Eu comecei a escrever este post ontem. Acredito que não há coincidências e acho que foi um fato incrível justo no 07 de setembro, no dia da Independência, no qual o Dom Pedro a 500 anos passou dando gritos no Ipiranga, eu tenha visto e tido vontade de escrever sobre um filme nacional. Não pensei que fosse me emocionar com um filme brasileiro, e olha que eu, mesmo não sendo exemplo de patriotismo, assisto filmes brasileiros. Esse é um diferente, de animação. Tão bom quanto as Eras do Gelo de Saldanha, não á toa foi exibido no 21º Festival Internacional de Animação do Brasil, o Anima Mundi e recebeu críticas muito positivas. Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi, merece cada curtida e sorriso que provoca.
A história gira em torno de um homem que pode-se dizer que ele seja imortal, já que quando está prestes a morrer transforma-se num pássaro e sai voando. A época inicial é o descobrimento do país, quando os índios ainda viviam por aqui. O homem em questão se apaixona por uma moça chamada Janaína e esse amor torna-se muito intenso, até que os portugueses chegam. Pra notar como o Brasil foi ceifado desde os primórdios, o amor deles também é ceifado. Pelo menos nesse ponto da história.
250 anos depois o passarinho canta e Janaína o reconhece. Se você acredita ou gosta de coisas relacionadas a eternidade, vai gostar disso. Nesse momento, a época já é a da escravidão, com todos aqueles elementos de abuso, pobreza e lutas. Não nego que é legal ver a história do nosso país dessa forma, com formas reais, personagens, entendi a origem de algumas coisas vendo essa animação.
O terceiro ponto já é algo mais recente: a ditadura militar. Dessa vez o herói se atrasa e Janaína já está envolvida com outro e com outra causa. Noto em como os ideais são importantes, sempre há uma luta contra algo errado, embora nem sempre se ganhe ou como o próprio personagem disse: "Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando contra os caras que viraram." O amor dos dois está sempre no meio dessas lutas, acredito que há um fortalecimento por isso.
O mais legal é o ponto final do filme. No futuro, que podemos apenas imaginar, porém o diretor lançou uma realidade que causa certo incômodo: a falta de água. Imaginar um mundo no qual temos que comprar água e há uma cota limitada é no mínimo incomodo. Mas nesse instante é que o filme faz mais sentido: no futuro. Talvez as coisas sempre voltem ao seu ponto inicial e nesse ponto, é que isso fica extremamente claro.
Uma história de amor e fúria é realmente incrível. Camila Pitanga e Selton Melo dando voz aos personagens principais mostram que também arrasam na dublagem. A única observação que faço é com relação a faixa etária, talvez não seja adequado para crianças menores já que muitas cenas são um tantinho explícitas demais. Fora isso, dou minha total recomendação!





vlw pela dica. Vamos assistir.
ResponderExcluir^^ Eu recomendo totalmente, mostra que no quesito animação, o Brasil também pode fazer o extraordinário!
ResponderExcluirQual é o nome do índio?
ResponderExcluirAbeguar era o nome dele, porém no decorrer do filme conforme ele muda de corpo, muda o nome também.
ExcluirQual é o nome do índio?
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