Não é um texto de moral, nem de auto ajuda, é mais sobre auto conhecimento, o que implica no fato de que o que serviu pra mim, pode não servir pra você.
Nem tudo é como a gente quer. Tipo, ainda que pareça, sempre vai aparecer uma rachadura no seu mundo perfeito. O que muda é o modo como a gente lida com essa rachadura, se vamos ficar reclamando ou aprender a conviver com ela numa boa.
Você passa a reclamar menos. Assim, passa a peneirar mais as coisas com as quais se ocupa. Daí, o barulho do vizinho, a choradeira da criança mimada da rua, o comercial que parece cheio de más intenções na televisão, passam a ser secundários. Também você percebe que reclamar por coisa pouca é mais desgastante pra você do
que pro alvo da sua reclamação em si, então passa a poupar mais energia.
que pro alvo da sua reclamação em si, então passa a poupar mais energia.
Você usa menos gírias. As palavras tem que ser claras, sem muita malandragem, nem segundos significados. O chato é quando você se torna alguém irônico ou excessivamente maquiado no vocabulário, o bom é quando se busca o equilíbrio. Por exemplo, o cara que se julga superior não é gala-seca, mas literalmente arrogante.
Você não manda mais as pessoas se ferrarem. Acho que algo lá no fundo diz que nem vale a pena, tem gente que é como é, sendo esse um problema só da mesma, mandar ela se ferrar, pra pqp, pra casa do c., se f. não é mais algo comum, normalmente só se cala e se formula uma crítica a respeito e se verifica uma possibilidade de ajudar o outro a melhorar.
Tudo leva tempo. Se você não aprende a ser paciente, pelo menos do menos, se conforma mais com o fato de que não se pode ter algo na hora. Os 2kg ganhos nas festas de fim de ano não somem em um dia, seu cabelo não cresce só por passar a escova 200 vezes á noite e definitivamente, uma semana de academia não vai fazer você ter os músculos do Van Dame nem uma aula de kung fu vai fazer você conseguir dar o golpe da garça mostrado no Karatê Kid.
O tempo nunca vai ser suficiente. É bom se acostumar com isso, muitos vão dizer que se tem todo o tempo do mundo, mas não é muito verdadeiro. Afinal, sempre se quer fazer mais coisas do que se faz no presente, então não ter tempo o suficiente pra se fazer o que se quer e precisa é um sinal de que ainda há acréscimo de conhecimento.
Você dá mais valor ás companhias. Só que em contrapartida peneira elas muito mais. Consegue dizer quem é companhia pra virar balada; pra estudar; pra se aconselhar, pra um momento difícil e pra ir num evento profissional. E da mesma forma que peneira as companhias, também reconhece momentos em que é bom ficar só.
A morte é encarada de forma diferente. Com mais de 20 anos, muitas pessoas viveram pelo menos uma situação de morte de alguém íntimo ou de alguém próximo, você percebe que tudo muda de um jeito literal e drástico num segundo e vive diferentes emoções de cunho triste, seja por você ou pelos que ama. Porém aprende também que sentimentos permanecem e que lembranças boas vem com todo o seu valor nessas horas.
Você aprende a diferença entre fases e estados. Fase é quando por qualquer coisa, tipo uma decepção, você manda o mundo ás favas e na marra começa a fazer coisas que não são do seu feitio; estado é quando por causa dessa mesma coisa ou decepção, você permanece com sua personalidade íntegra só absorvendo o que a situação lhe mostrou e percebendo que virar a cabeça não vai ajudar em nada. Fase é quando alguém lhe dá um fora e você sai pegando todo mundo; estado é quando mesmo com o fora, você pensa que tá tudo bem e que pegar a festa inteira não vai resolver o coração partido.
Boa parte dos seus hábitos hoje são os que você levará pra sempre. Por saber a diferença entre fase e estado, você já consegue dizer que algumas coisas que faz lhe fazem bem e em nada lhe prejudicam em contrapartida outras você abandonou porque não acrescentavam em nada.
Há a descoberta de novos lados. Você pode ser um profissional incrível, escritor, poeta, curtir animes, fazer cosplay, frequentar eventos, pintar quadros e de quebra lançar artigos em uma revista internacional.
Dinheiro passa a ser algo com valor diferente. Você passa a pesar o que pode fazer com ele, verificar tudo que precisa e pode fazer com seu orçamento, além de aprender a usá-lo. Passa a traçar metas e pensa duas vezes antes de parcelar em 200 vezes aquele super lançamento de video game.
As batalhas são mais reais. Você se sente mais dono de si, tal qual Aragorn no Retorno do Rei, você começa a ter mais consciência de seus atos, suas escolhas, do que precisa melhorar (em todos os sentidos). E aprende em definitivo, que pode até lutar por certas coisas, mas que em certas batalhas sua luta é o suficiente e o que importa, porém a vitória em si nem sempre estará em suas mãos.
Seu lar nunca foi tão aconchegante. Você enfrenta o próprio cão nas ruas com trânsito, reclamações, pessoas pessimistas, por mais que não se afine com isso, tais energias sempre batem em você. Daí chega em casa e ali se sente a pessoa mais tranquila e segura do mundo. Sua casa, seu mundo, sua energia. Depois de dias cansativos, nada define melhor o paraíso.
Você aprende mais sobre amor. Você chorou quando se formou no colégio, na missa da sua turma da faculdade, no dia da festa de formatura, quando alguém da família próximo teve que se mudar, enfim, porém muitos desses colegas e pessoas queridas se afastaram para melhorarem de vida, seus colegas de escola seguiram cursos diferentes, seus amigos de universidade foram atrás de seus sonhos e da especialização que queriam, seu familiar precisava de uma oportunidade e esta só apareceu longe. Só que apesar da distância, seu sentimento permanece lá, amor de amigo, amor de irmão, amor amor, todos esses tipos, no momento das doces lembranças, o amor aflora e é como se a pessoa estivesse ali.
Você curte momentos, porém quer algo pro depois. Já não se é mais um adolescente, não há mais justificativa para arroubos de juventude, nem para fazer besteiras típicas desses pimpolhos. Você pode até curtir uma noitada da muito firme, mas antes fica se perguntando no que pode acontecer depois e no que pode acontecer se fizer algo errado. Você busca algo duradouro. Seu livre-arbítrio e poder de questionamento ficam mais apurados de certa forma.
A opinião negativa das pessoas já não atingem tanto. Principalmente se elas só tiverem crítica e nenhuma intenção de ajuda. O seu cabelo enrolado já não causa crise de identidade e faz você correr pro salão pra fazer uma chapinha, se alguém diz que você já esteve em melhor forma, não há desespero nem dietas malucas pra perder muitos kg por dia, se falam da sua camisa do Darth Vader, isso é relevante afinal, seu conforto deve vir em primeiro lugar e por aí vai.
Você sente mais as coisas. Consegue ouvir melhor as músicas, consegue mergulhar naquela cena de amor dos romances, percebe mais como a comida da sua mãe é boa, se acha mais bonito ainda que esteja de jeans e camiseta.
Boa educação nunca foi tão útil. Os bons dias, boas noites, por favor e obrigados normalmente acompanhados de sorrisos nunca foram tão úteis para vencer as atribulações do dia a dia. Sorrisos principalmente, são como um calmante natural.
A bagunça fora de controle começa a incomodar. Você está apressado, vai chover e não consegue encontrar a sombrinha debaixo de toda a pilha de roupa do armário, você quer aquele brinco pra sair e não acha porque seus porta jóias tá uma zon
a, aquela roupa que você idealizou pro encontro tá toda amarrotada, essas coisas passam a incomodar, fazem você pensar e aos poucos tirar um tempinho pra arrumar os armários, as caixas e os sapatos de modo que eles fiquem minimamente organizados.
a, aquela roupa que você idealizou pro encontro tá toda amarrotada, essas coisas passam a incomodar, fazem você pensar e aos poucos tirar um tempinho pra arrumar os armários, as caixas e os sapatos de modo que eles fiquem minimamente organizados.
E definitivamente, você aprende que cada dia é mais um dia. Não importa se há decepções, alegrias, desafios, serenidades, até mesmo o destino pode oferecer surpresas, porém cada dia é um acréscimo aos seus anos.






Adorei muito útil para refletimos sobre nossas atitudes no nosso dia a dia Parabéns pela escolha do assunto!
ResponderExcluirOi Lu! Muito obrigada por comentar aqui no meu humilde blog, XD. Agradeço os parabéns também, foi uma surpresa pra mim, feliz que tenha gostado ^^
ResponderExcluirOpa. Muito bom. Assino em baixo de tudo. E também acrescentaria: você vê os estudos de uma nova forma. No colégio, estudar era obrigação, pra passar de ano. Na faculdade, você estuda o que precisa para ser um bom profissional. O problema é que por n motivos (como trabalhar enquanto faz faculdade) faz você ter menos tempo de sentar e se debruçar nos livros (ou gastar bem mais horas de sono), daí você percebe o quanto era privilegiado na adolescência por ter a maioria das tardes livres, mas não estudava nada (falo isso por experiência própria).
ResponderExcluirContinue escrevendo, Rha. Até! ^^
HAHAHAHAA É mesmo, as tardes livres passam a ser vistas como privilégio! É, a forma de estudar passa a assumir um outro significado, você já consegue dizer que assunto lhe interessa, o que lhe dá prazer de sentar e ler, tanto que esses mesmos assuntos são aqueles que aprende mais facilmente. O próprio ato de estudar se torna escolha, você se pega pensando: "estou com vontade de estudar". Obrigada pelo comentário!
ResponderExcluirÓtimo texto. Partilhando o que aprendi, devemos aproveitar o máximo de tempo com as pessoas mais proximas, como pais, irmaos, avós, pois nunca saberemos o tempo que nos resta. Agora estou distante, mas espero poder acabar com essa saudade em breve......
ResponderExcluirOi! Nossa, primeiro post com mais de 4 comentários! Muito obrigada por isso! É, devemos aproveitar mesmo tudo que temos, nada é pra sempre, mas não nos impede de sempre lutar pelo melhor. Obrigada pelo comentário!
ResponderExcluir