos são bloqueados, amizades são desfeitas, guerras virtuais travadas em decorrências dessas polêmicas cotas. Alguns concordam, outros não. Que tipo de poder é esse que o assunto tem pra gerar tanto rebu?

Tudo parte do princípio talvez de quem se encaixe no padrão para receber cotas, que atualmente são com relação a raça e a renda. Se eu dissesse que sou contra estaria mentindo, porém também não sou a favor totalmente. Acredito que as cotas são sim, um bom artifício para que aqueles que tem maiores dificuldades poderem ter acesso a universidade. O problema é que este mesmo artifício tem falhas e não só pode ser violado facilmente com também estimula (e muito) a birra de classes que naturalmente já vemos.

Um exemplo? Não raros depoimentos de "quero mais povo nas universidades". O que claramente subtende-se que quem não passou utilizando cotas não é o que se caracteriza de "povo". Talvez pelo fato de ter estudado em escolas melhores, ou poder ter pago um cursinho, quem sabe. Só que não passa pela cabeça destas pessoas que a boa escola e cursinho eram oriundos de bolsas ou de muito sacrifício por parte dos genitores. E com isso, muitos ganham o título de elite carregado com as velhas críticas sociais que vemos. Talvez na visão política/social/econômica de muitos por aí, o fato de alguém ter tido certa oportunidade faz dessa pessoa elite. Confesso que estou nesse meio. Para muitos faço parte dessa "fatia privilegiada" porém é fato: não é culpa alguma meus pais terem decidido que queriam me dar um bom futuro e lutado para isso. E não é culpa nenhuma eu ter colocado na minha cabeça desde sempre que o único caminho pra isso era estudando. Nada veio de graça embora umas pessoinhas aí achem que basta estudar num "colégio de elite" que sua vaga está garantida.

Voltando ao assunto das cotas. Falam que muitas universidades são elitizadas e que não há representantes de baixa renda ou negros (ainda com cotas). Muitos não tem direito a elas e suam pra passar igualmente, mesmo com boa base. Isso não faz dessas pessoas menos povo. Claro que ao comentar isso num post caíram em cima de mim como gatos sobre ratos.

Disseram que eu precisava de aulas de interpretação. E eu, com classe disse que havia entendido e ressaltei que não fui elite, não sou hoje. Como muitos que acompanham as minhas postagens, sabem que ralo em várias coisas visando melhora pessoal e com isso abrir mais caminhos para mim, por isso que discordo em peso do que foi dito como sustentei a opinião até o fim. Só que é claro, sempre aparecem uns pra meter pau, porém eu sou uma adoradora nata do Rumpelstiltskin e curto muito transformar palha em ouro, por isso raramente falta inspiração pra posts. E como eu disse: adoro essas discussões e opiniões de pessoas que querem parecer grandes revolucionários. Pra mim, é como tiros de canhões na arena dos jogos vorazes.

Sempre valorizei o mérito. Sempre valorizei porque meus pais, na sua simplicidade porém grandeza de caráter e espírito me colocaram valores de que sem esforço você não chega a lugar algum. Eles tinham muito pra terem se revoltado com a vida dura que tiveram. Ás vezes com privações, explorações, por isso além de me ensinar a correr atrás, não se esqueceram de me ensinar a valorizar também o que tenho nas mãos hoje. E se quiser mais, ir atrás e investir. O problema é que as palavras "esforço", "mérito" e "luta" na época atual viraram sinônimo de ofensa ao invés de admiração.

Eu não sou contra a meritocracia. Antes que falem, li textos sobre e entendo perfeitamente o argumento contrário dizendo que não se pode falar de um sistema onde as oportunidades não são iguais. Concordo nesse ponto, mas nem por isso o sistema é essa perversão que pintam. O mérito continua a existir e pra mim, você dizer que é a favor dele mas contra o sistema que o legaliza é como dizer que gosta de hot dog tradicional mas não gosta de salsicha. Há desigualdades aqui, é verdade, porém ninguém lembra que mesmo para os que "possuíram tudo" se não houver desprendimento do mínimo esforço, não haverá vaga. E aos que não tem tantas oportunidades, não há o pensamento de que o esforço e trabalho são coisas construídas e louváveis. Daí qual a budega do problema?

Para muitos as cotas raciais vem para intensificar o racismo. Como já ouvi: "o negro possui a mesma capacidade e inteligência, por que precisam de costas? É como dizer que eles precisam de uma ajuda pra entrar", a população negra em peso é a favor das cotas, embora muitos digam que não querem isso, que preferem o processo seletivo comum, porém já notei que essas exceções não são bem vindas, não se quer ouvir esse tipo de coisa numa discussão. Eu, contudo, devo dizer que as cotas por renda e por ter estudado em escola pública são mais palpáveis e significativas. Somos uma população tão miscigenada que não se pode afirmar com tanta precisão que se "é negro 100%", é meio pretensioso se você não tem um bom geneticista que tenha feito seu mapeamento genético e dito que você tem maior porcentagem de DNA africano.

Cotas segundo vejo muito é como uma "compensação" pelas desigualdades existentes nesse sistema chamado vestibular. A população negra e mais pobre por não poder pagar e ter acesso a um bom conteúdo em sua maioria precisa das cotas para ter uma chance maior para entrar na universidade. Concordo com as cotas relacionadas a renda. Seria atirar no próprio pé se eu dissesse que sou contra, vendo a luta e sacrifício de tantos próximos a mim. Contudo, não acho certo essa guerra em nome das cotas quando se devia lutar para extinção delas e melhora da causa pela qual elas foram criadas.


"A maior parte dos alunos de universidades públicas
vieram de escolas públicas"
O professor deu um Touché!
Todos os anos surgem aqueles que só faltam morder como cães raivosos as pessoas que argumentam contra cotas. Surgem argumentos como o que vi numa postagem, que universidades públicas ainda são elitizadas, que pessoas de baixa renda só entram com muito, muito esforço, que meritocracia é uma porcaria, fora as acusações "indiretas" pra mim como se eu fosse burra de não perceber. Claro que muitos desses argumentos caíram por terra quando um professor talentoso e veterano compartilhou uma reportagem na qual se afirmava que a maior parte dos alunos nas universidades públicas eram oriundos também do ensino público. A diferença do que o prof compartilhou pro que eu compartilhei no mesmo post é que ele era o prof respeitado e admirável, incrível o silêncio que se fez e cautela nas palavras dirigidas a ele. Mas exultei mesmo assim!

O governo olhando as brigas da população por causa das cotas.
Olha como ele está se divertindo...
Eu acredito que com todas essas revoltas ano após ano demonstram o quanto as pessoas por vezes se cegam. Enquanto amigos brigam e guerras facebookinianas se travam, tem alguém rindo da cara de todo mundo. E esse alguém é o governo. Então é assim: ele se senta com sua pipoca e só fica assistindo a birra das classe e ainda diz: Olha eles, os idiotas brigando por causa do pouco que damos pra que não nos notem. Pode parecer leviano, porém acredito que as cotas são uma espécie de esmola. Uma parca ajuda que dá uma satisfação temporária porém não resolve o problema. Comparado com o que o governo deve realmente a TODOS nós, tendo renda razoável ou não, as cotas são uma ajuda ínfima. 

No momento elas podem ser uma tábua de salvação, uma chance para muitos, porém mesmo os que usufruem dela não deveriam estagnar na idéia de "compensar o errado". Muitas pessoas sofrem e acusam as cotas de roubarem vagas, se esforçam e não passam. Outros mesmo tendo cotas, também não conseguem. Logo, não basta somente a tão falada "educação de elite" ou o "direito a cota", é preciso um desprendimento de esforço, o mérito (e meritocracia) é real e mesmo os que tem o "fácil" não conseguem muitas vezes e os que passam os obstáculos conseguem almejar seus sonhos. 

O ponto principal das cotas contudo é que mesmo que ela conceda ajuda, ou compensações que soa melhor, não devia ser vista como a estação final. Concordo que ela seja provisória, mas discordo que ela passe a criar raízes irreversíveis, todos nós devíamos enxergar que melhor do que compensações aqui e ali como remendos, o ideal é que se fizesse o certo de cara, ou seja boas escolas, bons livros, bons professores para todos. Afinal, se fossemos peixes, devíamos ao invés de nos acostumarmos com um aquário apertado, devíamos buscar sempre o oceano.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Outfit do fim de semana


Oi! E aí? Como é que tá? Este post curtinho é pra falar do outfit do fim de semana que usei. Quem segue lá no insta deve ter visto, só que por um erro de configuração eu tive que deletar a foto, só que aqui você confere na íntegra o look e outfit, eu senti muita vontade de complementar ele com uma peruca galáxia, a minha favorita das curtas!. E se quiserem, se inspirem para a semana!

OUTFIT:
Estava fazendo frio no dia que usei, então resolvi tirar essa camisa do armário. Como ela é bem longa e de gola, optei por uma redução dos acessórios
Camisa: Posthaus
Calça: presente
Tênis: Plumax
Peruca: Presente



LOOK:
O look fiz um esfumado simples. Fiz o trivial na pele com preparação de base e pó, nos olhos, por incrível que pareça, usei somente duas cores, um marrom cobre e um verde escuro, e um lápis para o destaque nos cílios inferiores. A maior estrela foi o batom vermelho matte.
Base: Any color cor 02
Pó: Tango cor 02
Olhos: Paleta 48 cores Jasmine
Lápis Lebruce
Máscara para cílios luisance
Lábios: Batom O Boticário Intense matte cor 350


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Resenha filme A Garota Dinamarquesa



Sei como muitos estavam alvoroçados pela estréia do Deadpool e revoltados com a possibilidade de censura e agora alguns, ou melhor algumas mais chatinhas, revoltadas com "piadas machistas". A censura fatalmente castraria muito o personagem em sua personalidade e conduta.

Eu preciso dizer, no entanto, que minha expectativa estava focada no filme da Garota Dinamarquesa, que tenho séria suspeita de ter sido igualmente castrado e censurado. Pelo menos pelas notícias, o filme sequer vem para os cinemas em muitas cidades e países, a minha é uma delas. Talvez o público ainda não esteja maduro o bastante para encarar um assunto tão delicado com a mesma naturalidade como é tratado no filme. Não tiveram maturidade para lidar com o humor ácido de Deadpool, não teriam para lidar com a personalidade de Lili.








Tentando dar o menor número de spoilers possível, posso adiantar que gostei muito. Não vi no cinema, uma de minhas alunas disse que já estava disponível para download em boa qualidade, então não perdi tempo. Uma sessão de cinema em casa com nuggets, coca-cola e torta alemã sempre torna o filme mais agradável. Confesso que a naturalidade de Eddie Redmayne e Alícia Vikander foi o que mais me surpreendeu. Você os olha e consegue ver de forma palpável, aquele casal meio maluquinho, tarado e doce de artistas. Eles tem uma sintonia incrível, dois atores que individualmente são bons e em conjunto tornaram-se excepcionais.

Dinamarca, década de 1920. Einar Wegener (Eddie Redmayne) é um famoso pintor, conhecido especialmente reconhecido por retratar paisagens de Vejle, onde viveu sua infância. Casado com Gerda (Alicia Vikander), também pintora, os dois vivem entre exposições, festas, telas e noites de amor. Gerda ama Einar e vice-versa, porém enquanto artista, ela luta para ter seu lugar ao sol. O marido é o Top Um, ela, ainda que tenha muito talento, passa parte do filme peregrinando com suas obras, em parte por intermédio do marido, tentando achar um interessado e contatos, porém sem o tema ideal. Gerda tem personalidade e não se submete a ficar na sombra. Embora seja muito difícil, considerando que ambos trabalhavam com a mesma coisa e no mesmo ateliê, ela tem peito o bastante para dizer: "Meu trabalho é da minha conta. Fique fora dele."

Trabalhar junto porém possibilita se ajudar. Ao precisar terminar uma tela na qual a modelo faltou, Gerda pediu que Einar vestisse as meias, calçasse os sapatos e colocasse o vestido por cima para que ela pudesse terminar. Talvez tenha se iniciado ali o fio da meada, como um rio que começa para desaguar feroz no mar. Einar sente que o tecido lhe causa uma correspondência diferente do que simplesmente fazer uma pose. Nesse momento, surge uma espécie de alter ego do sexo feminino batizado de "Lili".

Gerda ao perceber que Einar se envolve com a energia, entra no clima e sugere que ele incorpore outra pessoa. Noto que ela teve papel fundamental, estando ao lado de Einar antes e depois de tudo. Confesso que o ritmo do filme parece bem mais corrido do que parece ser no trailer, embora isso não impeça o entendimento. Ao contrário, talvez seja um modo de mostrar ao que a temática veio.

Eddie mostra um arcabouço de belas expressões a partir do momento em que Lili começa a tomar espaço. Estas variam da dúvida, gentileza, conflito, tensão, tudo para mostrar como o conflito atinge Einar nessa transição, até que ele realmente descubra que não era apenas um jogo restrito ao seu estúdio. Ao se encarar nu, existe um despir quase palpável ali, a nudez do corpo reflete o que vai fundo na alma e no ser, acompanhada de trilha sonora excepcional. Se encarar e ao mesmo tempo encarar seus temores, admitir seus desejos é algo difícil, porém Eddie conseguiu passar isso com grande maestria com sua expressão corporal e facial. Além do que, ver Eddie Redmayne nu é sempre uma experiência muito interessante.

Gerda em determinados momentos não entende bem o que está acontecendo, porém em outros momentos se deixa levar, pois Lili se torna seu tema ideal de pintura e as pessoas se encantam com a "moça". Confesso que para Alicia deve ter sido um desafio expressar tantas faces de Gerda, ao início ela parecia um menina brincalhona e desinibida, no decorrer do filme mostra sua face de mulher forte e companheira, embora não desprovida também dos conflitos e sofrimento que é o de ver seu marido se transformar em uma mulher. Ainda que de forma inocente inicialmente porém de forma concreta com o surgimento de um professor sugerindo uma cirurgia revolucionária: a de mudança de sexo.

A Garota Dinamarquesa é um daqueles filmes que você precisa estar desprovido de véus para ver. Você precisa não se chocar com a naturalidade dele, com a exposição, é um filme com atores e enredo que coloca as cartas na mesa para os espectadores. Em muitas críticas, vi que Alicia acabou ofuscando Eddie com a evolução de sua personagem. Acredito que não dessa forma literal, porém é notório que cada ator teve seu momento ápice. O de Alicia começou a aparecer após Einar se assumir como Lili. Ela o amava e continuou amando mesmo depois da forma física deste mudar, houveram arestas e espinhos para serem aparados, porém Alicia soube passar essa sofrida passagem, ainda que carregada de amor e companheirismo.

Já Eddie literalmente convenceu. Esse é um ponto muito importante, já que estamos falando de um pioneirismo. E como tal, não haviam muitos recursos, leia-se hormônios sintéticos, próteses, nem mesmo aceitação. E mesmo assim, Eddie conseguiu convencer que era Lili e de uma forma tão perfeita que você mal consegue enxergar Einar a partir de alguns pontos, além disso, o filme deixa claro os parcos recursos da época de modo que exigências de amostras de modernidades na área da transexualidade ficariam totalmente fora de contexto aqui.

O que posso dizer em suma sobre o filme da Garota Dinamarquesa é que é um filme sobre amor. Não consigo, por mais que tente, achar outro significado pra tudo que é mostrado nesta obra. Trata-se do amor de Einar pelo que ele realmente é, amor dele por Gerda por ajudá-la, amor de Gerda por Einar e posteriormente por Lili, uma vez que era a mesma pessoa porém em uma forma diferente. Já ouvi pessoas dizendo que se transformar fisicamente em outro sexo é a parte doença, mas em muitos casos está relacionado com a confusão que se faz entre transexualidade e homossexualidade. 

Digo que transexual acima de tudo tem a ver com algo que você tem, o qual se sente desajustado. Muitas pessoas nascem com um nariz que não gostam e plastificam, fazem dietas e exercícios para se livrar dos quilos que não desejam, pintam e fazem químicas nos cabelos porque a cor e formato não agrada, a questão é: por que haveria de ser diferente com o sexo com o qual se nasce? A pessoa, tal como Einar se sente desajustada com o órgão genital que possui. Ou como já ouvi de uma transexual em uma entrevista: "Eu olhava meu pênis ali no meio das pernas e dizia: isso não está certo". E aos desavisados, essa sensação de desajuste não é algo surgido de uma explosão hormonal ou participação em movimentos, ela literalmente acompanha a pessoa desde que ela nasce, passa pela tenra idade e continua pela vida toda.

A Garota Dinamarquesa não só mostra o pioneirismo de Lili Elbe, mas também ousadia do filme como um todo. E mesmo sendo de um tema ousado, não deixa de ser dócil e amoroso. Eu recomendo altamente, pois além de Eddie Redmayne e Alicia Vikander mostrarem uma explosão de talento, eles através dos personagens nos mostram que amor é capaz de coisas extraordinárias e que não há demonstração melhor de amor por alguém do que deixá-lo voar, mas ainda assim permanecer ao lado.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Maquiagem Sweet Girl - Carnaval atrasado


Há algum tempo eu estava querendo fazer um look rosinha, mais docinho. No carnaval, não fui para lugar nenhum, mas senti vontade mesmo assim de fazer o look. Acredito que esteja melhorando nas técnicas, especialmente na usada hoje, que foi a da fita adesiva, para fazer aquele v externo perfeito! Espero que curtam!

1º Passo: Óbvio que eu queria uma pele bem feita. Então usei um primer e minha paleta de 15 bases e corretivos. Minha cor é a segunda, da 4ª fileira




2º Passo: Eu queria um formato bem retinho, então usei a fita adesiva pra dar esse formato



3º passo: Usei minha paleta de 120 cores para este look, para o início dele pelo menos

4º passo: Usei em toda a pálpebra a 6ª cor da 10ª coluna






5º passo: No côncavo e no V externo, usei a 4ª cor da 8ª fileira




9º passo: Esfume bem para não ficar uma linha dura e tire a fita adesiva


10º passo: Ilumine o pico da sobrancelha com uma sombra de tom branco ou perolado. Nos cílios inferiores, usei um lápis lilás.




11º passo: Como planejava esse look para o carnaval, quis colocar um pouco de glitter. Usei um branco com leve tom rosado. Para o efeito, utilizei a técnica do brilho incolor e aplicação. 

12º passo: Curve e aplique máscara de cílios



13º passo: O blush para casar com o resto do look precisa ser de um tom rosado

14º passo: Aplique um batom de tom rosa vivo. Para dar um brilho extra, usei um gloss incolor só no cento dos lábios. VOILÁ!









PRODUTOS UTILIZADOS:
- Pele:
Primer Lebruce
Paleta de 15 bases e corretivos
Pó Tango cor B
Blush rosado
Gloss Incolor Luisance
Glitter branco com reflexos rosados

- Olhos
Corretivo Lebruce
Paleta de 120 cores Manly
Paleta caseira de sombras
Lápis lilás 
Máscara de cílios Vivai Extreme

- Lábios
Batom Natura Renda Sol
Gloss Avon Color Trend Nude







segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tutorial de maquiagem Inspirada no Pikachu


Eu nem me caibo de felicidade! Fazia tempo que não fazia vídeo, fiquei até com medo de nem saber como se faz, só que ficou tão bacana que me emocionei! Nesse dia fazia particularmente muito frio a noite e nessas horas, eu opto por vestir meu casaco de pikachu, que vem com orelhinhas e tudo. Além de aconchegante, ele é super inspirador! Daí não pensei duas vezes, como uma resolução de início de ano, eu quero usar as coisas que tenho, o que inclui produtos, peguei então a câmera, a luminária e mãos a obra!
Gostei bastante do resultado final e espero que vocês gostem também!

Choque do trovão!


PRODUTOS:

- Pele:
BB Cream Maybeline cor médio
Loose Powder NS cor natural
Blush em tom rosa vibrante

- Olhos
Fixador de Sombras YES Cosmetics
Paleta de 88 cores matte
Paleta de 48 cores Luisance
Sombra em lápis marrom Tango
Lápis Preto Ruby Rose
Máscara para cílios 4D Macrilan

- Lábios
Brilho vermelho Luisance



Elite: o que é



Noites de domingo normalmente são sem nenhuma emoção, um marasmo sem grandes novidades, porém excepcionalmente nesta noite eu estava trabalhando, logo era algo bem diferente do que normalmente costumo viver nas outras noites.

E como noite de domingo, não se tem nada muito legal pra ver na televisão após aquele horário em que você já termina suas tarefas, só que por falta de opção ou por indiferença do resto, acabou que a televisão ficou ligada no Canal 07 e acabei vendo o Big Brother Brasil. Parece que domingo é o dia da formação do chamado paredão, pra eliminar alguém. Eu não assisto o programa, salvo comerciais eu nem saberia o nome de ninguém, os que normalmente se destacam por determinada conduta ou por uma polêmica.

E desta vez, quem foi uma moça chamada Ana Paula, que pelo visto gera polêmica, não tem medo de falar na cara, ainda que gere barraco, ela não tem medo de abrir a boca. Eu sempre fui da política de que pra falar as coisas tem que ter jeito, mas verdade não muda independente de você falar agressivamente ou com jeitinho. Ela está ali, pra todo mundo ver, você querendo suavizá-la ou não. Verdade é verdade, mesmo que você tente mentir. E o que eu vi depois de formado o tal paredão foi um barraco com troca de ofensa, mas que acendeu uma coisa na minha cabeça.

O participante Renan, que indicou Ana Paula, afirmou que o fazia com motivo, pois segundo ele, ela teria chamado-o de "lixo" e "nada", no que segundo notícias foi uma briga na qual pairou até suspeita de agressão física. O mesmo participante começou a chamar Ana Paula de "patricinha", dizendo: "você não trabalha, eu tenho braços, trabalho desde os meus 18 anos. Ninguém gosta de você". Ana Paula, por sua vez disse: "Ter dinheiro não é crime. No que isso incomoda sua vida?". E aí, comecei a pensar: ter dinheiro e uma condição boa virou mesmo motivo de ofensa?

Acredito que muitas discussões nas quais presenciei e participei já haviam plantado essa sementinha em mim. A palavra "elite" em muitas dessas discussões era usada com desdém, despeito, aversão, quase como se fosse uma lepra em tempos bíblicos. E ao falarem assim, dava a entender que elite era algum tipo de ET fora do normal, pessoas que viviam em um mundo totalmente diferente ou numa altura tão inalcançável que sequer se podia vê-las. Restava a questão: Elite, quem são? Onde vivem?O que fazem?

Sei que o fundo da briga está na briga (birra) de classes. Rotularam o que parece ser elite e pra quem se encaixa nesse rótulo, é direcionada a crítica. Não raro se escutar: "Queremos mais povo nas universidades públicas", como se o que chamam de elite fosse uma população vinda de outra dimensão e não tivesse ou não precisasse também lutar por algo. Afinal, classificaram elite como pessoas com boa condição financeira, pessoas que podem pagar boas escolas, que viajam, possuem boas roupas ou vão a bons restaurantes. Só que não.

A minha experiência pessoal mostrou que essa crítica pode ser bem mais acentuada do que se pensa. A ponto de não analisarem muito bem os outros fatores por trás do que tão duramente criticam. "A elite paga boas escolas e por isso tem mais chances de entrar em universidades". Conheci pessoas que estudaram em escolas chamadas "de elite" e eram bolsistas, filhas dos funcionários ou ex-alunos, uma delas, grande amiga minha, passou em medicina numa federal, atualmente residente, ambiciona ser endocrinologista, outros conhecidos eram filhos de pessoas importantes, mal concluíram o ensino médio ou conseguiram uma vaga em universidade boa. Recentemente esse argumento caiu por terra quando se publicou uma pesquisa afirmando que a maioria dos alunos na pública estadual vinham de escola pública.

"A elite frequenta lugares de luxo e compra coisas caras". Com você economizando ou parcelando em 10 vezes sem juros, pode sim ir aquele restaurante top, ou viajar para o exterior ou comprar aquela blusa anunciada pela Gisele Bündchen. Ter tais coisas ou não ter, vai muito de sua vontade e consciência acima de tudo. Já comi sim em lugares caros, mas também naquele sandubão da esquina. Tenho coisas que comprei em brechós virtuais, mas também aquelas roupas de grife. A questão é: E daí?

Elite branca européia sofre preconceito aqui
O maior problema é o preconceito em torno do que e de quem denominam de elite. E não me venham dizer que "isso non ecziste" porque existe sim. Segundo significados.com, preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta em uma atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento, é uma idéia formada antecipadamente. Também podendo ser resultado de frustrações que são transformadas em raiva e hostilidade. Bingo! Daí vem o tom de desdém, os olhares tortos e por que não dizer, despeito.

Voltando ao caso de Ana Paula, não concordo com o jeito meio escrachado e grosseiro, porém algo deveria fazer com que se ficasse do lado dela: ela não tem culpa de ter uma boa situação. O preconceito é algo muito de tempo presente. Renan olhou pra Ana Paula, soube que ela tinha boa condição financeira e já a rotulou de "não trabalha", "patricinha", "compra tudo", "teve tudo na mão", não parou um instante para pensar que ela tem porque talvez alguém antes dela quis ter e lutou pra isso. Ela pode ter coisas boas hoje, porém seus pais podem não ter tido e podem ter pensado: não quero isso para meus filhos, então lutarei para que eles não passem necessidade. Quantos filhos vítimas desse rótulo de "elite" não tiveram pais que passaram fome, que capinaram em roças, que tiveram dificuldades mas que foram atrás para que seus filhos não passassem pelo mesmo? E mais ainda, mesmo dando o que não tiveram, passaram também os valores de valorizar o que tem e valorizar mais ainda o trabalho duro? Isso o preconceito inicial não enxerga.

E como Ana Paula é um exemplo disso, me sinto empática com ela nesse sentido. Ela não tem culpa de ter determinada situação de vida, como ela mesma disse: "Não é crime não ser pobre", ou se não quiser a palavra literal, não é crime não viver argolado em dívidas e poder se dar alguns luxos, porém isso incomoda as pessoas. Uma vez que passei por esse tipo de coisa e nem era elite como achavam que eu era, além de ver colegas meus também vivendo isso, seja por gostos pessoais, por onde estudavam ou onde moravam. Já sabem que estudei em escola boa, mas houve quem dissesse "escola de elite", porém retorna ao que eu disse antes: nem todo mundo era filho de dono de madeireira. Acho que não posso citar melhor exemplo do que uma situação que vivi recentemente mas que teve seu início lá na universidade. Um relacionamento breve com um rapaz não trouxe somente dissabores, mas também o contato com esse tipo de preconceito.

Minha maior falha ao que parecia, era ter uma família. E uma família que me dava condições, dentro das possibilidades, de estudar e crescer. O rapaz criticava a proteção, mesmo sabendo que eu era menor de idade. Criticava os gostos da minha mãe, chamava ela de "branquela fresca" porque ela gostava de bacalhau ao invés de churrasco (o.O, oi?), me alfinetou por causa de suposta quantia que eu levava pra universidade, mesmo sabendo que era para uma semana inteira. E recentemente inventou mentiras sobre coisas que ele distorceu ou supôs que tinham acontecido. Muito engraçado alguém falar desse jeito tão desprezível sobre o que ele julga ser "elite" quando já teve atitudes muito mais "elitistas" do que eu. Porque meus pais nunca me deram dinheiro pra pagar rodadas de pizza para os amigos. Na verdade, nunca me davam dinheiro de graça, ao contrário, me faziam valorizar o que tinha e correr atrás do que eu queria, foram valores passados a mim desde pequena, para que eu não virasse um ser humano frustrado e cheio de despeito caso perdesse determinada condição favorável ou não alcançasse determinada coisa, como aconteceu com o senhor aqui referido.

Elite na verdade pode envolver a questão da renda, mas envolve maior parte do caráter e do quanto você envolve as pessoas com ele. Logo, muitas pessoas podem sim, ter uma condição financeira boa, mas ter um caráter tão pueril e obscuro, que nem cobertas de ouro se tornam melhores. Alguém que "é povo", pode achar que essa característica por si só lhe enobrece ou honra porém suas atitudes mesquinhas só denotam orgulho e desrespeito. Agora, o bom caráter, respeito ao próximo, humildade são coisas que enobrecem e elitizam qualquer ser humano, não importando quanto ele tenha na conta bancária ou onde more, o que faça ou que aparência tenha. Afinal, suas atitudes alcançam mais pessoas através do exemplo do que você poderia ajudar com finanças, as primeiras formam uma rede, a segunda é limitada. Obama é a nata do que pode ser considerado elite e ainda assim, não é arrogante, mostra aos filhos o valor do trabalho duro e não dá favorecimento a nenhum deles. Esse é o exemplo de elite que abrange as pessoas.

O preconceito como um todo é algo que se deve combater. Não importa se é um "típico" ou não, ele por si só denota incapacidade do ser humano em lidar com as diferenças. E é curioso que no nosso país, muitos queiram tão arduamente que se lide melhor com elas, mas em contrapartida, também as usem para atacar. Talvez a idéia que Renan tenha de Ana Paula reforce muito isso. Ao querer criticar seu jeito e personalidade, atacou algo que está fora do alcance dela, que já estava ali muito antes dela nascer mas que ele quis transformar em um defeito. Diga não a esse tipo de atitude. E definitivamente, não sigam o exemplo de Renan e de outros citados aqui.