Caro Tom, acordar ás vezes dói. Nem todos acordam dizendo "Bom dia, sol!", por vezes o que não se quer é ter que vê-lo. Ás vezes cansamos de nos sentir sempre errados e muitas vezes, o que é pior, errados por algo que nem é de fato errado.
Dizem que sou dramática, passional, talvez todo canceriano seja assim, faz tempestades. O pior é que eu fico mal depois, por palavras que outras pessoas me dizem. Muitas sabem conscientemente que machucam, outras nem tanto, é inconsciente. Sabe, Tom, se eu pudesse não seria assim. Você acredita, não é? É exatamente como uma coisa que ouvi com relação aos homossexuais, quando chamavam o que eles eram de "opção" ou até mesmo "preferência". Afirmam que era um termo bem errado, afinal, quem em sã consciência vai escolher ser diferente a ponto de sofrer tanto preconceito, ser hostilizado, marginalizado e até mesmo morto na rua? Porque pode ser um indivíduo bem explícito até o classudo Clodovil, o rico Elton John, o filósofo Mercury, todos sofreram, quem escolhe dar o peito pra sofrer assim? Mas por vezes simplesmente o sofrimento vem.
E como eu disse Tom, se sofre por algo que se é até inocente e não tem culpa. Como o Edmond Danté no Conde de Monte Cristo. Ele foi acusado de levar uma carta espiã de Bonaparte para a França, mas o pobre nem saber ler sabia, porém foi acusado mesmo assim. Muitos exaltam nossos defeitos e esquecimentos mas anonimizam nossas qualidades.
Pensei na Lufa-Lufa... Quando eu era pequena achava que podia fazer algo extraordinário só que uma vez lufana, sempre lufana, o mundo tratará você assim. Os lufanos são as pessoas mais leais do mundo, são justos, são gentis, para eles não existe "jeitinho" porque acreditam no trabalho duro, na construção tijolo por tijolo, foram os que menos se debandaram para o mal porque sua natureza blinda esse tipo de inclinação, eles morrem por você se preciso for e no Torneio Tribruxo, mesmo quando Cedrico ganhou, foi morto e outra pessoa ficou com os louros. E mesmo com tudo isso, os lufanos, nós, somos os (meros) figurantes, os anônimos, os invisíveis...
Talvez esse tipo de coisa nos faça perceber um pouco do mundo que vivemos. E devanear sobre alguns pontos. Sabe Tom, Hitler não era tudo isso. Ele não era bonito, não era inteligente, não era forte, provavelmente nunca pegou numa arma nem matou ninguém, nunca foi para uma trincheira, todavia tinha palavras tão firmes, tão energéticas, tão fortes que faziam um eco tão grande que conseguiu convencer multidões a matarem por ele, convenceu pessoas a serem escravizadas e outras a escravizarem, mandou rotularem gente como mercadorias e entrarem em trens obrigadas mas sem motivo racional... O que ele tinha eram essas palavras, um tipo de carisma e poder de convencimento. Uma coisa presente em muitos por aí, desde aquele seu colega de escola/universidade que não tinha absolutamente nada de excepcional, nem se esforçava muito também para conseguir algo na verdade, mas com suas falas conseguia ser a atração da turma, o centro das festas, a celebridade...
Inveja? Não. É mais como uma reflexão sobre consideração. Lufanos são humildes também, não se vangloriam de seus feitos nem querem aplausos, todavia seria muito bom um pouco de consideração e reconhecimento. Ser discreto por vezes tem se tornado um desajuste. Existem muitos desajustados por aí... Sempre ouvimos que não somos diferentes de ninguém, logo creio que deva haver outras pessoas que se sentem meio desajustadas espalhadas. Devia haver um congresso dos desajustados, imagina o teor das palestras? Inteligência emocional, como não se abalar com palavras, como sair a francesa de festas que não agradam, eu seria uma PhD, pois tenho muito o que dizer no quesito se sentir meio fora do mundo... Talvez a criança criativa tenha sobrevivido a tudo afinal, pois quando eu era criança me enfiava numa casinha de lençol e por alguns segundos era como se de verdade eu estivesse numa dimensão diferente ou no espaço, em outro planeta. De algum modo a cabana de lençol permanece, a única diferença é que depois que crescemos, queremos uma cabana maior...
Dizem que sou dramática, passional, talvez todo canceriano seja assim, faz tempestades. O pior é que eu fico mal depois, por palavras que outras pessoas me dizem. Muitas sabem conscientemente que machucam, outras nem tanto, é inconsciente. Sabe, Tom, se eu pudesse não seria assim. Você acredita, não é? É exatamente como uma coisa que ouvi com relação aos homossexuais, quando chamavam o que eles eram de "opção" ou até mesmo "preferência". Afirmam que era um termo bem errado, afinal, quem em sã consciência vai escolher ser diferente a ponto de sofrer tanto preconceito, ser hostilizado, marginalizado e até mesmo morto na rua? Porque pode ser um indivíduo bem explícito até o classudo Clodovil, o rico Elton John, o filósofo Mercury, todos sofreram, quem escolhe dar o peito pra sofrer assim? Mas por vezes simplesmente o sofrimento vem.
E como eu disse Tom, se sofre por algo que se é até inocente e não tem culpa. Como o Edmond Danté no Conde de Monte Cristo. Ele foi acusado de levar uma carta espiã de Bonaparte para a França, mas o pobre nem saber ler sabia, porém foi acusado mesmo assim. Muitos exaltam nossos defeitos e esquecimentos mas anonimizam nossas qualidades.
Pensei na Lufa-Lufa... Quando eu era pequena achava que podia fazer algo extraordinário só que uma vez lufana, sempre lufana, o mundo tratará você assim. Os lufanos são as pessoas mais leais do mundo, são justos, são gentis, para eles não existe "jeitinho" porque acreditam no trabalho duro, na construção tijolo por tijolo, foram os que menos se debandaram para o mal porque sua natureza blinda esse tipo de inclinação, eles morrem por você se preciso for e no Torneio Tribruxo, mesmo quando Cedrico ganhou, foi morto e outra pessoa ficou com os louros. E mesmo com tudo isso, os lufanos, nós, somos os (meros) figurantes, os anônimos, os invisíveis...
Talvez esse tipo de coisa nos faça perceber um pouco do mundo que vivemos. E devanear sobre alguns pontos. Sabe Tom, Hitler não era tudo isso. Ele não era bonito, não era inteligente, não era forte, provavelmente nunca pegou numa arma nem matou ninguém, nunca foi para uma trincheira, todavia tinha palavras tão firmes, tão energéticas, tão fortes que faziam um eco tão grande que conseguiu convencer multidões a matarem por ele, convenceu pessoas a serem escravizadas e outras a escravizarem, mandou rotularem gente como mercadorias e entrarem em trens obrigadas mas sem motivo racional... O que ele tinha eram essas palavras, um tipo de carisma e poder de convencimento. Uma coisa presente em muitos por aí, desde aquele seu colega de escola/universidade que não tinha absolutamente nada de excepcional, nem se esforçava muito também para conseguir algo na verdade, mas com suas falas conseguia ser a atração da turma, o centro das festas, a celebridade...
Inveja? Não. É mais como uma reflexão sobre consideração. Lufanos são humildes também, não se vangloriam de seus feitos nem querem aplausos, todavia seria muito bom um pouco de consideração e reconhecimento. Ser discreto por vezes tem se tornado um desajuste. Existem muitos desajustados por aí... Sempre ouvimos que não somos diferentes de ninguém, logo creio que deva haver outras pessoas que se sentem meio desajustadas espalhadas. Devia haver um congresso dos desajustados, imagina o teor das palestras? Inteligência emocional, como não se abalar com palavras, como sair a francesa de festas que não agradam, eu seria uma PhD, pois tenho muito o que dizer no quesito se sentir meio fora do mundo... Talvez a criança criativa tenha sobrevivido a tudo afinal, pois quando eu era criança me enfiava numa casinha de lençol e por alguns segundos era como se de verdade eu estivesse numa dimensão diferente ou no espaço, em outro planeta. De algum modo a cabana de lençol permanece, a única diferença é que depois que crescemos, queremos uma cabana maior...

Boa noite você poderia me mandar algum vídeo do concurso de cosplay do animazon de 2014 ??
ResponderExcluirAcho que tenho sim, mande seu facebook que eu posso enviar
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