A primeira vez que vi Elektra foi no filme Demolidor: o homem sem medo e me encantei logo pelos movimentos que ela fazia com os sais e a música que acompanhava esses movimentos.

Ela me parecia uma garota durona, durona com um cabelão lindo, bonita e com estilo. Acho que garotas assim encantam mais do que aquelas puramente bonitas e populares. Na vesão do filme, ela luta teteatete com o Demolidor ainda que venha a se apaixonar, ela vai atrás dele achando que ele havia matado seu pai, luta com o Mercenário ainda que acabe morta, ela é ressucitada e passa a matar por dinheiro.
Por partes, na história do filme, Elektra era filha de um milionário que prestava serviços para o Rei do Crime, porém quando o pai dela quis sair do esquema, infelizmente não pode sair ileso e o bandido não matava só um, ele matava a família inteira. Elektra já era órfã de mãe e o pai era tudo o que ela tinha, e ambos estavam no alvo, não haviam muitas opções. Quando o pai é morto, o Demolidor leva a culpa e Elektra passa a nutrir o desejo de vingança. Daí a cena com os sais cheio de fúria e raiva, não nego que é uma inspiração.
Originalmente, nos quadrinhos, ela foge para a Grécia após a morte de seu pai, voltando depois como uma ninja assassina, e com uma personalidade cruel devido a morte do pai. O pai a colocava sempre para treinar várias artes marciais no filme, desde menina. Enfim, ela era acima de tudo, uma guerreira. O Rei do Crime sabendo de suas habilidades a contrata como assassina particular, cargo antes do Mercenário. Ela por sua vez, querendo seu cargo de volta gera uma luta que culmina na trágica morte de Elektra pelo seu próprio sai ao final. Uma cena clássica dos quadrinhos.
Contudo, não é o fim. Elektra acaba sendo ressucitada por um mestre chamado Stick. Volta mais durona e centrada do que nunca. Muito habilidosa, fria e sedutora, com a roupa vermelha que na HQ ora muda para branca dependendo da fase que ela esteja, Elektra arrasa, seja pelo medo que causava ou pelo modo fazia o trabalho, ela equilibrava ser sexy e ser feroz. E por isso me encantei.
O olhar dela era penetrante e todos tremiam ao ver. Isso, aliada a beleza, habilidade e armas da Elektra me fizeram ter vontade de fazer o cosplay dela. Os sais são uma arma excêntrica, usadaos em pares, exigem atenção e habilidade, pois para se atacar com sais, há giros com o punho e precisão na pontaria, pois os sais não cortam, a menos que seja um movimento bem certeiro, apenas perfuram.
A vontade de fazer o cosplay da Elektra já vem de muito tempo. Acho que me identifiquei com o fato de querer ter um par de sais pra descarregar em sacos de areia quando estou com raiva, fora que a arma é fascinante por si só. Elektra tinha uma beleza incomum e eu me encantava com isso, acredito que o mistério faz parte da vida. Ela no filme tem uma reserva, não é muito de se relacionar com as pessoas e fica sempre na dela. Em muitos momentos somos assim.
O planejamento para esse cosplay começou há meses, desde a vontade até a concretização dele foi mais de um ano. Eu fico emocionada porque esse foi o primeiro cosplay oficial que fiz, com costureira, acessório feito por profissional e apresentação a sociedade. Era minha entrada oficial no mundo cosplay e realização de sonhos oprimidos. E com ele, não só fiz minha primeira apresentação cosplay mas também com ele ganhei meu primeiro concurso e de quebra vou aparecer na televisão. Enfim, tal como Elektra que renasceu, eu renasci como pessoa e nasci como cosplayer.


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